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sábado, 12 de agosto de 2017

Reserva Ambiental Da Serra do Japi - Jundiaí - São Paulo

Jacu (Penelope purpurascens)
     Muita gente nos pergunta o que fazer quando se tem apenas poucos dias de férias e se quer sair de sua cidade onde mora.
     Sempre respondemos que pesquisar e planejar é o segredo de férias felizes e bem realizadas.
     Dessa vez tínhamos 12 dias abertos a uma nova experiência. Como moramos no sul, mais especificamente em Santa Catarina e já conhecemos razoavelmente o nosso entorno optamos diversas vezes a locais um pouco mais afastados mas que possam ser bem aproveitados em curto espaço de tempo.
     Destino traçado dessa vez: Serra do Cipó no norte do estado de Minas Gerais.

Aguardando a liberação do congestionamento na BR 116-Regis Bitencourt


     Mas o destino não compactua sempre com o planejamento. Tudo bem no deslocamento até chegarmos na BR 116 trecho entre Curitiba e São Paulo mais ou menos na região da Represa do Rio Capivari uns 60 km depois de Curitiba.
     Um imenso congestionamento formado pelo tombamento de um caminhão carregado de chapas de madeira compensada apresentou-se e nada mais restou a fazer do que aguardar a liberação da pista. Dessa forma ficamos batendo um bom papo com os caminhoneiros vizinhos de estrada.
     Pouco mais de 2 horas depois recomeçamos a viagem e agora já sabendo que nosso planejamento de dormir em algum lugar na BR 381 - Rodovia Fernão Dias entre São Paulo e Belo Horizonte já se tornou inalcançável. No planejamento inicial imaginávamos rodar aproximadamente 750 a 800 km mas com o atraso viajar a noite nessas rodovias não é boa ideia.
     Nessas horas é sempre bom contar com amigos, parentes ou indicações onde um pouso e um bom descanso sempre são bem-vindos durante uma viagem. Ligação feita para uma prima na cidade de Jundiaí e tudo resolvido.

     A alteração na programação deu-se quando descobrimos que a nossa querida prima Adriana já havia feito a reserva de uma guia para percorrer as trilhas da Serra do Japi que fica nas áreas dos municípios de Jundiaí, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar e Cabreúva, todos a poucas dezenas de quilômetros da capital paulista. É um dos raros remanescentes de Mata Atlântica no interior do estado de São Paulo e por esse motivo tem grande importância na sua conservação.
     A Serra do Japi na verdade não é um parque mas sim uma APA (Área de Proteção Ambiental) tendo sido criada em julho de 1984 pela Lei Estadual n° 4.095. Em 1991 foi transformada em Reserva Biológica do Município de Jundiaí e no ano de 1992 foi declarada como Reserva da Biosfera da mata Atlântica do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.
     Possui uma área de 354 quilômetros quadrados e ponto culminante com 1.260 m de altitude e na sua área formada por solo rochoso recoberto de fina camada de material orgânico existem dezenas de pequenos afloramentos de olhos d'água caracterizando nascentes. 
     O nome Japi de origem indígena significa local de nascentes ou cachoeiras o que define bem o lugar pois muitos pequenos olhos d'água são encontrados e pequenos riachos com isso são formados dando a toda a serra um ambiente perfeito para a manutenção da natureza. 


Preenchendo o termo de responsabilidade

Instruções da guia antes das trilhas

Finalmente caminhada em família
   
   
   
Pegada de jaguatirica ou gato do mato
      Assim decidimos nessa manhã de sexta-feira, acompanhados da indispensável guia Yolanda fazer uma caminhada por algumas trilhas da Serra do Japi. O sistema idealizado para visitação da Reserva é um pouco burocrático e necessita ser agendado com antecedência e segundo a nossa guia, é necessário informar antecipadamente qual trilha será percorrida não sendo permitido alterar a programação e nem trilhar outro caminho previamente informado à administração da Reserva Municipal. Os guias são terceirizados free lancers e o custo é de R$ 30,00 por pessoa para um mínimo de 8 pessoas ou R$ 240,00. Como somos exatamente em oito pessoas fechamos um grupo familiar composto de primos do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e da Califórnia-USA.
     Antes de iniciar as trilhas é necessário preencher um formulário de responsabilidades apresentado pela administração da reserva ambiental e então pode-se prosseguir.
     O que chamou positivamente a nossa atenção foi a limpeza da área da reserva, pois não encontramos nenhum tipo de lixo durante as mais de 5 horas que percorremos as trilhas escolhidas. As águas dos riachos são limpas e potáveis e pudemos consumi-las sem nenhum problema, isto levando em conta que estamos a pouco mais de 60 km da maior cidade do Brasil, a capital paulista.

