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| Castrolanda - Castro - PR |
Sair para uma aventura mais longa requer muito planejamento e resiliência para superar os desafios! A ideia de percorrer a lendária Rodovia Transamazônica – BR 230 já era antiga e encontramos o momento certo para fazê-la, enquanto esperamos as coisas “se ajeitarem” aqui no Sul.
Após ficarmos monitorando
o clima na região amazônica, decidimos sair para nossa empreita no mês de junho
(junho/2025), na entrada da época da seca. Obs.: esta rodovia só tem 2
possibilidades: ou se faz na época de chuva (e a lama será intensa, impossibilitando
o tráfego) ou se faz na época de seca (aqui o problema será o pó, chamado
carinhosamente de “poaca”!).
Como não temos horário a
cumprir, fomos subindo em direção ao nosso destino sem pressa.
Exploramos um pouco o
estado do PR antes de entrarmos em SP.
1 – Rodovia do Cerne
(PR-090) + Castrolanda + Mandaguari
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| Obras na Rod. do Cerne |
Para fugir do agito da BR
277 e de seus pedágios, resolvemos explorar a Rodovia do Cerne, antiga
via de acesso ao interior do estado e ligação com Ponta Grossa. Deixamos Santa
Felicidade para trás, passando por Campo Magro (até aqui, asfalto) e depois só
chão (75km), numa linda serra, cheia de curvas, subidas e descidas numa estrada
em bom estado de conservação. Saímos de Curitiba no dia 24 de junho, esperando
deixar o frio do inverno curitibano para trás! Ledo engano, nossa primeira
noite, ao lado do Centro Cultural Castrolanda (onde fica um lindo moinho neerlandês),
foi gelada, com temperaturas que chegaram a – 4°C!!!
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| Madrugada gelada: - 4°C |
Enquanto esperamos que a
barraca secasse, aproveitamos para visitar o Museu Histórico da Colônia
(ingresso: R$ 24,00 – inteira) e o moinho, onde já havíamos estado há 20 anos
(com nossos filhos pequenos e os avós). A guia, Dangriani, super gentil, nos
explicou como se deu a colonização holandesa nesta região. A colônia iniciou-se
com a chegada de 2 grupos, em 1951 e 1954, cuja atuação no agronegócio sempre
foi forte, especialmente na produção de lácteos, tendo sido trazido tudo,
literalmente TUDO, da Holanda: desde as matrizes (vacas) até todo o
equipamento, móveis, utensílios,... Além disso, houve a seleção de quem podia
vir para cá: as pessoas tinham capacitações específicas que eram necessárias
para começar uma colônia.
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| Móveis trazidos da Holanda, na fundação da cooperativa |
Fundada às margens do rio
Iapó, a Colônia de Castrolanda é hoje uma das maiores cooperativas agrícolas do
Brasil. Algumas curiosidades desta colonização:
- Boerderij – denominação dada às antigas casas de fazenda ( o Museu Histórico da Colônia funciona numa destas casas, que foi construída utilizando as técnicas originais)
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| Observem que a caminha ficava anexa à cozinha, pois assim ficava quentinho no inverno |
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| Realejo trazido da Europa - conhecido como "Notenkraker" está no local desde 2004 e funciona comm uma manivela |
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| Dangriani segurando a "partitura" da pianola |
- As primeiras vacas que
vieram da Holanda produziam uma média de 20litros por dia (2 ordenhas). Hoje,
com o melhoramento genético, produzem até 110 litros por dia (em 3 ordenhas)
- O tripé escola
(educação), igreja (valores) e cooperativa (auxílio mútuo) são a chave do
sucesso da comunidade, cujos membros são na maioria calvinistas.
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| Ao lado da pedra do moinho |
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| Todo o sistema é em madeira, com encaixes perfeitos, sem uso de parafusos ou pregos |
PRIMEIRO PERRENGUE
Continuando nosso roteiro, o Cânion Jaguaricatu, localizado no município de Sengés, era nosso próximo destino. Aí, numa daquelas “boas rotas” de Google Maps, fizemos um desvio para chegar ao Cânion. Explicando: não gostamos de ir e voltar pela mesma rota, então sempre buscamos alternativas que façam um circuito (chega-se por uma estrada e vai-se embora por outra).
Ah, se arrependimento matasse... a estradinha de terra – estrada da Jararaca - que inicialmente era bem larga, foi estreitando até virar um caminho. Com a chuva dos dias anteriores, a água descida pela valeta lateral e numa lombada com bastante lama, calculamos errado! Resultado: o Garça escorregou e viramos passageiros! Fomos parar dentro da valeta.
