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domingo, 14 de julho de 2013

Conhecendo a Patagônia Chilena e Argentina-Dicas da Patagônia:

Quando se pensa em Patagônia, automaticamente vem a nossa mente gelo, icebergs, esquis e muito frio, certo? Errado!
A Patagônia tem muito mais a oferecer a quem se aventurar pra essa região... é claro que tem frio, tem gelo, tem icebergs, mas também tem estradas floridas, com milhares de alfazemas perfumando o ar, tem rios cheios de trutas, tem estradas que serpenteiam a Cordilheira dos Andes presenteando o visitante com lugares e visuais deslumbrantes, tem pinturas rupestres, dinossauros, loberias e pinguineiras, observação de animais marinhos calor forte no verão e muito mais!!
Então, nos acompanhem nessa jornada e descubram junto conosco o que mais que a Patagônia tem!

A região conhecida por Patagônia é aquela que abrange a parte mais meridional da América do Sul, localizando-se na Argentina e no Chile. Seu nome foi dado por Fernão de Magalhães, em 1520, quando este descreveu os nativos da região como "gigantes" (homens de patas ou pés grandes), pois tinham, em média, 1,80 m, contra os 1,60 m dos espanhóis da época. Acredita-se que os patagones de antigamente eram, na verdade, os tehuelches, tribo nativa que habitava a região.
Na Argentina, a Patagônia compreende as províncias de Neuquén, La Pampa, Rio Negro, Chubut e Santa Cruz, bem como a parte leste da Terra do Fogo, onde está a cidade mais austral do mundo, Ushuaia.
Já no Chile, estende-se desde Valdívia, a região de Los Lagos, Chiloé, Puerto Montt, bem como as ilhas ao sul de Ayseén e Magallanes e a parte ocidental da Terra do Fogo e do Cabo Horn.
Isto posto, vamos ao que interessa: o que tem pra ver, sentir e curtir na Patagônia, como se chegar até lá e algumas opções interessantes a mais que você encontrará!

I - PATAGÔNIA ARGENTINA - seguindo pela Ruta Nacional 3 - litoral (Oceano Atlântico) - o que se vislumbra nesse trecho: animais marinhos, fósseis, guanacos, retas sem fim, muito vento, paisagens lunares, bosques petrificados, oceano Atlântico e a cidade do fim do mundo!

Seguindo pela Ruta 3, para o Sul do país, margeando o oceano Atlântico, chega-se a Pensínsula Valdés, próxima da cidade de Puerto Madryn (província de Chubut), que fica a aproximadamente 530 km de Bahia Blanca.
Luiz e Marcos - ao fundo, Pt Madryn
A cidade de Pt. Madryn é a porta de entrada da reserva ecológica da Pensínsula Valdés (declarada Patrimônio da Humanidade, em 1999) e possui completa infraestrutura hoteleira, de alimentação e serviços. Sua avenida costaneira é linda e permite ao visitante passeios ao entardecer, antes de seguir até um dos diversos restaurantes a beira mar. A cidade tem, aproximadamente, 60 mil habitantes e é conhecida como a cidade balneária mais populosa do sul da Argentina.
Possui um Ecocentro, onde se pode conhecer detalhes de todo tipo de vida marinha e seu ecossistema. Também há o Museo Provincial Oceanografico y de Ciencias Naturales, que mostra coleções de pedras, de espécimes de flora e fauna da região, restos de fósseis e de um polvo gigante.

A Península Valdés (1450 km ao sul de Buenos Aires) tem uma área aproximada de 4000 km² de falésias e enseadas e é dividida em diversas regiões, onde se pode observar diversas espécies de animais marinhos, em seu espaço. Na Punta Norte - distante 80 km de Puerto Pirámides, observam-se lobos marinhos de um pelo, ataques de orcas (de setembro a abril) e há um centro de visitação, com banheiros, lanchonete e guarda-fauna.
Nati e Marcos, observando a loberia na Punta Norte


