Viagem Família______________________________________

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Enviando o Carro da América Para a Europa-Muitas Emoções


Pátio onde o Garça ficou esperando o embarque em New Jersey-USA

Uma viagem rodoviária necessita de estradas para os deslocamentos. Para deslocamentos rodoviários entre continentes é necessário traçar estratégias de forma a transportar um veículo de um lugar a outro no mundo para superar Oceanos.
Depois de mais de 10 meses percorrendo a América Central e América do Norte chegou a hora de continuarmos nossa viagem no Velho Continente.
Tínhamos inicialmente traçado diversos planos para essa importante etapa da viagem que estamos fazendo pelo mundo. O Plano A, seria enviar o carro de Halifax, Nova Escócia, no Canadá, para algum porto na Europa.
Acabamos alterando essa estratégia inicial, pois mudamos nosso roteiro e época do ano. Pensávamos primeiro em após cruzar o Canadá no sentido noroeste/sudeste rumando para a Flórida- USA e depois subir novamente pela costa leste americana até o Canadá e assim atingir Halifax localizada bem pertinho da divisa com os Estados Unidos. A época do ano seria perto de setembro ou começo de outubro. Acontece que estávamos em Washington e distantes mais de 2.000 km e com muitos pedágios pelo caminho. Quando chegássemos ainda teríamos que enfrentar as adversidades climáticas, pois o Atlântico Norte no inverno é bem agitado além das temperaturas extremamente baixas.
Dessa forma começamos a pesquisar o Plano B que seria enviar o carro dos EUA, mais ao sul, para a Europa.

Preparando o carro antes do embarque
Diversos contatos com forwarders - despachantes - via telefone e internet para pesquisar formas e preços do envio. Consultando amigos viajantes que já haviam usado esse envio intercontinental escolhemos inicialmente o porto de Antuérpia, na Bélgica, como destino. Custos, tempo de travessia e paperwork - documentação devem ser muito bem pesquisados com cada empresa que se oferece para o serviço. 
Nem sempre o que aparece como uma boa opção de despacho é uma boa opção de desembarque no destino escolhido. Descobrimos que no nosso caso o envio pelo sistema RO-RO ( Roll On - Roll Off) não seria possível. Nesse sistema o veículo enviado é simplesmente dirigido para dentro do navio transporte e fixado nos porões e pronto. Foi-nos informado que veículos pequenos como o nosso Garça- Kia Sportage só poderia ser enviado dentro de um container

Dessa forma após diversas consultas acabamos fazendo os contatos com a Empresa Schumacher Cargo Logistics, Inc.
Previsão para utilizar um container compartilhado de 40 "-pés. Custo inicial apresentado de U$ 1.230,00 (dólares). Aí começaram os problemas...Teríamos que esperar mais alguma carga ou outro veículo para completar o container, visto que só utilizaríamos menos da metade do espaço útil disponível. Mais, precisaríamos pagar mais umas "taxas" de seguro, inspeção e outras coisinhas que não foram bem explicadas, apesar de solicitar essas informações.

Local de entrega do carro no Porto de Newark-New Jersey
Nós pedindo explicações e a Schumacher demorando e enrolando. O tempo passando e estávamos preocupados pois já é novembro e o frio está chegando, e tínhamos marcado nossos compromissos na Europa com amigos e familiares. A cada contato, sem previsão de envio e a opção apresentada de enviar em container de 20"-pés pela Schumacher era superior a U$ 2.200,00 sem taxas e sem seguro...
Seguindo para o Plano C...Pesquisando na Internet, achei uma empresa chamada ShipOverseas. Essa tem sede em San Diego na California bem do outro lado dos Estados Unidos. Mas pensa num chute bem dado. Acertamos! Tudo incluído com taxas, seguro e num container individual de 20" ficou em U$ 1.785,00.

