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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Huaráz - Cordilheira Blanca - Chavin de Huantar - Peru - Etapa 4

 

    Chegar a um destino pré-traçado e planejado é muito bom, principalmente quando pelo caminho tantas belezas e atrações puderam ser admiradas. Até aqui 14 dias e 6.548 km rodados por todo tipo de estrada e clima.O planejamento inicial dessa viagem foi baseado numa planilha que fizemos tomando por base um tempo utilizável de 30 dias. Sempre pode acontecer algum imprevisto então executar o plano exatamente como foi concebido nunca acontece em viagens com grandes deslocamentos como essa.
     Só para exemplificar, no planejamento teórico inicial realizado com mapas e internet, calculávamos até aqui percorrer algo em torno de 6.000 km. Apesar de não termos cumprido o trajeto conforme pré-estabelecido, a distância percorrida aproximou-se do inicialmente previsto pois precisamos adaptar o roteiro à quantidade de dias ainda disponíveis fazendo um cálculo aproximado para voltar quando atingirmos a metade dos dias programados. Queríamos seguir até o Equador mas aqui em Huaráz fizemos a decisão acertada de cortar essa parte que nos exigiria pelo menos mais 10 dias livres, fato que inviabilizaria o retorno com maior tranquilidade.
 
Centro de Huaráz

Mural do Luigi's Pizza com recado do Viagem Família acima.
     Como chegamos a Huaráz já com a noite então nossa primeira preocupação foi achar um hotel, e a segunda, claro, encontrar um bom lugar para jantar, visto que no dia somente tínhamos tomado café da manhã e a fome cada vez maior até por conta das emoções do dia! 
     Pergunta aqui e ali logo na pracinha a duas quadras de distância encontramos o Luigi's Pizza, lugar bem aconchegante com deliciosas pizzas com massa fininha e crocante. Ainda encontramos ali dois estudantes brasileiros o Nicolas (RS) e o Bruno (MG) que participavam de intercâmbio na Universidade de Lima e aproveitavam seus momentos de folga para conhecer o país.Nas paredes do Luigi's você pode deixar seus recados em posts, é claro que deixamos o nosso também!

     Huaráz situada a 3.050 msnm entre a Cordilheira Branca (picos nevados)e a Cordilheira Negra (picos sem neve)  no Vale do Rio Santa tem uma população de aproximadamente 102.000 habitantes.
É a capital do Departamento de Ancash e ponto de apoio para quem quer conhecer esta região que concentra as mais altas montanhas do Peru. Possui intensa vida noturna, hotéis, pousadas, restaurantes variados bem como bancos, caixas automáticos (ATM's), lojas e agências de viagens e passeios com toda infraestrutura de turismo e esportes de aventura em montanha. 
     A culinária é muito variada oferecendo desde cozinha internacional a culinária andina peruana, Procure sempre se informar sobre o cardápio do dia e do momento, pois nós queríamos degustar o famoso Cuy  Asado (Porquinho da Índia) no jantar e tivemos de percorrer meia cidade até encontrá-lo. Nos disseram mais tarde que ele é tradicionalmente servido para o almoço. Em tempo; o tal Cuy até que é saboroso, pena que tem pouquíssima carne e rende muito pouco para a fome que tínhamos. Dica: Coma o cuy com a mão como se estivesse roendo uma asinha de frango. Não, ele não é uma ratazana apesar da aparência. Está mais perto de uma capivara miniatura. Arrematamos com uma lazanha como sobremesa! 
Degustando o famoso Cuy Asado peruano


     Apesar do pouco tempo disponível decidimos ficar dois dias em Huaráz, mas novamente nossa recomendação é dedicar pelo menos 7 a 8 dias para visitar as principais atrações. Já cedinho no dia seguinte rumamos ao norte para conhecer algumas das mais belas lagunas do Peru. Todo o trajeto de Huaráz até a cidade de Caraz segue pela Ruta PE 3N por aproximadamente 70 km sempre margeando o Rio Santa a esquerda e a Cordilheira Blanca a direita com vista dos imensos picos. O ponto mais alto no caminho é mesmo o Nevado Huascarán com seus imponentes 6.768 msnm sendo o pico mais alto do Peru e a quinta montanha mais alta das Américas. 

