Viagem Família______________________________________

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Nova Aventura pelas Américas

 
 Novo projeto pronto. Quantas dúvidas e quantas certezas.
     A cada novo sonho muitas expectativas e poucas certezas. Afinal nunca existe planejamento completo, até porque não nos deixamos ficar encaixotados em minúcias e detalhes que se perdem em uma viagem de mais de 10.000 km.
    Em pouco tempo estaremos na estrada novamente para conhecer mais um pedaço desse fascinante país chamado Peru que já visitamos em 2007/2008.  Quem sabe um bônus adicional como o Equador, logo ali, seja bem vindo e realizado. Cada vez que nós nos lançamos nessas aventuras parece que as incertezas são maioria mas uma certeza sempre nos acompanha; a de que viver cada momento com intensidade é o que nos move sempre para frente.

    Acompanhe em pouco tempo esse novo projeto do Viagem família e siga conosco aqui pelo nosso site ou também pelo Facebook ViagemFamilia.

   Grande abraço e grandes viagens a todos!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Parque Nacional Sete Cidades - Piauí

Dia 09/jan/2016
Buritis
Na manhã seguinte, após arrumar tudo e organizar o espaço utilizado, despedimo-nos da Helaine e seguimos pela BR 343 até Piripiri, distante 165 km e, depois de pegarmos algumas informações, seguimos até Brasileira, mais 16 km, onde tivemos de perguntar duas vezes sobre o acesso ao Parque Nacional de Sete Cidades. Pegamos uma estradinha de terra e em poucos quilômetros acessamos o portão sul do Parque, onde o guarda parque nos orientou e seguimos até o Centro de Visitantes, que estava às moscas, em pleno sábado, às 14h!!!
Igreja Matriz da cidade de Piripiri-Piauí
Inicialmente fomos atendidos pelo acompanhante/condutor João Paulo, que nos mostrou as trilhas e falou que o percurso pode ser feito de carro, parando em cada cidade e fazendo trilhas leves a pé, perfazendo um total de 2h 30min e 14 km percorridos.
O preço cobrado pelo guia é de R$ 60,00 caso vá no seu carro e R$ 80,00 no caso de ir de moto própria. Tivemos de retirar uma parte de nossas bagagens para abrir espaço para que o Bruno nos acompanhasse no roteiro!

Condutores à espera de visitantes!
Paramos inicialmente na Sexta Cidade, onde se pode observar a Tartaruga e o Elefante. As formações rochosas são muito impressionantes, pois parecem feitas manualmente... 

Olhando para o elefante
Indo adiante, fomos até a Segunda e Quinta Cidades, onde passamos por baixo do Arco do Triunfo, também chamado de Arco dos Desejos, formação interessante e por onde a estrada passava antigamente. O trajeto hoje é feito apenas a pé, pois a vibração dos veículos estava afetando a estrutura do arco. Também são observadas diversas pinturas rupestres, principalmente grafismos com formas geométricas e mãos. Importante colocar que os estudos e escavações realizadas aqui, no Parque Nacional de Sete Cidades foram realizadas por estrangeiros, principalmente, americanos e franceses. Ao contrário da Serra da Capivara, onde há muitos estudos e pesquisas em andamento, aqui os sítios permanecem abandonados, apesar deste Parque ter sido decretado em meados do ano 1961, muito antes da Capivara ou Confusões!!!

