Viagem Família______________________________________

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Juiz de Fora em Família

22 de abril de 2011
Juiz de Fora - MG

Hoje é um dia especial: o 15º aniversário de nosso filho, Douglas! Como aconteceu há 3 anos, resolvemos festejar essa data em Juiz de Fora, na casa dos Maritacas, pois assim "matávamos dois coelhos com uma cajadada só".
Saímos de Barra Velha às 5 h da madrugada de ontem (21 de abril) e pegamos o nosso primeiro congestionamento (10 min) na praça de pedágio do Rio Itapocu. Depois, seguimos sem problemas até Curitiba e de lá, seguimos à São Paulo, via Régis Bittencourt. Na Serra da Cantareira, passamos 1h e 30min para subi-la, em pista simples, enfrentando um movimento contrário absurdo!!! Parecia que a cidade de São Paulo inteira estava descendo a serra em sentido sul. Finalmente, passamos por Sampa ao meio-dia, atravessando pelas marginais sem trânsito e começamos a ficar felizes!!! Ledo engano: na saída da Fernão Dias, a fila estava parada e percorremos os 10 km até o pedágio (Mairiporã) em uma hora, e mais uma hora até chegarmos perto da divisa com Minas (um inferno!!!). Depois disso, foi anda-pára, anda-pára, até que, finalmente, depois de conseguirmos andar um trecho a 100 km/h, acontecer um acidente a uns 5 km a nossa frente (um caminhão de coco virou na estrada) e aí ficamos quase uma hora parados: percorrer 100 km em 6 horas é desumano!!!!
Conseguimos chegar à Juiz às 22h30min, mortos de cansados, sujos e famintos!!! A recepção foi calorosa e lanchamos gostosamente, conversando com os amigos de Belô, família MAMA, Mariana e Maurício (Tucanos), e os juizforanos, família CLAM (Maritacas) até às 2h da manhã...
Hoje, dia 22, fizemos um passeio pela região de Torreões e almoçamos num restaurante ao lado de uma cachoeira muito linda. As crianças aproveitaram pra tomar um banho gostoso enquanto a comida era feita e na volta pra casa, passeamos no Parque Mariano Procópio, em Juiz de Fora, onde também fica o Museu de mesmo nome. Como já conhecíamos o Museu, aproveitamos para caminhar um pouco e verificar a fauna e a flora do local.

Restaurante da Cachoeira - Torreões - MG

Cachoeira


Vista geral do Restaurante

Parque Mariano Procópio - Juiz de Fora - MG

Na volta pra casa, muitas fofocas e conversas, lanchinho light e cama gostosa!!! Até amanhã... vamos ver se conseguimos entrar no Teatro Municipal de Juiz.

domingo, 10 de abril de 2011

NINHO DOS GARÇAS - BARRA VELHA - SC

Nestas próximas postagens, daremos um enfoque diferenciado, explicando a origem de nossos nomes, as cidades onde moramos, com alguns de seus aspectos culturais, turísticos, gastronômicos e curiosidades em geral.
Morro do Cristo
   NINHO DOS  GARÇAS - Barra Velha – SC
Barra Velha foi fundada entre o final do século XVIII e o começo do século XIX, quando, em 1806, foram concedidas as primeiras sesmarias de 150 braças para colonizadores da região e alguns deles tiveram a missão de construir um estabelecimento (armação) para o processamento do óleo de baleia. Joaquim Alves da Silva, açoriano, pescador de baleias recebeu oficialmente como prêmio as terras da região, por ordem de D. Pedro I, por ser um grande fornecedor de óleo de baleia, óleo este utilizado para a iluminação pública em candeeiros nas grandes cidades, como o Rio de Janeiro.
Mas muito antes disto, há milhares de anos atrás, a região era habitada por grupos seminômades coletores, pescadores e caçadores que utilizavam os rios como caminho natural para o interior, fato este comprovado pelos sambaquis - oficinas líticas e inscrições rupestres que existem na região.
           Depois, ainda no ano de 1504, o explorador e navegador francês, Binot Palmier de Gonneville, já subia a barra do Rio Itapocú, localizado ao norte da atual cidade, com o objetivo de verificar o potencial do lugar. O Rio Itapocú serviu de referência e uma das pontas do Caminho do Peabirú, importante estrada que ligava o Oceano Atlântico às montanhas dos Andes e ao Oceano Pacífico
Desde a sua descoberta por Gonneville, o rio (Itapocú) que desembocava junto às pedras de um costão formava uma barra (saída) de boa profundidade, mas com o tempo e a ação dos ventos e marés, esta saída foi sendo assoreada (fechada) causando uma grande inundação da região. Isto ocasionou a formação de outra saída (barra) da água do rio, chamada atualmente de Boca da Barra, fazendo com que a localidade anterior fosse chamada de Barra Velha.
Nos idos de 1820, o conhecido naturalista e botânico, também francês, Auguste Saint-Hilaire, mapeou e desbravou toda a região, tendo inclusive subido com canoas pelo atual Rio Itajuba, no bairro Itajuba, onde nós, os Garças, moramos.