Ruínas de uma capelinha abandonada que encontramos na Serra do Japi


Casa do Conserveiro-Local de apoio ao caminhantes e pesquisadores que atuam na região.


Cachoeira Paraíso

      A região é praticamente toda composta de mata secundária pois durante muitos anos inúmeras queimadas aconteceram no local. Dessa forma poucas árvores antigas remanescem, mas assim mesmo a recuperação que a própria natureza proporcionou foi fantástica, e agora podemos observar e admirar inclusive líquens e fungos diversos nos troncos. Isso por si só já demonstra a boa qualidade do ar e a preservação ambiental.
      A nossa aventura em conhecer a Serra do Japi foi apenas uma das inúmeras trilhas existentes no local. Essa reserva ambiental possui muitas outras atrações e são um excelente exemplo de que mesmo pertinho de grandes centros urbanos podemos descobrir belas surpresas!

Nossa turma de trilha.

Sementes da árvore Paineira
      A cidade de Jundiaí-SP ainda oferece diversas opções de lazer entre elas o Parque da Cidade com imensas áreas de lazer e caminhadas. Aluguel de bikes, parquinhos infantis, quiosques e tudo mais para o repouso estão presentes também.





     Resumindo: Para você se divertir e descansar não precisa ir muito longe, basta procurar e aproveitar bem.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Última etapa-Fiambalá-Argentina até Santa Catarina-Brasil

 
 Bom dia Fiambalá!

     Ontem chegamos já ao anoitecer no Camping Fiambalá. Simples mas com estrutura suficiente para ficarmos bem acomodados embaixo de árvores aproveitando a natureza e tranquilidade. Melhor ainda foi descobrir que o camping é cheio de árvores frutíferas e logo nos vimos cercados de uvas madurinhas por todos os lados.
     A proprietária do camping também fabrica pães caseiros assados na hora e claro que o café da manhã foi caprichado, acompanhado das dezenas de passarinhos e papagaios que faziam um barulho digno de acordar qualquer um, rsrsrsrsrsrs
   
Verificando o Garça em meio a parreiras de uvas madurinhas

Papagaios madrugueiros
     Fiambalá é a última cidade a oeste da Província de Catamarca pela Ruta RN 60 antes do Chile de onde viemos. Localizada a 1600 msnm tem uma população de aproximadamente 5.000 habitantes e sua economia está baseada no cultivo do vinho, estando integrada a Ruta del Vino da Argentina. O turismo também é fonte de renda da cidadezinha já que é ponto de apoio para viajantes que cruzam para o Chile neste local atingindo o famoso Paso de San Francisco.

     Tudo guardado após o café, agora vamos abastecer o Garça e seguir em direção a cidade de Tafi del Valle pouco mais de 380 km ao leste. Já conhecemos a cidade de Tafí como é conhecida por aqui pois estivemos nessa região no ano de 2012. Veja postagem: http://www.viagemfamilia.com.br/2012/01/cafayate-santiago-del-estero-argentina.html

Vejam os nomes das cidades

Mais um trecho da RN 40 percorrida

Almoço a beira da estrada debaixo de uma sombra- 38°C
      Para nossa surpresa dessa vez, diferentemente da anterior, Tafi del Valle estava lotada!!! Simplesmente impossível de ficar pois as ruas congestionadas de veículos, restaurantes com filas de espera, hotéis e pousadas lotados e o camping municipal que é enorme estava abarrotado de gente.
Não haveria as mínimas condições de conforto para dormir ou permanecer nessa simpática cidade.
     Claro que vale lembrar que Tafi del Valle é ponto de destino turístico muito famoso e conhecido na Província pois oferece clima agradável e ameno em contrapartida ao calorão que faz na região circunvizinha. A sua altitude de 2.014 msnm e boa infraestrutura turística é uma ótima opção para moradores da capital provincial San Miguel de Tucumán localizada a 126 km daqui. Dessa forma Tafí é como a "Bariloche" da região.
     Não podemos esquecer que estamos no período de férias escolares e hoje é fim de semana. Tudo isso contribui para deixar a cidade cheia de gente. Se fosse no meio da semana com certeza seria mais tranquilo.