Nevado Huascarán (6.768 msnm)
     Todas as lagunas estão situadas a direita da rodovia e os acessos são por estradinhas de rípio que começam em pequenas cidadezinhas no vale e sobem muito até alcançar estas atrações tão procuradas. Optamos inicialmente pelas Lagunas Chinancocha (Laguna Fêmea)e Oroncocha (Laguna Macho) pois ainda poderíamos alcançar a famosa Laguna 69 dessa última. O ponto de acesso a elas se dá na cidade de Yungay a 25 km de Huaráz. Dali sobe-se mais 26 km até o Complexo Lagunar de Llanganuco a 3.850 msnm. Muita subida em piso bem ruim com pedras soltas e valetas em boa parte do percurso,pois partimos de 3.050 msnm para chegar em pouco mais de 4.000 msnm  em poucos quilômetros. Existe toda uma estrutura para o treking e também pode-se alugar pequenos botes para remar tranquilamente pela superfície dos lagos.
Entrada do Parque Huascarán- Sector Llanganuco

Lindíssimo vale que dá acesso às Lagunas Chinancocha e Oroncocha.
     Para entrar no Parque existe uma taxa de $10,00 soles por pessoa e pouco adiante do centro administrativo do parque já se vê a Laguna Chinanconcha. Diversas trilhas interpretativas  muito boas e fáceis por toda a margem com informações e distâncias a serem percorridas. Sempre vá com muita calma não esquecendo que você está a 4.000 metros de altitude e qualquer movimento brusco ou esforço maior para quem não está aclimatado vai te trazer problemas! 
     As águas da Cinancocha são de um verde-azulado lindo de se ver. Transparentes e limpíssimas águas provenientes do degelo das montanhas. A gente até perde a hora de tanto admirar a sua beleza. 
Seguindo adiante poucos quilômetros já é a Laguna de Oroncocha. Igualmente bela, é dali que se segue para a mais famosa das lagunas da região de Huaráz. A Laguna 69, sim, Sessenta e Nove tem esse nome pelo simples motivo de que quando todas as 120 lagunas catalogadas foram mapeadas ela era a única que não tinha nome anterior na língua Quéchua. Dessa forma ficou com seu nome de catálogo n° 69 conforme ordenamento.
   
Montanhas de mais de 5.000 metros de altitude

Laguna de Chinancocha

Trilhas/Senderos interpretativos.

   
     Se até aqui cabe algum arrependimento talvez nesse ponto ele se encaixe. Não fomos conhecer a Laguna 69!!  Vamos explicar: Tínhamos estipulado 2 dias para explorar a região, e só para a Laguna 69 precisaríamos um dia inteiro. Afinal são 3 horas e meia de caminhada em subida beeem íngreme para poder apreciar uma das vistas mais lindas que existem, segundo nos disseram. Mais o mesmo tanto para voltar até Cebollapampa, base do início e fim da aventura. Resumindo: Um dia inteiro para fazer o passeio bem feito e sem correrias.
     As fotos que tiramos das lagunas e dessa região de Llanganuco não fazem jus a verdade. A cor das águas contrastando com as montanhas, a sutil falta de fôlego causada pela altitude, o sol refletido no lago, tudo conspira para ficarmos hipnotizados admirando as belezas desse lugar mágico. Nem dá mais vontade de ir embora!

Precisa tocar para ver se é de verdade

Canal que liga as duas lagunas

Família feliz! Dá para ser diferente num lugar tão bonito!


