Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Dia da Partida - Atravessando o Brasil - Rumo ao Peru

   
Dia da partida-Curitiba-Paraná-Brasil
      Sair para uma viagem nem sempre é fácil. Demanda planejamento e uma série de preparativos anteriores. Imaginem nessa, onde depois de uma série de adaptações resolvemos ir inicialmente até o Alaska. Durante do planejamento feito, decidimos estender nossa aventura para a Europa, África, Leste Europeu e quem sabe partes da Ásia.
     Mas podem ter a certeza de que até hoje nenhuma das nossas partidas foi tão atrapalhada como essa. Primeiro era para termos saído ainda em dezembro de 2018, logo após o Natal em família. Depois, essa partida foi adiada por estarmos dependendo da boa vontade de uma oficina especialista em câmbios de automóveis na cidade de Itajaí. O proprietário decidiu fazer férias e um serviço que levaria de um a dois dias acabou consumindo mais de 15 dias. Pior, quando fui remontar o câmbio no nosso querido Garça-Sportage, ele apresentava mais problemas do que quando foi para a revisão. Resultado: desmonta tudo e volta para o "especialista" para revisar a revisão!!

     Resumo da novela (que tem mais capítulos lá na frente...): quase um mês de "atraso" na nossa programação original, que na verdade nem é tão apertada para um projeto de aproximadamente 3 anos. Outro porém é que na primeira parte da nossa viagem, até o Equador, irão conosco mais um casal de Curitiba, a Eduvirges e o Luiz Santoro. Eles se prepararam, inspirando-se no nosso projeto, com barraca de teto, reservatório de água, cozinha e tudo mais que uma viagem de longa duração precisa.
     Até aí tudo bem mas... tinha sido combinado de que mais um casal, nossos irmãos/cunhados que moram em Minas Gerais iriam nos encontrar numa certa data na cidade de Quito, Equador. Eles iriam de avião e já tinham passagem comprada com antecedência. Tudo conspirava para que esses dias iniciais fossem ter  um certo stress para que o encontro em Quito acontecesse.

Paisagens que são encontradas em todo o interior do Brasil- região PR, SP, MS,  MT, AC
     Mas, enfim saímos! Dia 10 de janeiro de 2019!  Para iniciar essa nova etapa de nossas vidas  resolvemos nos desapegar de muitas coisas, inclusive de nossa casa em Barra Velha (SC). A ideia é comprarmos algo menor quando voltarmos pro Brasil, daqui a 2,5 ou 3 anos. Dessa forma, fechamos a porta da casa pra não voltar e seguimos pra Curitiba (PR), na casa dos Abutres, de onde saímos no dia seguinte em direção à Presidente Epitácio (SP). 
Nesse trecho de Brasil não iremos gastar muito tempo, primeiro porque muitas atrações e lugares do caminho já conhecemos. 
     Percorrer as estradas do interior de nosso país é conviver com muitas plantações, a perder de vista. É o tal agronegócio que alguns defendem e outros odeiam. De qualquer maneira, onde hoje há plantação, ontem havia floresta. Chegamos à Presidente Epitácio às 20h30min, fomos apresentados ao casal anfitrião, amigos de longa data do Luiz e da Edu, e o jantar foi bem alegre, com um grupo de amigos reunidos.  
     
Com os novos amigos Djalma e Cristine, da cidade de Presidente Epitácio-SP.

Conhecendo um projeto de repovoamento de peixes na Represa de Porto Primavera-SP




Às margens do Rio Paraná
      Ficamos dois dias com os amigos em Pres. Epitácio onde além de visitar a cidade e arredores ainda conhecemos um belo exemplo de recuperação ambiental chamado de APOENA. Trata-se de uma Organização Não Governamental que  atua há 30 anos na recuperação ambiental da região com reflorestamentos com espécies nativas, conservação de solo e manutenção da estabilidade dos ecossistemas. Iniciativas a serem divulgadas e seguidas. Parabéns a todos envolvidos.




Viveiro de mudas a serem replantadas. Milhares já foram e estão a recuperar toda a área degradada. SP
Presidente Epitácio foi fundada em 1907, por Francisco Whitaker, mas só passou a ser município em 1948. Fica exatamente na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, que pode ser alcançado atravessando-se a ponte Hélio Serejo, sobre o rio Paraná.  A região é importantíssima, pois é geradora de energia. Há dezenas de hidrelétricas ao longo do rio Paraná, e a Usina Hidrelétrica e eclusa de Porto Primavera é uma delas. Hoje é chamada de Sérgio Motta, com 8 unidades geradoras das 18 que tem capacidade.