Em 2 dias e poucos documentos combinei com o Jack da Overseas de levar o carro até o Porto de Newark-New Jersey, pois estamos em Washington DC, distante uns 400 km ao sul.
Deu um pouco de medo de entregar o carro lá, apesar de já estarem me esperando lá para a coleta. O Jack e o Dylan da Overseas foram extremamente prestativos e profissionais, fazendo todo o trabalho desde a Califórnia e nós em New York. A empresa que recebeu o carro era de... russos... Um enorme pátio empoeirado com centenas de carros velhos de desmanche, empilhadeiras transportando sucata, poças d'água, pó e muita sujeira por todo lado. Imagina, despachamos o carro por uma empresa norte-americana, tramites portuários e embarque por uma empresa russa, transportado pela Hamburg Süd-alemã, para um porto na Bélgica! Deu aquele medo de não ver mais o nosso querido Garça. Ainda bem que fiz seguro!
Imagina você entregar as chaves, documentos originais e o carro e receber apenas um papelzinho amarelo da "inspeção", vinda de um funcionário russo no meio de um pátio sujo!

Inspecionando o carro antes do envio para a Europa


Assim, voltei a Washington para reencontrar a Mari e tratar de comprar nossas passagens de avião para a Europa. Tínhamos tempo de sobra, visto que o envio do carro iria demorar cerca de 25 dias.
Decidimos escolher Portugal para ir a Europa, pelos custos e como tínhamos tempo queríamos aproveitar um pouco mais do restinho de calor antes do inverno que se aproximava.
Que fique bem claro um importante detalhe: Todos os procedimentos do envio do carro fiz sozinho com a ajuda de um grande amigo que conhecemos nos Estados Unidos e nos acolheu na sua casa em Washington. O Allan foi um dos "anjos da guarda" que nos acolheu durante esse quase um mês que ficamos procurando o melhor jeito de enviar o carro para a Europa. Ter amigos é ter tudo!

Curtindo Portugal a bordo de um VW Pollo
Problemas resolvidos, achávamos, já em Portugal-Lisboa, só aproveitando o tempo e curtindo terras lusitanas. Alugamos um carro em Lisboa pela bagatela de € 3,00 a diária! (Europcar-Locadora) Um belo VW Polo novinho para 3 dias por € 18,00 com seguro e taxas!
Mas, eis que do nada recebo uma mensagem do despachante aduaneiro na Bélgica dizendo que não iria mais fazer os trâmites quando o carro chegasse!?!? Sem muitas explicações ele apenas disse que não poderia fazer o serviço pois não era da cidade de Antuérpia, onde o carro chegaria...então, novos contatos telefônicos com a Overseas Shipping dos EUA e nos foi dado outro nome. Aí começaram os problemas na Europa-Bélgica. O preço inicial que tínhamos para desembaraçar o carro que ficaria em €350,00 e mais uma taxa de aproximadamente € 120,00 pela cubagem volumétrica do veículo, saltou para mais de € 2.000,00!!! 
 

Questionei os preços praticados e me foram apresentadas as mais estapafúrdias explicações de orçamento. Um despachante queria cobrar € 55,00 apenas para religar a bateria que fora desligada para o transporte. Outro queria cobrar € 115,00 para "medir o combustível no tanque"! (não souberam explicar como iriam fazer isso). Outro ainda queria cobrar taxas extras de liberação de até € 300,00 do cais do Porto de Antuérpia do lado esquerdo do rio e do lado direito do rio ( o Porto fica dentro do estuário de um rio).
Fui sumariamente descartando os despachantes, mas o tempo foi passando e o carro acabou chegando antes do previsto que seria no dia 11 de dezembro. Recebí o aviso de chegada para o dia 5 de dezembro. Como você só tem 7 dias incluídos para retirar o veículo sem taxas adicionais tive de adiantar nosso cronograma. O que nós não contávamos é que o carro chegou numa quarta-feira na hora do almoço. Mesmo sem ter sido desembarcado o dia já estava contado. Solicitei o desembaraço na quinta-feira. Só liberaram o carro na próxima quarta-feira à tarde.  Assim, seguimos a Alemanha mais perto da Bélgica ficar na casa de amigos (como é bom ter amigos) e acabei indo para a Bélgica de ônibus enquanto a Mari ficava na Alemanha. Diminuir custos nessa hora é questão prioritária.
Fui direto na Hamburg Süd, transportadora e conheci o gerente geral o Phillip. Conversei com ele e tentei argumentar e fazer todo o despacho sozinho da mesma forma que fiz no Panamá.

