Viagem Família______________________________________

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Rumo à Chapada dos Veadeiros - Goiás

Dia 21/janeiro/2016
Viela ao lado da Igreja de São Benedito - Natividade TO
Ainda chovia quando acordamos em Porto Nacional (TO). Após o café da manhã, retomamos a estrada em direção a Natividade, 160 km distante daqui, pela TO 050, também conhecida como Rodovia Coluna Prestes.
Igreja de São Benedito (primeiras décadas do séc. XVIII)

A cidade de Natividade é muito linda, tem pouco menos de 10 mil habitantes e que foi criada em 1734, sendo o núcleo urbano mais antigo do estado. Em sua parte histórica as casas são todas bem conservadas e se observam duas fachadas representadas: uma mais simples e despojada, que remota ao século XVIII, quando a cidade ainda era uma vila e a mineração era sua fonte econômica e outra, mais elaborada e ornamentada, já do século XIX, quando a pecuária passou a ser a base da economia na região. 
Estilos arquitetônicos com influência portuguesa e francesa

Em 1735, chegou ao arraial uma imagem de Nossa Senhora da Natividade, que veio de barco pelo Rio Tocantins e depois em ombros escravos até o Arraial. Para garantirem sua permanência no local, os moradores tiveram que enfrentar ataques dos índios.  Essa imagem é a mesma venerada nos dias de hoje na igreja Matriz de Natividade, uma das mais antigas do Estado, datada de 1759. 

Igreja Matriz de N. Sra de Natividade (1759)
No início da colonização, toda uma tribo da etnia Xavante foi aniquilada por se ter negado à escravidão determinada pelos portugueses, que possuíam escravos trazidos da África para trabalharem na extração do ouro.
Segundo a tradição oral, entre portugueses e escravos africanos, havia quarenta mil trabalhadores nas minas: conta-se também que caravanas de mais de cem burros com suas bruacas carregadas com "arrobas de ouro" seguiam de Natividade para Salvador, na Bahia, e dali para Portugal. Com o declínio da mineração, desceram a serra para desenvolver a agricultura e o comércio.

http://www.natividade.to.gov.br/Historia/


Ruínas da Igreja de N. Sra. do Rosário dos Pretos (século XVIII)

Natividade foi tombada 1987, quando ainda pertencia ao estado de Goiás, e em 2004, pelo Programa Monumenta do governo federal, foi toda revitalizada. São 250 imóveis no perímetro tombado e que é constituído basicamente de igrejas, moradias e logradouros públicos. 
É uma cidade onde a Festa do Divino ainda ocorre com muitos festejos e possui uma Via Sacra que se estende por muitos quilômetros na estrada. Também é bastante visitada pela arte da ourivesaria. As joias produzidas aqui em filigrana são exportadas para outras regiões e países, tendo um curso  para jovens da comunidade, Ourivesaria Mestre Juvenal , em que se aprendem as técnicas para confecção das tradicionais joias. 
Cemitério antigo da cidade
Já havíamos estado nesta cidadezinha charmosa em 2010 e como estava em nosso caminho, aproveitamos para revê-la, com grande satisfação!
http://www.viagemfamilia.com.br/2010/07/jalapao-2010-familia-mmdn-27jul-28jul.html



Não podíamos deixar de aproveitar para degustar e comprar os famosos doces da Casa da Tia Naninha (www.amorperfeitotiananinha.com.br) antes de seguirmos viagem.
Importante lembrar que o tempo todo em que estivemos na cidade, a chuva não deu trégua!!!

Percorremos ainda uns 350 km até chegarmos em Teresina de Goiás - que já faz parte da Chapada dos Veadeiros, onde já havíamos nos hospedado uma vez (em 2010, quando estivemos no Jalapão). Aproveitamos para rever o Hotel Uirapuru onde havíamos ficado e que agora tem novo dono, Algieser Neves Paiva.

