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sábado, 30 de janeiro de 2016

Chapada das Mesas - Sul do Maranhão

Dias 16 e 17/janeiro/2016
Rio Tocantins - divisa dos estados do Maranhão e Tocantins
Deixamos Açailândia após o café da manhã e seguimos rumo à Carolina, mais ao sul do estado, percorrendo a BR 010 e depois a BR 230, a famosíssima Transamazônica!!! O clima estava ameno e intercalava pancadas de chuva e aberturas de sol... assim chegamos à Chapada após vislumbrarmos o lindo Rio Tocantins na cidade de Estreito, divisa com o estado vizinho (Tocantins).
Rio Capelão - Local do 1º acampamento
A região conhecida como Chapada das Mesas inclui uma área de proteção ambiental com 160 mil hectares e se estende pelos municípios de Imperatriz, Carolina, Riachão e Estreito, sul do Maranhão. O Parque Nacional da Chapada das Mesas foi criado em 2005, porém até hoje não conta com sede própria, atuação do ICMBio ou qualquer órgão federal para normatizar seu uso e visitação. Desta forma, os proprietários das terras utilizam de suas belezas naturais da maneira que lhes interessar ou aprouver! Cobram ingressos dos visitantes (day use: R$ 5,00 a R$ 15,00) para conhecer as cachoeiras e curtir as paisagens do local.
Por ser uma unidade criada recentemente, o Parque Nacional da Chapada das Mesas está com sua situação fundiária totalmente irregular. Nenhuma área foi regularizada ainda. O levantamento da população do interior e entorno do parque está na fase inicial e está sendo feito pela própria equipe da UC, em parceria com a Associação Agroextrativista dos Pequenos Proprietários de Carolina - AAPPC, que está fazendo o levantamento da área a ser inundada pela usina hidrelétrica de Estreito, ambos utilizando o mesmo questionário. O levantamento está sendo realizado lentamente, uma vez que não há disponibilidade de recursos humanos e financeiros para uma maior agilidade. 
http://www.ibama.gov.br/phocadownload/prevfogo/plano_operativo_parna_da_chapada_das_mesas.pdf
Diária para acampar: R$ 30,00
Encontro dos Rios, de propriedade da Maria de Jesus e do Benedito
Na rodovia há indicações de locais para serem visitados, assim entramos por uma estradinha onde havia uma placa indicando "Encontro dos Rios" e depois de percorrermos uns 5 km, chegamos à propriedade da Maria de Jesus que nos recepcionou, indicando que havia uma cachoeira de nome Capelão e que poderíamos conhecê-la mais tarde, após nos ajeitarmos. Assim, procuramos um local bacana para acampar e fomos tomar banho de rio, pois o calor estava grande!!!
Rio Capelão


A profundidade média do rio Capelão é de 1,5 m e suas águas tranquilas e mornas são transparentes e cheias de peixinhos. Ficamos um bom tempo explorando seu leito, indo de um lado até o outro e relaxando. Fazer flutuação e nadar em águas cristalinas é bom demais!
Já de tarde, seguimos por uma trilha a pé (que pode ser percorrida de carro) por uns 2,5 km só de ida, até encontrarmos a cachoeira do Capelão, com uns 20 m de altura, aproximadamente.


Após refrescante banho, retornamos ao acampamento pra preparar nossa refeição. Nos arrependemos de não termos comprado uma "carninha pra bater na grelha".
Há um grupo de campistas no outro lado do terreno e eles estão preparando uma fogueira para fazer um luau à noite! Não é permitido som automotivo no local, porém à noite, durante o tal luau, o grupo acabou aumentando o som do carro, causando certo desconforto e discussão! Nada sério e bem rápido... porém, o Marcos resolveu o problema rapidinho, no grito!!! Assim, pudemos dormir tranquilamente e acordar com as galinhas, aí pelas 5h da matina!
Maria de Jesus, Benedito e sua filha - Encontro das Águas
Nossos companheiros de camping saíram bem cedo, durante a chuva que caía aí pelas 6h... nós esperamos o tempo melhorar para desarmarmos nossa barraca e seguirmos adiante, não sem antes tomarmos café junto com a Maria de Jesus, seu marido Bendito e a filha mais velha. Ficamos conversando sobre a criação do parque e a infra estrutura apresentada (ou não) e eles relataram sobre questões políticas envolvidas!!!


Lá pelas 9h nos despedimos e seguimos adiante, parando uns 8 km adiante no Santuário Ecológico Pedra Caída, resort que conta com excelente infra estrutura e diversas opções de passeios (visitas a cachoeiras, teleférico, tirolesas, arvorismo, rapel).
www.pedracaida.com

