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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tupiza a Potosí

TUPIZA A POTOSÍ

Como nossa diária não incluía desajuno, saímos para tomar café num dos tantos restaurantes abertos com essa opção. Tomamos nosso café continental e, enquanto as mulheres e jovens seguiam novamente para o Hotel Pedro Arraya, os homens foram buscar os carros no estacionamento da d. Florinda. Lá chegando, bateram diversas vezes a campainha, sem sucesso. Daí começaram a socar a porta e a chutá-la, até que, muitos pontapés depois, uma moça veio abrir o portão e ficou resmungando, e, sem nem ao menos olhar pra trás, deixou-os falando sozinhos. Resolvida a questão (não da maneira imaginada), apanharam os outros e fomos abastecer. O preço de diesel, para bolivianos é 3,45 Bs, aproximadamente, porém o preço para estrangeiros é diferente: na bomba marcava 8,36 Bs. Marcos e Luiz conseguiram  convencer a frentista a fazer um preço um pouco melhor... acabaram pagando 5 Bs o litro.
Essa diferença no preço dos combustíveis ocorre por decreto presidencial, pois o Presidente Evo Morales determinou que não se vendesse combustível à estrangeiros!!! Uma beleza!!!!! Isso acaba desestimulando o turismo de estrangeiros. Os próprios funcionários bolivianos não concordam com a atitude, por isso há policiais nos postos para fiscalizar e evitar algum acerto por fora como fizemos.

Abastecidos, começamos a subir (e descer, e subir novamente e descer, e subir,....) vislumbrando paisagens maravilhosas e de perder o fôlego! Fizemos muitas paradas para fotos. A estrada está praticamente toda asfaltada, o que diminui bastante o tempo da viagem. Pegamos pequenos trechos de terra e num deles passamos por dentro do rio algumas vezes!

A temperatura só fez cair... às 15h, já perto de Potosí, registramos 2,5°C. O vento estava intenso e a chuva nos acompanhou durante todo o trajeto, com pequenas aberturas ocasionais. A altitude máxima que atingimos hoje foi de 4.700m.

Já na chegada a Potosí vimos a grande Empresa Minera de Bolivia, e ao lado, uma grande favela (com padrões diferentes dos que estamos acostumados no Brasil, mas tão pobres quanto). A sujeira é algo presente em todas as entradas de cidades, um péssimo cartão de visitas!
O Abutre tinha o mapa da Bolívia baixado no Garmim, assim, fomos seguindo sua direção. As ruas são estreitas e de mão única, em sua grande maioria. Há muitos micro ônibus e pelo que pudemos perceber, não se cobra passagem (ou não vimos nenhum “cobrador”). A regra e chegar na esquina e buzinar! Todos buzinam freneticamente para avisar uns aos outros de sua presença. Não há conotação de xingo! Apenas uma advertência.



Paramos nas praças principais, que são vizinhas e seguimos a pé tirando fotos na chuva! O Museu da Casa da Moeda (o melhor e mais completo museu da Bolívia) estava aberto, assim, entramos no prédio para comprarmos os ingressos. A visitação ao museu só pode ser feita mediante acompanhamento de guia e se paga 40Bs por pessoa para entrar, mais uma taxa de 20Bs por grupo para poder tirar fotos.


Nosso guia, Rubens, explicou de maneira muito interessante e envolvente cada sessão por onde passávamos. Lá pelas tantas, descobrimos que não se tratava de um guia qualquer, e sim, do diretor do Museu.


Passamos por setores de arte simbólica, mineralogia, e produção de moedas, propriamente dita. Foi muito interessante.
Ao final, o Sr. Rubens ainda nos deu seu cartão pessoal e uma dica pra hostel. Foi muito gentil e atencioso.
Na saída, já às 17h, descemos um quarteirão até a torre dos jesuítas (Torre de la Compañia) que estava fechada.

Como o Douglas não estava se sentindo muito bem, afinal de contas, Potosí está a 4050m acima do nível do mar, nos dividimos e os Abutres seguiram até o Mosteiro de Sta. Tereza e os Garças voltaram para o carro, já procurando um local para dormirmos.
Depois de 5 tentativas sem sucesso, chegamos ao Hostel Colonial, famoso pela sua construção sólida e antiga. O preço não era tão em conta quanto havíamos pago no dia anterior, em Tupiza, porém, estava dentro do que havíamos combinado (em torno de U$20 por pessoa, no máximo). Sendo assim, fechamos os quartos que eram maravilhosos, amplos e com boa infra-estrutura. A única coisa que não funcionou foi WiFi, que acabamos descobrindo que na Bolívia realmente não funciona como deveria... ainda tem que ser via cabo!

Saímos para jantar numa Pizzaria Italiana aonde um menino de uns 10 anos, José Luiz, veio nos atender. Ficamos um pouco ressabiados, porém o garoto se mostrou muito desinibido e anotou nossos pedidos corretamente, dizendo que os pratos chegariam em torno de 20 min. Para nossa surpresa, realmente o tempo foi cumprido e pudemos saborear deliciosos Lomos a La Plancha e Milanesa de Pollo a La Napolitana... HUM!!!!
Como a praça estava toda iluminada para o Natal (ainda), resolvemos tirar umas fotos noturnas. A família LEP acabou se demorando mais, mas os MMDN resolveram voltar pra casa, pra dormir... Estamos todos cansados! A altitude está mexendo com todos! Pressão e dores de cabeça, cansaço e um pouco de indisposição estão atacando cada um num momento diferente. Mesmo tomando té(Chá) de coca e Diamox, os efeitos estão sendo sentidos!

Um comentário:

  1. Gostei muito das fotos .Mas se cuidem essa altitude é demais .
    Bjs.

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