Barra Velha tem grande influência português-açoriana, percebida pelas suas festas típicas como: Boi Mamão, Festa do Divino, Terno de Reis e também pela culinária que está representada atualmente pela Festa Nacional do Pirão, e que ocorre desde o ano de 1997.
A emancipação do município aconteceu em 07 de dezembro de 1961 e atualmente, Barra Velha possui uma população fixa de, aproximadamente, 23.000 habitantes, podendo chegar a 100.000 durante a alta temporada de verão.
Barra Velha está localizada no litoral norte catarinense, a 130 km a norte de Florianópolis,  580 km a norte de Porto Alegre, 175 km ao sul de Curitiba e 570 km ao sul de São Paulo.

           PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE BARRA VELHA
Ponte Pênsil - Barra da Lagoa

Artesanato típico executado com folha da bananeira

Praia da Barrinha - Itajuba

Praia da Barrinha - Praia do Grant


Boca da Barra - Barra do Rio Itapocú


Centro de Barra Velha


Costão dos Náufragos
Recebeu este nome, pois foi o local onde ocorreu um naufrágio de combatentes da Guerra do Paraguai, em 1865.

Praia do Grant
Antigo refúgio de piratas até a região ter sido adquirida na época da 2ª Guerra Mundial por Alexander Grant, Mr. Grant, engenheiro inglês, que fixou aquí sua residência e mais tarde hotel, hoje já demolido.

Ilha de Canas - Monumento ao Pescador - Praia do Grant

Lagoa de Barra Velha

Praça Lauro Loyola - Centro

Praia Central - Pescadores


Pedras Brancas e Negras - Itajuba
Rara formação geológica (única no Brasil) com idade superior a 2 bilhões de anos, que apresenta rochas ígneas ultra-máficas de duas colorações.

Monumento ao Surfista - Pedras Negras

Vista Geral da Lagoa de Barra Velha


Praia do Sol - Itajuba

Praia do Cerro - ( Siphodes) - Itajuba
Praia do Tabuleiro



sábado, 2 de abril de 2011

Comunicado aos nossos amigos e seguidores


A partir de hoje estaremos regularmente publicando nossas viagens realizadas anteriormente à criação do blog  http://www.viagemfamilia.com/ .  Você encontrará o conteúdo destas aventuras na coluna da direita do blog sob o título "VIAGENS ANTERIORES".

Estas viagens anteriores foram o embrião do projeto hoje desenvolvido e apresentado aqui.
Esperamos que todos aproveitem as informações e dicas, divirtam-se, comentem e continuem nos acompanhando, pois é sempre um prazer receber novos amigos no nosso blog.
 Um abraço da "turma" do viagemfamília.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uberaba a Belo Horizonte - MG

23 e 24 de janeiro de 2011
Uberaba – Belo Horizonte (MG)

Saímos de Uberaba aí pelas 7h15min, em direção à Belo Horizonte. Muitos km percorridos em pista simples, em mau estado de conservação, chegamos à entrada de Araxá. Daí em diante, melhorou um pouco, mas ainda em pista simples.
(Rodando pelas estradas de Minas, dá pra entender porque acontecem tantos acidentes: pista simples, esburacada, com sinalização horizontal precária, além da imprudência dos motoristas em excesso de velocidade são motivos suficientes!?!)