Chuva chegando

Pertinho de Tafi del Valle
      Depois de conseguirmos nos desvencilhar do caótico trânsito da cidade optamos então para fazer o caminho e sentido inverso ao que todos faziam! Nós vamos a San Miguel de Tucumán já que todos de lá vem a Tafí!! A distância é de 110 km percorridos pelas Ruta RN 307 e RN 38,estradas com dezenas de curvas e que exigem muita atenção pois são estreitas e situadas nas encostas de serra que separam os Andes da planície de Tucumán.

   
Descendo a serra em direção a Tucumán
      San Miguel de Tucumán é uma cidade grande! Possui população superior a 1.100.000 habitantes sendo a 5ª maior aglomeração urbana da Argentina.
     Realmente a cidade estava vazia! Claro, todos sairam do intenso calor que aqui chega a 35°C e subiram a serra em direção à Tafi del Valle com seus 18°C!
     Claro que aqui as opções de pousada seriam mais difíceis em algum camping. Então usando o GPS rapidamente achamos o Hostel Tucumán pertinho do centro a P$ 880,00 ( R$ 170,00 p/ quatro) com café da manhã e diversas cervejas que tomamos ao lado da piscina! Nada melhor do que isso para espantar um pouco o calor que faz por aqui.

Aqui deixamos o Garça na rua sem nenhum problema

Instalações do Hostel Tucumán

Piscina só para nós!!!
     Na manhã seguinte partimos cedo, não antes de passear pelo centro da cidade que está muito tranquilo já que é um domingo!  Hoje será nosso último dia com pernoite na Argentina e queremos chegar até Corrientes que fica a 790 km daqui, o que nos dará um dia inteiro de estrada!
     San Miguel de Tucumán é conhecida como " O Jardim da República" e é a cidade onde foi assinada a Declaração da Independência da Argentina em 9 de julho de 1816. Fundada em 31 de maio de 1535 numa localidade a 60 km ao sudoeste daqui, teve sua sede transferida em 1685 para a atual posição devido aos intensos ataques dos índios Solcos descendentes da Cultura Calchaqui.
     Sua altitude média é de 450 msnm e no ano de 2000 o Governo Nacional declarou a cidade como patrimônio histórico nacional devido a sua arquitetura e patrimônio urbanístico. Tivemos a oportunidade de passear e conhecer alguns prédios históricos no centro e também o Teatro Mercedes Sosa, cantora reconhecida internacionalmente e que é Tucumenha.

Passeando pela cidade vazia nessa manhã de domingo

Casa de Gobierno de Tucumán

Teatro Mercedes Sosa
     Dia inteiro de viagem até alcançarmos Corrientes. Corrientes já é nossa velha conhecida pois a cada viagem que fazemos ela é quase roteiro obrigatório para o caminho de volta. Dessa vez ficamos hospedados no Hotel Astro. Conhecemos meia-dúzia de hotéis na cidade dentre as dezenas que existem. Sempre buscamos bom custo benefício apesar de sabermos que é uma cidade com custo de vida um pouco mais elevado.
     Em Corrientes também já virou hábito de jantarmos uma parilla. Tem locais onde servem apenas a parillada argentina completa, mas nós preferimos a mista onde podemos escolher as carnes servidas. Nessa viagem não foi diferente e a parilla El Tio encaixou-se perfeitamente nos nossos planos.
     Quando você volta de uma viagem longa e começa a chegar perto de casa a gente busca um pouco mais de conforto, até porque as distâncias percorridas acabam sendo um pouco maiores. Conforto, boa alimentação e dormir bem são essenciais nesses casos.



Nosso quarto com café da manhã servido no próprio quarto.