Aí descobri que, segundo palavras do Phillip: "isso não é possível"- " bem-vindo à Bélgica" ele disse. Aqui existe uma espécie de Máfia e você vai infelizmente ter que se sujeitar ao "sistema"!!! Ele me disse tudo " no modo off", que os despachantes operam dessa maneira, e ficam "cozinhando" o cliente de forma a cobrar mais taxas de armazenamento que custam em média  € 350,00 semanais,  € 50,00 por dia mais os finais de semana e sextas-feiras, que você paga mas ninguém trabalha!!!
Acabei achando um despachante mais honesto que trabalhava numa cidade vizinha de Antuérpia, o Steven Van Buynderen ( Belgaco Shipping Bvba) que nos apresentou o preço de  € 1.039,00. Esse preço acabou subindo para um total de  € 1.660,00 (euros) pela demora na liberação e retirada do carro do porto!! Resumindo: Existe uma espécie de "acerto" entre os despachantes em Antuérpia para "cozinhar" o cliente de forma a estorquir dinheiro! Fique atento. Nós não recomendamos de forma nenhuma despachar seu veículo via container para a Bélgica! Se for por via Ro-Ro, pode ser, pois você não fica preso ao "esquema armado" para trâmites com containers. De outra forma prefira Roterdam-Holanda ou Hamburg-Alemanha, que inicialmente até podem pedir um valor um pouco maior, mas não vão te enrolar!!

Reencontrando o Garça na Bélgica-Junto com o Steven
Assim, depois de 20 dias no navio e mais 14 dias mofando nos porões de um armazém (warehouse) conseguimos retirar nosso querido filho o Garça!! Que saudade!! Uma rápida carga na bateria e saímos do porto! Agradeço imensamente ao amigo Steven ( email: shipping @ belgaco.be) (telefone whatsapp: + 32 0491 28 14 66) pela ajuda e recomendo os serviços dele a quem precisar de algo na Bélgica. Dos outros queremos distância.

Assim então foi nossa aventura de enviar e receber nosso carro dos Estados Unidos para a Bélgica. Dicas: 1-Para evitar ser enrolado, trate tudo pessoalmente.
2-Falar inglês é indispensável.
3- Pesquise.
4-Nunca aceite a primeira oferta. Exija notas e comprovantes de tudo.
5-Pode fazer os trâmites pelo telefone ou whatsapp, mas confirme tudo por email. Email é documento o resto é só conversa.
6- Acerte tudo no momento do despacho do país/continente de origem. Tudo mesmo, recebimento, datas, prazos, valores. Isso é uma garantia, ou pelo menos uma segurança a mais para você poder argumentar no caso de algum problema! Se não tivéssemos feito tudo com comprovantes os problemas ainda teriam sido maiores.
7-Não confie que por estar enviando para um país de "primeiro mundo" tudo vai ser perfeito! Na Europa existem problemas também, como em qualquer lugar do mundo.






quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Enviando o Carro de Navio - Colômbia > Panamá



Um dos grandes momentos de uma viagem de carro é quando precisamos cruzar lagos, rios ou oceanos com nosso veículo!
Quando saímos do sul do Brasil com o objetivo de alcançar o Alaska, no extremo norte do Continente Americano, já sabíamos que precisaríamos embarcar nosso querido Garça em um navio para ultrapassar o famoso Darien Gap, que separa a Colômbia do Panamá.
Ali não existem estradas transitáveis para superar os pântanos e a espessa selva existente nos pouco mais de 80 km que separam esses dois países. Sim, alguns já superaram esse desafio, mas isso demanda muitos dias, às vezes semanas, superando a completa falta de estrutura  rodoviária da região.