Hotel Uirapuru: (62) 3467 - 1390 ou (62) 9614 - 6122
Cozinhando nosso jantar!
Após alguma negociação, nos hospedamos a R$ 80,00 para casal com café da manhã e ainda utilizamos a sua cozinha para fazermos nosso jantar, visto que havíamos comprado carne e verduras para acampamento (o que acabou não acontecendo em função do mau tempo) e, como ainda não temos uma geladeira à bordo, corríamos o risco de que estragariam.
Fazendo postagens antes de dormir!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (27/Jul - 28/Jul)

Jalapão -TO
27/28 de julho de 2010


Iniciando a saída do Jalapão

Depois do lauto almoço, começamos o caminho da volta pela estrada principal do Jalapão, 170 km em sentido Ponte Alta do TO. Qualquer um acha que essa distância se faz em duas horas... no Jalapão, isso se faz em 5 h!!!!

Por isso fomos até a Gruta/Cachoeira Sussuapara onde resolvemos fazer mais um acampamento selvagem, não sem antes tomarmos um bom banho de cachoeira! Banho tomado para tirar o pó da estrada, preparamos uma bela macarronada ao sugo e um bolo de banana de sobremesa, que havíamos comprado em Mateiros!

             Estrada de volta                                             Banho de cachoeira

         Indo dormir!                                            Acordando no cerrado!
  
         Companheiras da estrada – araras    Chegando à cidade de Ponte Alta, ao fundo

Como acordamos cedo, com a passarinhada cantando, antes das 8h estamos na estrada, agora, indo em direção à Natividade, mais uns 125 km de chão e 65 km de asfalto.


                           BR 010                                       BR010 - Caminho para Pindorama TO
Natividade fica ao Sul de Ponte Alta e é uma cidade histórica, que foi construída pelos escravos durante o ciclo do ouro. Foi fundada em 1734, começando como arraial e passando a ser a mais importante cidade da Capitania dos Goiazes.

Apresenta características coloniais, com ruas de traçados irregulares e casarios típicos de arquitetura portuguesa. Possui atrativos como a Ig. de São Benedito, a Casa da Cultura, Museu Histórico, Pça da Bandeira (antigo pelourinho) e as ruínas da inacabada Ig. de N. Sra. Do Rosário dos Pretos, a maior igreja da capitania.

Possui, também, ourivesaria, gastronomia/culinária e um calendário festivo religioso bem ativo! Enfim, é uma cidade bonita e cheia de atrativos!


Bugio à beira da estrada                                             Natividade - TO   


Típico açougue da região – carne de sol                     Ig de São Benedito  
                  


  Ruínas da Ig N. Sra. Rosário dos Pretos                                  Pça do Pelourinho          

No Museu Histórico, conhecemos a atendente Elisane, muito simpática e atenciosa, explicou-nos sobre a cidade e o acervo do Museu e... o Sonhador Ressuscitado, que também é funcionário do Museu!!! Uma figura folclórica na cidade, a começar pelo nome!!! Todas as pessoas foram muito gentis e solícitas!

Em frente ao Museu, com a Elisane e o Sonhador Ressuscitado

A cidade é muito bonita e a atividade de ourivesaria com filigrana vinda do norte de Portugal é preservada e executada até hoje, com maestria! As peças produzidas são únicas e de rara beleza. A extração do mineral precioso é mecanizada e é realizada em toda essa região.


   Ourives trabalhando em peça de ouro                Modelos de peças em filigrana

Nessa cidade compramos paçoca de carne de sol, paçoca de gerelim (doce) e uma peça de carne de sol, que fica exposta em uma “gaiola” de tela, em frente aos açougues!!! Muito interessante! Degustamos, também, sorvetes de frutas típicas de região e deliciosos pasteizinhos!

Descobrimos que aqui também se festeja a Festa do Divino, assim como em Barra Velha!

Uma curiosidade: o prédio do Museu era originalmente uma cadeia que funcionou como tal até 1995!

Seguimos até Teresina de Goiás, distante 350 km, onde pernoitamos, pois o asfalto em GO está uma mer.....

terça-feira, 27 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (27/Jul - 27/Jul)

Jalapão - TO
27 de julho de 2010

Cachoeira do Formiga e Fervedouros

Chegamos ontem por volta das 17:00h a Cachoeira do Formiga. O nome é mesmo “do Formiga” , pois origina de Cachoeira do Rio Formiga. O local de camping é bem localizado, a poucos metros da cachoeira e do rio, com nenhuma estrutura além do local liso e sem mato para acampar. A surpresa desagradável foi encontrar montes de latinhas, garrafas e outros detritos espalhados, causando mau cheiro e péssima impressão.