 Seguimos em frente na direção do Mato Grosso do Sul - MS e Mato Grosso - MT onde previamente havíamos combinados de nos hospedar na casa de um grande amigo que tinha nos convidado. Chegamos então à cidade de Nobres-MT que já conhecíamos de outras viagens anteriores. Esses dias de deslocamentos são longos e cansativos, pois pouco paramos para ver algo diferente, até porque esse trajeto é uma repetição do nosso caminho para o Peru, no ano de 2016.
     Importante mesmo é ser recebido tão bem nessas localidades pelos amigos que se dispõe a oferecerem suas casas para nosso descanso. Somos eternamente gratos aos amigos Anselmo e Celinha pela hospedagem, abastecimento dos nossos carros, pelos brindes e passeios que nos presentearam e, principalmente, pela nossa amizade que dura muitos anos.
Recanto das Araras, em Bom Jardim
Com Chapolim Colorado, em Bom Jardim

Banho de rio, em Bom Jardim
Para conhecer um pouco mais de Nobres e Bom jardim, acesse nossa postagem anterior e pegue mais detalhes: 
http://www.viagemfamilia.com.br/2013/01/nobres-bom-jardim-mt.html


Mirante do Cerrado, do Toninho - Bom Jardim

Ainda em Nobres, pouco antes de partirmos, fomos entrevistados pela TV Cuiabá-Rede Record, sobre nosso projeto de viagem. Agradecemos a todos que estão nos apoiando nessa empreitada. Exatamente hoje faz uma semana que partimos. O tempo passa rápido. Nem notamos.



     
Abastecendo o Garça, cortesia do amigo Anselmo-Usical- MT

Com o repórter Makoto, da TV Cuiabá
 A região é muito bonita e merece ser visitada por todos que gostam de natureza. Rumo norte conhecemos a Reserva Indígena Utiariti-Halitinã onde se paga um pedágio de R$ 20,00 por veículo, legalizado pelo Governo Brasileiro em favor dos índios da reserva. Nesse lugar conversamos longamente com os indígenas sobre a situação de abandono a qual eles estão expostos e também fomos autorizados a testar a qualidade da água oferecida para eles dentro da reserva indígena. Mas nosso destino nos espera e na manhã seguinte seguimos em direção a Vilhena-RO, onde decidimos montar acampamento no Posto Trevo. 
     Explico: existem muitos lugares onde se pode dormir: hotéis, pousadas e até campings. Mas nossa proposta nessa viagem é utilizar sempre que possível a barraca de teto que possuímos, questão de conforto (ela é muito confortável, acredite) e também uma questão financeira. O custo financeiro de uma viagem utilizando hospedagem paga tornaria inviável uma expedição de muitos meses como a nossa. Por experiências de viagens anteriores sabemos que só a hospedagem consome de 30 a 40% de todo orçamento proposto numa viagem.
     
Visitando a Reserva Indígena Utiariti-Halitinã- MT
A Reserva Indígena Uriariti-Halitinã é formada pelas etnia Paresí (ou Parecis, autodenominados Halíti ou Arití) tem uma população de aproximadamente 2100 pessoas e foi homologada em 1991. O primeiro contato do homem branco com os índios parecis foi no século XVII. Eles formaram parte da mão-da-obra que atou no ciclo da borracha. Em 1908, Cândido Rondon entrou em contato com eles enquanto fazia sua expedição de implantação das linhas telegráficas pelo interior do Brasil.
Sua principal cultura agrícola é a da mandioca-brava, utilizada para fazer a bebida chamada de "chicha". Além disso, a pesca, a caça e a coleta eram/são praticadas. Hoje incorporaram também a criação de galinhas, porcos, patos para complementar sua alimentação. 


     Café da manhã caprichado e um longo caminho a percorrer. Destino: Pimenta Bueno, passando por Rolim de Moura e São Miguel do Guaporé. Detalhe: estradas em péssimo estado de conservação. Buracos no asfalto, depressões, obrigando a manobras e velocidades bem reduzidas. Depois de Pimenta Bueno até Costa Marques onde chegamos no fim da tarde, a estrada melhora. Como a vontade é conhecer o Forte Real Príncipe da Beira, seguimos até lá mais 28 km por estrada de terra com o dia escurecendo na esperança de achar um bom local para acamparmos e amanhã conhecermos o Forte.
     Chegando fomos informados que não é permitido acampar no forte, nem na área em frente a ele e nem perto dele. Frustrados com a falta de receptividade do nosso Exército mesmo nesse lugar longínquo e sem recursos, acabamos conversando com o Pedro, um dos administradores do Quilombo da Beira. Gentilmente  ele colocou o terreno e as, ainda em construção, instalações da sede do quilombo à nossa disposição e lá preparamos nosso jantar. Depois de um banho caprichado, pois o dia foi bem quente, cama gostosa na barraca.