Chegamos à BH pelas 12h30min e ligamos pro Maurício, pra saber como chegar a sua casa. Ele foi nos buscar, pois estávamos a umas cinco quadras de distância!!!
Depois de uma boa hora de conversa com o casal Maurício e Mariana, resolvemos sair pra almoçar na região de Macacos (cidade de Nova Lima).
Petisqueira do Marquinho - Almoço com os amigos!

Lá chegando, entramos no Restaurante da Dona Dica, onde não tivemos sorte, pois não tinha o que queríamos. Diversos pratos que estavam no cardápio estavam em falta, assim, nos levantamos, pagamos as bebidas já consumidas e fomos ao outro lado da rua, na Petisqueira do Marquinho, onde o garçom Luisinho nos atendeu muito bem, fazendo o possível para nos satisfazer.
Morro Vermelho - Ig. N. Sra de Nazaré (1715)
Interior da mesma igreja.

Dali, fomos por uma estradinha de pó (que faz parte do traçado original da Estrada Real), subindo e descendo morros, pelo meio da mata, até chegarmos ao Morro Vermelho. Neste lugarejo está a igreja de N. Sra. de Nazaré, construída em  1715 , e que possui afrescos no forro e na nave principal, de onde se tem uma vista parcial da serra.
Caeté - Igreja N. Sra. do Bom Sucesso (1757)

Seguimos até Caeté, cidade que pertence ao circuito da Estrada Real, e aproveitamos para tirar umas fotos do coreto e da igreja matriz de N. Sra do Bom Sucesso, de 1757, estilo barroco, altares folhados a ouro e altar principal atribuído a Aleijadinho, na qual estava acontecendo a missa.
Sabará - Ig. N. Sra. do Rosário dos Pretos (1713)

Como já estava anoitecendo fomos conhecer Sabará. Lá a muvuca estava grande: nas praças centrais e no setor histórico havia uma grande concentração de jovens, bebendo, paquerando e se divertindo, porém a presença maciça da polícia nos confirmou o que o Maurício e a Mariana haviam dito sobre a cidade: Sabará é uma cidade muito pobre e está se tornando um local muito violento! Como em todos os locais de nosso país (e fora dele), o crack está dominando! Sabará é a cidade histórica mais próxima de Belo Horizonte e as atrações se concentram na praça principal, onde está a Igreja N. Sra. do Rosário dos Pretos, construída com paredes de pedra em 1766, inacabada, que circundam uma capela de taipa, de 1713. As obras desta igreja não foram acabadas, por ocasião da abolição da escravatura em 1888.
Chafariz do Rosário.


Vista noturna de Sabará - Igreja São Francisco de Assis ao fundo

Igreja São Francisco de Assis (1761)

A direita da igreja está o chafariz do Rosário de 1752 que até hoje funciona. Andando 2 quadras encontramos a igreja da São Francisco de Assis, de 1761, que estava fechada por ser noite. Porém possui um altar-mor em madeira policromada.

Resolvemos ir pra casa, pois já era tarde e, além da fominha, o cansaço também estava aparecendo!
Assim, voltamos pra casa de nossos amigos e jantamos umas pizzas, depois de vermos os filmes das viagens do Peru e de Ushuaia.

Como os donos da casa tem que trabalhar hoje, porque é segunda-feira (alguém tem que trabalhar nessa terra, não é mesmo?), ficamos por nossa conta, não sem antes de receber sugestões e mapa explicativo do Maurício, sobre o que fazer perto e mais longe de casa!
Como amanhã estaremos o dia todo dentro do carro, voltando pra casa, resolvemos fazer um passeio a pé pelo bairro, seguindo até a lagoa da Pampulha, vendo a igreja de São Francisco de Assis, projetada por Oscar Niemayer e caminhando até o mercado, a fim de comprar o almoço e a janta.
Lago da Pampulha

Vista do altar principal - mural de Portinari

Igreja São Francisco deAssis - da Pampulha (1943) 

Igreja São Francisco de Assis, de 1943, fica às margens da lagoa da Pampulha e é um dos principais cartões postais da cidade. Possui estilo modernista e painéis de Portinari, sem contar o paisagismo de Burle Max nos jardins ao seu redor. De lá se avistam o Mineirinho e o Mineirão (estádio Gov. Magalhães Pinto).

