Viagem Família______________________________________

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cachoeira e São Félix (Bahia)

Dia 30/dez/2015
Vista da barragem do rio Paraguaçu*
*A Barragem Pedra do Cavalo foi construída inicialmente para regular a vazão do rio Paraguaçu e evitar as enchentes que afetavam Cachoeira e São Félix. Atualmente, além de gerar energia, responde pelo abastecimento de água de todo o Recôncavo da Bahia, além de Feira de Santana e a Região Metropolitana de Salvador  
Neste dia de descanso na cidade de Cruz das Almas, o primo Davi sugeriu que fôssemos até a vizinha Cachoeira, distante uns 25 km, para conhecer seu casario histórico e sua história. Percorremos o trajeto em pouco mais de meia hora, parando sobre a ponte do rio Paraguaçu, o mais importante rio da Bahia, pois corre exclusivamente em território baiano, desaguando a oeste da Bahia de Todos os Santos.


Chegando à cidade, após percorrermos uma serrinha de pouco mais de 5 km, mas de inclinação extremamente acentuada, a primeira parada foi na fábrica de charutos Leite & Alves, que foi originada das indústrias Talvis (1877) e Leite & Alves, e segundo informações que obtivemos pertenciam aos mesmos donos da famosa fábrica de charutos Suerdieck, conhecidos internacionalmente. Atualmente a fábrica Leite & Alves é a única fábrica de charutos que os produz com a tecnologia e fumos cubanos, entre outros.
Fachada e entrada da fábrica
http://www.charutosleitealves.com.br/portugues/
Como chegamos perto da hora do almoço, a mesma estava fechando, mas conversando com o Antônio, que trabalha lá há 14 anos, gentilmente ele nos atendeu e nos levou por todos os departamentos produtivos, explicando todo o processo manufaturado de confecção de charutos.
O processo completo de fabricação de charutos de qualidade leva de 6 a 8 meses, dos quais 6 meses são necessários para a secagem das folhas de fumo selecionado nos galpões, que depois são separadas, destalonadas, classificadas e cortadas. Após isto, as folhas inteiras são utilizadas em charutos premium (método cubano) e a sobra dos recortes do charuto premium é picado e utilizado na confecção de charutos mais simples. Depois disso, os charutos são congelados (para matar microrganismos), aquecidos novamente, resfriados e mantidos em estufa, alternando períodos de tempo que variam de alguns dias até semanas, totalizando entre 30 e 40 dias para ficarem prontos para venda.

Mari segurando feixe de fumo da safra de 2010
Antônio e Marcos com charutos recém fabricados
O interessante é observar que nesse processo a maquinaria utilizada é original do século XIX, provenientes da Holanda e operadas quase exclusivamente por mulheres, por serem mais delicadas e cuidadosas na seleção e confecção do produto. Este mercado mobiliza em torno de 5000 empregos diretos no Recôncavo Baiano e os maiores mercados  São Paulo e exportação para premium e os charutos comuns são utilizados principalmente nos ritos religiosos (candomblé e umbanda).
Marcos confeccionado charutos!
Charutos premium sendo embalados
Prensas de calibre para charutos
"Degustando um legítimo cubano"
Após esta aula de confecção de charutos, com o Antônio, fomos agraciados com mais explicações do gerente da fábrica Pedro, que nos contou sobre a parte histórica envolvida, citando o fato de que o ex-presidente Getúlio Vargas só fumava os charutos da Leite & Alves, tendo sido criado para ele uma bitola específica chamada bitola Vargas. A questão mais interessante e importante da indústria tabagista é que ela veio quebrar um paradigma instituído por decreto imperial que proibia qualquer manufatura ou industrialização em terras brasileiras. Desta forma, o fumo teve uma importância histórico-econômica para o Brasil do fim do século XVIII e início do século XIX, pois permitiu a criação das primeiras fábricas no país.