     Na manhã seguinte até Posadas, uns 320 km pela RN 12 e uma passada "rápida" em Encarnacion no Paraguai onde chegamos perto do meio-dia. Essa visita ao Paraguai foi para trocar os pneus dianteiros do Garça que já estão carecas, e os preços praticados são infinitamente menores dos no Brasil, coisas de país que não respeita seus cidadãos. Disse passada "rápida" porque o que demora mesmo são as imensas filas de argentinos indo e vindo ao Paraguai para fazer suas compras. Acabamos voltando e passando a aduana Paraguai/Argentina somente perto das 17h e isso acabou por definir nosso plano de cruzar a divisa com o Brasil
     Inicialmente iríamos via balsa em San Javier ou Alba Posse, mas esse serviço somente funciona até às 17 h . Então seguimos mais 50 km ao sul de San Javier para realizar os trâmites em Santo Tomé que faz divisa com a cidade de São Borja já no Rio Grande do Sul/Brasil.

Voltando para Posadas 

Filas imensas sobre a Ponte Internacional Beato Roque Gonzales de Santa Cruz-Encarnacion/Par-Posadas/Arg
      Os trâmites demoraram um pouco pois tivemos que carimbar os passaportes na aduana brasileira comprovando nossa entrada no Brasil. Isso se deu pelo fato de que pela primeira vez os passaportes foram carimbados quando saímos do país através da aduana em Assis Brasil no Acre. Até então nunca foi feito nenhum carimbo para sair do Brasil em todas as viagens que já fizemos pela América do Sul. Também demorou um pouco a falta de boa vontade e treinamento do funcionário da Receita Federal que reteve-nos por quase uma hora apenas para verificação das bagagens.
      Finalmente estamos no Brasil após 30 dias de viagem. Noite bem dormida em São Borja-RS. e 13.991 km rodados e chegamos em casa na cidade de Barra Velha-SC.
     A você amigo que nos acompanhou nessa aventura agradecemos a companhia e desejamos um grande abraço e se tiver alguma dúvida pode nos contactar pelo Facebook ViagemFamilia ou aqui mesmo no nosso blog.
                                 
                                                BOAS VIAGENS e SEJAM FELIZES!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Atravessando o Passo de San Francisco-Rumo a Argentina

 
Subindo os Andes do Chile para a Argentina- cidade de El Salvador
       Acordar hoje já começou a dar saudade. Sabemos que estamos voltando para casa mas o sentimento de que essa viagem está quase acabando dá aquela sensação de quero mais! Olhar por cima do ombro e dar a última espiada no Oceano Pacífico e na cidade de Chañaral, onde pernoitamos, e que vão ficando cada vez menores no espelho retrovisor produz dentro do carro um silêncio diferente das piadas e alegria tão habituais.
     De qualquer forma hoje teremos um longo trecho pela frente. Será um trecho praticamente só de subidas pois estamos ao nível do mar e alcançaremos o Paso de San Francisco a 4.726 msnm. Decidimos abastecer o Garça na cidade de El Salvador a aproximadamente 125 km pela Ruta 31 CH, de forma que teremos a segurança de encarar os restantes 370 km até a cidade de Fiambalá-Província de Catamarca-Argentina.
     A preocupação com o combustível nunca é exagerada pois devemos levar em conta que será a travessia de um dos pontos mais altos dos Andes sob condições extremas. Nos iniciais 125 km até El Salvador, uma subida suave com médias de 80 km/h. Daí em diante subidas íngremes com o oxigênio ficando cada vez mais escasso a partir dos 2.500 msnm, e sempre levando em conta que o Garça está carregado com bagagens, barraca de teto, 4 pessoas, mantimentos e tudo mais necessário numa expedição desse porte. Nessas condições não é de estranhar que a velocidade média fique ao redor dos 30 km/h, principalmente em altitudes acima dos 3.500 msnm. Não superaquecer o motor, poupando todo o conjunto é sinal de sabedoria. Não esquecer que boa parte do trecho será em piso de terra e rípio. O asfalto apenas nos kms iniciais e depois do Paso. Não é a toa que esse caminho é conhecido como Ruta del Desierto!!