Prontamente fui conversar com o Sr. José, que “cuida” do local e questionei a falta de higiene e lixo, e ele meio constrangido explicou que tudo era proveniente de turistas de final de semana que lá haviam estado e deixaram tudo para trás.

Lixo deixado por “turistas”                          Nosso camping no Formiga

Entretanto, o lugar é muito bonito com o Rio Formiga caindo de uma altura de 2 a 3 m dentro de um tanque de uns 30m de diâmetro. São águas azuis, incrivelmente transparentes e mornas que fluem serpenteando no meio de vegetação exuberante. A água é morna, e acabamos tomando banho até de noite, a luz de lanternas e do luar que se infiltrava pela exuberante vegetação.

         Nossos amigos de Brasília                  Marcos na Cachoeira do Formiga
  
Águas cristalinas
Fomos dormir tranquilamente, até que aí pelas três da manhã, um infeliz de um galo começou a cantar achando que já era dia. O Doug e eu, acordamos e tentamos espantar o bicho, mas para isto tivemos que achar uns paus e pedras para poder arremessar nele. Isso se repetiu de hora em hora até o dia raiar.

Depois de toda essa folia com o galo madrugador é hora de tomar café, desmontar acampamento e não antes de negociar o “pernoite “ com o José que queria cobrar R$ 10,00, por cabeça, acabamos pagando a metade disto, tomamos o rumo do Povoado do Mumbuca distante 15 a 20 km daqui.

O Mumbuca foi formado há uns 200 anos, por escravos fugidos da Bahia, e possui atualmente de 200 a 250 habitantes que vivem do artesanato e do turismo através de cooperativa de trabalho. Mumbuca é o nome de uma espécie de abelha da região que está em extinção. No povoado, os artesãos produzem peças de artesanato diverso com o capim dourado, realizando manejo ecológico na extração do material da natureza. Além de peças locais que compramos, ainda fomos brindados com uma cantoria executada pelas moças que cuidam da loja de artesanato.

Pegando água no povoado Mumbuca    Artesanato do povoado

Na estrada, saindo do Mumbuca de volta a Mateiros paramos no primeiro fervedouro do Soninho. Fervedouro é o local onde nasce o rio brotando da areia produzindo um lago de águas cristalinas e mornas. Tivemos exclusividade no local, pois ele não é sinalizado, servindo como ponto de apoio a empresa Korubo. O nome Soninho vem do Rio do Sono que é originado por este fervedouro. Neste local fomos recebidos pelo MMM(Manoel Mascarenhas Martins) que nos explicou detalhes da região, e foi muito gentil contando “causos” interessantes.

Mais 5 km dali esta outro fervedouro menor, porém com muito mais pressão. Praticamente se pode andar dentro d’água, apesar da profundidade ser de 6 m. Ali é impossível afundar. A moeda local para acessar as atrações é R$ 5,00.


   Fervedouro do Soninho                                Fervedouro (não tem nome)

Voltamos, perto da hora do almoço, à Mateiros e, no caminho, encontramos novamente o casal Marcelo e Adriana, que nos deram a dica de irmos comer na D. Rosa. Seguimos o conselho e além de degustarmos uma ótima comida caseira, tivemos o prazer de conhecer a d. Rosa: uma figura simpaticíssima e com um astral nota 10!!! O almoço é servido nos fundos da casa dela e serve apoio para todos os grupos de viajantes da região! Custa R$ 12,00 por pessoa, à vontade! Nesse dia, não havia carne, pois os mercados estavam desabastecidos desse produto. Então, nos fartamos com galinha caipira, ovo frito, saladas diversas, arroz, feijão e farofa!