Dentro da estufa com os charutos prontos para exportação
Cumpre citar que esta fábrica, além de charutos, também produz cigarrilhas e fumos variados para cachimbos, narguiles e palheiros. Atualmente a indústria de charutos do Recôncavo não possui mais a pujança de outrora, estando hoje direcionada a públicos selecionados.
O Viagem Família recebendo do gerente, Pedro, um legítimo premium tipo exportação
Depois desse interessante encontro, fomos ao centro histórico da cidade de Cachoeira, onde iniciamos nossa visita na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, que possui uma cúpula revestida de pratos de cerâmica detalhados e pintados à mão. Seu interior detém um dos maiores painéis de azulejos portugueses de 4 m de altura (que não foi possível ser visto, pois a mesma estava fechada). A vista da igreja permite visualizar a cidade inteira, bem como a ponte D. Pedro II e a cidade vizinha de São Félix.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário - 1747


Cachoeira surgiu no século XVII por conta do cultivo e beneficiamento da cana-de-açúcar, bem como o mais importante entreposto comercial da época, por estar localizado estrategicamente entre a capital e o sertão. Era a porta de entrada dos manufaturados europeus e a porta de saída de ouro, diamantes e extrativismo agrícola brasileiro por ter um porto protegido dentro da baía e próximo da capital do Império. Foi o município do interior que mais recebeu escravos na Bahia.
Ponte inglesa sobre o rio Paraguaçu, construída sob ordem de D. Pedro II, em 1844

Cachoeira é também conhecida como Cidade Heroica, pois em abril de 1822, na Praça da Aclamação, os munícipes decidiram se insurgir contra o Império Português, iniciando uma série de ações que culminaram com a declaração de Independência do Brasil, em setembro do mesmo ano, por D. Pedro I. Essas manifestações motivaram o deslocamento da nobreza portuguesa para o Nordeste, principalmente a região da Bahia. Apenas em julho de 1823 é que a expulsão definitiva do corte portuguesa aconteceu, finalmente ficando o Brasil liberto e independente.
Praça da Aclamação com casario colonial
Casa de Câmara e Cadeia (século XVIII)
Em 1971 a cidade recebeu o título de Cidade Monumento Nacional, pelo IPHAN e a aproximadamente 15 anos, o programa Monumenta (do Governo Federal) fomentou a reconstrução e recuperação do casario e prédios históricos (este programa só funcionou enquanto o ministro da cultura foi Gilberto Gil).
O apogeu da cidade de Cachoeira foi durante os séculos XVIII e XIX, quando seu porto era utilizado para escoamento de grande parte da produção agrícola do Recôncavo Baiano, principalmente açúcar e fumo, produtos até hoje produzidos no município

Restaurante Rabbuni (R. Ana Néri, 01)
Em seguida, como já passava das 13h, fomos almoçar no Restaurante Rabbuni, indicado pelo Tinho, guia da cidade e que fica na esquina da Praça da Aclamação.  Comida variada e bem servida a ótimo preço (R$23,00 o quilo).
A cidade possui muitas opções gastronômicas para todos os gostos e bolsos. Cumpre salientar uma falha na receptividade gastronômica no município, pois procuramos por toda a cidade por sorvetes ou sorveteria e não encontramos. Semelhantemente não encontramos na cidade água de coco ou caldo de cana. Outra coisa que chamou a nossa atenção foi que muitos dos prédios históricos (museus e igrejas), incluindo o Centro de Informações ao Turista estavam fechados!!! Desta forma, não conseguimos pegar um folder explicativo oficial da cidade.


Ana Néri nasceu em Cachoeira. Ela é patronesse brasileira da enfermagem, informação pouco conhecida pela maioria das pessoas. Ela teve participação expressiva durante a Guerra do Paraguai, exercendo o cargo de enfermeira em combates como Salto, Humaitá, Corrientes e Assunção. Em 1938, Getúlio Vargas institui o Dia do Enfermeiro em 12 de maio, homenageando-a.
Bem próximo da casa de Ana Néri (Centro de Atendimento ao Turista) fica a Fundação e museu Hansen Bahia. Instalado num dos maiores sobrados da cidade, que também abrigou D. Pedro II, a princesa Isabel e o Conde d'Eu, seu marido, por ocasião da inauguração da ponte que liga Cachoeira a São Félix, em 1844.