Arco do Triunfo
Continuando a trilha, seguimos para a Vista Panorâmica (de onde se veem todas as 7 cidades), Mezanino e Biblioteca. Este ponto é o mais alto e a vista é realmente bonita e em 360°.
Seguimos até Quinta Cidade, onde visitamos a Furna do Índio e Pedra da Inscrição, com grafismos que lembram a corrente de DNA e carimbos de mãos.
Pinturas rupestres presentes em algumas das Sete Cidades

Mão com 6 dedos


Mais adiante, conhecemos a Gruta do Catirina, sertanejo que viveu juntamente com um filho dentro de uma pequena caverna, nos idos de 1935. Quando seu filho Martinho morreu, em 1944, ele foi embora, não sem antes enterrar seu filho próximo de onde viveram. Este túmulo continua lá, dentro da área do Parque e pode ser visitado próximo da Gruta.
Mezanino da biblioteca
Vista panorâmica: o parque possui pouco mais de 6 mil ha
Detalhe das pedras que compõe o complexo
Na entrada da Quarta Cidade fica um pequeno arco, conhecido como Archete, e lá se pode ver o Beijo dos Lagartos, além do Mapa do Brasil estilizado e a Passagem do Índio. Na Terceira Cidade se vê o Dedo de Deus, Dom Pedro I, os Três Reis Magos e o Galo.
Gruta do Índio
Gruta do Catirina, junto com nosso guia Bruno
Olho
No Olho d’Água dos Milagres pode-se ver uma das 22 nascentes que há dentro da área do Parque e uma piscina natural que estava desativada, por conta do pouco volume de água.
Quando estávamos nos preparando para sair de lá, começou a chover torrencialmente, o que nos impediu de descer e tirar fotos das outras duas cidades que faltavam... Desta forma, tivemos de voltar ao Centro de Atendimento ao Turista, pegar nossas tralhas e sair do Parque, uma vez que lá não é permitido acampar. Antigamente havia um hotel dentro da área do parque, porém ele está desativado (como muitas das coisas observadas por lá: no centro de visitantes deveria haver uma lojinha, uma lanchonete, banheiros, porém está tudo abandonado e sem material)!

Archete
Mapa do Brasil


A poucos metros da entrada do parque dica o Hotel Fazenda Sete Cidades, que também aceita campistas, como nós, e onde acabamos jantando a tão falada Maria Isabel. Nosso pernoite ficou em R$ 40,00 e pudemos usar o banheiro de um dos chalés. O Hotel já teve dias mais gloriosos e melhores! Está decadente, com certo desleixo, mas ainda conta com piscina, restaurante e hospedagem (R$160,00 o chalé para 3; R$130,00 o quarto para casal). Por aqui é a única opção! Na cidade de Piripiri há múltiplas opções de hospedagem, porém a distância é de, aproximadamente, 20 km.  

Nosso acampamento no Hotel Sete Cidades

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Esquel a Gaiman - Província de Chubut - ARG

Dia 13 de janeiro de 2015
Saindo de Esquel e chegando a Gaiman - Chubut
Ruta 25 - cruzando até o Atlântico
Esquel é a principal cidade da cordilheira de Chubut e está localizada no departamento de Futaleufú, a 65 km da divisa com o Chile. Ela possui aproximadamente 29 mil habitantes e sua economia está baseada no turismo, principalmente no inverno, por possuir estação de esqui La Hoya e tendo como uma das principais atrações o Parque Nacional Los Alerces. O nome Esquel advém do som pronunciado pelos habitantes tsonek, quando se referiam a flora local, alguns arbustos com espinhos, dentre os quais pode-se destacar o calafate. Há, ainda uma grande atração turística na cidade, que é "La Trochita" - uma Maria fumaça com peças originais e que faz o trajeto de Nahuel Pan (povoado mapuche) até El Maitén, num trajeto de aproximadamente 200 km e 7h de duração. Se for até Nahuel Pan, a distância é de 20 km e a duração é de 3 horas. Próxima a essa região também se pode visitar o Cañadón de los Bandidos, que serviu de refúgio ao bando de Butch Cassidy e Sundance Kid, no século XIX. 

Luiz junto com o Mauro, proprietário da Cabaña Punto Sur 


Efetuando a troca de óleo dos possantes
Após o café da manhã, os meninos foram efetuar a troca de óleo de nossos possantes e depois de nos despedimos de Mauro e sua mãe (que tem uma tia morando em SP) e retornamos até a RN 40, uns 12 km, para depois seguir até Tecka (81 km), onde nos despedimos da nossa companheira RUTA 40!!! A paisagem é monótona e basicamente composta de morrinhos, arbustos e muita areia.