Em Caleta Valdés, há a reserva de elefantes marinhos e também uma pinguineira. Já na Punta Delgada (ao sul) há uma grande loberia e se pode chegar perto da praia, por uma trilha que serpenteia o morro. Aqui também há estrutura básica com banheiros e restaurante, bem como guarda-fauna. Voltando em direção ao Istmo Carlos Ameghino, passa-se por Puerto Pirámides, onde há a possibilidade de se tomar banho em águas gélidas patagônicas. Aqui você encontra posto de combustível e até Hostel da rede ACA (rede de postos de combustível que oferece serviços bons e recomendáveis).( http://www.aca.org.ar/ )
Pinguineira na Caleta Valdés
Elefante marinho - Península Valdés
Banho gelado em Puerto Pirámides - os corajosos Marcos, Luiz, Nati e Pedro
Seguindo ao sul de Pt. Madryn, um pouco mais de 60km, está Trelew, cidade de 90 mil habitantes, que foi colonizada por galeses no final do séc. XIX. Seu nome significa "povoado de Luis" e é um importante centro  comercial e industrial da Argentina, onde se industrializa cerca de 90% da lã produzida no país. O Museu Paleontológico Egidio Feruglio ( http://www.mef.org.ar/ ) é imperdível!!! Exibe fauna e flora da Patagônia que data de 300 milhões de anos, com peças únicas, esqueletos inteiros de dinossauros que viviam na região, além de laboratório onde se pode ver o trabalho dos arqueólogos limpando e fazendo a manutenção das peças (ossadas) encontradas em suas expedições. Nota 10!!! A visita é imprescindível tanto ao público infantil quanto adulto!!! Simplesmente espetacular!



Ossos de Argentinossauro
Vizinho a Trelew, a 19 km, está a cidade de Gaiman, onde se pode experimentar a famosa Torta Negra, receita galesa que leva alguns dias pra ficar pronta, e tomar um té(chá), em uma de suas famosas Casas de Té. Nada como fechar bem um dia de passeios, não é mesmo?

Paradinha para tomar té gelado e deliciar-se com tortas
Seguindo ao sul, pela Ruta 3, chega-se a Comodoro Rivadavia, cidade grande, a maior da província, conhecida como "Capital Nacional do Petróleo", onde fica a Universidade Nacional da Patagônia e o Museu do Petróleo.  
Uma das inúmeras poços de petróleo, espalhadas pela região
Ainda seguindo ao Sul, pela Ruta 3, mais 280 km, estamos em Puerto Deseado (já província Santa Cruz). Aqui desemboca o rio Deseado e existem reservas naturais de pinguins, diferentes espécies de cormorões e gaivotas, além de lobos marinhos, toninhas e outros pássaros. 
A Reserva Provincial Ria de Puerto Deseado  é o único lugar do mundo onde co-habitam 5 espécies diferentes de cormorões. Para se observar mais de perto esses espécimes em seu habitat, contrata-se o serviço especializado de empresas. Quando as condições do mar e do tempo permitem, sai-se de barco e segue-se até a pinguineira, numa ilha, depois de navegar por alguns minutos pela ria (ria=nomenclatura que designa a mistura de rio com o mar paralelamente a uma longa península) observando lobos marinhos, toninhas, cormorões e outras espécies de aves. Uma diversidade interessante e bonita, coexistindo no ambiente. Daqui também partem expedições para uma ilha mais distante, onde há os famosos pinguins de penacho amarelo. A visitação leva um dia inteiro e só é permitida em condições do mar  favoráveis!

Gaivotas, cormorões e lobos marinhos interagindo e coexistindo
Cormorão imperial
Pinguineira Isla de Los Pájaros

Caminhar entre os pinguins, quase tocando neles é imperdível!! Eles passam a poucos metros da gente e são bastante curiosos! Muito legal!!! 
Perto de Puerto Deseado fica o Monumento Nacional y Reserva Natural Bosques Petrificados (criado em 1954 e renomeado, em 2012, como Parque Nacional Bosques Petrificados de Jaramillo). O local fica a 50 km da Ruta 3 (seguindo pela R49), em estrada de rípio, e como só fica aberto até às 17h, no verão, a sugestão que fica é que se faça com tempo, pois necessita-se de tempo para chegar e o lugar é imperdível! 
Uma floresta de coníferas/araucárias petrificadas cujos troncos chegam a ter 50 m de comprimento e mais de 2 m de diâmetro o esperam numa paisagem lunar, onde os ventos são de, em média, 80 km/h. No Centro de Visitantes há um Museu e o guia explica como se deu a petrificação das árvores, há cerca de 150 milhões de anos, com a formação da Cordilheira dos Andes e intensa atividade vulcânica, que dispersou uma nuvem de poeira carregada de minerais que "apagou o sol" e lentamente fossilizou as árvores e formas de vida da região. 


