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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

San Pedro de Atacama (Chile) a Susques (Argentina)

San Pedro de Atacama (Chile) a Susques (Argentina)

Paisagem de subida para o Paso de Jama.
Como tínhamos aduanas pela frente, já após o café acertamos as contas com a Mili e seguimos até a aduana chilena. A fila estava imensa! O calor escaldante! A demora um sa....
Aduana Chilena - San Pedro de Atacama
Finalmente carimbamos nossos passaportes e começamos a subir (literalmente) os Andes, desta vez pelo Paso de Jama, chegando a 4400m de altitude. A subida foi lenta, pois o Garça  tem menos potência  para encarar essa "escalada" de prima, então tivemos que parar algumas vezes para que o motorzinho esfriasse: o que foi ótimo, pois assim curtimos o visual, que é lindão! O Abutre aproveitava as paradas para ir cadastrando os roteiros no GPS e fazendo uma faxininha básica, visto que os carros estavam "nojentos" de tanto pó!


Vista da Ruta.


Mirador para Laguna, ainda no Chile.




Chegando ao Paso de Jama, os procedimentos da aduana foram rápidos e já na entrada da Argentina há um posto ACA, onde estava uma equipe do Rally Dakar, com um dos veículos participantes da equipe Mercedes Benz da Argentina, batido e um caminhão de apoio, além do caminhão da competição. Os meninos aproveitaram para tirar fotos e seguimos rumo a Susques.

No caminho, encontramos o Billy e o Günther, de moto, e a moto do Billy estava com problemas. Assim, paramos para ajudar no que fosse possível! A correia havia arrebentado e eles estavam tentando consertá-la, fazendo uma emenda.

Pegamos nossas ferramentas (martelo, chave de fenda, etc e tal) e ficamos lá, dando apoio e ajudando! Conserto feito, o Billy foi testar a moto e percebeu que havia um furo no taque do óleo: quando a corrente arrebentou, ela ricocheteou e furou o tanque! Problemão! Seu colega, Günther, tinha Durepoxi, assim, fizeram um remendo e precisavam esperar duas horas para que secasse!
Enquanto isso, seguiríamos até o nosso destino, procurando o restante do grupo do Billy para avisar sobre as providências tomadas e relantando o que havia acontecido!

Painel de localização ao lado da Delegacia de Susques.
Encontramos o grupo de motoqueiros reunido alguns km antes de Susques. Conversando com eles, fomos avisados de que uma caminhonete já tinha ido buscá-los na estrada! Assim, nos despedimos e seguimos até Susques (3675m), que passaremos a chamar carinhosamente de "Susquespario"! (Mistura da Susques com P... que o Pariu-de "tão linda" que é a cidade!!!)
Iglesia Virgen de Belen.

Paredes pintadas em afresco, com detalhes de flores e animais andinos.
A cidade é, digamos assim, feiinha! Há uma rua central que é bonitinha e sua igreja é antiga, do final do século XVI: Iglesia Virgen de Belen.
Encontramos pernoite no Hostal El Kactus, pagando $ 55P por pessoa. Lá mesmo jantamos, visto que não encontramos outro restaurante aprazível na cidade. Caminhando por Susquespario, passamos pelo cemitério onde estava acontecendo um enterro.

Vista surreal do cemitério de Susques.

Capela, dentro do cemitério.
Nossa viagem nos proporcionou muitos momentos interessantes e diferentes até aqui: já vimos casamento (Tupiza), festa de Reis (Argentina e Bolívia) e, agora, um enterro. Os familiares saíram do cemitério e foram até a Iglesia para receber os cumprimentos dos amigos, seguindo em cortejo pelas ruas da cidade, carregando um grande crucifixo na frente. Já havia "carpideiras" com uma capelinha que chegaram depois, para as últimas rezas e cânticos.

2 comentários:

  1. Oi tudo bem,essas fotos me fazem lembrar,quando em 1987,eu e uma familia de chilenos saimos de sao vicente,litoral de sao paulo,para irmos de carro ate a cidade chilena, eramos em 7 dentro de uma caravan comodoro,nao lembro o ano dela.Para mim seria uma experiencia unica.Eu que sou brasileiro,nao imaginava oque viria pela frente.Ao entrar no territorio argentino na cidade de corrientes tudo era novo para mim.Lembro que bem mas distante da cidade encontramos uma familia de argentinos,onde pedimos informaçao de como poderiamos pegar uma estrada para o chile.Depois de andarmos muito notamos que estavamos perdidos,andamos muitos kms sem saber para onde ir,quando do nada avistamos um homen agachado com uma biciceta ao lado se esquentando em uma fogueira,e ele no perguntou se poderiamos dar carona a ele,porem nao foi possivel,pedimos informaçao a ele e fomos embora.Resumindo tudo passamos desde as cordilheiras ate o deserto de atacama ate chegarmos ao nosso destino,que durou seis dias,passei muito mal mas valeu cada dia da viagem,foi a maior aventura que eu tive,graças a DEUS deu tudo certo.
    Obs.Naquele ano nao havia estradas pavimentadas e GPS.Um grande abraço.Gerson.muniz.manoela@hotmail.com

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  2. Prezado Gerson e Cia.

    Ficamos muito felizes com seu comentário e ficamos imaginando
    como foi a sua aventura. Nós também tivemos as nossas a anos atrás, quando
    eu também tinha um Opala 76, sem GPS, mapas ou outras coisas. Era só
    aventura mesmo, quase irresponsável.
    O legal é que este espírito de aventura continua, claro que com
    melhores planejamentos. De qualquer forma, sempre digo a todos para
    continuarmos a fazer o que gostamos, pois é isto que nos move.
    Estas aventuras ainda meio selvagens são as que nos fazem optar
    de viajar pelos interiores dos países como Bolívia, Perú, etc, pois sabemos
    que não há muitos recursos, as vezes nem estradas, e dependemos de sorte,
    habilidade e presença de espírito para resolver as surpresas que aparecem.
    Se quiséssemos moleza íamos para a Europa onde é tudo muito civilizado e
    urbanizado.

    Grande abraço a você a a família, de todos nós do Viagem Família,


    Marcos e cia.

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