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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Parque Carlos Botelho e Jundiaí (SP)


Dia 23 de julho de 2015
São Miguel Arcanjo a Jundiaí (SP)


Acordamos pelas 8 da manhã e tentamos atualizar o blog, porém a internet estava vai-não-vai! Desta forma, fomos tomar o café da manhã e aproveitamos para conhecer e conversar com o proprietário da pousada, Claudinei, que também é romeiro. Ele nos contou algumas particularidades sobre a romaria e sobre a cidade de São Miguel.
Saímos da pousada e seguimos rumo ao Parque Carlos Botelho, agora no Núcleo São Miguel. 



O Parque Carlos Botelho (pe.carlosbotelho@fflorestal.sp.gov.br) ocupa uma área de 37644,36 ha de Mata Atlântica, abrangendo os municípios de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, Tapiraí e Sete Barras e foi criado em 1982. O ingresso ao parque custa R$ 6,00 por pessoa, porém estudantes e professores da rede pública não pagam! Em seu interior há cachoeiras e belos rios, além de rica diversidade de animais e plantas. O Parque abriga a maior população do muriqui - mono carvoeiro - o maior primata das Américas, sendo assim, ele é um importante refúgio de vida selvagem, fazendo parte de um corredor contínuo ecológico formado pelos Parques Estaduais Intervales, PETAR, Carlos Botelho e Estação Ecológica Xitué. Pelo seu grande valor ecológico, recebeu o título de Sítio do Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 1998. A trilha das Bromélias é adaptada para deficientes físicos e apresenta caráter recreativo e educativo, podendo ser percorrida em alguns minutos (10 min, aproximadamente).
 
Tucano anão

Mari e Andressa, nossa guia pela trilha do Parque

Após uns 25 km, chegamos à entrada do Parque - também interditada - e o segurança nos indicou a entrada da sede. Lá fomos atendidos pela Andressa, estagiária de Engenharia Florestal, que gentilmente nos acompanhou na Trilha dos Fornos e Represa. As trilhas são tranquilas e seguras, sendo bem demarcadas, mas apesar disso são feitas com a monitoria de um guia do próprio parque. 
No trajeto pudemos observar inúmeras espécies de árvores, plantas em geral e arbustos, sendo que diversos deles são acompanhados de uma plaqueta com informações sobre o espécime.
A região anteriormente devastada pela ação dos madeireiros e carvoeiros está bem recuperada e conta com rios e cursos d'água límpida que aproveitamos para matar a nossa sede.
Também se avistam pássaros diversos, e com sorte pode se avistar mamíferos como roedores e macacos. Nossa sugestão é para melhor sorte de avistamento, percorrer as trilhas bem cedo pela manhã e em bastante silêncio.
Essa região é o berço natural do Mono Carvoeiro ou Muriqui (Brachyteles arachnoides), mas não tivemos a sorte de avistar nenhum pelo adiantado da hora. 
Rios de água límpida e pura

Matando a sede com a água pura do rio.
Forno nº 1, o mais preservado
Cipó todo retorcido

Mono Carvoeiro ou Muriqui.
Conversamos bastante com a guia Andressa  e descobrimos que essa região fora uma propriedade particular cuja atividade econômica era produção de carvão! Ou seja, toda a área havia sido desmatada e foi feito o replantio e reflorestamento da mesma. Há poucos espécimes de mata primária, sendo a maioria composta por mata secundária. Caminhamos por cerca de uma hora e chegamos aos fornos, onde era produzido o carvão. O primeiro está bastante preservado, porém os demais (são 5, no total) estão bastante danificados pela ação do tempo e da natureza, que tem ocupado os espaços. 
Represa

Jacutinga

Trilha das bromélias
Observamos passarinhos, algumas pegadas (inclusive de anta) e diversos espécimes de árvores. Muitas fotos depois, chegamos à represa que fornecia energia elétrica para o parque e que hoje está desativada. Retornamos à sede e lanchamos os sushis que havíamos comprado no dia anterior, acompanhados das batatas que sobraram do jantar. 
Pegadas de anta encontradas numa trilha.

Almoçando sushis adquiridos no dia anterior.
Depois, retornamos à cidade para tentar encontrar um imã de geladeira para a nossa coleção. Acabamos comprando um vinho branco de uva Itália, pois não havia nem um simples ímã de geladeira para comprar!!! Seguimos então até Jundiaí, distante uns 190 km, onde nos hospedamos na casa do casal maravilhoso de primos, Adriana e do José Roberto. 
Muita conversa antes e depois da pizza, fomos nos recolher, repensando e readequando nosso roteiro para os próximos dias. 
Boa noite!


2 comentários:

  1. Poxa que legal, adoraria conhecer esse parque é realmente muito bonito.

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    Respostas
    1. Marcia: aproveite o tempo de verão, pois poderá curtir as cachoeiras e rios para um bom e belo banho.

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