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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sul de Santa Catarina - Caminhos Alternativos - Dicas 2ª PARTE


DIA 31 DE JULHO DE 2013  
Nova Veneza a Urubici (SC)

Acordamos às 8h e, abrindo a janela, constatamos que a cidade estava envolta em uma densa neblina, 7°C, e descobrimos que nosso quarto ficava exatamente em cima da praça da gôndola. Depois do café da manhã, exclusivo, conversamos com os proprietários do Hotel,  Tito e Cleonice, e marcamos a visita até as famosas Casas de Pedra, que são propriedade da família Bratti.  Agradecemos muito a cordialidade e gentileza do casal Tito e Cleonice por tão bem nos atenderem!



O acesso às Casas de Pedra se dá pela Via Centenária, estrada aberta na época da colonização e que vai até o distrito de Caravaggio. 
A Cleonice nos acompanhou gentilmente, abrindo as casas para podermos visitá-las, pois não há expediente de visitação pela manhã. As casas foram construídas pelo bisavô de Tito. Seu avô as vendeu depois de muitos anos,  e o bem foi readquirido pelo bisneto, restaurando o patrimônio familiar e transformando-o em um ponto turístico único nas Américas. É o único local na América onde existem três casas de pedra juntas, uma servindo de dormitório, outra para adega e cozinha e outra como estábulo, mantendo as caracterísiticas originais da época. A neblina que nos acompanhou acabou por propiciar um clima nostálgico que serviu para enriquecer e nos transportar ao passado, acompanhando a história que nos foi contada. 


Cleonice contando as histórias da família
Adega
Estábulo
Voltando para o centro da cidade, nos encaminhamos ao Museu do Imigrante Cônego Amilcar Gabriel  (fone 48-3471-1790)  (1991- centenário do município), que fica ao lado da Igreja São Marcos. o prédio é uma das construções mais antigas da cidade e já foi clube, casa paroquial, igreja, prefeitura, câmara de vereadores e jardim de infância, possuindo um belo acervo catalogado que conta a trajetória e origem da colonização da cidade. Fomos atendidos pela Suelen, descendente de italianos, que foi muito solícita e simpática, mostrando-nos trajes típicos do carnaval veneziano que é reproduzido todos os anos em junho, em Nova Veneza, na Festa chamada Carnevale di Venezia (no ano que vem, acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de junho). No Museu encontramos o casal de viajantes de Florianópolis, Vicente e Fátima, que viajam de motorhome e com os quais mantivemos uma agradável conversa, trocando informações. 


Museu de Nova Veneza


Com nossos novos amigos Vicente e Fátima
Subimos os 77 degraus da torre da igreja com o Vilmar - zelador da igreja, que nos contou a história do relógio e dos sinos que auxiliam na comunicação da cidade, pois além de marcar as horas, eles funcionam como avisos de nascimentos, mortes, acidentes, perdas de documentos e demais acontecimentos importantes no município, possuindo um sistema de auto falantes. 


Igreja São Marcos
Subindo no campanário
Mecanismo do relógio da torre
No alto com o Vilmar e o Doug
Vista do alto o Palazzo Delle Acque Aquilino Cirimbelli
 Era quase hora do almoço, assim resolvemos comprar uns souvenires na loja Artesanato Leve Nova Veneza, da Franciele e um lanchinho na Panificadora e Pizzaria São Marcos. 

Seguimos em direção leste à Siderópolis distante 9 km, passando pela Via Crucis e suas estações, e de lá rumo ao norte, fomos até Treviso, pela SC 447, distante 13 km. Paramos um lanchinho na praça central.
Praça central de Treviso
Como queríamos subir a Serra do Corvo Branco, seguimos em direção norte passando por Lauro Müller, Orleans, São Ludgero, Braço do Norte e, finalmente, Grão Pará, distância percorrida de, aproximadamente, 67 km, trafegadas em estradas vicinais e, na maior parte, de chão. 
De Grão Pará até Urubici são aproximadamente 65 km, sendo que desses apenas os últimos 25 km são de subida íngreme, com pouco mais de 600m pavimentados.










A Serra do Corvo Branco (1770m) foi considerada uma das mais perigosas do Brasil, por suas curvas em cotovelo (180°), despenhadeiros, barrancos, falta de pavimentação adequada e tudo o mais. Já percorremos esta estrada com chuva e neblina, mas é uma opção arriscada que não recomendamos. Por tudo isso, ela é uma das mais belas estradas a serem percorridas, ainda mais num lindo dia de sol! O corte frontal na pedra de mais de 90m de altura no seu início, ainda em Urubici, foi iniciado em 1972 e concluído em 1980. Urubici - nome dado em homenagem ao Urubu rei, de penagem branca, chamado erroneamente de corvo branco. Outro significado para Urubici seria "pássaro lustroso", no idioma Xokleng, tribo que habitava a região. 