Estacion de Servícios Copec- cidade de El Salvador-Chile

Aproveitando para brincar com os perros

A subida é brava e debaixo de um calor de quase 30°C

Uma paradinha para refrescar o motor e tirar umas belas fotos


Atacama-Ruta del Desierto-Chile/Argentina

Algumas paisagens são surreais
     Garça abastecido e logo estamos subindo pelo piso chamado rípio. O rípio é uma mistura de terra com muitas pedras que exige certo cuidado na condução por ser bastante escorregadio. Um acidente nessa hora causado por imprudência não é bem vindo em nenhuma circunstância, ainda mais nessa região inóspita e com parcos recursos de um eventual socorro.
     Rodamos mais uns 100 km até chegarmos na Aduana Chilena. Passaportes carimbados, carro liberado e seguimos em frente sempre subindo. Alcançamos o altiplano e aqui existem belas lagunas para se admirar. A mais importante e bonita da região é a famosa Laguna Verde que fica entre o posto da Aduana Chilena e o Paso San Francisco. O difícil é saber a quem pertence a Laguna. Já saímos do Chile e até a Aduana Argentina são mais 80 km. Sempre fica a dúvida a quem pertence essa faixa de terra "sem dono"!

Deserto do Atacama perto da Laguna Verde

Primeiras montanhas nevadas

Aduana Chilena-Paso de San Francisco


Chegamos a Laguna Verde
A Laguna e o Cerro Verde

Da esquerda para a direita: Nevados de Juncalito(5.103msnm) Cerro Pena Blanca(5.861msnm) e Cerro Laguna Verde

Viagem Familia na Laguna Verde, ao fundo Cerro Laguna Verde-5.872 msnm

Alguns poucos flamingos
      A Laguna Verde situada a 4.350 msnm e a 25 km do Paso de San Francisco. Possui águas extremamente salgadas e preenche um vale circular rodeado de diversos vulcões bem conhecidos. Entre eles posso citar o Nevado Ojos del Salado, o El Muerto, o Nevado Incahuasi, Volcán San Francisco, entre outros. Pouco se avista de fauna na região pois as condições climáticas são extremas com altitude, ventos, temperatura e tudo o mais que caracteriza o clima de altitude andino.
     Nossa recomendação nessa altitude é sempre ande lentamente e evite movimentos bruscos como levantar-se rapidamente. A falta de oxigênio acima dos 4.000 msnm vai cobrar seu preço se você não respeitar o que a natureza te impõem.

Paso de San Francisco- 4.726 msnm

Aqui faz bastante vento

O portal caiu com o vento -à esquerda
No nosso GPS o Paso de San Francisco marcou 4.766 msnm
      Eis que a nossa frente está o Paso de San Francisco. O portal sobre a rodovia está caído ao lado, efeito dos fortíssimos ventos de poucos dias atrás. De qualquer forma esfriou bastante e os fortes ventos e a chuva granizada que começou não deixam-nos muito a vontade. Só de olhar para as montanhas dá para ver que o clima está mudando e prevemos ter neve logo a frente!
     Previsão acertada! Neve!!! Muita neve!!  A chuva fina transformou-se numa nevasca e em poucos minutos a pista estava coberta de neve. Mais perigoso foi descobrir que a neve congelou o piso sobre o asfalto, fazendo com que a tração 4 x 4 e velocidade beeeemm reduzida para evitar deslizar na pista. Cada curva foi feita corrigindo a derrapagem como num rallye em câmera lenta. Velocidade? 25 km/h !! Melhor não facilitar já que estamos sem correntes para os pneus.

NEVE!!!

Mais neve!!

MUITA NEVE!!


Depois de muita neve um asfalto como um tapete
        Depois de uns 20 km a neve diminuiu mas a temperatura permanece -5,0 °C . Mais alguns quilômetros a frente está a aduana da Argentina. Tudo resolvido, vamos agora até a cidade de Fiambalá, 100 km Cordilheira abaixo onde pretendemos acampar em algum local bonito. Seguindo sempre ao lado do Rio Chaschuil paramos em alguns locais para buscar local de acampamento. Apesar de ter bons lugares, acabamos desistindo pois aqui todos os lugares estão cheios de enormes formigas. Como uma das nossas barracas ficará no chão optamos por evitar esse lugar e seguir até a cidade mesmo.
     Em Fiambalá achamos um belo camping, mas antes passar no ATM-Caixa Automático e retirar alguns pesos argentinos pois não temos nenhuma reserva para comprar nosso jantar que faremos mais tarde.
     Devidamente instalados jantar cozido e dormir tranquilamente debaixo das árvores ouvindo os pássaros é bom demais depois de tantas emoções na travessia do Paso. Até amanhã!
     
Acampamento em Fiambalá-Argentina