A caminho do Forte Real Príncipe da Beira - Rondônia



Forte Real Príncipe da Beira - 1775





Interior do Forte 
 A visita ao Forte é recomendadíssima! Belo exemplar arquitetônico construído em 1775 com objetivos a assegurar as fronteiras do Brasil na época da colonização interiorana. Manhã dedicada à visitação do forte e também à cidade de Costa Marques, situada às margens do Rio Guaporé/Santo Domingo-Bolívia. 
Esta fortaleza é considerada a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa. Seu nome refere-se ao Príncipe, Dom José de Bragança, filho de D. Maria I, de Portugal, que morreu muito cedo antes de assumir o trono, deixando o legado para seu irmão, D. João VI.

A parte da tarde mais estrada para o oeste até alcançarmos a cidade de Ouro Preto do Oeste onde acampamos free no Posto de Combustíveis Dom Bosco, com banho grátis também.

Hoje já é o 10º dia de viagem e seguimos até Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, onde Luiz e Edu entraram por duas horas para conhecer um pouco a cidade, enquanto ficamos esperando num ponto de encontro. Não entramos na cidade, visto que já havíamos conhecido as principais atrações da outra vez que por essas bandas passamos. Rodamos um pouco mais, optando por pernoitar em Jaci-Paraná.
     Nessa cidade conhecemos o Lucieldo, dono do Hotel Fama, que além de permitir que armássemos nossa barraca no estacionamento do hotel, ainda nos presenteou com o jantar grátis. Nossos amigos Luiz e Edu optaram por ficarem num quarto (que já haviam reservado anteriormente) e nós na barraca. Pela manhã ainda ganhamos café-da-manhã grátis. Obrigado ao Lucieldo, do Hotel Fama, pela gentileza. Existem pessoas boas em todo lugar.


Acampando no estacionamento do hotel

Com o Lucieldo, do Hotel Fama
 A cidade de Jaciparaná passou por muitas transformações desde que a ferrovia Madeira-Mamoré passou por suas terras. A extração do látex foi uma de suas principais fontes de renda, principalmente durante a 2ª Guerra Mundial, onde toda a borracha produzida era encaminhada aos Estados Unidos. Passada a Guerra, o segundo ciclo de riqueza veio com a extração do ouro no rio madeira. Hoje sua maior fonte de renda é a Usina Hidrelétrica de Jirau.   

 Agora é ir até Rio Branco, capital do estado do Acre. Muitas obras na pista até alcançarmos o Rio Madeira. Ainda não está pronta a ponte e como fizemos em 2016, pagamos R$ 25,00 para atravessar o rio de balsa. Rio Branco, a cidade onde iríamos encontrar, conhecer e nos hospedar na casa do Bruno, um novo amigo que nos foi indicado pelo Martin, outro amigo viajante em comum. 
     No dia seguinte, o Bruno nos levou a refazer o balanceamento e geometria das rodas do Garça, pois com a péssima qualidade das estradas até agora, a direção começou a vibrar e puxar para um lado. Tudo refeito e em ordem, novamente mais 350 km até a cidade de Assis Brasil, onde chegamos às 17h. Optamos por pernoitar no Posto Ipiranga onde também preparamos o jantar na companhia de um gatinho e um simpático cãozinho com quem repartimos nosso cardápio composto de carne moída, arroz, bolinhos e uma refrescante salada mista. Chuva fina durante a noite, mas foi ótimo para refrescar o calor que anda beirando os 38° a 40º C.