Estradinha que liga as Lagunas de Chinancocha e Oroncocha a Cebollapapma

Em Cebollapampa. Sancho a esquerda, Mari no centro e Garça a direita

Com os novos amigos Carol e Glauco.
     Nosso erro imperdoável foi ter deixado algumas bagagens com agasalhos no hotel em Huaráz. Pois poderíamos ter acampado em Cebollapampa, conhecido a região por perto, dormido ali e no dia seguinte realizado o caminho até a Laguna 69. De qualquer modo assim temos mais um motivo para algum dia voltar para esse paraíso. Aqui também aconteceu um daqueles encontros que são verdadeiros acasos felizes na vida da gente. O casal Carol e Glauco (www.sanchotrip.com.br) vindos de São Paulo-Brasil(ele paulistano e ela catarinense), na sua viagem de volta ao mundo seguindo para o Equador e Colômbia. Logo já nos tornamos amigos e pelo ritmo da conversa poderíamos ficar horas contanto histórias que todos vivenciamos.
     Muito sucesso e tranquilidade aos novos amigos Carol e Glauco na empreitada que vai mudar as vidas deles. Ninguém volta de uma viagem igual ao dia que partiu!
 
     Como tínhamos separado esse dia para conhecer as lagoas perto de Huaráz e a Laguna 69 ficou fora desse plano, decidimos voltar a Ruta PE 3N que é a linha mestra para atingir todas as principais cidades e atrações. Claro que no mapa a distância de pouco mais de 25 km dão a impressão que em poucos minutos se vence a distância. Acontece que a estradinha é literalmente cheia de buracos, valetas e muita pedra solta, ainda mais que em descida íngreme as curvas são ainda mais traiçoeiras. Dessa forma levamos praticamente uma hora para chegar na rodovia e rapidamente rumamos sentido norte em direção a Caraz mais 15 km para poder conhecer a Laguna de Parón.
     Como ainda não tínhamos almoçado e a fome dava ares de sua graça, paramos a beira das lagunas para degustar nossas empanadas andinas adquiridas pela manhã em Huaráz. São momentos únicos numa viagem quando se está a milhares de quilômetros de casa e se tem o privilégio de poder estar vendo paisagens tão bonitas e degustar a culinária local. Mas existe agora um problema; Saímos do complexo Lagunar de Llanganuco já perto das 15h. Somados a mais duas horas para alcançar a Laguna de Parón e mais o mesmo tempo para voltar, ficaria inviável tanto pelo atropelo em chegar rapidamente quanto do quesito segurança.
Lagunas de Llanganuco

Empanadas degustadas dentro do carro por causa de uma chuva inesperada.
     Dessa forma na estrada mesmo decidimos abortar essa visita e fomos direto a Caraz. Caraz localiza-se na Cordilheira Negra e foi um dos berços do Império Chavin, muito antes do Império Inca.
     Caraz em quéchua ancashino significa  "Terra de Algaves"-planta da família das Suculentas com múltiplas finalidades principalmente como adoçante, bebidas fermentadas, papel, tecidos e principalmente na produção de tequila e mezcal (bebida ritualística) A cidade foi conquistada pelos Incas em 1460 pelo então Inca Tupac Yupanqui após dura resistência dos Chavin que apenas cedem quando  Contarhuacho a filha do governante Chavin Hanan Huaylas é tomada como esposa pelo Inca Huaya Capac. 
     Em 1856 a cidade foi legitimada por Simon Bolívar, e atualmente possui uma população de 15.000 aproximadamente. Situada a 2.256 msnm e a 442 km da capital Lima. 
     Em Caraz estão situadas outras montanhas acima dos 6 mil metros como o Pico Santa Cruz-6.259 msnm, o Pico Huandoy-6.395 msnm, e o Caraz I e Caraz II com 6.020 e 6.025 msnm respectivamente. Também existem sítios arqueológicos muito antigos como o Tumshukayko onde foram encontradas oficinas líticas e cerâmicas Chavin de aproximadamente 2.000 AC.
     O clima é temperado (15 a 25 ° C) e semi-arido com precipitações que não chegam a 500mm anuais.
Mari, Nati e o cãozinho em Caraz