Paramos diversas vezes para tirar fotografias e contemplar a paisagem maravilhosa. Essa é a terceira vez que percorremos a Serra, porém é a primeira vez que a subimos! O dia estava maravilhoso, quente e o visibilidade estava excelente! Do alto da serra, fomos rever o Morro da Igreja, distante 26km pela SC 370, com seus 1822m, sendo o ponto mais alto habitado do Brasil e onde foi registrada a temperatura mais fria do país: - 17,8°C, em 1996. 
Do entrocamento da SC 370 até o alto do Morro da Igreja são 16 km de subida asfaltada. Lá chegando, tiramos muitas fotos dentro da área pertencente à Aeronáutica, pois ali se encontram os radares de monitoramento do Cindacta. Do alto do Morro da Igreja se tem uma visão privilegiada da Serra Geral e se vislumbra a Pedra Furada, monumento natural que contém inúmeras histórias envolvendo tesouros e missionários.

A famosa Pedra Furada


Nesse trajeto de subida ainda se pode ver a Cachoeira do Véu de Noiva, em propriedade particular, que fomos visitar há muitos anos, antes de ser cobrado ingresso pelo seu dono. 
Cachoeira Véu de Noiva
Urubici é uma cidade de, aproximadamente, 12 mil habitantes e fica a 915 m de altitude. É considerada da "Terra das Hortaliças", maior produtor de hortifrutigranjeiros do estrado. Essa é a quinta vez que visitamos a cidade e, para não perdermos tempo (e dinheiro) procurando hospedagem no centro, já procuramos pouso pelo caminho. Hoje a oferta para hospedagem na cidade melhorou muito e se pode encontrar todo o tipo de hotel, pousada, albergue, tanto na versão rural quanto na cidade. Os preços variam bastante e a negociação faz parte. Atualmente a cidade conta com mais de 1500 leitos e aproximadamente 50 pousadas. Dessa vez, optamos pela Pousada da Ze (49 - 3278-2106), que fica distante 10km da "esquina" da rua principal da cidade, onde conseguimos alugar um gostoso chalé (onde cabem até 7 pessoas), novinho, por R$ 40,00 por pessoa, sem café da manhã. A Zenaide (Ze) nos falou que o preço em alta temporada e final de semana gira em torno de R$ 60,00 por pessoa, com café da manhã. O local é muito aprazível e silencioso e pudemos ver um céu estrelado lindíssimo, pois o frio era intenso e a noite estava clara. Durante a madrugada, a temperatura caiu abaixo de zero e acordamos com geada. 


Nosso lar temporário em Urubici

Com o pernoite garantido, seguimos até o centro da cidade para dar um giro, procurando um restaurante para jantarmos. Seguimos pela rua principal, Rua Adolfo Konder, observando os locais já conhecidos e descobrindo que a cidade cresceu bastante nesses últimos anos, aumentando bastante a oferta de pousadas e locais para comer. Infelizmente, não havia muitas opções abertas, pois era dia de semana, então acabamos optando pelo Zeca's Bar (49 - 3278-4501) onde já estivemos duas vezes anteriormente e sempre fomos bem atendidos. 
Muita atenção quando se depende da questão gastronômica da cidade: os restaurantes não estão abertos todos os dias e os horários são desencontrados e são poucas as opções culinárias disponíveis; assim, tenha paciência e encare o que estiver aberto e couber em seu bolso! 


Por do sol visto do nosso chalé

DIA 01º DE AGOSTO DE 2013
Urubici a Barra Velha (SC)

Depois de uma excelente noite de sono e acordados pelo mugido das vacas, debaixo de deliciosos edredons e sem hora para acordar, resolvemos len-ta-men-te arrumar as tralhas e seguir para mais algumas descobertas na região. Dessa vez, a poucos quilômetros de distância da Pousada da Ze (8km), está o acesso a Caverna Rio dos Bugres, local que ainda não conhecíamos. Assim, nos dirigimos até lá, encontrando o Alcione, proprietário das terras, que nos recebeu e efetuou a cobrança dos ingressos: R$ 3,00 por pessoa! Ele tem lanternas para emprestar aos visitantes, mas como trouxemos as nossas, não as utilizamos.