Ateliê interativo
Viagem Família adquiriu o livro de K. Hansen -Marcos, Cristiane e Mari
Atualmente a edificação abriga o acervo do artista xilogravurista Karl Hansen (1915-1978), importante artista alemão que naturalizou-se brasileiro.
O calor intenso nos motivou a procurar sorvetes para aplacar o calor, como não encontramos, paramos no Conjunto do Carmo, que inclui a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, um convento leigo e o Convento religioso (atualmente um Hotel).
Igreja da Ordem Terceira do Carmo
Pátio interno do Convento (atual hotel)
Saímos de Cachoeira e atravessamos a ponte para São Félix, em busca de sorvete e água de coco!!! A cidade está em decadência, com o declínio do comércio fluvial e trabalho de estiva, muito utilizado anteriormente nas indústrias de fumo e cana-de-açúcar, principais produtos da região. O transporte fluvial era executado por saveiros (pequenas embarcações utilizadas para transporte), que não hoje não se veem mais. Ainda há fábrica de charutos na cidade - Dannenann, remanescente do período áureo desta região.
Tomando sorvete em São Félix
Às margens do rio Paraguaçu
Vista panorâmica de Cachoeira do alto do Cruzeiro em São Félix
Vista da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira
Interessante conhecer essa região e sua história não contada nos livros de História do Brasil, que influenciaram no desenvolvimento de nosso país. O turismo não está desenvolvido de forma adequada na região e por este motivo muitos turistas desconhecem a importância dessas cidades.
Nós, do Viagem Família, recomendamos a visitação e hospedagem na região, de modo a explorar esses e outros encantos e passeios disponíveis.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Juiz de Fora (MG) a Cruz das Almas (BA)

Dia 28/dez/2015
BR 267 - Bicas
Saímos de Juiz de Fora não tão cedo quanto queríamos e seguimos via BR 267 até Leopoldina, onde encontramos a BR 116, sentido Muriaé. A estrada está relativamente bem conservada, porém não possui acostamento em toda a sua extensão.
Ainda na parte da manhã ouvimos um barulho de plástico quebrando, porém como não vimos nada seguimos até a região de Fervedouro, onde paramos pra lanchar. Para nossa surpresa, havíamos perdido a lanterna dianteira direita (pisca), provavelmente causado pelo excesso de trepidação da estrada.
Parada pro lanche
Como o equipamento é obrigatório, seguimos adiante e na cidade de Caratinga paramos na Auto Peças Waldir (uma birosca à beira da estrada), onde o Marcos improvisou uma outra lanterna - que acreditamos ser de Del Rey(Ford) - e montou-a colando com fita adesiva transparente!!! Não ficou um primor de beleza, mas está funcionando, isso até conseguirmos a lanterna original da Kia.


Resolvido o contratempo, pé na estrada, pois já era passado das 13h e ainda tínhamos muito chão pela frente. Chegando em Governador Valadares, presenciamos a lamentável cena de ver com nossos próprios olhos o desastre ecológico causado no Rio Doce pela mineradora Samarco.
As águas parecem chocolate derretido, um caldo grosso e indigesto! Havia longas filas em diversos pontos da cidade onde as pessoas estavam recebendo água para consumo. A estação de tratamento de água da cidade fica ao lado do Rio e está inoperante, pois não existe a menor possibilidade, pelo menos por enquanto, de ser usada a água do Rio Doce! Muito triste!!!
Rio Doce - Governador Valadares MG
Gov. Valadares com o rio poluído
Continuando nosso caminho passamos por Teófilo Otoni e como ainda era cedo, fomos até Itaobim, quase no entroncamento com a BR 367, a aproximadamente 100 km da divisa dos estados de MG e BA.
Cabe ressaltar que neste trecho a presença de blocos maciços de rocha é impressionante e eles se repetem por muitos quilômetros, nas mais variadas formas e concentrações dando beleza aos locais. Também há grande quantidade de cultura de café às margens da rodovia, bem como de cana de açúcar.