Na altura de Paso de Índios há o início de montanhas e o encontro com o Rio Chubut em Los Altares mereceram uma parada para fotos e degustação de famoso sanduíche de presunto cru (copa) no posto ACA.

Rio Chubut



Sanduiche de jamón crudo


Seguimos mais alguns quilômetros (250 km, aproximadamente) até Gaiman, onde procuramos pouso. Na segunda tentativa, encontramos uns apartamentos muito simpáticos próximos da praça principal e das casas de té famosas na região.



Souvenir típico da região

Há centenas de árvores frutíferas nas ruas da cidade e aproveitamos pra nos deliciar com cerejeiras e ameixeiras carregadas de frutas. Como ainda havia tempo, pois eram 18h, seguimos até uma casa de té para experimentar o bolo galês e o té inglês. Já estivemos em Gaiman, em 2009/2010, quando fomos à Ushuaia, e não não lembrávamos mais, mas as casas de té por aqui são com menu fechado: você paga uma taxa por pessoa (em torno de $150 por pessoa) e come todos os pratos que vêm à mesa (muito diferente das casas de café colonial no Brasil, onde você se serve quantas vezes e do que quiser!).
www.cpatagonia.com ou tygwyn@tygwyn.com.ar

Não estávamos com vontade de encarar bolos e mais pães, assim conseguimos numa das casas de té que se fizesse 6 serviços completos para os 11 membros do Viagem Família. Compartilhamos o que veio à mesa e nos surpreendemos com o preço da xícara extra de chá: $50!!!! Um abuso!!!

O nome Gaiman significa "ponta de pedra", em tehuelche. O chá galês é bebida típica e costume das famílias de imigrantes galesas e vem acompanhado de doces e pães. O destaque está para a Torta Negra, cuja confecção leva alguns dias (45h) e cada família possui uma receita, além de possui uma durabilidade muito grande se conservada em condições adequadas. Os primeiros moradores chegaram à região em 1865, estabelecendo-se em Gaiman por volta de 1885. Transformaram a paisagem árida e semi-desértica em um vale verde, e hoje a cidade possui um pouco menos de 10 mil habitantes.

Após o lanche, passeamos pela cidade ao entardecer.
Escultura na praça central
Vista da cidade


Já à noite, os Quero Queros e Abutres pediram uma massa para cada família, em nossa hospedagem. Ao solicitar os talheres extras, foram surpreendidos com o valor cobrado: $50 cada jogo de talher extra!!!
Portanto, FICA A DICA:
SE VOCÊ QUISER COMER NAS CASAS DE TÉ EM GAIMAN, VÁ PREPARADO PARA COMER BEM(mas não um exagero!) E PAGAR POR PESSOA! E MAIS, SE PRECISAR TALHERES EXTRAS, SERÁ COBRADO POR ISSO!!!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)


01º de janeiro de 2013
Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)

Dia de levantar o acampamento... Saímos da casa do Anselmo pelas 9h e seguimos pela BR 364 até Rosário Oeste, onde mudamos de rodovia, para fugir do movimento intenso de caminhões que seguem para Cuiabá. Esse trajeto foi asfaltado recentemente e passa pelas cidadezinhas de Baús e Guia, contornando a capital e chegando à MT-251, que passa pelo meio do Parque da Chapada dos Guimarães.
Vista dos paredões da Chapada dos Guimarães (MT)

