Viagem Família______________________________________

.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Expedição Transamazônica 13 - Chegamos ao começo da Transamazônica BR230: Bem-vinda, Paraíba!!!

 

Marco Zero da BR230 - Transamazônica, Cabedelo PB

Deixamos o Ceará para trás, passando pela região do Cariri e outras áreas do Geopark Araripe que exploramos há 2 anos (vide link anexo*).

V i a g e m F a m í l i a: Conhecendo o Sertão Nordestino: Geoparques do Seridó e do Araripe

Sousa, Patos e Campina Grande

Paisagens surreais


Monolitos em meio à caatinga



Havia 2 dias que tínhamos percebido que outra mola traseira do Garça tinha quebrado (quando passamos por umas lombadas -“ondulações transversais!”- em Fronteiras, PI). Então aproveitamos o traçado da BR 230, que passa por cidades grandes, e fomos em busca de ferro-velho ou loja de autopeças onde pudéssemos encontrar uma mola que fosse compatível e com um bom custo x benefício.


Passamos por Sousa - e resistimos não entrar novamente – e paramos em Patos. Lá fomos em 3 lugares diferentes (um indicava o outro!), mas sem sucesso! Ao fazermos compras no Atacadão, não sabemos como, nem por quê? Marcos perdeu um pé de seu chinelo Havaianas!!!

Chinelo novo no pé e o outro avulso!!

Igreja Matriz de Santana (1895) - localizada no coração do estado, situada no Cariri Paraibano - Soledade

A bonita Soledade, às margens da BR 230

Sem outro para substituir o par incompleto, fizemos uma parada na bonita cidadezinha de Soledade, onde Marcos adquiriu outro chinelo!! Agora, sim, calçado adequadamente (contém ironia! rsrsrs), seguimos até Campina Grande, já com o endereço certo: o Distrito dos Mecânicos!

CAMPINA GRANDE

A segunda maior cidade da Paraíba, Campina Grande possui aproximadamente 440 mil habitantes e é um dos principais polos industriais da região NE, sendo também um dos maiores centros tecnológicos da América Latina. Fundada em 1864, a cidade é conhecida por seus festejos de São João, popularmente chamada de “O Maior São João do Mundo”!

Plantação de palma

"Sorvete" de aniversário do Marcos. Parada num posto de combustíveis, onde "jantamos fora" pra festejar e tomamos banho de água salgada no chuveiro do banheiro! (o lençol freático paraibano é água salobra! Neste caso, estava salgada, como água do mar)

Curiosidade: No início do séc. XX, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo (atrás de Liverpool, na Inglaterra). Mesmo não produzindo o ouro branco (algodão), ela era a única cidade do interior a possuir uma máquina de beneficiamento de algodão e com a chegada da linha férrea à cidade, ela podia exportar toda a produção, já beneficiada, que vinha de cidades vizinhas. Esta atividade econômica fez com que a cidade crescesse 650% em 30 anos (passou de 12mil habitantes em 1907 para 130mil habitantes em 1939).

Mola comprada, agora era só alegria!!!

Foi comprada uma mola dianteira da Frontier

Nosso destino era Areia, localizada a 120km da capital, João Pessoa!!!

Areia – Capital da Cachaça

Igreja N. Sra do Rosário dos Pretos (construída em meados do séc. XVIII) é bem bonita, e está necessitando um restauro urgente! Na Praça Ministro José Américo de Almeira, localizado a frente da igreja, tem um obelisco bacana.

A linda cidade de Areia, localizada no Caminho do Frio do Brejo Paraibano*, foi um desvio calculado da Transamazônica! Já tínhamos pesquisado anteriormente o local e valeu a pena deixarmos novamente a BR 230 para um pequeno desvio de trajeto!


*Brejo, neste caso, não diz respeito a áreas pantanosas; o nome da região vem de “brejos de altitude”, como são conhecidas as áreas altas do Nordeste onde prevalece um clima mais úmido. Esta região que estamos percorrendo está a aproximadamente 500/600 msnm e à noite fica fresco, às vezes necessitando um cobertor para dormir, pois as temperaturas ficam entre 15°C e 20°C!