Tronco de pinheiro petrificado

Nesse ponto da viagem, pode-se optar por seguir em direção a Oeste, pela Ruta 43 até a cidade de Perito Moreno, onde, seguindo pela mítica e famosa Ruta 40, pode-se visitar a Cueva de las Manos, importante sítio arqueológico com inscrições rupestres, situado no vale do rio Pinturas e seguir ao sul, pelas cidades de El Chaltén (Pico Fitzroy), El Calafate(Glaciar Perito Moreno),... que será detalhado pelo outro trajeto*, logo a seguir. 

Optamos por continuar seguindo rumo ao sul, pela Ruta 3, passando por Puerto San Julián, Puerto Santa Cruz e Rio Gallegos, chegando ao Estreito de Magalhães (já no Chile). 

Em San Julián, caça F-5 utilizado durante a Guerra das Malvinas


A cidade de Puerto San Julián, com pouco mais de 10 mil habitantes, tem Reservas Provinciais, loberias, pinturas rupestres com mais de 12600 anos, bem como a Laguna del Carbón, que está situada a 105m abaixo do nível do mar.
Rio Gallegos é a capital da província e possui um pouco menos de 100 mil habitantes. Como está próxima da divisa com o Chile (73 km do Paso de Integración Austral) e, consequentemente, da Estreito de Magalhães (mais 55 km até a Punta Delgada), é a saída para a Tierra del Fuego, onde continua a Ruta 3, depois de percorridos 145 km em território chileno, em estradas de rípio pesadas, até chegar a San Sebastián, onde fica a aduana e de onde se segue, em asfalto, até Rio Grande, e de lá, até Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. 
Aqui cabe detalhamento, pois há a necessidade de documentação para a saída e nova entrada na Argentina. Assim, o passaporte facilita muito os trâmites, além de uma boa dose de paciência, pois as aduanas são muito utilizadas e há muitos turistas trafegando pelas rutas (R 257, chilena e R 3, argentina).
Também tenha bastante cuidado nas rutas, pois são todas de rípio(pedra) e o intenso tráfego de carros e caminhões, muitos em alta velocidade, podem arremessar pedras no seu veículo, como aconteceu conosco em diversas ocasiões.
Guanacos em bandos, ao lado da ruta, são frequentes
Entrando no navio que faz a travessia do Estreito de Magalhães
Voo da toninha, acompanhando o navio que faz a travessia do Estreito
Chegando a Tierra del Fuego
Monumentos da Guerra das Malvinas - Rio Grande


Rio Grande, considerada a capital econômica da província, foi a base do exército argentino durante a guerra das Malvinas, o que provocou uma intensa manifestação nacionalista na cidade, com monumentos e exposição de carros de combate, canhões e outros artefatos bélicos. De Rio Grande à Ushuaia, capital da província da Terra do Fogo, são 210 km, por estrada maravilhosa, com visual deslumbrante e surpreendente.
Viagem Família na placa do fim do mundo
Ushuaia (significa baía profunda, na língua yagan) é no fim do mundo, mas possui toda a infra estrutura de uma grande cidade, com rede hoteleira que atende a todos os níveis, atrações diversas, possibilidades de trekking, estação de esqui (no inverno), é ponto de parada obrigatório de navios transatlânticos de passageiros e muito mais. Além do Museu do Fim do Mundo, você ainda pode visitar a antiga Penitenciária, cujos presos construíram a ferrovia local e onde hoje está o Museu Marítimo de Ushuaia.  
Vista do porto de Ushuaia e, à direita, ao fundo, do aeroporto da cidade
Parque Bahia Lapataia - ponto extremo da Ruta 3
Navegando pelo canal de Beagle, com catamarã, pode-se de vislumbrar mais animais marinhos, albatrozes, cormorões e avista-se o famoso Farol do Fim do Mundo (na Ilha dos Estados, a leste da Tierra del Fuego) e também o Farol Les Eclaireurs, místico símbolo da região.