Baln. Salgadeira (MT) - Interditado pelo IBAMA 

Desnecessário dizer que paramos muitas vezes para tirar fotos dos paredões que ficam ao lado da estrada, mas o que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de locais interditados pelo IBAMA. Descobrimos que a ação do tempo e a falta de cuidados e infraestrutura estão comprometendo o bioma e a segurança dos visitantes. Assim, o Portão do Inferno está interditado, bem como a Salgadeira (que é/era um complexo turístico que fica ao lado de uma cachoeira), que foi cercada e a área será revitalizada para a Copa 2014, com projeto já aprovado!
Portão do Inferno
Chegamos à Chapada e fomos abastecer, pois na região não há muitos postos de combustível e o preço do diesel é absurdo (R$2,45 o litro)! Resolvemos fazer os passeios em que não se precisa de guia:
Ø  Véu de Noiva, com 86 m de queda e entrada franca. É um dos cartões postais da Chapada! O rio Coxipó desce por um paredão de arenito, formando um poço em sua base. Havia uma trilha - que está interditada - em que você desce e vê a cachoeira de sua parte inferior. O local fica a 13 km do centro da cidade e a vista fica a 500 m de caminhada (fácil) da Portaria, por trilha.



Ø  Cidade de Pedra e Paredão do Eco – frustração!!!! A visita por cima dos paredões está proibida e fica dentro de área particular, da Fazenda Chafariz. Tentamos, de todas as formas, conseguir permissão para visitar essa atração, mas não foi possível! Como o arenito é uma rocha muito porosa e sensível, a caminhada sem critério e de forma irresponsável começou a degradar a área, provocando a interdição de mais uma atração.

Ø  Alto do Céu e Ninho das Águias – fica no acesso para a Base Aeronáutica Cindacta, em área particular de propriedade do Fernando e se paga R$ 10,00 por pessoa. Negociamos o ingresso dos filhos e ele fez uma cortesia, não cobrando ingresso deles. A vista superior é linda: pode-se ver Cuiabá ao longe (à direita), o Pantanal Mato Grossense (mais ao centro, atrás do Morro do Jacaré) e as planícies que se estendem por toda a região. Na saída, batemos um bom papo com o proprietário, Fernando, que possui toda a documentação e permissão para construir o seu complexo, com bar e recepção, tornando o local mais estruturado para receber o visitante. Ele nos contou que era morador de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, onde também atuava na preservação ambiental e divulgação cultural e turística. 

Meditando no alto do Ninho das Águias
Lanche após a caminhada
Passeios realizados e contratados para o dia seguinte, o fim da tarde chegando, voltamos à cidade para “garimpar” pousada. Conseguimos, já na entrada, um local por um bom preço, porém estava meio precário. Desistimos pela falta de estrutura e seguimos adiante, passando por outros dois locais, caríssimos (R$ 90,00 por pessoa, em média). Seguindo as dicas do Garmin, fomos até a Pousada Rios (www.chapadadosguimaraes/pousadarios.com.br - pousadarios@brturbo.com.br) onde fomos recepcionados pela Ângela. A diária por R$ 120,00 – o triplo e R$ 140,00 – o quádruplo. Como iríamos ficar três dias, conseguimos desconto de R$ 10,00 por diária!!! Fechamos na hora!! Os quartos são amplos, com banheiro bom, ar condicionado (pré-requisito indispensável com o calor que pegamos: 35°C, em média), café da manhã, estacionamento e frigobar.
Hora do jantar: fomos a pé até o centro histórico (3 quadras) e encontramos muitos restaurantes fechados! Explico: o feriado de Ano Novo emendou com o final de semana e a cidade estava lotada! Havia mais de 30 mil pessoas na praça Dom Wunibaldo para os festejos e os comerciantes e donos de restaurantes estavam esbodegados e desfalcados! Assim, entre as opções que estavam abertas, optamos pela Pizzaria Mamma Mia, onde o atendimento foi meio confuso e muitos itens que constavam no cardápio estavam em falta. Notamos que a falta de preparação dos restaurantes e lanchonetes é precário, pois não contam com estoques adequados de modo a atender a demanda.
     Abastecidos, fomos para casa nos preparando para o dia seguinte, que seria cheio de atrações.