Engenho Triunfo


Importante produtora de cana, Areia é um centro de excelência na produção de cachaças, tendo o título de “Capital da Cachaça”! Visitamos o Engenho Triunfo, um dos mais renomados e famosos da região! Fizemos da visita guiada (R$35,00 – U$ 6,80 - por pessoa, com degustação: 1 dose de cachaça, 1 sorvete, 1 chocolate; suco de limão e água à vontade) onde a Jussara nos guiou no espaço, explicando o passo a passo da produção do alambique, bem como outros espaços no local. Tudo muito lindo, limpo e delicioso!!




Aqui não pudemos acampar, mas a proprietária, Maria Júlia (que estava no local quando chegamos e nos recepcionou) nos ofereceu a cortesia de ficarmos no estacionamento do Hotel Fazenda Triunfo, distante uns 500m. O lugar é lindo e está localizado no alto de um morro, de onde se tem uma vista privilegiada do vale.

Nosso acampamento na área externa do Hotel Fazenda Triunfo

Areia é a terra natal do famoso pintor Pedro Américo (que entre outras obras, pintou os famosos quadros: Independência ou Morte (1888) – também conhecido como Grito do Ipiranga, Batalha do Avaí (1872-1877), Tiradentes Esquartejado (1893), entre outras obras primas). Visitamos o Museu Casa Pedro Américo onde a Edilene nos acompanhou durante a visita. (Entrada: R$ 6,00 (inteira) = U$1,20)

Réplicas das principais obras de Pedro Américo



Mostrando o autorretrato de Pedro Américo, no quadro Batalha do Avaí

A única obra original exposta aqui: Cristo Morto (1901)

Com um centro histórico tombado pelo IPHAN (mais de 400 imóveis) e sendo a cidade cujo teatro é o mais antigo da Paraíba, Areia foi nosso destino localizado na Serra da Borborema. Fundada em 1846, a Princesa do Brejo foi também a cidade natal de Padre Azevedo, o inventor da máquina de escrever!

Vista da Igreja Matriz








No Teatro Minerva, o primeiro da Paraíba (1859), fizemos a visita com os guias Kênia e Márcio, que nos contaram histórias do local. Pudemos visitar as coxias e palco. O teatro tem lugar para 200 espectadores. Tivemos sorte: foi o último dia de visitação, pois no dia seguinte foi fechado para reformas!!  (Ingresso: R$ 6,00 (inteira) = U$ 1,20)



Teatro Minerva

A Igreja Matriz de N. Sra. Conceição foi construída no terreno doado por Bartolomeu da Costa Pereira, por volta de 1813. A nave (forro central) ocupa uma área de 130m² e possui 3 painéis: “Assunção”, “Glorificação da Virgem” e “Medianeira”.




Painéis restaurados

O casario da cidade está bonito, colorido e bem preservado. Visitamos, no centro, a Casa de José Rufino – a primeira da cidade! Em seu interior conhecemos um pouco a história de seu fundador (explorador) e também da cidade. A Beatriz, nossa guia, foi muito solícita e batemos um bom papo. (Ingresso: R$ 6,00 (inteira) = U$ 1,20)


Ouvindo as explicações da Beatriz





O único museu que não visitamos foi o Museu Regional de Areia, que só funciona de 4ª a domingo.

No dia seguinte, fomos a outra cidade que pertence ao Caminho do Frio: Bananeiras!

Bananeiras (1879)


Diferente da vizinha Areia, Bananeiras carece de infraestrutura e setor histórico está largado, pouco atrativo! A visita que era imaginada de dia todo, acabou em menos de 2 horas!


O mais interessante foi o Túnel da Serra da Viração, construído entre final de 1921 e meados de 1923 pelos ingleses da empresa Great Western of Brazil Railways (sempre eles, né?), escavando diretamente a rocha. Ele tem aproximadamente 120m de comprimento e 8 m de altura e foi desativado por ordem de Castello Branco (1967), depois de suas obras terem ficado incompletas (durante o governo de Artur Bernardes, este cortou as verbas de construção da estrada, deixando-a incompleta).



A antiga estação de trem foi transformada num restaurante temático, com peças expostas, tal qual um museu.  



UM POUCO DE HISTÓRIA

A região de Bananeiras foi grande produtora de cana-de-açúcar e posteriormente, de café. Em 1852, a sua produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda maior do NE, tornando a cidade uma das mais ricas da região. Após o ataque da cochonilha, este cultivo morreu!



