Viagem Família______________________________________

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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Expedição Transamazônica 16 - Novamente na Bahia, do cacau, do dendê e do Descobrimento

Farol das Conchas, Itacaré

Voltar pra Bahia, pra nós, sempre inclui uma passada em Cruz das Almas, onde ficamos uns dias curtindo a família. Temos primos que moram lá e é sempre uma felicidade visitá-los!!

Cruz das Almas

Foto tradicional

Após nosso pernoite no posto, em Umbaúba – SE, seguimos direto pra Cruz (distante uns 220km), pois tínhamos um compromisso no dia: assar a carne do churrasco para umas moças biólogas da África do Sul que estavam em curso/treinamento com Davi, na Embrapa, onde o primo e a Tatiana, sua esposa, trabalham/pesquisam há anos.

Queridos primos, obrigada pela receptividade e carinho! Da esquerda para a direita: Felipe e a esposa, Vitória; Tatiana e Davi; Thiago e a namorada, Natália

Carnes compradas, maionese de batata feita, pão de alho pronto,... lá pelas 19h30min o povo começou a chegar! A conversa animada foi até às 22h. Andani e Elliosha moram próximo do Parque Nacional Kruger, quase na divisa com Moçambique. Nos convidaram para irmos até seu país e nós aceitamos o convite! Oportunamente, iremos à África do Sul!! Obaaaaa...

Equipe de pesquisadores da Embrapa - Bahia, recebendo as estudantes sul-africanas


Com Andani e Elliosha, já sonhando com uma futura viagem à África do Sul! rsrsr

Os próximos dias foram de descanso, conversas em família, passeios pela cidade (nossa velha conhecida! Vide link anexo*) e pequenos reparos no Garça! Também aproveitamos para ler umas obras diferentes (sempre que passamos por aqui aproveitamos para atualizar nossas leituras!) e aprender um pouco mais.

V i a g e m F a m í l i a: Voltando à terra de Jorge Amado

UM POUCO DE HISTÓRIA

Cruz das Almas, também chamada de Terra do Fumo e Terra do São João (por conta das guerras de espadas*), está localizada no Recôncavo Baiano. Contando com pouco mais de 60mil habitantes, possui universidade (UBRB - Universidade Federal do recôncavo Baiano), além da Embrapa, que a torna um centro importante de pesquisa, ensino e tecnologia.

Fazendo uma limpeza "em regra" no Garça

O nome "Cruz das Almas" se originou na antiga vila de N. Sra. do Bom Sucesso, onde os tropeiros paravam em frente à cruz da igreja matriz para rezar pelas almas dos mortos, segundo a lenda. 

A tradicional Guerra das Espadas foi proibida por lei e, 2011, mas continua sendo praticada, apesar dos inúmeros acidentes e mortes de envolvidos na "brincadeira" com fogos de artifício. 

Nos dias em que estivemos aqui aconteceu a Expo Cruz, um grande evento com barracas, feira e shows noturnos. Nesta ocasião, empresas, institutos e pequenos expositores aproveitam para apresentar seus produtos e visitamos a Feira nos 4 dias (de 5ª a domingo), sempre buscando algo diferente. Nestas idas e vindas, conhecemos o Tacilo, com seu projeto de Poleiros Urbanos, o projeto Vassouras Recicladas (feitas de garrafa pet, por presidiários), além de muito artesanato e plantas lindas!

Experimentando (e comprando) carnes defumadas

Davi com os colegas pesquisadores da Embrapa, na barraca

Tacilo Santana: @poleiros_urbanos




Experimentamos, como sempre, a culinária local e desta vez, além do tradicional acarajé (bolinho frito de massa de feijão fradinho com cebola, frito no azeite de dendê, servido com vatapá, caruru, tomate verde e camarão seco) também experimentamos a versão cozida: o abará, cuja massa de feijão fradinho é cozida dentro da folha de bananeira, como se fosse uma pamonha.

Abará


- Abará: parecido com o acarajé, porém ao invés de ser frito no dendê, é cozido na folha da bananeira (como uma pamonha)

Ah, o vatapá é feito com pão amanhecido, cebola, castanha de caju e amendoim torrados e picados, gengibre, sal e camarão seco. Já o caruru é feito de quiabo, cebola, camarão seco defumando, azeite de dendê e sal.