Depois da cidade de Teófilo Otoni a paisagem muda bastante, pois se entra no Vale do (rio) Jequitinhonha, região caracterizada pela seca e assolada pela pobreza. Pouquíssimos lugarejos tem o básico de infraestrutura, e as pessoas vivem em situações bem degradantes, convivendo com a falta d'água e perspectivas de melhora!

Rio Jequitinhonha - Itaobim (MG)
Paramos pra abastecer próximo da cidade de Itaobim, no Posto Papa Léguas, que conta com boa infra estrutura e por este motivo resolvemos pernoitar ali mesmo. Banheiros limpos, chuveiros bem bons, amplo espaço no pátio para caminhoneiros e suas famílias pernoitarem, nos animaram a ficar por aqui mesmo. Em frente ao posto há uma linda chapada e após o jantar e já de banho tomado, armamos nossa barraca embaixo de uma mangueira, numa região mais tranquila da estação de serviço. Hoje rodamos perto de 700 km.
Chapada em frente ao Posto Papa Léguas

Abastecendo ao lado de treminhões carregados de eucalipto


Apesar do barulho conseguimos dormir bem e finalizar um dia de muitos contrastes: Extensas áreas de plantio x Áreas de semiárido.

Dia 29/dez/2015

Acordamos cedo e já tomamos nosso café. Esta foi a estreia da barraca nova e acabamos acampando embaixo de um pé de manga, onde tínhamos a companhia de muitos pássaros e a providencial sombra que é muito boa porque o sol da manhã já às 7h é muito quente.  Hoje devemos chegar à Cruz das Almas (BA) para visitar o primo Davi e família. Serão percorridos um pouco mais de 600 km.
Café da manhã
Companhia durante o café da manhã: galo da campina!
Após uns 100 km chegamos à divisa dos estados de Minas Gerais e Bahia, e ainda pela BR 116 fomos até Vitória da Conquista, e acabamos entrando na cidade para comprar uma bateria para o celular do Marcos, que havia estragado no dia de Natal.
Cabe ressaltar que em todos os locais onde fomos atendidos, as pessoas foram simpáticas e extremamente solícitas, demonstrando que o cartão de visitas do brasileiro ainda é a receptividade!

Casario típico das vilas que margeiam a rodovia
Atravessamos o Rio de Contas no município de Jequié e percebemos que a água estava bastante limpa, inclusive havendo caminhão pipa se abastecendo dela. As casas dos sertanejos hoje possuem cisternas que são abastecidas com a água da chuva (coletada das calhas das casas) ou dos caminhões pipa que são fornecidos pela municipalidade. Todos os rios da região estão bastante secos e assoreados demonstrando a seca prolongada que atinge a região.
Rio de Contas, município de Jequié (BA)
Seguindo adiante até a cidade de Itatim, deixamos a BR 116 e pegamos 45 km de asfalto novo até Castro Alves e de lá, mais a mesma distância de "quase asfalto"! Havia tantos buracos que se podia escolher o tamanho... Chegando em Sapeaçu, já na BR 101, seguimos em direção norte mais 12 km até Cruz das Almas, onde encontramos nossos primos!
Reunindo a família, fomos rever alguns locais da cidade e aproveitamos para comer um acarajé, afinal de contas, estamos na Bahia, "ó xente"!!!
Sede da antiga Escola de Agronomia da UFBA
As terras onde estão esta sede e toda a área ocupada pela UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - foram doadas por Lauro Passos, importante fazendeiro da região, pelos idos da década de 1940. A UFRB ocupa uma área superior a 1000 ha e a Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia foi a primeira da América do Sul.
Esta Escola de Agronomia tem origem nos idos de 1877, quando D. Pedro I após ter criado o Imperial Instituto Bahiano de Agricultura (1859) na cidade de São Francisco do Conde, instituiu a Imperial Escola Agrícola da Bahia, onde hoje é Cruz das Almas.