No setor histórico, visitamos a Igreja Matriz N. Sra. do Livramento (concluída em 1861), localizada no alto de um morro de onde se vê a cidade e também o lindo (e abandonado) Seminário e Igreja Jesuíta, chamado de Antigo Carmelo, localizado em outro morro. [Busquei informações sobre o local, mas muito pouco se encontra de relevante].

Igreja Matriz N. Sra. do Livramento





Seminário e Igreja Jesuíta, Antigo Carmelo - lugar bonito, mas está fechado e necessitando de restauro!

Sem mais atrativos, deixamos a cidade para trás e buscamos um local, já no litoral, para passarmos a noite. Um nome no mapa nos chamou a atenção: Baía da Traição!


Baía da Traição

Com um nome curioso deste, ficamos imaginando quem foi o traidor e qual a sua história, então fomos para lá!

No caminho, dezenas de plantações de abacaxi e cana e ao chegarmos em Mamanguape, na hora do rush, ficamos observando a bonita (e caótica) cidade que foi habitada pelos potiguares e posteriormente, pelos portugueses. Pela sua localização geográfica (possui 2 rios navegáveis) foi um dos principais núcleos econômicos e populacionais da Paraíba no séc. XIX, tendo recebido a visita de D. Pedro II, em 1859.

Igreja Matriz de São Pedro e São Paulo, Mamanguape

Chegamos à praia após percorrermos uma bonita estrada, onde se viam as plantações de coco. Demos um giro pela cidade e buscamos um local para nosso pernoite, na praça principal (na verdade, onde está sendo construída a praça central), ao lado do palco. Protegidos do vento, ali preparamos nossos camarões recém comprados (pagamos R$18,00 o kg do camarão 7 barbas – U$ 3,50) e dormimos com chuva fina na barraca.


Abrigados do vento, atrás da estrutura de palco que está sendo construída na futura praça

Na manhã seguinte, Marcos trocou a mola quebrada (e comprada em Campina Grande) ali mesmo, na areia e fomos passear pelo centro do distrito. Conversamos com uns locais e buscamos a Aldeia Forte, onde ficam os restos do local onde deveria existir uma fortificação.


HISTÓRIA QUE DÁ NOME AO LOCAL

Viemos para cá justamente movidos pela curiosidade! O nome “baía da traição” se deve ao fato de que os Potiguaras que aqui viviam, terem sido dizimados pelos portugueses que os acusaram de trair a coroa portuguesa, pois os indígenas estavam fazendo comércio com os holandeses e franceses, comercializando pau brasil. Nas primeiras décadas do séc. XVI, o litoral paraibano era frequentado pelos franceses, que estabeleceram um povoamento na área. Também os holandeses estabeleceram uma base posteriormente e foi esta hospitalidade que lhes custou caro: foram massacrados pela tropa portuguesa enviada de Pernambuco e poucos conseguiram fugir (para a Holanda e para o Rio Grande do Norte).

Igreja de São Miguel, na Baía da Traição



[Se você buscar a origem do topônimo, no Google, a história será diferente: dirá que os potiguaras dizimaram um grupo de portugueses e que foram atraídos para a praia pelas lindas indígenas, depois foram trucidados e comidos!]


Aldeia Forte – local na comunidade Toré Forte, uma associação indígena onde se pode ter contato com a cultura toré. Aqui que ficam os canhões da antiga fortificação.





Relembrando um petisco comido na Espanha, durante o Caminho de Santiago (que fizemos em 2021), compramos polvo (R$45,00 o kg – U$ 8,73) e camarão GG (desta vez, por R$ 35,00 o quilo – U$6,80) e seguimos até Coqueirinhos do Norte, onde ficamos na área sombreada do Restaurante Duda’s Bar. Mara, proprietária do local e descendente dos potiguara, permitiu nossa estada ali, e batemos longos papos observando a subida (e descida) da maré no local, onde há um lindo molhe/arrecife natural.




Escaldamos o polvo e o preparamos, acompanhado de arroz. Uma delícia!!!

Coqueiros é fim de linha, então voltamos um pedaço até a estrada principal e abastecemos em Mamanguape, sentido Lucena. Ali em Lucena, pegamos a balsa para Cabedelo.

Coqueirinhos: um paraíso!

