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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Férias de inverno 2014 - Floripa

23 de julho de 2014
Praia do Antenor
Para aproveitar os poucos dias de recesso escolar em julho, resolvemos seguir ao sul do estado, fazendo nossa primeira parada na região de Gov. Celso Ramos (km 183, acesso para Palmas do Arvoredo, Caieiras - SC410), mais especificamente buscando a praia do Antenor de modo a fazer a travessia de barco até a Ilha do Anhatomirim, onde está localizado o Forte de mesmo nome.
Na praia, encontramos um pescador, de nome Pedro, que chegou a se oferecer para fazer a travessia de graça, mas como seu barco estava preparado para pescar, com as redes nele, ele sugeriu que fôssemos adiante, até a próxima vila, onde encontraríamos mais opções de embarcações adequadas. Infelizmente, não é temporada de turismo e os pescadores estão envolvidos com a pesca e as escunas que fazem regularmente as travessias estão em manutenção. Desta forma, após conversas infrutíferas, demos meia-volta, antes pegando diversas informações e cartões com telefones, para uma próxima vez.

Voltando para a BR101, seguimos até a fantástica "Ilha da Magia": FLORIANÓPOLIS"!
Paramos no Centro de Informação Turística localizada na SC , localizado à direita, antes da ponte Colombo Sales. Com as informações precisas e material de apoio, seguimos até a capital.
Como nunca havíamos feito o centro da cidade, iniciamos por lá. A dificuldade em estacionar foi logo resolvida, pois há, a frente da rodoviária, uma área pública de estacionamento a R$3,00 a hora.
Seguimos a pé até o Mercado Público, que está em reformas. O prédio é composto por duas alas separadas por um vão. A primeira ala foi construída em 1899 e a segunda, em 1931. Em uma de suas colunas está instalado o relógio da Western Telegraph, empresa britânica responsável pela transmissão de telegramas através de cabos submarinos (1911). Almoçamos um gostoso pastel de camarão na feira improvisada que foi instalada ao lado do prédio do Mercado e impressionou-nos a grande quantidade de pedintes na região, tendo sido abordados umas 5 vezes em menos de 15 min, enquanto nos deliciávamos com a iguaria.
Pastel de Camarão no setor histórico de Florianópolis


Relógio da Western Telegraph
Percorremos as principais atrações turísticas que há nos arredores, incluindo o Palácio Rosado, atual Palácio/Museu Cruz e Souza (também em reforma), construído no séc XIX pelo então governo Hercílio Luz. Possui uma escadaria em mármore de Carrara, com pisos de parquet diferentes em cada ambiente, formando mosaicos lindíssimos. Desde 1986 abriga o Museu Cruz e Souza.
Em frente ao museu, está localizada a Praça da Figueira (Pça XV de Novembro), onde há inúmeras figueiras centenárias e um memorial aos soldados caídos durante a Guerra do Paraguai.
Palácio Cruz e Souza
Escadaria em mármore de Carrara
Piso de mosaico e nós com pantufas obrigatórias para não riscar o chão

Praça XV- Praça da Figueira
Em seguida, nos dirigimos até a Catedral Metropolitana (1753/1773), onde está um carrilhão de 5 sinos, o maior conjunto da América do Sul.
Mais adiante, visitamos o Teatro Álvaro de Carvalho, inaugurado em 7 de setembro de 1875 e tinha como nome Santa Isabel. Em 1894 foi utilizado como prisão, durante a repressão aos rebeles federalistas.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é a segunda igreja mais antiga da Ilha de Santa Catarina, tendo sido erguida em 1787 e concluída em 1830. Possui arquitetura barroca e em seu interior há imagens e adornos.
Catedral Metropolitana
                                   
Mosaico indicativo no chão em frente às atrações turísticas de Florianópolis
Interior do Teatro Álvaro de Carvalho
Igreja Nsa. Sra, do Rosário e São Benedito
Reencontramos, em frente a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (também em reforma) -1815 a passeata organizada pela comunidade árabe-palestina, da qual manifestava-se veementemente contra as ações militares na faixa de Gaza. Chamou-nos muito a atenção alguns cartazes exibindo afrontando o Estado de Israel com duras palavras de ordem e mostrando imagens em que se fazia alusão ao nazismo. A manifestação, ao nosso entender, foi despropositada. Após duas horas de muita andança a pé, retornamos ao estacionamento e seguimos em direção ao norte da Ilha, para conhecer a localidade de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui.



Originalmente essa região foi povoada por povos indígenas antigos, e estes coletores produziam muito rejeitos de frutos do mar e ossos, dando origem aos sambaquis que emprestaram seu nome ao local, sendo posteriormente povoadas por açorianos que mantiveram suas tradições, construindo suas casas no estilo açoriano.
Em 11 de janeiro de 1698 foram concedidas as primeiras sesmarias dessas terras ao Pe. Matheus de Leão e algumas outras famílias portuguesas. Aproximadamente 50 anos mais tarde um grande número de açorianos vieram colonizar a região. Em 1750 Dom João V nomeou a localidade como Freguesia, com nome de N. Sra. das Necessidades da Praia Comprida. Apenas em 1948 foi que recebeu seu nome atual: Santo Antônio de Lisboa.
Pracinha em Santo Antônio Lisboa 
Casario colonial
Igreja de Nsa. Sra. das Necessidades
Nesse local visitamos a igreja, o casario antigo do séc XVIII e vislumbramos o pôr-do-sol maravilhoso no mar. Após muitas fotos, seguimos até o final da rua que vai em direção ao Sambaqui, onde encontramos uma Pousada Quintal do Sol, cujo proprietário é Luiz, argentino de Buenos Aires. Como já eram 18h, resolvemos nos hospedar ali, sendo agradavelmente recebidos. Instalados, era hora de "forrar o estômago", pois não havíamos almoçado. Seguimos a pé (aproximadamente 2 km) até o Largo do Sambaqui, onde há muitas opções de restaurantes, mas acabamos optando pelo Restaurante Sambaqui, na esquina da Pousada, onde jantamos uma tainha tropical, acompanhada de frutas da estação, arroz, pirão, batata frita e pedimos uma salada mista completa, pagando um pouco mais de R$ 110,00, com bebida e sobremesa.
Voltamos para "casa" e fomos dormir, sendo acordados por chuva e vento intensos. Provavelmente o nosso passeio de amanhã "gorou"!
Pôr do sol no bairro  Sambaqui

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