Viagem Família______________________________________

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Teresina - Capital do Piauí

Dia 07 e 08/jan/2016
Nosso acampamento na Serra das Confusões (PI) - Centro de Atendimento ao Turista
Acordamos cedo, com o raiar do dia, pra variar, pois na barraca já com os primeiros raios do sol a claridade nos desperta. Isso é muito bom, pois aproveitamos a parte mais fresca do dia para realizarmos nossas tarefas e passeios!
Retornamos até a cidade onde encontramos o Abílio e o Aguinaldo e nos despedimos, aproveitando para pegar o número do telefone do nosso guia. Abílio: (89)98135-9720 e Aguinaldo: (89) 98107-5420
Nosso espaço em Teresina, cedido gentilmente pelo A.J. e sua esposa, Helaine
Nosso destino de hoje é chegarmos à capital do estado, Teresina, distante 600 km da Serra das Confusões e conhecer seus principais pontos turísticos. Por intermédio do irmão Luiz Santoro, Abutre, conseguimos contato com um amigo dele, Antônio João, mais conhecido por A.J., morador de Teresina, cuja esposa Helaine nos recebeu muito bem, oferecendo um espaço de festas para que pudéssemos nos acomodar. O local foi perfeito, pois o Garça e a barraca ficaram abrigados da chuva que assolou a cidade durante estes dois dias que ficamos na cidade. Usamos o espaço como nossa casa, cozinhamos, banho de chuveiro no quintal, uma diversão total!! Como se não bastasse a gentileza de nos receber, sem nos conhecer, ainda nos emprestou um carro deles para que pudéssemos rodar livremente pela cidade, sem precisar desarmar a barraca. Gente assim é difícil encontrar e somos eternamente gratos aos amigos Helaine e A.J pela hospitalidade e amizade!!
Igreja de São Benedito (1874 -1886)
Palácio Karnak - sede do governo do Estado do Piauí; arquitetura clássica e
nome inspirado em templo que existiu no Antigo Egito 
Para quem acha que Teresina não tem nada pra conhecer, é porque nunca vieram pra cá e não procuraram conhecer a capital do Piauí! A cidade oferece muitas opções e nós não conseguimos ver tudo dessa vez. Recomendamos ver aqui na cidade: Igreja de São Benedito, Palácio Karnak (Palácio do Governo do Estado), Central de Artesanato Mestre Dezinho, todos nos centro, muito próximos uns dos outros.
Theatro 4 de Setembro: o maior e mais popular teatro da cidade

Este Centro de Artesanato Mestre Dezinho (homenagem ao Mestre Dezinho Valença, morto em 2000 e importante artesão)  foi por muitos anos sede da Polícia Militar durante o período da ditadura militar. Hoje abriga 25 lojas de artesanato, onde se pode encontrar o que há de melhor em cerâmicas, trabalho com fibras naturais e couro, além de contar com inúmeras opções de lembrancinhas. Percorrendo as inúmeras lojinhas, nos deparamos com um cidadão, interessantíssimo, chamado Antônio Carlos que nos contou por horas as histórias ocorridas naquele prédio e que interferem diretamente na vida de nosso país, atualmente.
Ateliê do artesão Antônio Carlos e a sala/porão de torturas utilizada na época da ditadura militar
"Sala de meditação, massagem e aconselhamento"
Ainda são encontradas marcas de sangue nas paredes!
Após muita conversa sobre políticas públicas e algumas intercorrências atuais, nos despedimos analisando sobre tudo o que foi visto e falado...
Ponte Estaiada do Sesquicentenário Mestre João Isidoro França foi projetada para as comemorações dos 150 anos de Teresina, no estado brasileiro do Piauí. Inaugurada em março de 2010, é um dos mais importantes pontos turísticos da capital piauiense.


Dali seguimos até a Ponte Estaiada, ao lado do Rio Poti, com sua torre de 100 m de altura e de onde se pode avistar toda a cidade em 360°.
Vista superior do mirante da Ponte Estaiada, a 100 m de altura


Já na parte da tarde, seguimos até o Parque Ambiental Encontro dos Rios, em Poti Velho, onde petiscamos manjubas fritas (R$ 16,00) num restaurante barco e tomamos cajuína (bebida típica feita a base de caju).
Teresina é conhecida como a "Mesopotâmia das Américas", justamente por estar entre dois rios, como a antiga Mesopotâmia que ficava localizada entre os rios Tigre e Eufrates (atual Iraque).
No Centro de Informação ao Turista do Parque do Encontro dos Rios (Poti e Parnaíba) fomos bem atendidos, um contraste em relação aos outros centros visitados (Ponte Estaiada e Central de Artesanato onde não havia ninguém) e pegamos farto material da cidade, com guias específicos para hospedagem, alimentação, comércio e prédios históricos.
Rio Poti