Ondas explodindo no molhe/arrecife natural




Cabedelo – o começo (fim) da Transamazônica BR230

Mais uma balsa, desta vez para chegar a Cabedelo: início (ou fim) da BR 230! Rio Paraíba

Percorremos os 4 km entre o porto e o Marco Zero da Rodovia Transamazônica muito felizes e realizados!!! Tiramos fotos, fizemos vídeos e fomos ao Centro de Informação Turística no local para pegarmos outras informações, como, por ex., onde poderíamos ficar para pernoite, com segurança!



Pensa na felicidade do casal!!!! 


Aproveitamos para visitar a Fortaleza Santa Catarina (saudades de casa!) e após pagarmos o ingresso (R$4,00 a inteira – U$ 0,78), passeamos pelo local e curtimos o pequeno acervo exposto no local, infelizmente, sem informações e estado de conservação precário.

Fortaleza de Santa Catarina 

O Forte de Santa Catarina do Cabedelo localiza-se sobre uma elevação arenosa ("cabedelo" = pequeno cabo) à margem direita da barra do Rio Paraíba. Originalmente construído em taipa e areia, foi totalmente destruído durante a invasão de corsários franceses e indígenas, em 1591. Reconstruído em alvenaria e cal no ano seguinte, e concluído em 1597 sob a invocação de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da capela do forte, foi atacada diversas vezes, por holandeses e franceses.




O imóvel, de propriedade da União, foi tombado pelo PHAN em 1938. Sofreu obras de restauro na década de 1970 e desde 1992 é administrado pela Fundação Fortaleza de Santa Catarina (órgão pertencente à municipalidade).



Sendo observados... percebam a coruja na janela! 


Quadros (em azulejos) de todas as fortificações do Brasil





Pela beira-mar, fomos até o dique e decidimos parar na linda Praia de Miramar. No melhor estilo “pé na areia”, banho garantido (de mar e chuveiro) e sombra maravilhosa: nosso quintal do dia!


Nosso acampamento na Praia de Miramar

Farol da Pedra Seca, ao fundo: construído em 1873, tem 16m de altura e estrutura octogonal branca, de ferro - foi o primeiro construído na PB

O anoitecer foi às 17h30min!!! E o dia amanheceu cedo: às 6h30min o sol já estava alto!

Na manhã seguinte, Google. Maps nos aplicou uma pegadinha, mas depois recalculamos a rota e fomos até o centro histórico de João Pessoa, capital da Paraíba.

João Pessoa

Igreja N. Sra. do Carmo

Após acharmos vaga de estacionamento gratuito no setor histórico, começamos a nossa “via sacra”. Nossa primeira parada foi na Igreja N. Sra. do Carmo, a segunda mais antiga da cidade.



Construído pelos carmelitas, o conjunto arquitetônico é composto pela Igreja N. Sra. do Carmo, pelo Palácio Episcopal (antigo Convento Carmelitano) e pela Igreja de Santa Tereza de Jesus da Ordem Terceira do Carmo, todos prédios tombados pelo IPHAN e IPHAEPB.

O lugar é lindo!!! Ficamos ali pelo menos ½ h, caminhando e admirando a construção, que levou quase 2 séculos para ser concluída. Muitos detalhes históricos da sua construção foram perdidos durante a invasão holandesa, pois houve perseguição aos Carmelitas e estes enterraram muitos documentos, os quais nunca foram recuperados!



Erguida em 1592, em estilo barroco romano, a igreja possui torre única de estilo quinhentista. A nave é ampla e majestosa, com motivos florais esculpidos no calcário.

Largo do Cruzeiro e Igreja de S.Francisco

Nossa segunda parada foi no Largo do Cruzeiro e Igreja de São Francisco – a terceira mais antiga da cidade. O Museu possui acervo particular e a taxa de visitação é de R$ 20,00 (inteira) – U$ 4,80. Optamos por fazer a visita auto guiada e tiramos nossas dúvidas com os guias/monitores que há em cada sala a ser visitada.




Em 1589, quatro anos depois da criação da cidade, foi fundado o Convento de Santo Antônio. Em 1634 ele foi ocupado pelas tropas invasoras holandesas e usado como fortim. Após sua expulsão, os franciscanos retomaram o prédio, recuperando-o e ampliando-o. Durante os dois próximos séculos sofreu diversas intervenções até que fachada da igreja foi concluída em 1779.