Sede da Embrapa
O primo Davi e sua esposa Tatiana trabalham há muitos anos na Embrapa, pesquisando e cuidando de culturas, entre elas a do abacaxi! Há centenas de espécies diferentes (no caso do abacaxi são chamados de acessos) e na sede da empresa pode-se visitar um viveiro onde há abacaxis (e outras frutas) que são utilizadas como fonte de pesquisa para melhoramentos genéticos e estudo de doenças, por exemplo.
Nesta sede da Embrapa em Cruz das Almas o foco de estudo está para abacaxi, banana e cítricos em geral, principalmente o limão, bem como maracujá, mamão e mandioca.

Pôr de sol na Embrapa

Davi em meio aos abacaxis
Cruz das Almas é a segunda cidade mais importante do Recôncavo Sul da Bahia, possuindo uma população de aproximadamente 70 mil habitantes, muitos deles estudantes da Universidade.  O município foi criado em 1897, desmembrando-se de São Félix. A origem da cidade remota aos tropeiros que passavam pela região e que rezavam pelas almas de seus mortos em frente de uma cruz que ficava na igreja matriz da antiga Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
A economia da cidade está voltada à agricultura, principalmente o fumo. Cruz das Almas era conhecida como Capital do Fumo por ser a maior produtora de tabaco da Bahia. Também é conhecida pela festa de São João, onde até 2012 havia a perigosa "guerra de espadas", hoje proibidas por provocarem danos ao patrimônio e queimaduras em seus jogadores.
Acarajé em família



Início da viagem Parques Nacionais - NE e N

Nossas vidas estão em constantes mudanças e com o Viagem Família não é diferente... neste ano a viagem de férias não será feita pelo grupo todo, infelizmente.
O roteiro escolhido para 2015/2016 foi “Parques Nacionais- Norte e Nordeste” e teve início no dia 26 de dezembro, saindo de Curitiba- PR. Apenas o casal Garças seguirá essa jornada!!!

Dia 26/dez/2015
Saímos cedo de Curitiba em direção à Juiz de Fora – MG. Nosso “bota fora” foi tímido e apenas o sogro/pai Hary foi se despedir!! Como esse trecho já é nosso velho conhecido, percorremos os quase 980 km com tranquilidade, passando pelas BR116 – Régis Bittencourt (em péssimo estado de conservação, com muitas ondulações, buracos,...) , Rodo Anel em SP, BR381 -  Fernão Dias (cuja conservação está boa) até a cidade de Campanha, de onde pegamos a BR267 em direção à Caxambu, Lima Duarte, e finalmente Juiz de Fora. Chegamos às 19h30min, ainda com sol, perfazendo 12h de jornada, e sendo recepcionados pela família Quero-quero.
Juiz de Fora é a segunda maior cidade de Minas Gerais, com mais de 600 mil habitantes e fica próxima do Rio de Janeiro, fazendo parte do eixo industrial da região. Vejam mais infos sobre a cidade de Juiz de Fora-MG no post:
http://www.viagemfamilia.com.br/2013/01/juiz-de-fora-mg-e-itupeva-sp.html

Dia 27/dez/2015

Hoje é domingo, o dia da família, do ócio, dos amigos, do churrasco,... então aproveitamos para acumular energias para os próximos dias, que serão bastante intensos. 

Na casa dos amigos Neide e Cláudio

Vista do pôr-do-sol

sábado, 19 de dezembro de 2015

O Maior Museu Oceanográfico da América Latina




Santa Catarina é mesmo um estado privilegiado. Localizado no sul do Brasil possui uma costa marítima de 561 km de extensão, recortada com belíssimas praias, cidades acolhedoras e opções turísticas das mais diversificadas.