Belo Horizonte é uma capital cheia de subidas e descidas... dá-lhe morro!!! Como está crescendo muito, está incorporando os municípios vizinhos. Possui uma rede de restaurantes, botecos e barzinhos incrível!
Na área central, pode se visitar a Praça da Liberdade, onde até pouco tempo atrás ficavam os prédios do governo e que, com o Gov. Aécio Neves, passaram a ocupar uma área concentrada fora da cidade, distante do centro. Aqui ficam construções antigas e centros culturais da cidade, inclusive o Milton Nascimento mora em um dos prédios antigos.
Dali pode se ir ao bairro Savassi, onde fica a Praça do Papa (Mangabeiras) onde há trilhas pelo meio da mata. Seguindo em direção ao Parque Municipal onde se veem o Palácio das Artes e escola de Música de BH. Mais adiante, na Av. Cristiano Machado, chega-se à Praça da Estação, onde está o Museu de Artes e Ofícios.

Como estamos com pouco tempo, dessa vez fizemos apenas uma visitação básica à cidade... as demais atrações ficarão pruma próxima!!!
Agradecemos aqui pela acolhida, hospitalidade mineira e carinho com que fomos recebidos pelos nossos amigos, Maurício e Mariana! Podemos dizer que "nós nos sentimos em casa"!!! Valeu!!!
Agora, estamos esperando pela visita deles “no Sul”.

Até a próxima!




sábado, 22 de janeiro de 2011

Uberaba - MG

21 de janeiro de 2011
Uberaba – casa do Eurípedes

A festa de aniversário em homenagem ao nosso amigo Eurípedes Cesar de Oliveira é MEGA!!!! Foram convidadas umas 300 pessoas, armada uma lona de circo pra as apresentações de 15 duplas sertanejas e banda com 6 músicos, além dos 1250 litros de chope (apenas para hoje!!!). Sua propriedade é linda, enorme, e com infraestrutura de pousada. Os banheiros parecem de clube (com diversas portas)... um desbunde!!!


Havíamos, inicialmente, pensado em dormir de barraca, pois trouxemos toda a tralha, porém, sabiamente,  foi nos sugerido (com toda razão) que ficássemos em Hotel, para maior tranquilidade. O som não tem hora pra acabar, muito menos os que se excedem na bebida!
Assim, nos hospedamos no hotel do posto Graal, pertinho daqui (uns 5 min) a um custo de R$ 110,00 a diária. Reservamos o quarto por três dias, visto que chegamos na quinta feira a tarde e provavelmente sairemos de Uberaba no domingo pela manhã.
Junto conosco nos quartos ao lado no hotel, estão hospedados nossos amigos de Jundiaí-S.P. , Luisinho, Maria do Rosário e Gustavo, Zé Véio, Zelão e Rosana entre outros que também vieram prestigiar a festa. O João/Adelaide, Simão/Ivone, Ferrari/Neca e outros que viram de S.C. estão hospedados no Hotel Jaguar.

Adelaide, João, Eurípedes, Marcos, Tereza, Mari e Ivone.


Doug, Rosana, Nati, Mari e Zelão (José Carlos)
O Eurípedes está fazendo 53 anos, e para pagar os caches das duplas sertanejas e violeiros, gentilmente solicitou aos convidados homens que se dispusessem a colaborar com o valor de R$ 50,00 cada, e cada um que assim procedia recebia uma pulseira prateada que permitia o acesso de toda a família para os shows, alimentação e bebidas a vontade. Uma ótima ideia para diminuir e ratear os custos! Imagine, estamos aqui de quinta-feira a  domingo em 4 pessoas pagando apenas R$ 50,00 com all included !!
Conhecemos e conversamos com a dupla de cantores Mário e Catito, paraguaios  de quem compramos CD , pois são ótimos e animaram a festa com clássicos como Recuerdos de Ypacaraí, Mi Manera(My Way), Corazon Parti’o, e La Bamba entre outros. Foi um show!!