PASSEANDO PELA FEIRA (TODO O SÁBADO TEM FEIRA EM CRUZ DAS ALMAS E OS PRODUTORES RURAIS DAS VIZINHANÇAS VÊM)

Como sempre, levamos a farinha torrada! Deliciosa, é vendida "em litros"


Mar segurando o dm³ = 1litro, usado como medida de volume. Observem os menores, que representam 1/2 litro 

Fruta-pão, originária do Pacífico (Polinésia, Micronésia,...) - antes de serem consumidas, as frutas são cozidas, torradas, assadas ou fritas, além de também poderem ser moídas como farinha. A outra, pequena, parece cajá-manga

Maxixe - parecido com o pepino, é muito usado na culinária do N e NE, em ensopados e cozidões

Cheirando o cruá, espécie de melão de sabor doce, rico em vitamina C e usado no alívio para dores de garganta

Hora de levantar acampamento... próximo destino: Ilha de Itaparica!!

Itaparica


Itaparica está localizada na Baía de Todos os Santos e seu nome significa "cerca de pedras", fazendo referência à barreira natural de corais que existe no local (e em todos o litoral nordestino). Emancipada em 1831, sua história remota ao séc. XVI, quando Américo Vespúcio avistou a ilha em 1501 e aportou, encontrando os indígenas Tupinambá. Em 1561, os jesuítas iniciaram sua missão por aqui, depois de Diogo Álvares de Correia (o Caramuru) ter se casado com Paraguassu (posteriormente chamada de Catarina), em 1509. Em 1563 um surto de varíola matou muita gente, dizimando a nação tupinambá. Em 1597, a ilha de Itaparica foi invadida por ingleses e 15 anos mais tarde, por holandeses, que nela construíram o Forte de São Lourenço.

Seguimos direto até a ponta norte da ilha, onde fica o setor histórico de Itaparica. Aqui visitamos o Forte de São Lourenço, originalmente construído em 1631 pra proteger a entrada da Baía-de-Todos-os-Santos contra invasões holandeses, sem sucesso. Os neerlandeses comandados por Sigismund van Schkoppe ocuparam-no (entre 1630-1654) e reconstruíram-no no formato quadrangular irregular, e apenas no ano 1648 evacuaram a ilha, tendo sido expulsos pelos portugueses e indo se refugiar em Recife.



- Forte de São Lourenço, localizado na Ponta da Baleia, Itaparica

O que vemos hoje é uma fortificação de alvenaria de pedra e cal, erguida sobre a velha fortificação em 1711, apresentando um formato octogonal. Durante a Guerra da Independência do Brasil (1822-1823) o exército português foi derrotado aqui e a ocupação do forte se deu pelas forças brasileiras. Quando D. Pedro II veio visitar suas instalações (1859), encontrou ruínas e a Casa de Comando havia se tornado uma Cadeia Pública. Com a Proclamação da República, suas instalações passaram a funcionar como Enfermaria.

Releitura de obra de Antônio Parreiras, que retrata  "O Primeiro Passo para a Independência da Bahia", na cidade de Cachoeira





Estação de Degaussing - maquete

O tombamento e preservação do imóvel só veio em 1938, mas apenas em 1974 o Ministério da Marinha fez obras de restauro no forte. Foi instalado, então, o Complexo de Magnetologia, também conhecida como “Estação de Degaussing”, destinada à medição e compensação magnética de Navios Varredores e Navios Ferromagnéticos, reduzindo o campo magnético de navios de guerra, protegendo-os contra minas magnéticas.

Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento (1794) - tombada pelo IPHAN em 1980. A igreja recebeu a vista de D. Pedro I (1826) e de D. Pedro II (1859). Em estilo barroco com traços de neoclássico.  

Igreja de São Lourenço - as informações sobre sua construção são divergentes. Segundo uns, foi construída em 1610 pelos baleeiros que se estabeleceram na Ponta das Baleias. Há relatos que afirmam que em 1623 houve pregações contra a invasão holandesa. 


Como a ilha é bonita, fomos entrando (e saindo) das diversas praias, buscando um local para pernoitarmos. A Praia da Gamboa é muito bonita, mas sem um local adequado para acamparmos. Fomos até a Penha, de onde se vê Salvador ao longe (do outro lado da baía). O lugar era lindo e a lua cheia indicava uma noite maravilhosa pela frente, porém, a insegurança no local nos fez irmos embora e buscarmos um posto de combustíveis para pernoitarmos com segurança. Só encontramos esta opção em Nazaré, distante quase 40km de onde estávamos... (todos os postos de combustível da ilha e arredores fecham por volta das 20h e não permitem o pernoite, pela insegurança do local!)