Plaza de Armas de Caraz
   
Deu vontade de levar o doguezinho junto!
         Assim passeamos pela bonita cidadezinha e nos refestelamos com saborosos sorvetes na Plaza de Armas na companhia de um simpático cãozinho que queria sorvete e carinho. As vezes vale mais a pena conhecer uma cidade observando calmamente e conversando com seus moradores do que tentar visitar todas as atrações turísticas disponíveis. Caraz merece pelo menos 2 dias de visita só para visitar os pontos mais importantes na circunvizinhança.
     Já finzinho da tarde, caminho de volta a Huaráz pois amanhã queremos conhecer um dos principais monumentos arqueológicos do Peru, Chavin de Huantar. Caraz acabou sendo o ponto mais ao norte do Peru que atingimos nessa viagem, e descobrimos que temos muito ainda a aprender com a tão rica e vasta cultura andina peruana.
De Huaráz a Chavin de Huantar
     Acordamos cedo e antes de nos despedirmos de Huaráz com aquele nózinho na garganta pelas inúmeras atrações que não pudemos ver ainda fomos tomar um saboroso desajuno na Calle Toríbio de Luzuriaga pertinho da Plaza de Armas.  Garça estacionado e entramos numa panificadora para encomendar o café da manhã. Como sempre faço, fico atento a onde estacionamos o carro e poucos minutos depois fui verificar se estava tudo bem. De longe olho o Garça e vejo algo diferente na roda da frente. Vou conferir e descubro que é uma daquelas "ratoeiras" utilizadas pela polícia quando existe alguma irregularidade. A polícia que havia "prendido" nosso carro estava a uma quadra de distância e vou lá para perguntar o que houve. Me disseram que eu havia parado em local proibido. Nenhuma placa no local indicava proibição de estacionar e argumentei sobre isso. Sem como sustentar a alegação, convenci o policial a retirar a ratoeira depois de quase 10 minutos de debates. Cada coisa que acontece em uma viagem! Nem lembrei de tirar fotos!!

     Voltaremos um dia a Huaráz. Agora lentamente já é caminho de volta mas não antes de ir visitar uma das atrações mais importantes e interessantes dessa viagem. Nosso rumo é o Monumento Arqueológico de Chavin de Huantar pouco mais de 110 km ao sul. No caminho subindo a Cordilheira Negra deparamo-nos com a maravilhosa Laguna Querococha. A paisagem é tão linda que a gente aperta o passo para poder ver tudo, mas esquece que a altitude de quase 4.000m deve ser respeitada sob pena de perdermos o fôlego.
     A Laguna Querococha mede aproximadamente 2,5 km de comprimento por 1 km de largura. e proporciona a vista do Pico Pucaraju ao fundo e está praticamente na metade do caminho para Chavin de Huantar. Para Chavin, mais uns 50 km descendo parte da montanha visto que ela está a 3.180 msnm.

 

 