Degustando manjubinhas fritas com vista para o encontro dos rios
Encontro dos rios Poti e Parnaíba
Cajuína - bebida típica do Piauí
A 5 minutos dali fica o Polo Cerâmico Poty Velho, onde há artesanato farto em barro e cerâmicas. Há muitos outros locais a serem visitados em Teresina: Casa da Cultura de Teresina, Mercado Municipal de Teresina, Parque da Cidade, Floresta Fóssil (às margens do Rio Poti), Museu do Boi, Museu do Piauí e que deixaremos pra conhecer na nossa visita à cidade.

Teresina é a única capital de estado do Nordeste que não é litorânea e seu nome é uma homenagem a imperatriz Tereza Cristina Maria de Bourbon  que teria intermediado junto ao imperador D. Pedro II a mudança da capital do estado para cá. Atualmente conta com, aproximadamente, 850 mil habitantes e a capital do estado do Piauí tem suas raízes na Barra do Poti e data de 1760, onde já havia uma pequena vila de pescadores, construtores de barcos e plantadores de fumo e mandioca. Sua história está ligada ao Rio Parnaíba, principal porto de escoamento econômico da época.

Visitando a capital do Piauí com o carro do amigo A.J. - Obrigado!!!
Retornamos para casa, passando pelo mercado para comprarmos o que faltava para o almoço.
Chegamos a casa antes da chuva, que caiu intensamente durante a noite toda. Quem disse que no nordeste não chove!!! Acho que nós é que trouxemos a chuva do sul para cá!!! hehehehehe... Desta vez, não tivemos problemas na desmontagem da barraca, visto que estava abrigada debaixo de um grande telhado. 
Nos despedindo da Helaine e de Teresina - Queremos voltar um dia!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resistência a Morteros- ARG

28 de dezembro de 2013

Após um Desajuno Continental, saímos de Resistência às 9h pela Ruta 11 em direção a Reconquista. No início da viagem, ainda dentro do perímetro urbano, um susto! Um motoqueiro, com garupa e sem capacete avançou pela direita exatamente na hora em que o taxista dava sinal que iria entrar! Colisão!!!! Só ouvimos o grito da moça e de vidro estilhaçando e os dois se "empacotando" e rolando pela via... Como se levantaram em seguida, achamos que não foi nada sério, além de escoriações e prejuízo material, pois a moto "virou um 8"e o carro teve a lateral amassada e o vidro quebrado!
Depois disso, nada de emoções, apenas horas e muitos quilômetros de altas temperaturas, muitas retas e plantações de girassóis a perder de vista.


Compramos umas milanesas, pão, queijo e salada num mercadinho de beira de estrada e fizemos nosso lanche embaixo de uma frondosa árvore, tentando driblar o calor de quase 40°C!!!
Já na Ruta 98 paramos numa capela dedicada a um personagem folclórico, chamado Gauchito Gil. Há muitas versões para o mito, mas numa coisa todas coincidem: ele invocou, no momento de sua morte, pela cura da doença do filho de seu carrasco e este, quando chegou em casa, teve a graça atendida! Desta maneira, seu corpo teve um enterro adequado e o uso da cor vermelha nos santuários à beira das estradas da Argentina se deve ao Partido Autonomista.



Abastecemos em Ceres, ainda na província de Santa Fé, e combinamos de seguir até onde encontrássemos um hotel para passar a noite. Chegamos à Morteros e tivemos uma grata surpresa, pois a cidade é lindinha, com boa infra-estrutura, 4 hotéis, restaurantes, muitas praças e espaços para a população se entreter.
Praça Parque na cidade de Morteros


Morteros foi fundada em 1891 e possui, aproximadamente, 20 mil habitantes. A cidade teve sua origem ligada ao caminho alternativo ao caminho real por onde vinham as riquezas do Alto Peru e Potosi, isso ainda nos idos do séc XVII.
Obelisco na rotatória da praça central da cidade de Morteros
Praça central da cidade

Hospedamo-nos no Hotel Constantino, que era o único a aceitar cartão e fomos atendidos gentilmente pela Mary. O curioso é que cada quarto recebe um nome diferente de um famoso tangueiro. Assim, há uma série de fotos e imagens de famosos intérpretes de tangos.
Marcos na sala de estar com imagem de Carlos Gardel




