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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Parque Estadual Carlos Botelho

Saindo de Curitiba (PR) e chegando em São Miguel Arcanjo (SP)
Dia 22 de julho de 2015

Todos os anos aproveitamos as pequenas férias de julho pra dar uma voltinha por aí e nesse ano não está sendo diferente! Como o sul do país está sendo acometido por fortes chuvas, decidimos subir à região Sudeste, explorando um pouco o interior de SP, dando uma passadinha em Minas e retornando via Rio de Janeiro.
Entrada do Parque, junto com Moisés e Ademar
Neste primeiro dia de viagem seguimos até Registro, na região do Vale da Ribeira e de lá, pela SP 139, passamos por Sete Barras e seguimos até o Núcleo da sede do Parque Estadual Carlos Botelho (pe.carlosbotelho@fflorestal.sp.gov.br). Próximo à cidade de Sete Barras havia uma placa indicando que o trecho que iríamos percorrer por dentro do parque estava interditado, mas mesmo assim resolvemos seguir em frente, visto que a pista estava boa e tranquila, com pouquíssimo movimento. Na verdade, o movimento que havia nas laterais da pista era de romeiros que se deslocam a pé e a cavalo entre as cidades de São Miguel Arcanjo e Iguape, distante uns 180 km, pois dia 06 de agosto é a festa do padroeiro Senhor Bom Jesus do Iguape!

Ponte pênsil que leva ao primeiro local de banho
A uns 20 km de distância de Sete Barras fica a entrada do Parque - Núcleo Sete Barras. Lá fomos recepcionados pelo segurança Moisés que confirmou que por conta das obras na pista o trecho que une as cidades de Sete Barras e São Miguel Arcanjo por dentro do parque está interditado!
Isso nos chateou, pois ao invés de percorrermos apenas 44 km por dentro do parque e mais 22 km até a cidade, teremos de retornar 20 km e dali seguir até Juquiá, subindo a serra de Paranapiacaba (que vai até Sorocaba), perfazendo mais de 170 km!!!!
Primeiro ponto de banho

Segundo ponto de banho
Como "o que não tem remédio, remediado está", fomos ter com o Ademar que é o responsável pelo Parque nesse Núcleo. Ele nos orientou sobre a trilha da Figueira, que é auto guiada, fácil e de aproximadamente 3 km. Nesta trilha há também piscinas naturais e observação de avifauna. Os locais para banho são fantásticos! Não resisti e experimentei a temperatura da água me surpreendendo, pois mesmo sendo inverno e se tratar de rio de serra, suas águas estavam frias, mas não geladas!




Ficus Enormis (Figueira Branca)
Andamos por pouco mais de 1 hora e chegamos à figueira milenar, simplesmente maravilhosa!!! Seu diâmetro inferior é de aproximadamente 5 m e o troco tem uns 2 m de diâmetro a 4 metros de altura. A copa se eleva à 50 metros de altura! Um show da natureza!
Início da trilha para Cachoeira do Ribeirão Branco
Depois de muitas fotos, retornamos rapidamente (20 min), sem paradas! Como já eram quase 14h30min, lanchamos rapidamente na sede, onde há espaço coberto onde se pode lanchar e descansar. Neste barracão são atendidos os romeiros que passam por ali.
Espaço utilizado como apoio para os romeiros e visitantes do Parque
Conversando com o Ademar, ele nos orientou sobre os outros passeios que saem deste ponto: para conhecer a Cachoeira do Ribeirão Branco (parte-se da figueira) deve-se agendar previamente, pois a trilha é monitorada e tem custo de R$ 20,00 por pessoa. Há também a Cachoeira do Travessão que fica dentro do parque, mas cujo acesso é feito por propriedade particular. Está havendo algum impasse com os proprietários da fazenda e esse passeio está suspenso temporariamente.


Dicas:
  • ligar para o Parque para saber sobre o clima e as condições da estrada para não ser surpreendido é uma boa pedida. Fone: (013)38726138 - Ademar
  • Não esquecer repelente, bloqueador solar e roupa de banho, visto que o rio com suas piscinas naturais não imperdíveis. 
  • Máquina fotográfica, calçado adequado para trilhas e lanchinho são boas pedidas para  acompanhar seu dia de aventuras. 


Banana com flor
 No caminho de "contorno" do Parque, via Juquiá, passamos por uma colônia japonesa - que possui um acervo de mais de 3000 exemplares de livros no idioma japonês, já no município de São Miguel Arcanjo. A fonte de renda da região é fundamentada no plantio da uva Itália, frutas e reflorestamento de eucalipto.
Portal da colônia japonesa, com cerejeiras em flor

Monumento em comemoração ao centenário da imigração japonesa
Chegamos à cidade pelas 17h30min e buscamos hospedagem. No primeiro hotel - Skina - não havia quarto, pois dois micro-ônibus de romeiros tinham acabado de chegar. Assim, fomos até a Pousada Villa da Mata onde fomos atendidos pelo Wilmar. Nosso pernoite foi acertado a R$ 125,00 e o restaurante ficava a apenas 2 quadras de distância.

São Miguel Arcanjo foi fundada em 01º de abril de 1889 e recebeu este nome em virtude de uma capela construída nestas terras em sua homenagem, por Dona Maximina Nogueira Terra, em terras doadas pela sua irmã Tereza Augusta Nogueira, filhas de Tte. Urias que para lá se mudou em busca de ouro. Atualmente possui pouco menos de 40 mil habitantes.

Jantamos bife à parmegiana, acompanhado de cerveja artesanal Burgman da região (Sorocaba) e batata frita. Acabamos pedindo uns sushis califórnia para o almoço de amanhã.
Boa noite!

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