Praia da Gamboa

Salvador, lá do outro lado!

Praia de Penha, muito linda!

Fizemos nosso almojanta e partimos...

Na manhã seguinte, tomamos nosso café em Guaibim, após passearmos pela bonita praia de Itaquari (indicação de Davi), onde até tínhamos vontade de ficar – o encontro do rio e mar convidava ao banho, mas como era 2ª feira, estava tudo fechado!

Costa do Cacau + Costa do Dendê – BA001

A Costa do Cacau, BA 001, se estende de Itaparica até o sul do estado, em Mucuri. Ela muda de nome, mas vai serpenteando o mar, passando por lugares interessantes e históricos, como Valença, Ilha de Boipeba, Ilhéus, Porto Seguro,... e por centenas de cacaueiros. [Há dicas de passeios para a Ilha de Boipeba, partindo de Cairu, em Torrinhas, e não Valença, como muitos dizem]

Praia de Itaquari, Guaibim - encontro do rio e mar
Itacaré

Praia da Concha com o Farol da Concha

Por fim, chegamos à Itacaré e lá estacionamos na Praia da Concha, onde fica o Farol de mesmo nome. Após conversarmos com a proprietária do restaurante Cabana Bambino’s, Daniela, obtivemos a autorização para pernoitarmos no local e, desta vez, com segurança, pudemos passear despreocupadamente pelo local, tomando banho e curtindo o lindo visual!

Nosso acampamento no Cabana Bambino's

O Farol da Concha tem formato quadrado e “guarda histórias dos navegantes e da época cacaueira, testemunhando o encontro do Rio das Contas com o mar”.

Suas praias são famosas, bonitas e algumas excelentes para o surf. A praia da Concha possui águas calmas, boas pra banho, e o pôr-do-sol foi garantido com música ao vivo e visual de revista na Ponta do Xaréu!

Encontro do Rio das Contas com o mar

Itacaré está localizada na foz do Rio das Contas, que foi utilizado pelos portugueses para levar mercadorias etc e tal até o interior de MG, na região de Salinas, lá nos idos de 1700!

Fundada em 1732 e chamada inicialmente de São Miguel da Barra do Rio das Contas, Itacaré só passou a ter o nome atual em 1931!

Frutas tropicais no luau na Ponta Xaréu (cacaus, abacaxis, laranjas, maracujás)

- Itacaré: do tupi, “jacaré de pedra”

Com formação geológica única no Nordeste Brasileiro, a faixa costeira é fértil e a Mata Atlântica avança até o mar. Nesta faixa a cultura agrícola se expandiu e o cacau encontrou um sistema próprio de plantio, chamado cabruca – onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores, diferente do café e da cana-de-açúcar, onde extensas áreas são desmatadas. [No Ceará o plantio de café segue o mesmo princípio e se produz o café arábica de sombra, na região de Baturité e Guaramiranga]

O município cresceu muito graças ao cacau, porém nos anos 1940, com o assoreamento do porto da cidade, o lugar acabou ficando isolado. Este problema só foi resolvido com a construção da Estrada Parque da Serra Ilhéus-Itacaré, em 1998, e hoje o turismo responde por 90% do PIB do município.


- Aqui descobrimos que a nossa manjuba aqui se chama pititico. Comemos uma porção de pititico, acompanhada daquela cerveja gelada!

Canavieiras

- Na região de Canes, nome carinhoso da cidade, a pesca do marlim azul é um dos atrativos que atraem os turistas para cá

No dia seguinte, sempre direção Sul, passamos por Ilhéus (onde já estivemos há 20 anos e não tivemos vontade de parar), pela Reserva Biológica do Una, dali a Comandatuba; as praias são bastante planas, sem muito atrativo e com bastante mangue.

Nosso destino era Canavieiras, na foz do Rio Pardo, conhecida como “Terra do Caranguejo”, apesar de que a carnicicultura aqui é forte e a principal fonte de renda. Fundada em 1832 e emancipada em 1891, seu nome faz menção ao plantio da cana (economia da época) e à família Vieira, moradores da antiga vila - chamada na época de “Princesinha do Sul”! O cultivo de cacau também teve protagonismo nesta área, mas assim como nas outras regiões, a "vassoura de bruxa" dizimou suas plantações na década de 1980.  