Para fechar bem a noite, fomos almojantar num restaurante onde tivemos a companhia de "perros" gigantes e muito simpáticos, que receberam alguns bocados. A situação dos cartões de crédito/débito está resolvida, depois de quase 20 min de negociações pelo telefone! Isso nos traz a tranquilidade que estava faltando!!!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Chapada dos Guimarães a Barra do Garças (MT)


04 de janeiro de 2013
Chapada dos Guimarães a Barra do Garças (MT)

            Acordamos cedo e fizemos ainda, um último passeio pela Chapada. A Nelma, nossa guia de ontem, nos deu a dica para irmos até a Casa do Mel, onde começa a Trilha do Mel, também conhecida como Trilha dos Dinossauros e tentarmos entrar pelo menos num pedaço da mesma, de modo a andar pelos paredões.

Lá chegando, conversamos com a Judite que prontamente nos explicou onde pegar a trilha e nos orientou que a caminhada inteira é de, aproximadamente, 3 horas, ida e volta, tempo do qual não dispúnhamos. Assim, os casais, sem filhos, seguimos pela trilha rapidamente, subindo e observando a vegetação de cerrado e centenas de pés de pequi. Chegando no alto, depois de uns 20min de caminhada, já subimos em alguns rochedos e tivemos vistas lindas. Andamos por mais algum tempo, até que completamos 1 hora de caminhada. Muitas fotos tiradas, retornamos rapidamente, sem paradas, totalizando 2 horas de passeio relâmpago. Mas valeu a pena! A região é linda! Pena não termos tido de fazê-lo completo! Assim, esse também ficará pra próxima !

Pequizeiro no meio do caminho

Igreja de N. Sra. de Santana do Sacramento (1779) - estilo barroco português
Praça Dom Wunibaldo Talleur - Chapada dos Guimarães (MT)


Curiosidades: 
- O município de Chapada dos Guimarães já foi o maior município do mundo, pois englobava Alta Floresta, Colíder, Sinop, Nova Brasilândia, entre outros. Foi fundado em 1751, sob a denominação de Sant'Ana  da Chapada, nome de uma antiga missão jesuítica. Mais tarde, passou a chamar-se de Chapada de Cuiabá e, posteriormente, Sant'Ana da Chapada de Guimarães.  Possui uma população de, aproximadamente, 19 mil habitantes e está a mais de 800 m de altitude, sendo o segundo município mais alto do Mato Grosso. 
- O nome da cidade, segundo nossa guia Camila, se deve ao fato de os portugueses terem homenageado a cidade de Guimarães (em Portugal), pois na época o Tratado de Tordesilhas passava bem próximo e havia a possibilidade de os espanhóis tomarem conta da região.
- Há 500 milhões de anos, a região era fundo de oceano. Há 50 anos, durante escavações, encontrou-se fósseis de dinossauro (espécie Pycnonemosaurus nevesi) apelidado de "Grande Caçador". Possuía aproximadamente 7 a 8 metros de comprimento, 3 metros de altura e 2 toneladas de massa. Era carnívoro e viveu na região no período Cretáceo, há aproximadamente, 80 milhões de anos atrás.
- O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989, para proteger esse importante bioma brasileiro: o cerrado e a bacia hidrográfica do Rio Cuiabá, importante fonte de vida do pantanal e localiza-se na área dos municípios de Cuiabá e na cidade de Chapada dos Guimarães.

Centro da cidade
Como já está perto do meio-dia, precisamos nos apressar, pois ainda temos 420 km pela frente, até Barra do Garças, ainda no Mato Grosso. No caminho, paramos pra experimentar pão de queijo frito! Muito gostoso, se parece com a chipa – espécie de pão de polvilho com queijo típico do Paraguai!



Chegamos à cidade ali pelas 19h30min, já procurando hotel. Na beira da estrada havia o Hotel Boa Viagem (hotelboaviagem_bg@hotmail.com) cujo pernoite para quatro ficou a R$ 150,00 e o triplo a R$ 130,00. Fechamos e seguimos para o Buteco do Bicudo, no centro da cidade, onde jantamos pintado ensopado, pintado a belle munière, iscas de jacaré como entrada (petisco) e ventrecha de pacu. Tudo estava uma delícia e o Suerlan nos atendeu com bom humor, rapidez e precisão.