Farol Les Eclaureurs
Entrada de Ushuaia
Ushuaia a noite 
Ushuaia é a porta de entrada do continente Antártico e seu porto é muito utilizado pelos turistas que querem se aventurar pelo continente gelado. Durante o inverno a cidade oferece excelentes pistas de esqui.
A cidade tem, ainda, muitas opções gastronômicas imperdíveis: cordeiro fueguino assado em cruz, centollas, merluzas e paellas, além dos doces feitos a base de frutas patagônicas: ruibarbo, calafate, cereja negra, salsaparilla e rosa mosqueta. Um show de sabores e aromas!!! Imperdível!

II - PATAGÔNIA ARGENTINA E CHILENA - serpenteado pela Cordilheira dos Andes - o que se vislumbra nesse trecho: pinturas rupestres, montanhas e picos nevados, lagos andinos, ruas floridas, vulcões, glaciares, estradas de rípio, frio e vento, ventisqueiros e muitas aduanas!

Impossível falar na Patagônia sem se falar na Ruta 40, na Ruta dos 7 Lagos (Bariloche, Junin de Los Andes, San Martín de los Andes,...) e o Glaciar Perito Moreno. Também é impossível não falar sobre a Rota dos Vulcões (Villarrica, Osorno, Lanin, Quetrupillán, Choshuenco, Puyehue, Casablanca, Puntiagudo - todos acima de 2000 m) no Chile e na Carretera Austral, além do Parque Torres del Paine. 
Assim, como o Viagem Família já percorreu essa região, vamos dar enfoque às principais atrações e dicas do que fazer e como chegar a elas. Vamos atravessar a Cordilheira dos Andes de um lado (argentino) para o outro (chileno) algumas vezes, pois o bacana dessa região é a interligação e as muitas opções próximas que existem. Para facilitar a sua vida, viajante, leve seu passaporte, assim os trâmites serão mais rápidos e desembaraçados dessa forma.
Na rota que percorremos, cruzamos as fronteiras Argentina/Chile 10 vezes, pois há inúmeras atrações turísticas e naturais de ambos os lados da fronteira. De qualquer forma é praticamente impossível ver tudo e sempre fica aquele gostinho de algo perdido que nos motiva a voltar oportunamente a região.
Placa indicativa da Carretera Austral
Assim, iniciaremos nossa jornada no Chile, na cidade de Pucón (distante 780 km de Santiago), às margens do lago Villarrica, onde está o vulcão de mesmo nome. Infelizmente, o tempo não ajudou e por esse motivo nós não conseguimos enxergá-lo, mas ainda assim, ele estava lá, com seus 2582 m de altura, sendo um dos mais ativos na região e podendo ter sua cratera visitada (durante o verão). Além dos Parques Villarrica e Huerquehue, também há opções de cavalgada, trekking, esqui (no inverno), observação de aves e termas para relaxar. Daqui, pode-se seguir via Aduana Tromen O Mamuil Malal a Junin de Los Andes (150 km de distância), na Argentina, seguindo pela ruta 40 até San Carlos de Bariloche. 
Às margens do lago Villarrica - ao fundo, o vulcão de mesmo nome...(não vimos pois estava encoberto)
Chegando a aduana Tromen O Maluil Malal - Chile/Argentina - Ruta 199
Junin de Los Andes - Argentina 
De Pucón, pode-se seguir ao sul, pela R 5 - Rodovia Panamericana-, para o sul, contornando a Cordilheira dos Andes em seu lado Oriental, vislumbrando os vulcões citados acima e visitando as cidades de Valdívia, Osorno, Frutillar e Puerto Montt, no Golfo de Ancud. 
Em Valdívia (região de Los Rios) há o Museo de Sitio Fuerte de Niebla e também o Museo Histórico y Antropológico que conta como ocorreu a colonização alemã na região. A cidade foi sacudida por um dos maiores terremotos já registrados na histórica da humanidade, chegando a 9.5 na escala Richter, em 1960. Em Osorno, o Parque Nacional Puyehue possui termas, além do vulcão com mesmo nome (ele entrou em erupção recentemente e a sua fuligem veio parar no sul do Brasil). A cidade fica a 260 km a oeste de San Carlos de Bariloche, na Argentina - pela Ruta Internacional 215 e de onde pode se seguir, via Ruta 40, pelo Ruta dos 7 Lagos, na Argentina.
Rio Andino
Frutillar é uma pequena cidade distante 25 km de Puerto Varas e onde se pode apreciar sua arquitetura teutônica e o interessante Museu Colonial Alemão. Os alemães chegaram à região em 1852 e suas marcas, nos letreiros espalhados pela cidade, deixam claro a importância na cultura do local.
Vulcão Osorno, às margens do lago Llanquihue
Puerto Montt é o porto de saída para se chegar a ilha Chiloé, ou então, seguir, via navio (10h), até Chaitén ("cidade fantasma" que foi evacuada em 2008, por conta da erupção do Vulcão Chaitén). Possui aproximadamente 190 mil habitantes e é a capital da Província de Llanquihue e da região de Los Lagos. A região era dominada pelos índios mapuches antes de ser colonizada pelos alemães que, em 1912, fizeram a primeira ferrovia que a ligou ao restante do país.  
A Ilha de Chiloé é a quinta em tamanho na América do Sul e a cidade mais importante é Castro, onde se pode visitar a Iglesia de San Francisco (1912), além do Museo Regional de Castro e o Museo de Arte Moderno de Chiloé. Possui palafitas, com casas de madeira coloridas feitas às margens do Fiordo de Castro.
Chaitén  hoje foi refundada junto à localidade de Sta. Barbara, localizada ao norte do antigo local. A população que foi evacuada em 2008, foi levada à Futaleufú (em mapuche, significa "Rio Grande"), cidadezinha próxima da divisa com a Argentina, e por onde o Viagem Família passou. 
Nossa Pousada em Futaleufú - Chile
Rio Futaleufú - Chile

