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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Passeando por Curitiba - 10: Museus da capital: Museu do Expedicionário

 

Praça do Expedicionário

Mudando um pouco o foco das últimas publicações, onde exploramos parques e bosques municipais, vamos a partir deste texto explorar um pouco sobre a história de nosso país, estado e cidade a partir de seus museus, que são muitos e espalhados pela capital paranaense.

Em tempos de politicamente correto, parece uma piada falar sobre este momento histórico... mas vamos lá!!! A Segunda Guerra Mundial modificou o mundo e somos, hoje, frutos daquela transformação!

Museu do Expedicionário


O Museu do Expedicionário, localizado no Alto da XV, guarda a história da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, com destaque para os pracinhas paranaenses vitoriosos na campanha realizada na Itália.

Caça P-47D Thunderbolt

O acervo é interessantíssimo, a começar pela praça onde está o Museu e onde estão expostos um carro de combate M3 Stuart e um avião de caça P-47D Thunderbolt, originais. [Quando era criança, sempre me referia ao lugar dizendo “a praça do avião”!]

Carro de combate M3 Stuart


Os espaços internos contêm salas e ambientes onde se conhece a história por trás destes combatentes que foram convocados a defenderem os interesses do país, onde existem uniformes e material bélico de época, tudo utilizado pela FAB (Força Aérea Brasileira), FEB (Força Expedicionária Brasileira) e Marinha de Guerra do Brasil, durante a campanha que durou 239 dias ininterruptos (set/44 a maio/45) e envolveu 25.334 soldados.



Ricamente documentado, o acervo também tem documentos, fotos, filmes, mapas e ilustrações originais. Dispõe, também, de peças e documentos de outras nações envolvidas no conflito, sendo um dos mais completos museus temático brasileiros sobre a Segunda Guerra Mundial.

Histórico do Museu

Logo após o fim da guerra, os expedicionários paranaenses resolveram guardar a memória dos momentos vividos e homenagear a memória daqueles que caíram, construindo a Casa do Expedicionário.



Organizando rifas, bingos e outros meios de arrecadação de fundos, ela foi construída e inaugurada em 1946 e tinha uma função assistencial, pois além de contar com serviços médicos, odontológicos e assistência jurídica aos seus associados, também funcionava como hotel de trânsito e local de eventos sociais e culturais. O acervo coletado estava exposto na Sala Max Wolf Filho, então denominado Museu do Expedicionário.






Com o passar do tempo e a redução assistencial, em 1980 foi firmado um convênio entre a Legião Paranaense do Expedicionário e a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, passando a administração do imóvel ao Estado, que se tornou responsável pela administração, conservação e segurança do imóvel.

História da Guerra


O Brasil entrou oficialmente na Guerra em agosto de 1942, após ter flertado com o fascismo em 1939.

Entre julho de 1944 e 1945 foram enviados aproximadamente 25 mil combatentes (homens e mulheres, divididos em 5 escalões), onde cerca de 15mil atuaram diretamente no front e com 451 (478?) mortes.




Patrulha de Infantaria - artista: Bartolomeu (Humberto) Cozzo (1900 - 1981). Está acima do prédio do Museu, em destaque (esta é uma réplica, exposta no acervo)

A FEB foi criada em agosto de 1943 e extinta em 1945. Atuou diretamente sob o comando dos Estados Unidos e lutou principalmente na Itália em diferentes campanhas. A Marinha e a FAB participaram da Batalha do Atlântico desde 1942 até o fim da guerra.


A conquista do Monte Castello, após 3 meses de idas-e-vindas e grande número de baixas, culminou com 2h de intenso combate no inverno de 1945, e foi uma das vitórias mais emblemáticas da FEB, tendo sido a porta de entrada para a próxima batalha: a tomada de Montese.

Monumento Votivo - Pistoia, Itália

OBSERVAÇÃO: Quando estivemos na Itália, em 2019/2020, aproveitamos para conhecer esta região onde os brasileiros atuaram durante a IIWW. Foi emocionante visitar o Monumento Votivo, em Pistoia. Tivemos a oportunidade de conversar com o ex-curador do museu local, filho de um pracinha que era operador de rádio e manteve um diário durante a guerra. Para mais detalhes, dê uma olhada no link abaixo. Vale a pena!!! (o texto é longo e esta parte está mais no fim)

 V i a g e m F a m í l i a: Retornando à bela Itália! Parte 3

Toda esta história está ricamente documentada neste museu. Se vale a visita??? E como. É a melhor aula de história que você poderá ter sobre o assunto. De quebra, poderá se orgulhar de uma participação importante e valorosa de nossa pátria no conflito mundial que redesenhou a geopolítica para o momento atual.



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