Amanhã, seguimos até a cidade de Goiás, também chamada de Goiás Velha, já no estado de Goiás e com uma hora a mais – fuso horário de Brasília.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)


01º de janeiro de 2013
Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)

Dia de levantar o acampamento... Saímos da casa do Anselmo pelas 9h e seguimos pela BR 364 até Rosário Oeste, onde mudamos de rodovia, para fugir do movimento intenso de caminhões que seguem para Cuiabá. Esse trajeto foi asfaltado recentemente e passa pelas cidadezinhas de Baús e Guia, contornando a capital e chegando à MT-251, que passa pelo meio do Parque da Chapada dos Guimarães.
Vista dos paredões da Chapada dos Guimarães (MT)

Baln. Salgadeira (MT) - Interditado pelo IBAMA 

Desnecessário dizer que paramos muitas vezes para tirar fotos dos paredões que ficam ao lado da estrada, mas o que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de locais interditados pelo IBAMA. Descobrimos que a ação do tempo e a falta de cuidados e infraestrutura estão comprometendo o bioma e a segurança dos visitantes. Assim, o Portão do Inferno está interditado, bem como a Salgadeira (que é/era um complexo turístico que fica ao lado de uma cachoeira), que foi cercada e a área será revitalizada para a Copa 2014, com projeto já aprovado!
Portão do Inferno
Chegamos à Chapada e fomos abastecer, pois na região não há muitos postos de combustível e o preço do diesel é absurdo (R$2,45 o litro)! Resolvemos fazer os passeios em que não se precisa de guia:
Ø  Véu de Noiva, com 86 m de queda e entrada franca. É um dos cartões postais da Chapada! O rio Coxipó desce por um paredão de arenito, formando um poço em sua base. Havia uma trilha - que está interditada - em que você desce e vê a cachoeira de sua parte inferior. O local fica a 13 km do centro da cidade e a vista fica a 500 m de caminhada (fácil) da Portaria, por trilha.



Ø  Cidade de Pedra e Paredão do Eco – frustração!!!! A visita por cima dos paredões está proibida e fica dentro de área particular, da Fazenda Chafariz. Tentamos, de todas as formas, conseguir permissão para visitar essa atração, mas não foi possível! Como o arenito é uma rocha muito porosa e sensível, a caminhada sem critério e de forma irresponsável começou a degradar a área, provocando a interdição de mais uma atração.

Ø  Alto do Céu e Ninho das Águias – fica no acesso para a Base Aeronáutica Cindacta, em área particular de propriedade do Fernando e se paga R$ 10,00 por pessoa. Negociamos o ingresso dos filhos e ele fez uma cortesia, não cobrando ingresso deles. A vista superior é linda: pode-se ver Cuiabá ao longe (à direita), o Pantanal Mato Grossense (mais ao centro, atrás do Morro do Jacaré) e as planícies que se estendem por toda a região. Na saída, batemos um bom papo com o proprietário, Fernando, que possui toda a documentação e permissão para construir o seu complexo, com bar e recepção, tornando o local mais estruturado para receber o visitante. Ele nos contou que era morador de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, onde também atuava na preservação ambiental e divulgação cultural e turística. 

Meditando no alto do Ninho das Águias
Lanche após a caminhada
Passeios realizados e contratados para o dia seguinte, o fim da tarde chegando, voltamos à cidade para “garimpar” pousada. Conseguimos, já na entrada, um local por um bom preço, porém estava meio precário. Desistimos pela falta de estrutura e seguimos adiante, passando por outros dois locais, caríssimos (R$ 90,00 por pessoa, em média). Seguindo as dicas do Garmin, fomos até a Pousada Rios (www.chapadadosguimaraes/pousadarios.com.br - pousadarios@brturbo.com.br) onde fomos recepcionados pela Ângela. A diária por R$ 120,00 – o triplo e R$ 140,00 – o quádruplo. Como iríamos ficar três dias, conseguimos desconto de R$ 10,00 por diária!!! Fechamos na hora!! Os quartos são amplos, com banheiro bom, ar condicionado (pré-requisito indispensável com o calor que pegamos: 35°C, em média), café da manhã, estacionamento e frigobar.
Hora do jantar: fomos a pé até o centro histórico (3 quadras) e encontramos muitos restaurantes fechados! Explico: o feriado de Ano Novo emendou com o final de semana e a cidade estava lotada! Havia mais de 30 mil pessoas na praça Dom Wunibaldo para os festejos e os comerciantes e donos de restaurantes estavam esbodegados e desfalcados! Assim, entre as opções que estavam abertas, optamos pela Pizzaria Mamma Mia, onde o atendimento foi meio confuso e muitos itens que constavam no cardápio estavam em falta. Notamos que a falta de preparação dos restaurantes e lanchonetes é precário, pois não contam com estoques adequados de modo a atender a demanda.
     Abastecidos, fomos para casa nos preparando para o dia seguinte, que seria cheio de atrações.