Viagem Família______________________________________

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Paso Roballos (divisa de Chile com Argentina) a El Calafate (Argentina) - Janeiro de 2018


Ruta 41 - já na Argentina, seguindo para a Ruta 40, próximo de Bajo Caracoles
 Acordamos cedo, pois estávamos dentro da área do Parque Nacional Patagônia e não queríamos ser surpreendidos pelos rangers... Seguimos até a aduana e os trâmites foram um pouco mais lentos, pois não há sistema de internet por aqui. Então toda a documentação teve que ser feita no papel e caneta. O policial aduaneiro foi bem bacana e mostrou-se bastante interessado pela viagem de nossos companheiros, Joselle e Amândio, www.viajandonos4x4.com.br, que estão há bastante tempo na estrada e pelas nossas aventuras, visto que esta é a 13ª vez que visitamos a Argentina! Feito isso, seguimos pela rua 41, de rípio, com um visual lindão até encontrarmos a Ruta 40!!
Acampamento dentro da área do Parque, próximo da aduana


Cavalos selvagens na pradaria

Vista das montanhas e rios da Patagônia argentina



Finalmente encontramos a Ruta 40!!! Foi um choque!!! Ela está toda asfaltada!!! A última vez que percorremos esse trecho (há 8 anos) ela era de rípio, daqueles bem pesados e com muito pó! Resolvemos visitar o Cânion de Sal fica fica ao lado da Cueva de las Manos, pois já conhecíamos o sítio arqueológico (lindo e muito interessante!) e assim, nos separamos do outro casal de viajantes (que foi visitar a Cueva) e por algumas horas fizemos um programa só nosso! 
Confira nossa postagem anterior sobre este tema: http://www.viagemfamilia.com.br/2010/01/perito-moreno-cueva-de-las-manos-el.html

Reencontrando a Ruta 40!!! Toda asfaltada, agora!!
Quando seguíamos pelo rípio da estrada para a Cueva e o Cânion, encontramos um motociclista de Guaramirim (SC) no sentido contrário... Esta coincidência iria acontecer algumas horas mais tarde novamente, quando conhecemos o Alfredo que está dando a volta ao mundo numa moto Honda Biz: http://www.diariodemotochileiro.com.br/!!! É isso mesmo!!! E ainda tem gente que diz que pra viajar é preciso um carrão... Sabem nada...




Havíamos combinado com o casal de amigos de nos reencontrarmos em Bajo Caracoles, para abastecer, visto que é o único lugar onde se encontra combustível por estas bandas. O posto continua do mesmo jeito que há 8 anos... Ficamos por lá, dando um tempo e esperando pelo diesel, que só viria algumas horas mais tarde. A fila de motoristas buscando combustível só aumentava... É incrível observar que mesmo com o asfalto, essa porção da Patagônia continua atrasada e esquecida! 
Bajo Caracoles: posto perdido no meio do nada!

Local para dormir hoje: posto de combustível, protegido do vento, que é implacável 
Como estava ficando tarde, resolvemos buscar pouso e acabamos optando por um posto de combustíveis onde os carros pudessem ficar abrigados do vento, que é implacável na Patagônia! Encontramos em Tres Lagos, onde acabamos pedindo uma pizza. 
No dia seguinte, nosso objetivo era El Chaltén, cidade incrivelmente bonita e paraíso do trekking e da escalada profissional, por possuir picos de dificuldade média para grande... o Fitz Roy é o mais famoso e difícil de ser escalado! 
Confira: http://www.viagemfamilia.com.br/2010/01/el-chalten-el-calafate.html


Muito felizes em voltar pra este lugar lindo!!!

Estrada para El Chaltén - Ruta 23. Ao fundo, em destaque, Pico Fitz Roy (3405msnm)

Foto clássica no portal!


A ideia hoje é relaxar e buscar o camping municipal free da cidade... ao chegarmos lá, havia dezenas de outros viajantes com seus motorhomes e carros adaptados, além de outro carro com roof tend  (barraca de teto) como o nosso. O local fica em frente ao Centro de Visitantes antes de cruzar a ponte e chegar à cidade. Fomos logo fazendo amizade e descobrimos outro casal de brasileiros, Cláudia e Lucas, além de dois casais de alemães, um rapaz de Fairbanks (Alaska- USA), outro casal de franceses e outro de ingleses. Combinamos de fazer uma comida compartilhada e ficamos conversando, quando de repente chega uma moto Biz... Era o Alfredo, de Guaramirim, já citado acima!! 
Ele acampou debaixo do toldo do Amândio, entre nossos dois carros para ficar mais protegido. Foi bem bacana a troca de experiências com todos os viajantes e aproveitei para passar dicas sobre o Brasil para o casal inglês, inclusive dando um mapa do nosso país com as marcações. Temos que divulgar nosso país de maneira positiva, destacando o turismo em lugares que não são tão "arroz de festa"! A visão do estrangeiro sobre nosso país é muito negativa, pois as desgraças que vendem jornal são sempre o que eles leem e isso os afasta. 

