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terça-feira, 27 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (27/Jul - 27/Jul)

Jalapão - TO
27 de julho de 2010

Cachoeira do Formiga e Fervedouros

Chegamos ontem por volta das 17:00h a Cachoeira do Formiga. O nome é mesmo “do Formiga” , pois origina de Cachoeira do Rio Formiga. O local de camping é bem localizado, a poucos metros da cachoeira e do rio, com nenhuma estrutura além do local liso e sem mato para acampar. A surpresa desagradável foi encontrar montes de latinhas, garrafas e outros detritos espalhados, causando mau cheiro e péssima impressão.

Prontamente fui conversar com o Sr. José, que “cuida” do local e questionei a falta de higiene e lixo, e ele meio constrangido explicou que tudo era proveniente de turistas de final de semana que lá haviam estado e deixaram tudo para trás.

Lixo deixado por “turistas”                          Nosso camping no Formiga

Entretanto, o lugar é muito bonito com o Rio Formiga caindo de uma altura de 2 a 3 m dentro de um tanque de uns 30m de diâmetro. São águas azuis, incrivelmente transparentes e mornas que fluem serpenteando no meio de vegetação exuberante. A água é morna, e acabamos tomando banho até de noite, a luz de lanternas e do luar que se infiltrava pela exuberante vegetação.

         Nossos amigos de Brasília                  Marcos na Cachoeira do Formiga
  
Águas cristalinas
Fomos dormir tranquilamente, até que aí pelas três da manhã, um infeliz de um galo começou a cantar achando que já era dia. O Doug e eu, acordamos e tentamos espantar o bicho, mas para isto tivemos que achar uns paus e pedras para poder arremessar nele. Isso se repetiu de hora em hora até o dia raiar.

Depois de toda essa folia com o galo madrugador é hora de tomar café, desmontar acampamento e não antes de negociar o “pernoite “ com o José que queria cobrar R$ 10,00, por cabeça, acabamos pagando a metade disto, tomamos o rumo do Povoado do Mumbuca distante 15 a 20 km daqui.

O Mumbuca foi formado há uns 200 anos, por escravos fugidos da Bahia, e possui atualmente de 200 a 250 habitantes que vivem do artesanato e do turismo através de cooperativa de trabalho. Mumbuca é o nome de uma espécie de abelha da região que está em extinção. No povoado, os artesãos produzem peças de artesanato diverso com o capim dourado, realizando manejo ecológico na extração do material da natureza. Além de peças locais que compramos, ainda fomos brindados com uma cantoria executada pelas moças que cuidam da loja de artesanato.

Pegando água no povoado Mumbuca    Artesanato do povoado

Na estrada, saindo do Mumbuca de volta a Mateiros paramos no primeiro fervedouro do Soninho. Fervedouro é o local onde nasce o rio brotando da areia produzindo um lago de águas cristalinas e mornas. Tivemos exclusividade no local, pois ele não é sinalizado, servindo como ponto de apoio a empresa Korubo. O nome Soninho vem do Rio do Sono que é originado por este fervedouro. Neste local fomos recebidos pelo MMM(Manoel Mascarenhas Martins) que nos explicou detalhes da região, e foi muito gentil contando “causos” interessantes.

Mais 5 km dali esta outro fervedouro menor, porém com muito mais pressão. Praticamente se pode andar dentro d’água, apesar da profundidade ser de 6 m. Ali é impossível afundar. A moeda local para acessar as atrações é R$ 5,00.


   Fervedouro do Soninho                                Fervedouro (não tem nome)

Voltamos, perto da hora do almoço, à Mateiros e, no caminho, encontramos novamente o casal Marcelo e Adriana, que nos deram a dica de irmos comer na D. Rosa. Seguimos o conselho e além de degustarmos uma ótima comida caseira, tivemos o prazer de conhecer a d. Rosa: uma figura simpaticíssima e com um astral nota 10!!! O almoço é servido nos fundos da casa dela e serve apoio para todos os grupos de viajantes da região! Custa R$ 12,00 por pessoa, à vontade! Nesse dia, não havia carne, pois os mercados estavam desabastecidos desse produto. Então, nos fartamos com galinha caipira, ovo frito, saladas diversas, arroz, feijão e farofa!

D. Rosa fritando ovos!                            Nós com essa simpatia

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