Futaleufú foi fundada em 1929 e possui um forte apelo para esportes náuticos como rafting e caiaquing, além da pesca com fly nos diversos lagos e rios próximos e das opções em montanhismo. 
A 41 km, a leste, fica Trevelin, cidade argentina da Província de Esquel, por onde se pode seguir, pela Ruta 40, até a cidade de Perito Moreno (distante, aproximadamente, 380km) e de lá, para Bajo Caracoles, onde há as pinturas rupestres de Cuevas de las Manos. 
Carretera Austral
Seguindo ao sul pela Carretera Austral (Ruta 7), passa-se pelo Parque Nacional Queulat, onde se pode visitar o Ventisqueiro Colgante depois de uma caminhada/subida de, aproximadamente, 2 horas. 


Ainda seguindo pela Ruta, chega-se a Coyhaique que é ponto de partida para o trecho mais agreste e mais bonito da Carretera. 
Formação rochosa a caminho de Coihaique
Nati e Mirele ao lado de Centro de Artesania, com o índio mapuche - Coyhaique (Chile)
Coyhaique é uma cidade de, aproximadamente, 50 mil habitantes e fica a 70 km de Puerto Aysén e Puerto Chacabuco. Nessa região se pode observar as fazendas onde se criam ovelhas, pode-se praticar pesca desportiva com fly, visitar museus e reservas nacionais. Enfim, as possibilidades de se vislumbrar com as belezas da Patagônia chilena são muitas. De Puerto Aysén pode se pegar um catamarã e visitar a Laguna San Rafael - um glaciar maravilhoso, bem como dos portos citados saem transatlânticos que percorrem o roteiro patagônico no verão. 

Cerro Catedral, ao fundo
Pela Carretera Austral, ainda seguindo ao sul, passa-se pela cidade de Cochrane (inaugurada em 1954) e, finalmente, Villa O'Higgins, onde acaba a Carretera Austral. Daqui se pode visitar o Campo de Hielo Sur, reservas de bosques centenários e é o refúgio de pumas e huemules (ameaçados de extinção).