No nosso caso, iríamos enviar o nosso veículo via container. Duas opções viáveis: container individual  de 20 pés ou container compartilhado de 40 pés. Já antes de chegarmos à Colômbia havíamos pesquisado as diversas possibilidades e fizemos nossa inscrição num site chamado https://containerbuddies.bubbleapps.io/
Nesse site/aplicativo você pode se inscrever para buscar as mais diferentes rotas disponíveis para compartilhamento de containers de transporte.
Passo a passo: 1- Cadastre-se no aplicativo.
                        2- Escolha a rota que é oferecida e que pretende seguir.
                        3- Preencha a possível data e informe os dados solicitados sobre seu veículo.
                        4- Aguarde que apareça alguém interessado no compartilhamento.
                        5- O site/aplicativo te avisa via e-mail sobre algum possível compartilhamento

Nosso Garça lavado, limpo e cheiroso, pronto para o embarque
Seguimos viagem atravessando o Brasil e o Peru analisando as possibilidades oferecidas. No caso específico desta rota Colômbia (Cartagena) para o Panamá (Colón) são muitas, visto a grande quantidade de viajantes que atravessam as Américas de ponta a ponta.
Logo que chegamos à Colômbia entramos em contato com um grupo de rapazes que tinham uma Kombi -Volkswagen e a data que eles escolheram seria praticamente a mesma que a nossa. Contactamos eles por e-mail e eles, já em Cartagena, começaram os trâmites para adiantar o processo.
Enviamos nossos dados para que eles inserissem no sistema e assim, quando finalmente chegamos em Cartagena, na Colômbia, já estava "quase" tudo encaminhado.
"Quase" porque eram rapazes que vinham de Israel, compraram a Kombi no Peru e ainda por cima não falavam espanhol!




Acabamos logo fazendo amizade com o Roy, Gal e Elad. Três recém saídos do serviço militar e dando uma volta pelas Américas, nos conhecemos no famoso gramado existente atrás do Hilton Hotel de Cartagena, local onde até então a maioria dos overlanders ficava para aguardar o embarque para o Panamá.
Em 2 dias encaminhamos toda a papelada para o embarque através da Ana Rodriguez, uma despachante extremamente competente e focada.

Acampados "no Hilton"... atrás do Hilton, rsrsrsrsr. Com nossas amigas Pam e Evi (Chile)na Kombi azul clara, a Família Liska (Argentina) com a camper à esquerda e mais ao fundo à direita a Kombi azul escura do Roy, Elad e Gal.(Israel).
 O Garça tá ali no meio, na sombra.


No dia seguinte da entrega da papelada ela nos informou que precisávamos estar pontualmente às 10h da manhã no Porto para as inspeções e embarque no container. Claro que com o carro totalmente limpo e lavado, e mais a série de recomendações, como: tanque quase vazio, nenhum alimento perecível à bordo, etc.
Foi tudo muito rápido e sem entraves. A Ana nos acompanhou em todo processo de preparação, embarque, lacragem do container e tudo mais. Digo mais: valeu cada centavo dos U$ 200,00 (U$ 100,00 cada carro) que pagamos para ela fora todas as taxas já sabidas necessárias ao embarque.


Além de competente, fizemos uma amiga na Colômbia.
O mais importante é que nós pudemos dirigir nosso carro para dentro do container e acompanhar tudo bem de pertinho. O processo de colocação no container levou pouco mais de 3 horas. O que demorou mesmo depois foi a má vontade do chefe da Aduana Colombiana que no seu belo escritório, lá bem longe do porto, só trabalha quando quer. De qualquer forma, superamos tudo às 16h e sob a promessa de que no dia seguinte o carro seguiria ao Panamá, demos o dia por encerrado.