Comidinha brasuca com estilo!


Bate papo multicultural: ao meu lado, o americano do Alaska, depois o casal brasileiro (Cláudia e Lucas), seguido do casal alemão (Perry e Hellen) finalizando com o Amândio e Joselle (de costas).


Depois de passearmos pela cidade e fazermos algumas compras, voltamos ao acampamento e fomos dormir. Amanhã iremos fazer um trekking básico. 
El Chaltén é uma cidade extremamente nova, fundada em 1985 para manter a soberania da Argentina sobre os territórios da Patagônia disputados com o Chile. Porém, desde os anos 1940 é local de montanhismo e escalada técnica. 
Chaltén vem do idioma Tehuelche e significa "montanha que fuma", por acreditarem se tratar de um vulcão, pois seus picos sempre estão com nuvens sobre eles. 
Despedida dos amigos viajantes, logo depois do café da manhã



Vista superior da cidade de El Chaltén
 Saímos em direção a El Calafate no meio da tarde. Chegamos à cidade, distante 215 km, rodando por asfalto e paisagens estonteantes.
A cidade de El Calafate é bem maior que El Chaltén e possui uma infraestrutura ótima para atender o visitante. Buscamos uma laundry (lavanderia) para lavar nossas roupas e achamos a mesma que havíamos usado da outra vez que estivemos aqui, há 8 anos. Depois de bater perna pela cidade, analisando o custo dos pacotes para fazer minitrekking (U$150 por pessoa, aproximadamente) no gelo e outras coisas, voltamos para o lugar onde acampamos: atrás do posto, próximo do camping onde tomamos banho, por P$20 por pessoa.



No dia seguinte saímos em direção ao Parque Nacional Los Glaciares - criado em 1937, onde fica o famoso e lindíssimo Glaciar Perito Moreno, além de outras 355 geleiras. Este parque fica a pouco menos de 50 km de distância da cidade e o clima, quando estávamos chegando perto, mudou bastante, iniciando uma chuva e afastando a ideia de fazermos este passeio novamente, visto que o ingresso para o mesmo não é barato, algo em torno de P$500 por pessoa . 
O Glaciar Perito Moreno possui 5 km de comprimento e 60 m de altura, tendo sido chamado de 8ª maravilha do mundo devido à vista imponente de seu glaciar. Se tiver interesse, dê uma olhada nas nossas aventuras pelo Parque Nacional de Los Glaciares há 8 anos, pelo link abaixo:
http://www.viagemfamilia.com.br/2010/01/el-calafate-glaciar-perito-moreno.html

Desta forma, seguimos em direção à baía de onde saem os passeios a barco e ficamos lá, dando um tempo pra ver se melhorava... como não mudou, voltamos pra cidade e curtimos o parque Sendero Laguna Nimez, bem bonito e com uma trilha fácil para observação de pássaros e outros pequenos animais. 


Parque dentro da cidade de El Calafate

Flamingos se alimentando no lago



Centro da cidade de El Calafate
Depois de reencontrarmos Joselle e Amândio, seguimos adiante, em direção à divisa com o Chile, pois o objetivo de amanhã é conhecermos o Parque Nacional Torres del Paine. 

Parando para dormir, atrás de um posto de combustíveis, em Esperanza

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

El Chaltén - El Calafate


Fitz Roy- 3.405m

El Chaltén - El Calafate
06 de janeiro

Para quem tinha em mente dormir de barraca, a Estância La Quinta caiu do céu! Apesar dos problemas enfrentados pelo Abutre – alagamento do quarto de madrugada, roupas molhadas, etc e tal – o pernoite foi delicioso e o desajuño foi 10!
Pousada La Quinta - com Alfredo (proprietário)

Chorillo del Salto
Pegamos informações com o Alfredo (da pousada) e fomos até a Laguna del Desierto, passando pela cachoeira Chorillo de Salto, entrada do Glaciar Huemul e outras lagunas, percorrendo a estrada de rípio mais sonolenta até aqui!!!