Autógrafo no CD do Mario Báez.
22 de janeiro de 2011
Uberaba - MG

Hoje, já no sábado, 22 de janeiro, pela manhã vamos dar um giro pela cidade de Uberaba para conhecê-la um pouco, visto que até agora só ficamos comendo, conversando, bebendo e nos divertindo; ô vida dura!!

                                                                         EIN PROSIT!

Uberaba é uma cidade com aproximadamente 300 mil habitantes. Seu ponto forte está na criação de gado zebu (com pesquisas e melhoramento de espécie) e cana de açúcar. Possui uma ExpoZebu  - em Maio, 1ª quinzena - que é internacional, pois agrega pessoas de todo o mundo que querem adquirir matrizes ou simplesmente curtir.
Começamos nosso city tour pelo Museu de Arte Sacra, que fica localizado na Igreja de Santa Rita (1854). Sua edificação é feita de aroeira, com paredes em taipa e parece-se com estilo enxaimel. Foi restaurada e está muito bonita. Foi tombada em 1939, pelo SPHAN (atual IPHAN).



Depois seguimos a pé até a Igreja de São Domingo, cuja construção nos chamou a atenção, pela beleza! Suas paredes são autoportantes e de tijolos de adobe, com argamassa calcária.
Uma pena seu interior ter sido descaracterizado pela atual reforma da Igreja (estrutural), pois todas as imagens e altares foram retirados e não se sabe onde estão as peças! Algumas foram doadas, outras vendidas!!! Pasmem: houve peças que foram jogadas fora e o altar mor (todo entalhado em madeira) e os altares das capelas laterais estão em algum lugar!?!?
Fachada frontal da Igreja de São Domingos.
Fomos até o Mercado Municipal da cidade a fim de comprar uns docinhos e queijinhos... afinal, estamos em Minas, UAI.
Agora, é só festa até o sol raiar!!!
Até mais!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Araxá - Uberaba

20 de janeiro de 2011
Araxá – Uberaba (MG)

Hoje estamos com o dia livre... não temos longas distâncias a percorrer e vamos até Uberaba mais pro final do dia, para fazer uma surpresa pro nosso amigo Eurípedes, que está fazendo aniversário.
Saímos prum city tour por Araxá, e já de início encontramos um pequeno museu da Família Zema que chegou a cidade em 1915 e de lá para cá expandiram seus negócios, vindo a se tornar um dos conglomerados empresariais mais importantes da cidade. Araxá significa “terras altas de onde primeiro se vê o sol” na língua dos índios Arachás que viveram nesta região. Em 1759, Bartolomeu Bueno de Prado comandando uma expedição, destruiu o quilombo do Ambrósio e sete anos depois, Inácio Correia Pamplona exterminou os remanescentes da tribo dos Arachás, restando poucos que se espalharam ou se deixaram escravizar.

Doug e Nati - Studbacker 1954

Esse Ford Bigode 1914 foi utilizado pelo velho Zema como táxi pela cidade de Araxá e também como meio de ligação entre Araxá e Uberaba. Em 1917, durante um temporal muito forte, na travessia do Rio das Velhas (atual Rio Araguari), foi tragado pelas suas águas e afundou, ficando perdido.
Exatamente 48 anos depois, no mesmo lugar onde havia afundado, (por conta de uma grande seca) foi reencontrado, retirado e... surpresa! Depois de uma lavagem do motor e troca de óleo, em três dias estava funcionando novamente! O fato foi noticiado em jornais e revistas da época em toda região e até fora do país!
Atualmente é utilizado em ocasiões especiais e está exposto no Museu da família Zema.

 A cidade possui uma população aproximada de 90.000 habitantes e tem um interessante sistema de passaporte cultural, pelo qual se paga o valor de R$ 6,00 e permite visitar as principais atrações culturais como museus e casas de cultura pela cidade, destacando-se entre elas a Casa da D. Beja e o Memorial de Araxá.

