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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

LA QUIACA A TUPIZA (BOLÍVIA)

LA QUIACA A TUPIZA (BOLÍVIA)
Marcos e Javier com o adesivo do ViagemFamília
O dia amanheceu bonito. Javier e Marcela, com sua filhinha Simona mostraram-se pessoas muito bacanas e afetivas. Depois do café, ficamos conversando e tirando fotos e ainda recebemos um pequeno presente deles: uns bonequinhos de broche.
Toda a turma reunida no Hostel
Uma família maravilhosa que deixou saudades em todos... trocamos e-mails e os convidamos para virem ao Brasil nos visitar.
Igreja em La Quiaca - comemorações para o Dia de Reis
Saímos de lá, sabendo que iríamos enfrentar algumas horas nas aduanas... mas não imaginávamos, nem nos piores pesadelos, a burrocracia, a demora e a desorganização pelos quais os trâmites nessa divisa são feitos! Entramos na 1ª fila aí pelas 10h e encontramos um casal de Bal. Piçarras, praticamente vizinhos dos Garças, Marcelo e sua noiva, Camila.
Divisa Argentina/Bolívia

Aproveitando o tempo perdido, fazendo anotações para postagens

Fila imensa na divisa

Depois de uma hora e meia, e alguma esperteza, conseguimos seguir para a segunda fila. Esclarecendo: essas filas são para a documentação do carro e motorista. A fila dos viajantes mochileiros só fazia aumentar a cada minuto. Dava voltas e levava uma eternidade até que cada um fosse atendido. As informações são cruzadas e mal dadas. Ninguém sabe nada ao certo! Por esse motivo, ficamos sentados conversando animadamente por mais 2h30min, até que descobrimos, entre muitas idas e vindas, que teríamos que enfrentar a terceira fila... nessas alturas já eram 3 da tarde!
Briga em cima da ponte - ambulantes na divisa
Marcos, que havia conversado com um policial da divisa que havia nos orientado, passou a tentar resolver o problema para todos, enquanto Edu ficava com o Pedro no carro, pois o menino não estava se sentindo bem, Mari e Nati foram pra 3ª fila, pela segunda vez, junto com a Camila. Fizemos amizade com muita gente, pois havia tempo de sobra pra conversar!
Depois de mais uma hora, o Marcos conseguiu resolver, a muito custo, nossa entrada no país vizinho... UFA!!!!!!(Consegui até ficar amigo dos guardas fronteiriços. Acabei fazendo os trâmites de todos nós , os nove, nós sete-Garças e Abutres e mais nossos novos amigos Marcelo e Camila) Nunca havíamos passado tanto tempo em filas sem sentido em nenhuma de nossas viagens! Acho que gastei uns 3 litros de saliva para convencer aqueles burrocratas incompetentes.
RECOMENDAÇÃO: Se estiver com pressa para entrar na Bolívia, esqueça esta divisa. É a pior pela qual passamos em todas as nossas viagens. De quebra, fique hospedado no Hostal do Javier-El Apollillo-Que é ótimo, pois o Javier e família são 10!!!
Villazón é uma cidade fronteiriça feinha... trocamos dinheiro (dólar) por bolivianos a uma cotação não muito favorável (6,89Bs), nos despedimos do Marcelo e de sua noiva e seguimos em direção a Tupiza.
Cardon (cactos) florido na beira da estrada



Andamos alguns km e lá já estava o primeiro posto de pedágio: taxas pagas, seguimos adiante. A paisagem é deslumbrante: montanhas coloridas e vales, o novo traçado da ruta, recentemente asfaltada nos levou até um túnel, onde ao lado, pudemos tirar fotos do antigo túnel.


Antigo túnel agora abandonado.

Assim, ali pelas 17h30min, chegamos ao nosso destino do dia, procurando um hotel/hospedagem para o pernoite. A primeira opção já estava lotada, então seguimos para a próxima, nos dividindo: Abutres foram para um lado e Garças para outro. Ambos encontramos hospedagem, porém a diferença de preço nos levou ao Hostel Cnl Pedro Arraya, onde a Norma nos atendeu rapidamente e fechou três quartos (dois com cama de casal e outro com três camas) a 330Bs (o que equivale a, aproximadamente, R$100,00 para nós 7)
Festa de casamento na praça central de Tupiza
Desta vez, além de preenchermos a entrada no Hotel, ainda pagamos adiantado e deixamos nossas tralhas nos quartos, para não haver problemas (gato escaldado...) Fomos dar um rolé pela cidade, não sem antes colocarmos os carros num estacionamento (garagem particular) e, ao passarmos pela igreja matriz estava acontecendo um casamento e havia um grupo de músicos mariachis, que estava do lado de fora da igreja se preparava para tocar. Ao continuarmos nosso passeio, verificamos que os noivos saíram da igreja e seguiram até o coreto central da praça. Não perdemos tempo e fomos até lá, acompanhar as festividades, tirando fotos e filmando uma situação, sem dúvida, inesperada e inimaginável no Brasil.

Como os noivos seguiram para seu carro enfeitado com cisnes de isopor sobre o capô, nós também continuamos nosso passeio, procurando uma loja de artesanato, porém, sem sucesso. Assim, entramos em um restaurantezinho e nos sentamos e... ninguém veio nos atender! Ficamos uns bons 10 min esperando até que um rapaz apareceu e nos entregou os cardápios, desaparecendo novamente. Daí foi a nossa vez de sumirmos: Ao passar em frente a cozinha, numa providencial visita ao W.C. visulumbrei na cozinha um espetáculo indiscritível!! Dezenas de cucarachas(baratas) passeavam calmamente sobre utensílios e alimentos que seriam servidos aos clientes!! Nos levantamos rapidamente e sem dar explicações saímos daquele lugar e fomos jantar no Restaurante Torre Italiana. Pedimos pizza, salteado de pollo e massas. O pedido demorou muito, mas a comida estava ótima e não era acompanhada de insetos! Na hora de pedir a conta, novamente havia erros (sempre para mais, é claro!). Discussões resolvidas, pagamos a conta e fomos dormir, dessa vez, sem sobressaltos e surpresas desagradáveis!

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