Laguna del Desierto

Cadeia de montanhas com Fitz Roy



Placa na entrada de El Chaltén
 Voltamos ao centro de El Chaltén a fim de comprar umas lembrancinhas e comidinhas...
De volta à estrada, pegamos mais um pedaço da Ruta 40 em direção à El Calafate. Chegamos cedo (aí pelas 20h30min) e fomos direto ao HI, onde havia reservas! Rapidamente as famílias LEP e CLAM marcaram o passeio para o dia seguinte, onde, pela manhã, iriam fazer um mini trekking sobre as geleiras do Glaciar Perito Moreno! Depois de ficarem U$ 100 por pessoa “mais leves”, fomos levar as roupas sujas para lavar, afinal, ninguém mais aguenta repetir as camisetas e calças, uma vez que calcinhas, cuecas e meias estáo sendo lavadas no chuveiro diariamente!!! Cada família já consumiu duas sacolas de roupa suja!

Feita esta parte mais “do lar”, fomos ao que interessa: jantar gostoso para depois “mimir delícia”...

Não tem como: esse foi mais um dia em que não conseguimos ir dormir antes das 1h30min da manhã...

Boa noite!!!! O dia de amanhã promete grandes aventuras e emoções! E que venha o Glaciar Perito Moreno!!!!

Obs.: Vale à pena contar que comemos num restaurante com buffet (coisa rara por aqui) e que era no estilo rodízio – só que nesse caso quem corria atrás do espeto éramos nós, que tínhamos que nos servir junto à churrasqueira, sendo servidos pelo “lambkiller” – matador de carneiro! Detalhe nº 2: o dono do tal restaurante era... chinês!!! O nome do local era Estilo Campo!?!?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Perito Moreno - Cueva de las manos - El Chalten

Perito Moreno – Cueva de las manos – El Chalten
05 de Janeiro

Saída do Hotel em Perito Moreno (a cidade)
 Combinamos o café bem cedo, às 07h30min, pois tinhamos mais ou menos 600km de rípio pela frente (ruta 40).
Na saída da cidade fomos surpreendidos, pois a Ruta 40 estava asfaltada – ao menos os 50 primeiros km. Depois rípio do bom e muito chão pela frente, até “Bajo Caracoles”, onde pegamos um acesso ao Sítio Arqueológico Natural Cueva de las Manos.


Chegando ao centro de visitantes - lá embaixo!!!
 Chegando ao centro de visitantes, compramos os tiquetes ($50 pesos por adulto - maior de 12 anos) e esperamos completar a hora cheia (faltavam 5 minutos) para iniciar a visita.

Cânion que leva até a Cueva de Las Manos

Vale do Rio Pinturas
Nossa guia Nanci, explicou-nos sobre as épocas das pinturas, os possíveis significados, a confirmação da idade das pinturas (as mais antigas de 9500 anos atrás) pelo carbono 14, etc.
Foi muito interessante… afinal, nossos ancestrais nos deixaram marcas e histórias para que possamos nos lembrar de nossas origens!

Inúmeras marcas deixadas ao longo do tempo

Centro de visitantes - lanchinho antes de seguir viagem!
 Dali, seguimos em direção à El Chalten! Que susto, encontramos uma caminhonete Hilux SW 4 branca capotada na beira da estrada; ainda bem que nada aconteceu com seus ocupantes!


A carretera de rípio estava bastante concorrida, resultado: um pará-brisa marcado no Garça – terá que ser trocado oportunamente, pois a pedrada foi forte e provocou uma rachadura de uns 15 cm de diâmetro. Mais para frente o Garça atropelou um tatu peludo!

Aliás, não custa nada comentar que havia dezenas de lebres atropeladas pela estrada… vimos bandos de guanacos, emas e um texugo/gambá parecido com os de desenho animado!

21h - O sol ainda está alto!!!
Chegado próximo de El Chailten (que na língua indígena significa “aquele que fuma”), fomos brindados com a vista magestosa da montanha Fitz Roy, o campo de gelo “Sur” - a geleira Viedma cai no lago de mesmo nome, e a cidadezinha no meio da cadeia de montanhas.

Fit Roy ao fundo - desbravado pela 1ª vez em 1979, pelo italiano Renato Casarotto

Vista da cidadezinha de El Chaltén

Nuvens impressionantes da Patagônia
Como não tínhamos reserva, ficamos na 1ª. Estância que havia pelo caminho! O Alfredo, da Estancia “La Quinta”, nos recebeu hiper bem, já providenciando um jantar a base de ravioli para todo mundo ( e um bom vinho é claro!) O local não é barato, mas foi show!