      Chavin de Huantar é atualmente um complexo arqueológico contendo edificações, pirâmides e praças. Localizado na encosta oriental da Cordilheira Blanca bem na confluência dos Rios Huacheksa e Mosna, formadores do Rio Marañón um dos principais afluentes do Rio Amazonas. Foi um dos mais importantes centros administrativos e religiosos da cultura Chavin durante os anos de 1500 a 300 AC. Suas estruturas de pedra são formadas por pedras truncadas e argamassa, diferenciando-se por esse motivo das tradicionais pedras polidas e encaixadas da posterior cultura incaica. Ocupando uma área de aproximadamente 15 hectares Chavin de Huantar progrediu muito na época por inovações tecnológicas nas técnicas de  agricultura principalmente em relação ao cultivo do milho.Especula-se que a sua decadência não tem relação com dominação militar de outras culturas mas sim pela própria estagnação cultural que aparentemente não progrediu no mesmo ritmo que outras culturas a ela contemporâneas.
     Conta a história que no ano de 1840 o campesino Timóteo Espinoza preparava um campo para a agricultura e desenterrou um monolito de pedra medindo 1,98m de altura por 0,74m de largura e 17 cm de espessura. Levou-o para sua casa para que servisse de mesa, deixando a parte entalhada com desenhos e inscrições para baixo. Esse acontecimento fez com que esse monolito tenha sobrevivido a outros que foram também desenterrados mas utilizados como material de construção. Anos mais tarde o viajante e pesquisador italiano Antônio Raimondi soube da existência dessa peça arqueológica e acabou levando-a para a capital Lima onde acabou sendo nomeada de Estela Raimondi no ano de 1873.
Ingresso a Chavin de Huantar ($ 10,00 soles por pessoa)

Alejandro Espinoza explicando sobre a Estela Raimondi(esta é uma réplica)

Um dos poços de entrada aos canais de água subterrâneos de Chavin

Escadaria que dava acesso ao Portal de Las Falconidas, Mari indicando esculturas na base da pedra

Templo Nuevo ou Castillo em forma de pirâmide com pedras truncadas que poderiam se movimentar durante terremotos sem desabarem.

Observando os buracos que permitiam a saída de ar dos canais de água.


Pirâmide cuja base mede 71 x 71 metros e altura aproximada de 20 a 25 metros

   
Vista da Plaza Central onde aconteciam as cerimônias em Chavin

Pedra entalhada com a figura de serpente-inteligência
      Para nós do Viagem Família até então apenas uma história muito interessante como muitas outras que ouvimos sobre as culturas pre-incaicas. O que nos deixou mesmo espantados e emocionados foi que o guia que nos contou essa história não era nada menos do que descendente direto do descobridor Timóteo Espinoza. Na nossa frente nos contando a história do seu povo ancestral estava o agora nosso novo amigo Alejandro Espinoza (Facebook-Alejandro Espinoza Noceda).
     Um passeio guiado que normalmente leva 1,5 horas, conosco transformou-se em uma pesquisa de quase 4 horas onde percorremos todos os cantos, labirintos, canais de irrigação subterrâneos, edificações onde inscrições, enigmas, passagens secretas e tudo mais que a arqueologia podem proporcionar aos mais interessados exploradores. Sentimo-nos verdadeiros Indiana Jones percorrendo cada cantinho de Chavin de Huantar. Verdadeira aula sobre a cultura Chavin nos foi dada pelo Alejandro Espinoza, e nós do Viagem Família agradecemos a tudo que nos foi ensinado. Obrigado amigo Alejandro!!! Muito pouco sabíamos sobre o tema e agora aprendemos que muito antes da cultura Inca, outras culturas muito desenvolvidas antecederam-na. O Peru é mesmo um país surpreendente. Chavin de Huantar é maravilhosamente linda com sua cultura, suas edificações e sua gente simpática e sábia que conhecemos nestas paisagens.
   
Entrando nos labirintos subterrâneos de Chavin de Huantar

Viagem Família debaixo da plaza de Chavin de Huantar, nos labirintos.


Com nosso amigo Alejandro na despedida, acima a única Cabeza Clava original de Chavin
     Depois de horas percorrendo o sítio de Chavin de Huantar chegou a hora da despedida. Emails e Facebooks trocados muitos abraços e sorrisos não disfarçavam aquela pequena lágrima da saudade e amizade que agora precisavam se separar mas deixando um sentimento muito bom em todos nós. Muito ainda temos a aprender e isso nos motiva cada vez mais nas nossas viagens. Até mais ver Huaráz e Chavin de Huantar. Saudades!!




     

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