Altos papos na casa do Bruno, em Rio Branco - AC

Cuidando do Garça
      Amanhã faremos os trâmites na divisa para o Peru e seguiremos num ritmo mais acelerado, pois temos que encontrar a dupla Alfredo e Cris (cunhados/irmãos) para poder chegar em tempo de nos encontrarmos em Quito-Equador na data que o voo deles chega a essa capital - até porque esse caminho já nos é conhecido. Assim, em 12 dias, cruzamos os mais de 5.000 km que separam nosso ponto de partida até a divisa com o Peru. Muitos amigos visitados pelo caminho e novas histórias para contar. E que venha o Peru...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)


01º de janeiro de 2013
Nobres a Chapada dos Guimarães (MT)

Dia de levantar o acampamento... Saímos da casa do Anselmo pelas 9h e seguimos pela BR 364 até Rosário Oeste, onde mudamos de rodovia, para fugir do movimento intenso de caminhões que seguem para Cuiabá. Esse trajeto foi asfaltado recentemente e passa pelas cidadezinhas de Baús e Guia, contornando a capital e chegando à MT-251, que passa pelo meio do Parque da Chapada dos Guimarães.
Vista dos paredões da Chapada dos Guimarães (MT)

Baln. Salgadeira (MT) - Interditado pelo IBAMA 

Desnecessário dizer que paramos muitas vezes para tirar fotos dos paredões que ficam ao lado da estrada, mas o que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de locais interditados pelo IBAMA. Descobrimos que a ação do tempo e a falta de cuidados e infraestrutura estão comprometendo o bioma e a segurança dos visitantes. Assim, o Portão do Inferno está interditado, bem como a Salgadeira (que é/era um complexo turístico que fica ao lado de uma cachoeira), que foi cercada e a área será revitalizada para a Copa 2014, com projeto já aprovado!
Portão do Inferno
Chegamos à Chapada e fomos abastecer, pois na região não há muitos postos de combustível e o preço do diesel é absurdo (R$2,45 o litro)! Resolvemos fazer os passeios em que não se precisa de guia:
Ø  Véu de Noiva, com 86 m de queda e entrada franca. É um dos cartões postais da Chapada! O rio Coxipó desce por um paredão de arenito, formando um poço em sua base. Havia uma trilha - que está interditada - em que você desce e vê a cachoeira de sua parte inferior. O local fica a 13 km do centro da cidade e a vista fica a 500 m de caminhada (fácil) da Portaria, por trilha.



Ø  Cidade de Pedra e Paredão do Eco – frustração!!!! A visita por cima dos paredões está proibida e fica dentro de área particular, da Fazenda Chafariz. Tentamos, de todas as formas, conseguir permissão para visitar essa atração, mas não foi possível! Como o arenito é uma rocha muito porosa e sensível, a caminhada sem critério e de forma irresponsável começou a degradar a área, provocando a interdição de mais uma atração.

Ø  Alto do Céu e Ninho das Águias – fica no acesso para a Base Aeronáutica Cindacta, em área particular de propriedade do Fernando e se paga R$ 10,00 por pessoa. Negociamos o ingresso dos filhos e ele fez uma cortesia, não cobrando ingresso deles. A vista superior é linda: pode-se ver Cuiabá ao longe (à direita), o Pantanal Mato Grossense (mais ao centro, atrás do Morro do Jacaré) e as planícies que se estendem por toda a região. Na saída, batemos um bom papo com o proprietário, Fernando, que possui toda a documentação e permissão para construir o seu complexo, com bar e recepção, tornando o local mais estruturado para receber o visitante. Ele nos contou que era morador de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, onde também atuava na preservação ambiental e divulgação cultural e turística. 

Meditando no alto do Ninho das Águias
Lanche após a caminhada
Passeios realizados e contratados para o dia seguinte, o fim da tarde chegando, voltamos à cidade para “garimpar” pousada. Conseguimos, já na entrada, um local por um bom preço, porém estava meio precário. Desistimos pela falta de estrutura e seguimos adiante, passando por outros dois locais, caríssimos (R$ 90,00 por pessoa, em média). Seguindo as dicas do Garmin, fomos até a Pousada Rios (www.chapadadosguimaraes/pousadarios.com.br - pousadarios@brturbo.com.br) onde fomos recepcionados pela Ângela. A diária por R$ 120,00 – o triplo e R$ 140,00 – o quádruplo. Como iríamos ficar três dias, conseguimos desconto de R$ 10,00 por diária!!! Fechamos na hora!! Os quartos são amplos, com banheiro bom, ar condicionado (pré-requisito indispensável com o calor que pegamos: 35°C, em média), café da manhã, estacionamento e frigobar.
Hora do jantar: fomos a pé até o centro histórico (3 quadras) e encontramos muitos restaurantes fechados! Explico: o feriado de Ano Novo emendou com o final de semana e a cidade estava lotada! Havia mais de 30 mil pessoas na praça Dom Wunibaldo para os festejos e os comerciantes e donos de restaurantes estavam esbodegados e desfalcados! Assim, entre as opções que estavam abertas, optamos pela Pizzaria Mamma Mia, onde o atendimento foi meio confuso e muitos itens que constavam no cardápio estavam em falta. Notamos que a falta de preparação dos restaurantes e lanchonetes é precário, pois não contam com estoques adequados de modo a atender a demanda.
     Abastecidos, fomos para casa nos preparando para o dia seguinte, que seria cheio de atrações. 