Pegando explicações com o Alcione
Ele nos explicou que essas cavernas iniciaram como fendas naturais e foram ampliadas pelos bugres* da região há mais de 1000 anos, que as utilizavam como abrigo coletivo. Não há um estudo mais detalhado confiável que possa confirmar a etnia ou a época correta da ocupação desses abrigos.  Eram debaixo da terra, pois a região é bastante fria, principalmente no inverno. Essas fendas também eram utilizadas como armadilhas para captura de animais que eram encurralados e derrubados nas grotas, sendo posteriormente utilizados como alimento. Essas cavernas são labirintos interligados com diversas saídas, permitindo a ventilação e fácil acesso por qualquer lado do morro. Alguns morros são completamente tomados e com inúmeras saídas/entradas dessas cavernas.



Algumas entradas são bem baixas e estreitas
Depois de explorarmos as cavernas, voltamos ao centro da cidade de Urubici, e fomos até a Art e Mel - Produtos Coloniais, que já conhecíamos, para adquirir geleias, vinhos e, é claro, o delicioso mel da região! 

Há muitos outros locais interessantes e bonitos para serem conhecidos em Urubici. Alguns são um pouco mais distantes, outros são bem perto da cidade. Da mesma forma, recomendamos o uso de guias para passeios específicos, como os Cânions. Alguns passeios podem perfeitamente ser feitos de forma autônoma com segurança, basta ter boa vontade e perguntar para as pessoas da localidade, e desta forma se aprende bastante com a cultura e conhecimentos da região. Listamos alguns atrativos que já visitamos nas outras vezes em que estivemos por aqui e que ficam no entorno da cidade:

- Cachoeira do Avencal e pinturas e inscrições rupestres, na direção de Bom Jardim da Serra-sul
Cachoeira do Avencal

Inscrições rupestres

- Morro do Campestre, na direção de Urupema-oeste

- Cânion do Espraiado na subida da Serra do Corvo Branco-leste(atualmente sem acesso)
- Parque Nacional treking com acesso pelo Morro da Igreja ou pelo caminho a São Joaquim-sul
- Rio Sete Quedas no caminho para o Morro Campestre-oeste
- Morro do Voo Livre, bem perto do centro da cidade
- Morro Pelado-na direção de Bom Jardim da Serra-sul

* bugres = O termo bugres vem do francês bourgue que significa herético ou herege. No caso do nosso país é um termo pejorativo que era dado aos índios da região em questão, provavelmente kaigangs, que possuiam características rústicas, agressivas e arredias, não se sujeitando aos desígnios do homem branco que pretendia colonizar a região. Essa nomenclatura possívelmente teve origem com as incursões realizadas pelos padres jesuítas de origem francesa  pela região sul do Brasil que ao se depararem com os indígenas bravos e indomáveis os apelidaram dessa forma.

Agora era pegar o rumo para casa, seguindo por estradas do interior. Paramos para almoçar no entrocamento da SC 430 com a BR 282, sentido Bom Retiro. 
Passamos por Alfredo Wagner, onde (re)visitamos o novo Museu Arqueológico de Lomba Alta (http://museudearqueologia.com.br/ ), e reencontramos a Maria Rufina da Cunha que já era a monitora do Museu quando estivemos lá há muitos anos atrás. A antiga casa de Alfredo Wagner, onde antes era o museu está sendo preparada para ser o museu da cidade e todo o acervo que lá estava foi transferido para a nova construção, bem ao lado da antiga, onde há mais espaço. 
Antigo Museu (2004)

Vista do antigo e do novo prédio do Museu Lomba Alta

Peças líticas com mais de de 4500 anos encontradas na região

Com a Maria Rufina da Cunha, cuidadora do museu
Na saída do museu, pela BR 282 até a cidade de Alfredo Wagner, resolvemos traçar um trajeto diferente, por estradas de chão que passam por Leoberto Leal, Boiteuaxburgo, Nova Trento e Brusque, finalmente atingindo a BR 101 em Itajaí, depois de quase 4 horas rodando 186 km, serpeteando o Rio do Braço por toda a sua extensão. 
Cascata do Rio do Braço

Assim, depois de rodarmos 1100 km por caminhos alternativos e não muito conhecidos, temos a certeza de que há ainda muito a ser descoberto e visitado, muitas vezes bem perto de onde moramos. Poucas cidades tem uma estrutura adequada para valorizar o turismo no seu entorno, e diversas vezes nos deparamos com hospedagens supervalorizadas nos preços, mas que pouco oferecem em contrapartida. Em conversas com outros viajantes e turistas, confirmamos que o que todos procuram é apenas um local limpo e adequado para dormir não necessitando luxos. Infelizmente alguns  hotéis e pousadas ainda praticam preços não condizentes com a realidade produzindo uma lacuna de entendimento entre proprietários de estabelecimentos e turistas/viajantes que querem apenas ter a opção de preço e qualidade justos. 
O turismo no nosso país, apesar das inúmeras opções, ainda é praticado de forma inadequada, muitas vezes inviabilizando seu acesso a todos e, nesse caso, privilegiando quem tem melhores condições financeiras. 
Muitos estrangeiros têm nos passado a queixa sobre este problema no Brasil e temos visto nas nossas viagens para o exterior que realmente o nosso país é o mais caro em quase tudo. Nossa esperança é de que o quanto antes essas falhas sejam corrigidas. As pessoas agradecem, o turismo agradece e todos serão beneficiados. BOAS VIAGENS A TODOS AMIGOS do VIAGEM FAMILIA.