D. Rosa fritando ovos!                            Nós com essa simpatia

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (26/Jul - 26/Jul)

Jalapão - TO

26 de Julho de 2010

Dunas

Voltamos os 30 km de pirambeira até o entroncamento e seguimos rumo leste, mais 45 km, margeando a Serra do Espírito Santo, até chegar à entrada das Dunas. Deparamos com uma corrente e cadeado fechado na “estradinha” que dá acesso a elas. Prontamente, vieram nos atender duas meninas de uns 8 ou 10 anos e uma delas, chamada Moabe, informou-nos o preço para podermos adentrar ao local. R$ 5,00 por pessoa. A menininha não conseguiu multiplicar cinco reais por quatro... então, pacientemente, ajudamos ela nessa tarefa!

Contas feitas, entrada paga, engatamos a reduzida 4x4 e... pé no fundo!!! O areião é fofo e traiçoeiro pelos próximos 5 km!

        Estrada para as Dunas                      Vista da Serra do Espírito Santo
A vista das dunas avermelhadas é deslumbrante! Ao lado delas corre um riozinho chamado Rio de Areia... parece um oásis, com seus buritis!

Trilha de acesso às dunas                                       Dunas e riozinho      
Do alto da duna, vê-se o contraste do cerrado, areia com água limpa e fresca, no qual tomamos banho. À beira d’água, vimos pegada de veado e onça... descobrimos, depois, que de fato a onça esteve por lá na noite anterior!

   Banho no Rio de Areia                                          No alto da duna        

Coletamos areia pra nossa coleção e voltamos por outra trilha de atoleiros, refazendo uma trilha antiga meio fechada. Seguimos pela estrada e, de repente, nos deparamos com uma placa de Aeroporto!!! Não resistimos: entramos no “aeroporto” que é composto de uma pista de terra e dois ou três aviõezinhos.

     “Aeroporto” de Mateiros                          Rejane – Secretaria de Turismo

Mais 45 km na estrada principal até Mateiros, aonde chegamos às 13h30min. Almoçamos uma comida fresquinha, feita na hora pela d. Bibi e pela Luciana, no Restaurante e Pousada Dona Bibi. Custo: R$ 100,00!!!! Saciados, conhecemos a “cidade” de 2800 habitantes, passando pela Secretaria de Turismo onde pegamos algumas informações. Conhecemos e compramos artesanato em capim dourado do Murrão e sua esposa Lurdes e compramos pão e salsicha pro cachorro quente da janta.

                  Loja do Sr. Murrão                                  Artesanato de capim dourado

Saímos de Mateiros em direção ao Formiga... e passando pela entrada dos fervedouros, encontramos um grupo de Brasília (três rapazes: Alisson, Emerson e Adolfo), com quem já fizemos amizade e troca de e-mails e reencontramos o casal: Marcelo e Adriana, que havíamos conhecido na praiinha do Rio Novo. Trocamos muitas informações e decidimos ir até o Formiga direto, deixando os fervedouros pro dia seguinte.

domingo, 25 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (25/Jul - 26/Jul)

Jalapão - TO
25 e 26 de Julho de 2010

Cachoeira da Velha – Parte DOIS – dia 25 de julho


Acordamos cedo, com o sol batendo na porta da barraca e, ao abri-la, vimos empoleirado na beira do rio um “pato”, parecido com um biguá...

Como relógio é acessório dispensável e desnecessário por aqui, após o café da manhã, decidimos fazer a trilha pra Cachoeira da Velha pelo mato, margeando o rio. A trilha tem uns 1200 m e no caminho paramos num espraiado para tomar um banho.

O Mar foi até uma ponta de pedra para tirar fotos e escorregou o pé direito numa pedra... resultado: dedo mindinho quebrado e fora do lugar. No melhor estilo Mel Gibson, ele puxou e pôs o dedo no lugar. Quando resolvemos acessar a trilha para voltarmos, deparamo-nos com uma bela cobra jararaca tomando sol no meio do caminho... A dita foi espantada e, como fisioterapia e para diminuir o inchaço do dedo, banho de água de rio e caminhada de volta, por 3 km, pela estrada, debaixo de um sol escaldante!