Inspeção geral antes do embarque no container




Depois de tudo resolvido!
Nossos amigos israelenses decidiram cruzar para o Panamá de veleiro. Nós optamos por fazer de avião. Veleiro custava U$ 500,00 por pessoa. A passagem aérea custou U$ 180,00 por pessoa. Adivinha por que fomos de avião, mesmo sabendo que por veleiro a viagem é um show, atravessando parte do Caribe em belas praias e com tudo incluído? Como a viagem de veleiro demora 5 dias, tínhamos esse tempo para curtir mais um pouco a bela Cartagena.
Então buscamos um hotelzinho bem no centro de Cartagena, no bairro Getsemani, e de lá fizemos diversos passeios por esta cidade tão bonita, colorida e alegre por mais 4 dias.



Cartagena-Colômbia


Depois que o navio chega com os containers em Colón, Panamá,  tem-se uma semana (7 dias corridos) para retirar o veículo do porto sem custos adicionais. Dessa forma, calculamos a data da chegada e fomos primeiro à Cidade do Panamá. Só no dia anterior à chegada do Roy e sua turma é que mudamos de cidade e hotel e ficamos na feia cidade de Colón.

Esperando nosso carro para ser liberado no Panamá, fizemos amizade com um argentino fazendo o caminho inverso,
 para a Colômbia

Porto de Colón: a foto não mostra a ineficiência dos fiscais aduaneiros. Não é permitido tirar fotos do Porto...ops...

"Bela" cidade de Colón, Panamá


O Porto de Colón é uma bagunça. Completamente diferente de Cartagena. Com toda a papelada em mãos, pegamos um táxi para carimbar os documentos nos diversos locais, como Aduana, Polícia Federal, etc...seguimos com tudo pronto ao porto. Aí lá você depende também da boa vontade dos agentes de desembarque. Primeiro disseram que iriam tomar um cafezinho. Depois disseram que era hora do almoço. Claro que sabíamos que queriam uma propina. Mas fui bem direto e depois de 4 horas esperando e reclamando (e eu tendo que conter a rapaziada de Israel que já queriam "dar um jeito diferente" na situação), ameacei com a polícia e aí a coisa andou. Tudo com muita educação. Fui bem direto e duro, mas nunca faltando com a educação.

Recebendo nosso querido Garça no Panamá
Desde o começo, quando chegamos ao porto para buscar o nosso Garça, avisei aos fiscais aduaneiros que o carro tinha um sistema anti-roubo que só eu poderia desligar. Mas eles alegavam que eu não poderia entrar no porto sem as devidas credenciais.
Eles tentaram mover o carro e claro que não conseguiram. Depois de uma boa conversa e algumas horas de espera, me emprestaram um jaleco, um capacete e credenciais de um outro fiscal e acabei entrando no porto e no container para desligar o sistema de segurança e mover o carro para fora.
Enfim, depois de tudo pronto, recebemos o Garça. Final feliz e prontos pra seguir viagem para o norte do Continente.

Os custos totais para embarque, taxas e extra para a amiga despachante Ana, na Colômbia, foram de U$ 1.250,00. Mais U$ 92,00 de taxa de estacionamento pagos no Panamá! Tudo incluído.

Nossa recomendação: se quiser agilizar o processo de envio de seu carro ao Panamá, contrate um bom despachante. Vale a pena porque você não perde tempo e o valor é justo. É possível fazer os trâmites sozinho? Sim! Mas você vai levar pelo menos 3 dias de correria e quebrando a cabeça para economizar U$ 100,00 (como no nosso caso). Nós negociamos o preço e chegamos a um acordo. Cada um faz o que acredita ser melhor!
Aproveite a experiência e viva cada momento. Boas viagens!!