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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)


01º de janeiro de 2013
Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)

Dia de levantar o acampamento... Saímos da casa do Anselmo pelas 9h e seguimos pela BR 364 até Rosário Oeste, onde mudamos de rodovia, para fugir do movimento intenso de caminhões que seguem para Cuiabá. Esse trajeto foi asfaltado recentemente e passa pelas cidadezinhas de Baús e Guia, contornando a capital e chegando à MT-251, que passa pelo meio do Parque da Chapada dos Guimarães.
Vista dos paredões da Chapada dos Guimarães (MT)

Baln. Salgadeira (MT) - Interditado pelo IBAMA 

Desnecessário dizer que paramos muitas vezes para tirar fotos dos paredões que ficam ao lado da estrada, mas o que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de locais interditados pelo IBAMA. Descobrimos que a ação do tempo e a falta de cuidados e infraestrutura estão comprometendo o bioma e a segurança dos visitantes. Assim, o Portão do Inferno está interditado, bem como a Salgadeira (que é/era um complexo turístico que fica ao lado de uma cachoeira), que foi cercada e a área será revitalizada para a Copa 2014, com projeto já aprovado!
Portão do Inferno
Chegamos à Chapada e fomos abastecer, pois na região não há muitos postos de combustível e o preço do diesel é absurdo (R$2,45 o litro)! Resolvemos fazer os passeios em que não se precisa de guia:
Ø  Véu de Noiva, com 86 m de queda e entrada franca. É um dos cartões postais da Chapada! O rio Coxipó desce por um paredão de arenito, formando um poço em sua base. Havia uma trilha - que está interditada - em que você desce e vê a cachoeira de sua parte inferior. O local fica a 13 km do centro da cidade e a vista fica a 500 m de caminhada (fácil) da Portaria, por trilha.



Ø  Cidade de Pedra e Paredão do Eco – frustração!!!! A visita por cima dos paredões está proibida e fica dentro de área particular, da Fazenda Chafariz. Tentamos, de todas as formas, conseguir permissão para visitar essa atração, mas não foi possível! Como o arenito é uma rocha muito porosa e sensível, a caminhada sem critério e de forma irresponsável começou a degradar a área, provocando a interdição de mais uma atração.

Ø  Alto do Céu e Ninho das Águias – fica no acesso para a Base Aeronáutica Cindacta, em área particular de propriedade do Fernando e se paga R$ 10,00 por pessoa. Negociamos o ingresso dos filhos e ele fez uma cortesia, não cobrando ingresso deles. A vista superior é linda: pode-se ver Cuiabá ao longe (à direita), o Pantanal Mato Grossense (mais ao centro, atrás do Morro do Jacaré) e as planícies que se estendem por toda a região. Na saída, batemos um bom papo com o proprietário, Fernando, que possui toda a documentação e permissão para construir o seu complexo, com bar e recepção, tornando o local mais estruturado para receber o visitante. Ele nos contou que era morador de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, onde também atuava na preservação ambiental e divulgação cultural e turística. 

Meditando no alto do Ninho das Águias
Lanche após a caminhada
Passeios realizados e contratados para o dia seguinte, o fim da tarde chegando, voltamos à cidade para “garimpar” pousada. Conseguimos, já na entrada, um local por um bom preço, porém estava meio precário. Desistimos pela falta de estrutura e seguimos adiante, passando por outros dois locais, caríssimos (R$ 90,00 por pessoa, em média). Seguindo as dicas do Garmin, fomos até a Pousada Rios (www.chapadadosguimaraes/pousadarios.com.br - pousadarios@brturbo.com.br) onde fomos recepcionados pela Ângela. A diária por R$ 120,00 – o triplo e R$ 140,00 – o quádruplo. Como iríamos ficar três dias, conseguimos desconto de R$ 10,00 por diária!!! Fechamos na hora!! Os quartos são amplos, com banheiro bom, ar condicionado (pré-requisito indispensável com o calor que pegamos: 35°C, em média), café da manhã, estacionamento e frigobar.
Hora do jantar: fomos a pé até o centro histórico (3 quadras) e encontramos muitos restaurantes fechados! Explico: o feriado de Ano Novo emendou com o final de semana e a cidade estava lotada! Havia mais de 30 mil pessoas na praça Dom Wunibaldo para os festejos e os comerciantes e donos de restaurantes estavam esbodegados e desfalcados! Assim, entre as opções que estavam abertas, optamos pela Pizzaria Mamma Mia, onde o atendimento foi meio confuso e muitos itens que constavam no cardápio estavam em falta. Notamos que a falta de preparação dos restaurantes e lanchonetes é precário, pois não contam com estoques adequados de modo a atender a demanda.
     Abastecidos, fomos para casa nos preparando para o dia seguinte, que seria cheio de atrações. 

Um comentário:

  1. Olá amigos,
    Quando fomos ainda conseguimos ver o Portão do Inferno,mas a Salgadeira olhamos de longe mas não quisemos ver...
    Também sentimos muito por não pudermos ver a Cidade de Pedra, deve ser muito lindo, mas também entendo que deve haver um plano de manejo para que a visitação seja possível.
    Ficamos arrepiados só de imaginar 30 mil pessoas naquela praça!!! Um horror!!! Fomos no festival de inverno, e já achávamos que estava cheio, agora esta quantidade de gente, impraticável!!
    Um grande abraço!

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