Vista do amanhecer                                             O tal “pato” biguá

Foto que gerou o dedo quebrado! Cachoeira da Velha
Quando chegamos ao acampamento, mais gente havia chegado à praiinha, pois é domingo!!! Três casais estavam lanchando ao lado do nosso acampamento e uma família com 10 pessoas, de Porto Nacional - Leó, Vandó, Kempes, Daniel, João, Silvaneide, Madalena, Carol, Claudinei e Flavinha (desculpe se esquecemos de alguém ou se escrevemos os nomes errados) - estava arrumando suas tralhas para passar alguns dias por aqui, também. Gente muito legal, com quem logo fizemos amizade...

Eles compartilharam seu almoço conosco e agradecemos ao Kempes pelo churrasco saboroso!

Nesse mesmo dia, conhecemos o casal de Brasília DF, Marcelo e Adriana, que tem um sítio na Chapada dos Veadeiros e com quem trocamos e-mails para futuros contatos.

O Marcos estava com dor no pé e deitou-se para descansar... enquanto isso, nós ficamos batendo papo e vendo os outros e a paisagem. Os rapazes do grupo de três casais ( que são de Araguaína) foram pelo mato, até uma ponta de pedra perto da corredeira, para pularem na água. Um deles não teve sorte: ao pular, um redemoinho do rio tragou-o para o fundo... ninguém pediu socorro e essa imprudência acabou com o passeio deles, produzindo uma vítima fatal!

Todos que estavam na praia começaram a procurar pelo rapaz nas margens e no rio, sem sucesso! Um dos casais voltou até Ponte Alta, de carro, a fim de chamar os bombeiros! Como a distância é grande, eles só chegaram com todo o equipamento, ao amanhecer do outro dia, efetuando as buscas.

Bombeiros e seu equipamento de resgate
Dia 26 de julho
Logo após o café da manhã, levantamos acampamento e seguimos em direção às Dunas e à Serra do Espírito Santo.

sábado, 24 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (24/Jul - 25/Jul)

Jalapão - TO
24 e 25 de Julho de 2010

Gruta da Sussuapara

Esta gruta é, na verdade, um cânion de 20 m de altura por 500 m de comprimento, pelo qual corre o córrego Mata Nova. O local fica a 15 km de Ponte Alta, numa pequena entradinha escondida na mata, mal sinalizada por uma pequena “bacia” pintada. Percorre-se uma pequena trilha de uns 100m na mata, a partir da estrada e daí se desce até o leito do rio.


A vista é surpreendente, pois a cachoeirinha deságua num tanque que corre pelo cânion, serpenteando por paredes de arenito entrecortadas de raízes e cipós.


    Vista da parede de arenito                            Salão do cânion – Sussuapara
No local a temperatura é de 5 a 10 °C mais amena que o resto da região, que gira em torno de 35°C.

Cachoeira do Brejo da Cama

Seguindo mais uns 45 km, alcançamos a cachoeira Brejo da Cama, cujo acesso dá-se por uma estradinha lateral à direita, 10 km da principal, atravessando um areião fofo e profundo. Só 4x4!!!!

Acesso à Cachoeira                                         Cachoeira Brejo da Cama
            “Estrada” de acesso                              Lagoa Azul ou Lagoa do Enéia

Lagoa Azul ou Lagoa do Enéia

Mais 20 km em frente, entrando à esquerda, mais 6,5 km, fica a Lagoa Azul, também conhecida como Lagoa do Enéia. Nesse local rezou-se a 1ª missa da região pelo Bispo Dom Alano Maria Du Noday, há exatos 100 anos, pois amanhã será celebrada uma missa festiva comemorativa ao centenário do lugar.

Cachoeira da Velha - Parte Um

Para alcançar a Cachoeira da Velha percorre-se mais 30 km a partir da Lagoa Azul, até atingir um entroncamento em Y. Vai-se à esquerda e, mais 30 km de pirambeira e atoleiros, chegamos ao mirante da Cachoeira. Lindo o lugar que surpreendentemente possui deck/passarela de uns 500 m de comprimento eu nos leva até o mirante.