Praia de Canasvieira

Buscamos um camping na beira mar e o primeiro, bem estruturado e confortável – Camping Pollyana – do Renato, estava bastante lotado (o preço por casal: R$35,00). Como estávamos buscando um local mais tranquilo, voltamos até o Camping Barra Grande, onde o Evandro (arrendatário) fez o mesmo preço.

Camping Barra Grande - "tinha um gatinho ali"

O lugar é “pé na areia”, mais rústico que o outro, mas estava vazio (só havia outros 2 hóspedes nas cabanas). A praia é meio sem graça, mas bonita do seu jeito! A tranquilidade e segurança do local são os cartões de visita!!!

UM POUCO DE HISTÓRIA

Há algumas postagens atrás, mais especificamente na postagem sobre o Pará, fizemos menção à história do cacau na Bahia. Um dos maiores crimes ambientais e de agroterrorismo no mundo aconteceram aqui, na terra de Jorge Amado. Na década de 1980 a Bahia era a maior produtora de cacau do mundo e os barões do cacau dominavam o local, exercendo influência política incontestável! Este foi o principal motivo que a oposição encontrou: para minar este poder “da elite”, teriam que atacar o poder econômico que vinha das fazendas de cacau!

As fazendas e áreas produtoras de cacau estão todas cercadas



Um grupo, formado por funcionários de órgãos públicos e filiados à partidos políticos foi o responsável por disseminar plantas doentes (colhidas em RO, onde a vassoura de bruxa infestou as plantações) nas plantações da Bahia e a infestação se tornou incontrolável... Em poucos anos, aquilo que era uma das maiores fonte de renda do Estado e motivo de orgulho passou a ser a ruína: quebrou-se, assim, o ciclo político e econômico de toda a região!!!

Existe vasta informação a respeito deste crime na mídia. Caso tenham interesse, passo os links em particular

Santa Cruz de Cabrália + Porto Seguro = Costa do Descobrimento


Na manhã seguinte, optamos pelo asfalto (apesar de ser 80km mais longo) e seguimos pela BA270 até Santa Luzia e de lá, até a BR101, onde passamos pelo Rio Jequitinhonha, cuja ponte está comprometida. [Lembra a história da ponte no Maranhão, no Estreito, onde também houve uma tragédia com mortes há 1 ano!]

Rio Jequitinhonha - com aproximadamente 1000 km de extensão, ele nasce na linda cidade de Serro MG (que visitamos há dois anos - deem uma olhada no blog) e aqui está quase em sua foz!

Observamos, com tristeza, todo o comércio na beira da estrada cheio de grades e cercas, num reflexo direto da insegurança vivida por estas bandas, resultado das invasões de terra pelo MST e também da ação do narcotráfico (PCC, CV e afins) que atuam livremente. Ainda há, também, as invasões indígenas das terras... affff! Terra de ninguém...

SANTA CRUZ CABRÁLIA


Depois do eucalipto, áreas de queimada... 

Em Itagimirim deixamos a BR101, para voltar ao mar, pela BA 275. Os primeiros km são asfaltados, pois há uma enorme indústria de processamento de celulose (eucaliptos por todos os lados). Depois de 2 trechos de areia e pó, chegamos a Santa Cruz Cabrália e fomos direto até a Igreja N. Sra. da Conceição (1711).

Igreja de N. Sra. da Conceição: a primeira igreja foi construída na segunda metade do séc. XVI

A Igreja de N. Sra. da Conceição, antiga Igreja de Santa Cruz, está localizada na cidade alta, onde ficava o núcleo primitivo de ocupação; situada num grande terreiro, ali ainda restam a Casa de Câmara e Cadeia (abrigou a primeira Intendência do país). Na frente da igreja há um cruzeiro e no fundo, um cemitério. Este núcleo histórico foi tombado pelo IPHAN em 1981.

Vista panorâmica do alto do morro; abaixo, Santa Cruz Cabrália

A cidade baixa era primitivamente ocupada pelos armazéns e casas de pescadores e ainda hoje é o local onde a cidade se desenvolve. Na Praia de Coroa Vermelha, em 1500, foi rezada a primeira missa no Brasil.

Gonçalo Coelho, comandante da 2ª expedição ao Brasil, aportou na Baía Cabrália em 1503, deixando aqui os primeiros missionários, aventureiros e degredados, e trouxe consigo Américo Vespúcio como observador.