7 comentários:

  1. Olá amigos!!
    Já falei, mas é refrescante ler sobre lugares inusitados, coisas que nunca ouvimos falar, fora do roteiro turístico tradicional, descobrindo coisas muito interessantes como essas cavernas, ou então os museus, é de uma riqueza impressionante.
    Concordo também, o Brasil ainda precisa crescer e muito, para oferecer condições próprias e mais adequadas, condizentes com as condições dos brasileiros, explorando (e muito!!) sem oferecer o mínimo na maioria das vezes.
    Um grande abraço!

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  2. Parabéns pelos relatos. Me senti junto de vocês no meio daquele cenário maravilhoso das serras catarinenses.
    Preciso a voltar a explorar a sul do Brasil depois de tanto tempo ausente da região.
    Um grande abraço!
    http://viajantesustentavel.blogspot.com.br/

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  3. Caverna do Rio dos Bugres: paleotocas !! Os índios entraram depois, mas quem cavou foram preguiças gigantes da Megafauna. O resto é lenda. Urubici está cheio de paleotocas, dezenas de locais.

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    1. Prezado Anônimo, agradecemos a sua visita ao nosso blog, e queremos esclarecer um detalhe: As tais preguiças gigantes (Megatérios) chegavam a ter 5 metros de altura e peso equivalente ao de um elefante. Visitamos esqueletos dos mesmos em um museu em El Calafate na Argentina, e podemos assegurar que com aquele tamanho todo ele não teria condições de escavar aqueles túneis estreitos onde entramos abaixados, e muito menos escavar aquele amaranhado de labirintos que presenciamos.
      Pode até ser que os Megatérios ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Megat%C3%A9rio ) tenham arranhado o morro em busca de comida, mas achamos difícil eles terem feito túneis como aqueles.
      De qualquer forma é bem interessante a sua colocação e nos leva a pesquisar a região para aprender sempre um pouco mais.
      Grande abraço do Viagem Familia.

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    2. Veja a postagem : http://www.viagemfamilia.com/2010/01/el-calafate-glaciar-perito-moreno.html

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    3. Olá:

      Concordo integralmente com a sua postagem. Megatérios certamente não cavavam nada, são grandes demais. Mas existem várias espécies de preguiças gigantes bem menores, com pesos a partir de uma tonelada, como Scelidotherium, Mylodon, Glossotherium e Lestodon. E a caverna do Rio dos Bugres certamente não foi cavada por índios. Entrando em uma paleotoca menos destruída que essa, a gente se dá conta que aquilo foi escavado por animais. Em Urubici entramos em várias mais preservadas. Especificamente essa paleotoca de Urubici (Caverna do Rio dos Bugres) já foi muito alterada. Primeiro as preguiças cavando, deixando os túneis "redondinhos". Depois alguma destruição por fatores naturais como água infiltrando, água escorrendo e tal, quando o clima ficou mais úmido. Depois os índios entrando para deixar seus desenhos nas paredes, se abrigar e tal. No início da década de 1930, os colonizadores europeus descobriram as galerias, interpretaram como sendo uma antiga mina de prata dos jesuitas e tal e cavaram feito loucos para achar os supostos tesouros (há um artigo sobre isso, de Padberg-Drenkpol, no Boletim do Museu Nacional de 1933). Depois curiosos de todos os tipos, sempre riscando as paredes nessa tradição ocidental idiota de colocar nome e data na parede. E, durante todo esse tempo, algum desabamento, alguma água escorrendo e erodindo o piso, etc. Então a história da paleotoca foi longa e é difícil reconhecer os poucos traços originais que sobraram nessa paleotoca. Conheço uma caverna enorme em Vale Real (Caxias do Sul-RS) onde os traços originais se resumem a poucos metros quadrados de parede. Mas cavernas em arenito originados a partir de fendas naturais tem uma geometria completamente diferente. Grande abraço do Prof. Frank, do Projeto Paleotocas.

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    4. Olá Prof. Frank:
      Ficamos muito felizes com suas colocações de forma objetiva. Obrigado pela sua atenção e visita ao nosso blog. O nosso objetivo é esse mesmo, informar com maior acuidade possível evitando tendências que possam descaracterizar os locais visitados. Grande abraço do Viagem Familia.

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