Paso Ingeniero Ibáñez
Vista do lago Buenos Aires
Visto que não havia como seguirmos pela Carretera Austral, decidimos atravessar para a Argentina, pelo Paso Ingeniero Ibáñez, com a vista do lago Buenos Aires, um dos maiores da América do Sul. Havia, também, a opção de atravessarmos de navio, porém não conseguimos passagem e o próximo sairia apenas dali a 5 horas, então fomos por terra. Sorte a nossa não termos ido via navio, pois mais ao sul encontramos um grupo que fez esta opção, e nos relataram que por motivo do tempo ruim, nada conseguiram ver da paisagem.

III - PATAGÔNIA ARGENTINA - seguindo pela Ruta 40 até Puerto Natales (no Chile). O que se vislumbra nesse trecho: pinturas rupestres, montanhas nevadas, lagos andinos, carreteras asfaltadas e de rípio, algumas floridas e outras desérticas, glaciares, icebergs, museus. As paisagens se alternam em beleza sendo impossível não parar repetidamente para admirar a região!

Já fizemos uma reportagem especial sobre a mítica Ruta 40 em: 
http://www.viagemfamilia.com/2013/04/percorrendo-mitica-ruta-40-argentina-de.html. Vamos partir da região dos Sete Lagos e daí, seguir ao sul, até a divisa com o Chile, entrando para Puerto Natales, que foi uma das cidades mais frias por onde passamos até hoje (uns 7°C, no verão, com sensação térmica negativa). O vento proveniente do Oceano Pacífico é praticamente constante e produz frio o tempo todo.

 Ruta dos 7 Lagos 
           Entrando na Argentina, pelo Paso Tromen O'Mamuil Malal, vindos de Pucón, no Chile, antes de chegarmos a San Carlos de Bariloche, ou simplesmente, Bariloche, como chamamos aqui no Brasil, passamos pelas cidades de Junin de los Andes, San Martin de los Andes e Villa La Angostura, às margens do Lago Nahuel Huapi.
"Praia" em Junin de los Andes
         Junin  de Los Andes ainda é na província de Neuquen e é a localidade mais antiga desta. Nela ocorreram uma série de disputas por terra junto aos mapuches, e foi oficialmente fundada em 1883, tendo atualmente, mais de 13 mil habitantes. É o local de saída para se visitar o Vulcão Lanin, no Parque Nacional Lanín (na cidade de San Martin de los Andes) e há muitas outras opções de passeios. 


Villa la Angostura é considerada uma das aldeias mais lindas da Patagônia. Apesar de sua população flutuante ultrapassar 12 mil habitantes, ainda assim mantém o título de aldeia. Possui boa infra estrutura hoteleira e de alimentação, com restaurantes espalhados pela sua avenida principal. Aqui pode-se alugar cabanas para passar uma temporada, por exemplo. 




Lago Nahuel Huapi


Lago Nahuel Huapi é um lago de origem glacial, com profundidade de até 450 m, e que possui diversas ilhas, sendo a mais importante ou famosa, a Isla Victoria.

San Carlos de Bariloche fica na província de Rio Negro e é a porta de entrada de uma das mais belas regiões do mundo, possuindo montanhas/picos nevadas, lagos, rios, glaciares e uma flora exuberante! Suas construções são de pedra e madeira, bem típicas da região alpina. Seu nome remonta à língua mapuche, "Vuriloche" que significa "povo de trás da montanha".
Marca registrada da cidade de Bariloche: os cães São Bernardo


Seguindo pela Ruta 40, chega-se a cidade de Perito Moreno - não confundir com o Glaciar Perito Moreno, que fica uns 400km mais ao sul. Dali, seguimos para a atração Cueva de las Manos, onde há inscrições rupestres que vão desde 7300 a.C até o ano 1000 d.C. Nessa região nasce o rio Deseado e se está muito próximo do Lago Buenos Aires. 

Vale do Rio Pinturas
Continuando pela Ruta 40 ao sul, imperdível a visita à cidade de El Chaltén (na Ruta 23, aproximadamente, 90km), onde fica o famoso pico Fitz Roy, com seus 3375m de altitude. Montanhistas experientes e amantes do trekking vão à cidade, de pouco mais de 500 habitantes, para praticar esportes de aventura na montanha mais difícil do mundo! El Chaltén é considerada a Capital Mundial do Trekking!
Fitz Roy - El Chaltén

De El Chaltén a El Calafate percorre-se, aproximadamente, 200 km em estradas boas, de asfalto e o visual é deslumbrante! 