Esta Cachoeira é formada pelo queda do Rio Novo, com um altura de 25 m em duas quedas em forma de ferradura, com 100 m de extensão!!! Parece uma “Garganta do Diabo” em miniatura!!!

Caminho para a Cachoeira da Velha               Passarela com mirante da Cachoeira

Vista parcial da queda                                     Cachoeira da Velha
Chegamos à praia do Rio Novo, um quilômetro abaixo da Cachoeira da Velha. Local onde decidimos armar acampamento. Lá chegando, constatamos ser lindo, com uma bela praia de areias brancas!

São 17h30min e começamos a armar as barracas e preparar a comida antes do anoitecer completo! Mal sabíamos que a lua cheia nos acompanharia nesses dias de acampamento, pouco necessitando de outra iluminação!

No local já estavam instalados um casal de Palmas TO - Eduardo e Juciline, com seu filho Alex. Também são adeptos de aventuras e por isso rolaram altos papos entre todos!

Praia do Rio Novo                                  Nosso acampamento

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Jalapão 2010 - Família MMDN (23/Jul - 23/Jul)

Porto Nacional - Jalapão TO

23 de Julho de 2010

Chegamos em Porto Nacional ao anoitecer, cruzando o rio Tocantins. Hoje ele tem mais de 2 km de largura, pois foi construída uma usina hidrelética uns 150 km abaixo e a água está represada... antigamente ele era navegável e era a principal ligação entre Belém e Porto Nacional, com largura de +- 500 m.

Fomos jantar um delicioso espeto corrido na Churrascaria Visão, que é administrada por gaúchos de Sarandi (RS). Causou-nos estranheza que não são servidas peças de carne com osso, como costela. O garçom gentilmente nos explicou que o tocantinense não aprecia grandes pedaços de carne e com osso!!!

Dormimos no Hotel Aliança – R$ 100,00, no centro da cidade e, ao amanhecer, fizemos um pequeno city tour pela cidade, antes de seguirmos para Ponte Alta do TO. A cidade é charmosa e possui muitos estudantes de Medicina, por ser sede de uma faculdade renomada na região.

Cumpre citar, também, que uns 180 km antes de chegarmos em Porto Nacional, passamos por Gurupi, uma cidade de, aproximadamente, 100 000 habitantes e que possui ótima infra estrutura, com bancos, farmácias, lojas, postos de combustível,... tudo que você necessita!

                                                            RioTocantins, ao anoitecer

                                                            Às margens do mesmo rio

Ponte Alta do TO
24 de julho de 2010

Ponte Alta fica a 100 km de Porto Nacional e é definitivamente o último lugar para se comprar algo básico. A cidade tem baixa infra estrutura, baseada apenas em pequenos comércios e pousadinhas. Têm + - 15 mil habitantes(?), e o local chama a atenção pela ponte que dá origem ao nome da cidade, com estrutura toda em madeira e de onde os moradores e frequentadores da praia se atiram no rio Ponte Alta... de uma altura de uns 20 m!!! Loucura, pois há pedras e corredeiras traiçoeiras embaixo!

Num mercadinho compramos gelo, vendido em garrafas PET congeladas, cervejas e gêneros perecíveis que iríamos necessitar para os próximos 2 ou 3 dias de acampamento.
Buritizal

Veredas (Olhos d'agua)
Garça cruzando o rio Ponte Alta-TO e Pessoal curtindo a praia em Ponte Alta de TO
Queimadas ao longo da via
Vista das chapadas do Jalapão

Curiosidades:

i) Chamou-nos a atenção o descaso das pessoas fazendo queimadas à beira das estradas, inclusive dentro do Parque do Jalapão, sabendo que o cerrado é um ecossistema frágil, com solo pobre e vegetação rala. Há lei que prevê a queimada controlada como aceiro, de três em três anos, supostamente para a renovação e melhoria do capim dourado, entre outros.

ii) Outro detalhe: hoje se faz a colheita da cana-de-açúcar de forma mecanizada, porém a mesma lei obriga o fazendeiro a deixar 10% da colheita para ser feita manualmente, por bóias-frias, utilizando a queima antecipada da cana. Isso se chama de “muleta social” do governo atual.