Praia da Coroa Vermelha, foz do rio Mutari

Santa Cruz Cabrália, fundada em 1833, teve sua origem com a chegada dos portugueses. Em 1536, Pero Campos Tourinho criou uma povoação chamada Vera Cruz. Os indígenas aimorés devastaram este povoamento e seus habitantes se mudaram para as margens do Rio Sernampetiba, onde foi criada a Vila de Santa Cruz.

Atualmente os pataxó tem uma aldeia em Coroa Vermelha, onde comercializam artesanato.


A caminho de Porto Seguro, na Praia de Coroa Vermelha, vimos um lindo camping e fomos até lá. O Mutari Camping, administrado pelo Bruno, cobrou R$ 50,00 o casal e ficamos por ali, num local sombreado, próximo do banheiro e das pias.


Nossos vizinhos eram muito simpáticos e logo fizemos amizade. Mariazinha viaja sozinha de van e César tem uma barraca de teto em seu Honda. Já Rodrigo viaja numa Mitsubishi L200 com camper pop-up e o casal Alexandrina e Paulo tem uma van.

Acabamos fazendo uma comida comunitária e batendo papo com nossos vizinhos, muito animados! Aproveitamos para passear pela praia e curtir mais uma noite de luar! O lugar estava tão bom que ficamos 2 noites.


No dia seguinte, agora sim, logo cedo levantamos acampamento e demos uma parada em Porto Seguro, onde passeamos pela Cidade Histórica – Centro Histórico do Descobrimento, de onde se tem uma linda vista do mar. Ali ficam a Paróquia N. Sra. da Pena, o Farol Porto Seguro e o Marco Comemorativo do Início da Colonização. Os estudantes de diversas escolas da região estavam fazendo piqueniques com suas professoras e aproveitando a Semana da Criança.

Centro Histórico do Descobrimento - Igreja N. Sra da Penha, Intendência (atual museu) e o Marco Comemorativo do Início da Colonização 


- A Igreja Matriz de Porto Seguro, localizada no Centro Histórico, é uma das mais antigas do Brasil. Iniciada em 1730, sobre ruínas da antiga igreja, foi reformulada e finalizada em 1773 quando a Coroa Portuguesa incorporou a Capitania de Porto Seguro.


- O Farol de Porto Seguro foi inaugurado em 1907 e construído num terreno doado pelo Governo Federal. Sua estrutura de ferro com escada externa foi substituída pela torre atual, em alvenaria, em 1947.

- Marco Comemorativo do Início da Colonização – não existe consenso em quando este marco foi colocado ali, mas há indícios que tenha sido em 1503, na Expedição de Duarte Coelho. Outras afirmam que foi em 1535, quando o donatário da capitania Pero Campos Tourinho quis delimitar seu território.

Lojas de artesanato e lanchonetes ocupam o casario antigo no local



De qualquer maneira, não foi aqui o primeiro local de aportamento dos portugueses: conforme já citamos anteriormente, o primeiro Marco do Descobrimento está na Praia do Marco, próximo de São Miguel do Gostoso, no RN. (vide nosso blog, no link:

V i a g e m F a m í l i a: Explorando a "esquina do Brasil": o estado do Rio Grande do Norte!!!)

Em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, foi implantado o Parque Nacional Monte Pascal, em território pataxó. Houve muitos conflitos na época e hoje ainda existem divergências entre o governo, fazendeiros e os indígenas. Por conta destes conflitos, acabamos não visitando o Parque Nacional do Descobrimento, também na região, pois à época estavam havendo conflitos armados entre fazendeiros e indígenas e não estavam permitindo a entrada de visitantes no Parque.

Será que ela foi testemunha ocular do desembarque nestas terras???

Artesão pataxó - esculpe paisagens na madeira caixeta

Obra do artesão, antes da pintura - a caixeta (marupá) é madeira nativa brasileira, clara, extremamente leve, macia, usada na marcenaria interna (lutheria, artesanato) 

Seguimos viagem, descendo a BR 101, com muito movimento e na altura do Morro Pascal observamos lindas formações rochosas, a que mais se destaca é o Morro do Pescoço. Passamos por Itamaraju e também por Teixeira de Freitas.

Morraria próxima do Monte Pascal - BR101

Á esquerda, o interessante Morro do Pescoço

 Pronto. Agora é hora de explorar um pouco o Espírito Santo!!! Mas esta já é outra história...


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