El Calafate (acessada pela Ruta 11, distante 40km da Ruta 40) é a cidade mais próxima do maior glaciar do mundo o Glaciar Perito Moreno. Está situada no Parque Nacional dos Glaciares! É uma cidade com boa infra estrutura, que é utilizada como ponto de apoio para os passeios aos glaciares (Perito Moreno e Upsala). 


Há supermercados, oficinas mecânicas, lojas com materiais de camping, trekking e escalada. Há, também lavanderias, hostels e o Museu Multilinguagem de El Calafate, com fósseis de dinossauros, linha do tempo com os primeiros habitantes da região, os Aonikenk. 

Centro da cidade de El Calafate

Museu Multilinguagem
Ainda seguindo pela Ruta 40, ao sul, mais 300km, aproximadamente, chega-se à cidade de Puerto Natales (Chile), que é o ponto de saída ao parque Torres del Paine. Os trâmites de aduana são rápidos, porém a indicação da aduana é um pouco confusa. 

Lago Sarmiento - dentro do parque Torres del Paine
Infelizmente, quando estivemos na Patagônia em 2010, não tivemos a sorte de ver a cadeia de montanhas de Torres del Paine, pois o dia estava nublado e não havia a probabilidade de abertura. Assim, uma parte do grupo optou por seguir por dentro do parque, fazendo algumas trilhas, enquanto a outra parte do grupo seguiu por estrada de aslfalto até Puerto Natales, passando pela Cueva del Milodon (a 30 km de distância), preguiça gigante que viveu há mais de 10 mil anos e cuja ossada foi descoberta pelo francês Hermann Eberhard. 
Campo de margaridas, à beira da estrada, onde havia uma placa alertando: "Peligro: campo minado" - restos da guerra entre Chile e Argentina



Puerto Natales é uma cidade situada a 247 km de Punta Arenas e possui cerca de 20 mil habitantes. É o ponto final da linha marítima que sai de Puerto Montt. Sua principal atividade econômica, depois do turismo, é a produção de gado ovino e bovino.
Versão natalina de Las Manos


Próximo daqui, aproximadamente 190km em direção a Punta Arenas, fica a pinguinera Seno Otway. 
Observatório da praia dos pinguins



As cidades são pequenas e não possuem infra-estrutura, portanto, abasteça seu veículo e compre alimentos, pois nesse trecho não há muitas opções.  Recomendamos que passeios, excursões e aventuras na região sejam baseados em Puerto Natales que está preparada para receber todos turistas com lojas, oficinas mecânicas, hotéis e mercados. Sempre tenha em mente que é uma cidade muito sujeita a vento e frio intenso, mesmo no verão.

Ruínas na localidade de San Gregorio, próximo do porto de embarque ao Estreito de Magalhães
Da pinguinera, segue-se a leste, 120 km, até a balsa que faz a travessia pelo estreito de Magalhães, que que nos leva até a Tierra del Fuego, já relatada acima.

As paisagens, as vivências, o cheiro e as experiências vividas durante uma viagem inesquecível como essa, só nos faz pensar em voltar!!! 
Esperamos ter "contaminado" você e alimentado a sua curiosidade: a Patagônia vale muito a pena ser visitada e conhecida! Vá com tempo!!! Será uma experiência imperdível!!! 
BOA VIAGEM!

5 comentários:

  1. Nossa amigos!!!
    Um post completíssimo sobre a Patagônia!!
    Parabéns!!
    Irei citá-lo como guia!
    Um grande abraço!!!
    Marcia

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  2. Adoramos todas as informações. Parabéns!!! Família Mesquita.

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  3. Adoramos todas as informações. Parabéns!!! Família Mesquita.

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  4. Achei maravilhosa a viagem e todas as informações. Você poderiam me esclarecer algumas dúvidas? Em que mês foi realizada essa viagem? Os locais onde hospedaram foram reservados com antecedência? Qual a cidade de onde partiram ? O carro foi alugado com antecedência? Qual o custo aproximado dessa viagem? Se puderem me ajudar respondendo essas questões, ficarei muito grata. Wanda Masini - Email: wnmasini@yahoo.com.br

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  5. gostaria de estar com voces nesta viagen abraços
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