Não houve jeito de
sairmos... nem para frente, nem pra trás! Mesmo calçando os pneus. O 4x4 foi
inútil!
Decidimos, então, voltar os 2,5km a pé até a rodovia para buscar ajuda. Passamos pelos campos cheios de bois, que só nos observaram, e subimos a ladeira em direção à Rodovia PR151. Como já era anoitecer, ninguém parou!
Às 6h da manhã, quando o
sol começou a clarear o dia, já levantamos e nos pusemos a caminho. Alcançamos
a PR151 e pelo acostamento pegamos a direção do SAU (10km distante). Havíamos
caminhado pouco menos de 2,5km quando a ambulância de resgate nos viu e parou!
Ufa! Dali tivemos carona e o guincho nos encontrou no entroncamento da
ruazinha. A moça (a serviço da Concessionária) não obteve autorização para nos
resgatar – a regra da concessão é resgate a, no máximo, 200m da rodovia.
Então, só nos restou
contar com o auxílio de alguma boa alma. A moça do guincho nos deu carona até o
posto de combustíveis e lá o Leonel, nosso anjo da vez, topou nos ajudar!
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| Leonel e Marcos lidando pra tirar o Garça do buraco |
Com uma caminhonete Mitsubishi L200, engatou a corda e... nada feito! A lama pegajosa fez com que a caminhonete quase fosse parar na valeta também. Não teve jeito: tivemos de recorrer a um trator!
Leonel deu carona pro Marcos até a rodovia e de lá ele, a pé, foi indo de fazenda em fazenda até conseguir o resgate. Na terceira tentativa, distante uns 7km, conseguiu finalmente que o André e seu tio Sr. Sebastião nos tirassem dessa enrascada com seu trator.
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| Passeando de trator pelas fazendas vizinhas, abrindo e fechando porteiras |
Marcos veio sentado no paralama e cruzando por fazendas e caminhos alternativos, os três chegaram à Jararaca às 11h! Em 30 segundos, sem nenhum esforço, Garça estava livre da lama e da valeta!!! Ufa!!! Que alegria!
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| Agora sai! |
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| Aliviados! Com Tio Sebastião e André, nossos anjos |
Ficamos ali ainda uns 15
min organizando tudo e contabilizando o prejuízo: um espelho quebrado, que foi
colado provisoriamente com fita silver tape até o conserto. Seguimos até
um posto de combustíveis na rodovia em direção a Jaguariaiva (15km), onde
lavamos o carro, abastecemos e tomamos um gostoso e providencial banho.
Preparamos nossa comidinha, abrimos a barraca e tivemos uma boa noite de sono.
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| Hora do relax, com os compadres/amigos! |
Com nosso acidente acabamos desistindo do Cânion, que ficará pra outra oportunidade, e seguimos direto à Mandaguari, onde encontraríamos nosso compadre, Renato, e sua família linda (Larissa, esposa e Arthur, filho) após 10 anos!!!
Como é bom rever os
amigos, rir, conversar, trocar ideias! Nos
próximos 3 dias passeamos, conversamos bastante, fizemos churras,...
PASSEIO POR MARINGÁ
Passamos uma tarde em Maringá, distante 30km, e conhecemos o “novo” EuroGarden, um Parque Linear Privado aberto ao público, numa área onde será construído um condomínio de luxo.
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| Pensem num lugar top! Em Maringá |
PASSEIO POR MANDAGUARI
Na segunda-feira,
enquanto todos da família tinham ocupação, fomos bater perna pela cidade de
Mandaguari.
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| Paróquia N. Sra. de Mandaguari (1943) |
Primeira parada: a
Paróquia de N. Sra. de Aparecida de Mandaguari (1943), criada por decreto do
bispo de Jacarezinho, dom Ernesto de Paula. Em frente à igreja matriz está o
Paço Municipal, o Fórum e Câmara Municipal.
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| Parque da Pedreira, em Mandaguari |
Passeamos até a antiga
Estação Ferroviária de Mandaguari, cujo prédio foi tombado pelo IPHAN em 2010,
e está em condições precárias! Inaugurado em 1954 e desativado em 1981, a
estação fazia parte da linha férrea que ligava Ourinhos – SP a Cambará – PR (depois
prolongada até Apucarana PR). Prolongada posteriormente até Cianorte (1972),
possuía tráfego de passageiros, dividindo entre os trechos Ourinhos – Maringá –
Cianorte.
É hora de seguir viagem! Próxima parada: SP!!!





























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