Neste memorial, fomos muito bem atendidos pela Daniele que nos explicou diversas coisas sobre a cultura e costumes da cidade, inclusive sobre a casa onde é o Memorial que pertencia a uma família de músicos que tinham uma orquestra. Era a família Porfírio, que possui uma sala inteira dedicada a eles. Os outros aposentos da casa estão repletos de objetos e documentos históricos relevantes para a cultura passada da cidade.

Em seguida fomos visitar a casa de Ana Jacinta de São José, popularmente conhecida como D. Beja, que viveu em Araxá na primeira metade do século XIX. Nossa atendente, a simpática Maria do Carmo, nos explicou que D. Beja era uma cortesã, que tinha muitos amantes endinheirados da região, entre eles o imperador D. Pedro I.  Nesta casa estão representados os objetos de época e há uma reconstituição do quarto da proprietária muito bem caracterizado. Mas o único objeto que realmente pertenceu a D. Beja é uma gargantilha, pois como ela era mal vista pela sociedade, quando ela abandonou a cidade suas coisas pessoais foram com ela, o que restou provavelmente foi depredado pelos moradores para apagar a memória dela.


No ano de 1965, Assis Châteaubriant, após ter adquirido a propriedade, restaurou-a e transformou-a em um museu.
Antiga estação de trem - atual Centro de Artesanato


Vista de frente do Centro de Artesanato


D. Beja, já pelos anos 1915 e 1916 em sua adolescência se banhava nas águas e lamas do Barreiro, dando início a fama medicinal de sua região, posteriormente comprovada por estudos científicos do Barão de Eschwige - cientista alemão - e mais tarde ratificada e chancelada por Saint Hilaire. Em 1912 a Empresa de Águas de Araxá construiu o primeiro balneário no local, seguido pela construção do Hotel Rádio, hoje em ruínas, e finalmente o Grande Hotel cujas obras iniciaram em 1938 e foram concluídas em 1944. Os jardins que circundam o Hotel Tauá, atual nome da construção, foram executados por Burle Marx com a colaboração do botânico Henrique Melo Barreto. Em 1944 o Grande Hotel foi inaugurado com grande pompa contando, inclusive, com a presença do presidente Getúlio Vargas, dando início ao polo turístico de Araxá.

Entrando no Hotel Tauá, antigo Grande Hotel


Fonte D. Beja


Vista da piscina principal



Dentro da Fonte D. Beja


Depois de uma gostosa água de coco, rumamos a Uberaba, mais 100 km. No caminho, a chuva torrencial se fez presente e uns 13 km antes de nosso destino, no município de Peirópolis, visitamos o Museu do Dinossauro (ingresso: R$ 6,00 por pessoa), que está instalado na antiga estação ferroviária da cidade, fundada pelo Conde D’Eu, em 1886.
 As primeiras descobertas de fósseis pré-históricos aconteceram na década de 40, e apenas entre os anos 1947 e 1974, sob a responsabilidade de Llewellyn Ivor Price, gaúcho de origem inglesa, que descobriu o fóssil do Uberabasuchus Terrificus (primórdio dos crocodilos), organizou-se e aprofundaram-se as pesquisas. Apenas em 1992 fundou-se o Museu, que está organizado e continua acrescentando peças ao seu acervo.


Uberabasuchus Terrificus

O "Uberaba" em seu habitat







A região de Uberaba é rica em fósseis e possui uma grande concentração de sítios arqueológicos com predominância de ovos e coprólitos (cocô de dinossauros), além de titanossauros, troncos fossilizados, anfíbios, tartarugas, moluscos,... Só foram encontrados aqui, até agora, fósseis de dinossauros herbívoros, que chegavam a  atingir 20 metros de comprimento e até 10 toneladas.
 
O acervo exposto é pequeno, mas muito interessante, pois o espaço da estação é limitado. Por esse motivo, foi construído recentemente um novo prédio, projetado pela filha de Lúcio Costa, que está ampliando o espaço e materiais à disposição dos visitantes. No Museu está exposta, no jardim, a única réplica em tamanho natural do Titanossauro, no Brasil.

Saímos de lá depois de duas horas e chegamos à Uberaba aí pelas 16h30min para a festa de aniversário de nosso amigo Eurípedes. Mas essa já é outra história!!!
Tchau!
Titanossauro