Local lindíssimo de 1º mundo, com preços de 1º mundo e atendimento de 3º mundo! Na recepção conversamos com a moça sobre a possibilidade de apenas tirarmos umas fotos e conhecermos o que o local oferece. Ela chamou o gerente, Francisco, que nos explicou que abriria uma exceção, visto que o ingresso é de R$ 50,00 por pessoa para conhecer o local (day use). Fomos encaminhados a uma sala de projeção, onde o Rodrigo nos contou sobre o local, que existe há mais de 10 anos, porém com a atual estrutura existe apenas a 1 ano e meio e têm 12 500 ha. Os passeios oferecidos são pagos (duração de 2 h cada) e cada pacote tem um custo médio de R$ 50,00 por pessoa. Há duas tirolesas, enormes, cujo custo é de R$ 130,00 por pessoa (R$50,00 do teleférico + R$ 80,00 tirolesa); também se pode subir a pé até o alto do morro onde há uma pirâmide de 22 m de altura, toda de vidro, e de onde se tem a vista panorâmica da Chapada.  A cachoeira Pedra Caída tem 46 m de altura e dá nome ao local! Ou seja, o lugar é bacana, mas caro!!! Se você gosta deste tipo de empreendimento, prepare o bolso e curta a paisagem!!!
Diária completa para casal no Resort: R$ 500,00
Subida de teleférico. Cabo da tirolesa. Lá no alto, a pirâmide de vidro
Deixamos o Santuário para trás (distante 35 km do centro da cidade de Carolina) e seguimos até a Cachoeira do Dodô. Fomos recepcionados pelo Sr. Chico, mais conhecido como Ticotáca, que explicou que estava acontecendo um evento na região (Enduro do Cerrado) e que não seria cobrado ingresso, por haver muitas pessoas e uma certa confusão no local.
Cachoeira do Dodô
Cachoeira dos Corações
Fomos ver a cachoeira rapidamente, antes da galera chegar! Retomando o caminho para Carolina ainda paramos no Recanto das Famílias, da Madalena, cujo day use é de R$ 5,00 e, caso quiséssemos acampar cobraria R$ 25,00. O local conta com restaurante e rio para banho. É bem bacana!!


Chegamos a Carolina debaixo de chuva... muita chuva! Mais parecia um dilúvio! O único restaurante que encontramos aberto era uma portinha onde havia 4 mesas e tem sistema PF (prato feito) e marmita. Pedimos um PF com frango e outro com bife, cada um a um custo de R$ 15,00!!!! Como não tinha suco, tomamos água de torneira, mesmo... A chuva continuava a cair muito forte, alagando a cidade! Esta época do ano é conhecida por "inverno", no Nordeste, por concentrar as chuvas e a temperatura média cair alguns graus. O "verão" começa em maio e se estende até novembro!
Porto da balsa sobre o rio Tocantins

Museu da cidade de Carolina
Depois de uma hora, aproximadamente, conseguimos sair, ainda debaixo de chuva... Fomos dar uma volta pela cidade: o Museu estava fechado (14h30min de domingo); na praça central estava rolando a festa do Enduro do Cerrado, com dezenas de carros, motos, quadriciclos, disputa de som, low raid,... Uma bagunça que só!! As barracas de bebida tinham alguns clientes, mas o clima chuvoso desfavoreceu a festa!

Paredões rochosos que dão nome à Chapada


Seguimos viagem, em direção a Riachão, e fomos até as cachoeiras do Itapecuru, também chamadas de Cachoeiras Gêmeas. O local possui dois acessos: um do lado V.I.P. e outro mais popular, pela antiga subestação de energia. Utilizamos o segundo acesso e, conversando com o tiozinho da portaria (explicando que não iríamos permanecer no local, apenas tirar umas fotos e divulgar o espaço) ele permitiu nossa entrada sem pagar ingresso (R$10,00 por pessoa). Descemos até as cachoeiras e o visual é deslumbrante! As duas cachoeiras não são muito altas, 10 m e 8 m, mas com as chuvas que vêm ocorrendo na região há alguns dias, o volume de água aumentou e as pessoas estão aproveitando para andar de caiaque e nadar nas suas águas.


É uma pena que a antiga subestação esteja abandonada, pois as máquinas ainda estão lá e poderiam ser mais um atrativo turístico, além de poderem continuar a produzir energia... a ocupação desordenada do entorno das cachoeiras é visível! As pessoas deixam seu lixo, mesmo tendo lixeiras à disposição e não têm muito cuidado com o meio ambiente, riscando as pedras, pichando seus nomes, etc e tal.
Na área superior ainda se pode tomar banho no lago da represa e há espaço para se fazer um piquenique ou churrasco.
Antiga subestação de energia
Casa de máquinas da subestação
Lago da represa, mais uma opção de banho
Mais adiante, já no município de Riachão, fomos até o Poço Azul, local que conta com boa infra estrutura e opção de pouso. Cobra-se uma taxa de day use e se tem acesso a mais de 5 quedas d'água, muitas delas permitindo o banho. Mas, sem dúvida, a cereja do bolo é o Poço Azul, que dá nome ao lugar. A transparência da água permite que se vejam os peixinhos e o fundo do poço, com mais de 5 m de profundidade. Além do Poço Azul, há também o Encanto Azul (distante mais uns 5 km) que têm dois poços de águas cristalinas, mas que não visitamos desta vez.


Poço Azul
O acesso a todas as atrações é feito por decks de madeira, com corrimão, em ótimo estado de conservação. Nosso atendimento foi muito bom e o gerente permitiu que acampássemos.


Chegando à Cachoeira Santa Bárbara
Cachoeira Santa Bárbara - 76 m de altura
DICAS: A turbidez da água se deve à grande quantidade de chuvas que vêm assolando a região, porém na época da seca (de maio a novembro), as águas dos lagos são claras e transparentes. Portanto, se você tiver interesse em conhecer um lugar bacana, aqui é o point!
Na Chapada das Mesas existem mais de 80 cachoeiras catalogadas, além de outras opções de turismo de aventura. Portanto, é uma excelente opção de viagem. Os acessos às cidades são feitos por rodovias asfaltadas, porém as atrações ficam distantes e, em muitas delas, o acesso se faz por trilhas ou ruazinhas de areia e terra, necessitando um veículo mais alto, de preferência 4x4. Não esqueçam o repelente, protetor solar, tênis, snorkel e máscara de mergulho. 

À noite, lanchamos no restaurante do local e descobrimos que só havia mais outros dois hóspedes que estavam num chalé. Portanto, tivemos muita tranquilidade e sossego durante a noite, não fosse pela visita de um guaxinim que foi nos visitar e acabou escorregando no pára brisa e caindo sobre o capô, nos acordando sobressaltados!



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