Nobres + Bom Jardim (MT)

31 de dezembro de 2012
Nobres - Vila de Bom Jardim - Nobres (MT)
Escadaria de subida para a Cachoeira Serra Azul
O dia amanheceu lindo e seguimos ao nosso primeiro passeio, em Bom Jardim. Percorremos do centro de Nobres até Bom Jardim, os 55 km de estrada esburacada em 1h25min e fomos então a Reino Encantado, que recebidos pelo Cleber  nos orientou a fazermos primeiro a flutuação na Cachoeira Serra Azul, distante 20km de Bom Jardim.
A cachoeira da Serra Azul fica dentro da propriedade do Sesc, já em Rosário Oeste. Para vislumbrarmos a queda de mais de 50 m de altura sobe-se e desce-se uma escadaria de mais de 400 degraus, mas vale a pena! O cansaço é compensado pela beleza do lugar!


A flutuação é feita com máscara e snorkel e o uso de colete salva vidas é obrigatório! Todo esse equipamento é fornecido lá mesmo e está incluso no passeio. (O voucher foi emitido pelo Cleber, no Reino Encantado(065-9237-4471 ou 065-9287-5676) e o guia, Mateus, também veio conosco a partir de lá, nos acompanhando no restante do dia).
Muitos mergulhos e fotos depois, voltamos até o ponto de origem (Reino Encantado) onde almoçamos deliciosamente!!

Almoço no Reino Encantado - comida caseira deliciosa!!!
Um pequeno relax e o grupo, com exceção da Mari, seguiu para a flutuação pelo rio Salobra. Essa atividade leva aproximadamente 1 h, pois percorre-se 1 km do rio observando diversos peixes, a destacar: piraputangas, paus e pacus, entre outros. A flutuação se inicia numa das nascentes, na ressurgência do rio! A  paisagem é deslumbrante e a visibilidade da água azul é cristalina e o melhor é que a temperatura da água é em torno dos 28°C tornando a flutuação realmente relaxante!!





Edu flutuando

Enquanto o grupo flutuava, a Mari organizava as postagens, bastante atrasadas e aproveitou pra passear pelas trilhas da Pousada. Observou pica paus, macacos prego e diversos pássaros diferentes e lindos!
Hora de pagar a conta e ir até o Aquário Encantado, onde há duas partes: uma é a observação do aquário, com uma profundidade média de 6 m, onde se observam diversos peixes (que fizemos, pois já era fim de tarde) e a outra, que consta de uma flutuação de 650m descendo o Rio Salobra.
O preço médio de cada flutuação varia entre R$ 55,00 e R$ 65,00 por pessoa, incluindo equipamento de mergulho.


Havíamos imaginado que seria possível irmos até a Lagoa das Araras, mas pelo adiantado da hora, acabamos abortando essa parte do passeio. (A entrada, nesse caso, é de R$ 10,00 por pessoa e pode ser pago diretamente no local) Aqui, por volta das 17h, observam-se as araras azuis e papagaios voltando pro ninho enquanto o sol se põe!!! O visual deve ser lindo, mas vai ficar pra próxima!!!!
Nesse meio tempo a chuva que estava rodeando todo o local transformou a estrada de volta pra Nobres em uma aventura de rali!!! Os buracos se intensificaram e aumentaram e nossa velocidade média diminuiu ainda mais!!!! Chegamos a Nobres com os carros "em petição de miséria" e não nos restou outra alternativa a lavá-los antes de colocar na garagem, pois senão a sujeira seria muito grande!!!



Nossa ceia de Ano Novo já estava encomendada no Jeito Brasil (065-3376-1385 ou 065-9988-4867) e para lá seguimos, às 22h, arrumados e perfumados, sendo recebidos pelo Geleia (Herlinton) e Lu (Luciana), juntamente com o comandante da festa, Sidnei! A diversão foi garantida!!! Dançamos, comemos e rimos bastante, fazendo amizades com muitas pessoas bacanas!


FELIZ ANO NOVO!!!!!