Área do claustro

Área do coro com facistol ao centro - local para colocar partituras durante a celebração da missa

O convento tornou-se o maior centro franciscano ao norte de PE. Seu estilo é Barroco-Rococó. O interior é ricamente ornamentado, com azulejaria, talha dourada e pinturas. Ficamos admirando seu interior e ouvindo as explicações por pelo menos 1h!  

Matriz de N. Sra. das Neves - a mais antiga de João Pessoa

Ao chegarmos à Matriz de N. Sra. das Neves, fomos surpreendidos: ela fecha durante o almoço, assim como as demais atrações! Conseguimos dar uma olhada rápida em seu interior, após uma conversa com o vigia da porta! Com um interior mais simples que as outras duas visitadas, esta é a igreja mais antiga da capital.

Mosteiro de São Bento


O Mosteiro de São Bento também estava fechando, mas permitiram que déssemos uma olhada rápida em seu interior. Ainda a pé, fomos até a Casa de Pólvora, localizada numa ladeira de onde se tem a vista do Rio Paraíba.  Não há nada no local, apenas as paredes restaram.

Casario no centro histórico



Casa de Pólvora



Deixamos João Pessoa para trás, observando seu casario lindo e mal tratado, necessitando de restauro urgente.

PRAIA, LÁ VAMOS NÓS!

Pescaria no molhe natural

Era hora de buscar local para pernoite e a opção de buscar uma praia é obrigatória! A caminho de Jacumã, em Conde, vimos uma placa indicando a Praia nº01 e fomos pra lá. Havia bastante gente, mas estava tranquila (estamos em pleno sábado!). Estacionamos numa área sombreada e fomos passear pela barra do Rio Gramame.

Acampamento na Praia Nº01

Saída do Rio Gramame

Tomamos banho de mar e de lagoa e decidimos comer “a peixada à moda”, no Restaurante da Tainha 2, por R$ 60,00 (para 4 pessoas, bem servido) – U$ 11,65. Era com anchova, arroz, pirão e fritas (a macaxeira já tinha acabado). Noite tranquila e silenciosa.





Na manhã seguinte, levantamos acampamento enquanto o povo começava a chegar! Direção: Jacumã. Há 2 anos passamos por aqui (link anexo*) e observamos que o local cresceu e hoje conta com uma infraestrutura bem melhor. Aproveitamos para fazer compras (há 2 anos não havia supermercado, apenas vendas) e em Pitimbu havia bastante gente na praia central. Pegamos uma estradinha e fomos até um canto, longe da muvuca! Debaixo de um sombreiro, estacionamos o Garça e fomos passear, tomar banho e curtir o lindo domingo.

V i a g e m F a m í l i a: Muita praia bonita e coqueiros: Paraíba!

Pescaria com cambau, Pitimbu

Fazendo amigos: Conceição e Armando nos levaram no mirante


Ao nosso lado, um casal muito simpático, Armando e Conceição, nos ofereceu a casa para tomarmos banho e lavarmos roupa. Agradecemos e fomos de carona até a sua casa, no alto do morro, distante uns 500m. Lá acabamos almojantando e batendo papo até às 20h30min!! Hora de “voltar pra casa”, pois a roupa já estava seca e era hora de descansar! Reencontramos nosso companheiro de jornada sozinho, debaixo da árvore, como o havíamos deixado algumas horas antes!

Noite tranquila, silenciosa, com chuva fina!

Pitimbu é o retrato do Brasil que não funciona! Linda, pacata, cheia de possibilidades, mas sem perspectiva nenhuma! O funcionalismo público é a fonte de renda local, com salários médios entre R$ 1500,00 e R$ 2000,00!! (U$ 290 a U$ 390). O resto é Bolsa Família!!!

Ninho de pica-pau, em coqueiro

Agora pela BR 101, sentido Sul, chegamos a Pernambuco!!! Mas esta já é outra história...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Grato por visitar o ViagemFamilia. Críticas, elogios e quaisquer comentários são desejados, desde que feitos em terminologia ética e adequada.

SE FIZER QUESTIONAMENTOS POR FAVOR DEIXE ALGUMA FORMA DE CONTATO PARA POSSIBILITAR A RESPOSTA, COMO E-MAIL, POR EXEMPLO