Cerimônia de inauguração do MOVI com presença do prefeito de Piçarras e o Reitor da Univali





Conchas raras e exóticas
Neste último dia 14 de dezembro de 2015, Santa Catarina foi premiada com mais uma importante atração turístico-cultural. Trata-se do Museu Oceanográfico  Univali, localizado no município de Balneário Piçarras no litoral norte do estado.
O Museu Oceanográfico  Univali-MOVI é o maior da América Latina no segmento e também o segundo maior do planeta sobre o tema da Oceanografia.
Na verdade a história desse museu começou há muitos anos atrás, precisamente em 1987 ainda no estado vizinho do Rio Grande do Sul, através da execução de um sonho idealizado por seu atual fundador e curador o Prof. Jules Marcelo Rosa Soto. Apenas no ano de 1993 com o apoio e fomento da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) que o projeto tomou corpo e no ano seguinte, 1994, o MOVI integrou o ICOM- International Concil of Museus (www.icom.museum) junto aos museus de história natural (NATHIST) onde atua até hoje.

Corais e anêmonas
Esqueletos naturais de baleias
Raias no piso
Fósseis de animais marinhos pré-históricos
Sala das estrelas do mar
Como o Professor Soto mesmo nos contou a história no dia da inauguração, ele começou a colecionar espécies e espécimes ainda garoto, e não tendo onde guardá-las, armazenava-as na casa de sua mãe, da sua tia e de amigos, chegando a perfazer mais de 130.000 espécimes. A imensa coleção está abrigada numa construção de 4.000 m² e a exposição de Oceanografia ocupa uma área de 1.000 metros quadrados divididos em diversas alas. Os números da coleção realizada pelo Prof. Jules Soto são realmente impressionantes!
  • a maior coleção privada de tubarões e raias do mundo (9.900 espécimes);
  • a maior coleção de tartarugas marinhas da América do Sul (400 espécimes);
  • a maior coleção de mamíferos marinhos do Brasil (600 espécimes);
  • a segunda maior coleção de aves marinhas do Brasil (650 espécimes)
  • a maior coleção de peixes marinhos do sul do Brasil (7.300 espécimes);
  • a maior coleção de invertebrados marinhos do sul do Brasil (8.000 espécimes);
  • a maior coleção de conchas do Brasil e segunda da América Latina (90.000 espécimes).
Conchas gigantes
Tubarões em seu estado natural
Peixes multicoloridos.
Sala dos tubarões
O Viagem Família esteve presente à inauguração dessa importante realização e agora, alguns dias depois dela esteve novamente visitando as instalações do MOVI, pois no dia inaugural, a quantidade de público presente foi tamanha que não seria possível visitar e admirar a coleção com o devido tempo e atenção.
Tivemos a imensa felicidade de encontrar o Prof. Jules nos corredores do museu e com ele conversamos sobre essa obra de extrema importância para a divulgação cultural oceanográfica principalmente quando falamos de um país com essa imensa costa que possui.
A ludicidade e a integração que o circuito percorrido pelos corredores proporciona aos visitantes de todas as idades e níveis de conhecimento chamou nossa atenção de forma extremamente positiva.
Vimos garotinhos felizes vendo peixes multicoloridos junto com seus avôs que de olhos arregalados admiravam os tubarões e raias expostas nas paredes e no chão!
Com o Prof, Jules Soto-Fundador e Curador do MOVI

Recomendamos a todos que visitem as instalações do Museu Oceanográfico Univali com bastante atenção, afinal não é sempre que se tem a oportunidade de conhecer a segunda maior coleção do mundo de tubarões e raias, a maior coleção de tartarugas marinhas da América Latina e a maior coleção de mamíferos marinhos (golfinhos, leões e lobos marinhos, baleias) do Brasil, além da segunda maior coleção de conchas da América Latina.
Com o TUBA-Mascote do Museu
O MOVI funciona de terça-feira à sexta-feira das 14h às 20h e nos sábados e domingos das 10h às 18h. Os ingressos custam R$ 20,00. Meia entrada para menores de 12 anos, idosos acima de 60 anos, professores e estudantes também.
Endereço: Avenida Sambaqui, 318 - Bairro Santo Antônio - Balneário Piçarras (ao lado da BR 101)
Telefones: 47-3261-1287
                   47-3261-1403