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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Passeando por Curitiba - Museus da capital: 12 - Museu Oscar Niemeyer (MON)

 


MON – Museu Oscar Niemeyer

O MON é o queridinho da cidade!!! Com arquitetura moderna e chamativa, o prédio original é dos anos 1970 (1967, na verdade!) e era chamado carinhosamente de “elefante branco”. Ele fez parte de minha primeira infância, pois morava a 1 quadra de distância e brincava na rampa e no espaço de grande vão livre com meu tico-tico... mas isto já faz tempo rsrsrsr

UM POUCO DE HISTÓRIA

Também chamado de “Museu do Olho”, o MON foi inaugurado em 2002 com o nome de Novo Museu. O complexo de dois prédios ocupa uma área de 35 mil m², dos quais 17mil m² são dedicados às exposições.


O primeiro prédio, inaugurado em 1978 (no qual brincava nos idos de 1973/1974), foi projetado por Oscar Niemeyer em 1967 e recebeu o nome de Edifício Presidente Castelo Branco (daí o apelido “elefante branco”). Foi subutilizado por anos; possui o segundo maior vão livre do Brasil, com 65m, e compõe o primeiro bloco horizontal que forma a base do MON.

Reformado e adaptado para ser um museu, recebeu o anexo - também projetado por Oscar Niemeyer - lembrando um olho e imprimindo uma identidade que se tornou internacional. A torre do anexo possui 30m de altura.

Artes visuais, arquitetura e design

Rampa de acesso com instalação de Joana Vasconcelos, "Extravagâncias"

O foco da instituição é ser um espaço cultural onde se expõem obras de arte, coleções nacionais e internacionais. Grandes exposições já tiveram seu momento por aqui, a destacar, por exemplo, os Guerreiros de Terracota de Xi’na (2003), “Genesis” (2014/2015) de Sebastião Salgado (com 200mil visitantes) ou a exposição “A Magia de Escher”(2013), maravilhosa!!! [Esta última recebeu 190mil visitantes!!! Fotos pessoais indisponíveis neste arquivo, infelizmente!]

África: Expressões Artísticas de Um Continente


Destaques para máscaras, estatuetas, bustos e cabeças de bronze, além e instalações e objetos musicais e do cotidiano que dialogam com ancestralidade, memória e diáspora. As peças expostas são parte do acervo próprio do MON e são muito bonitas e interessantes.


As obras doadas ao MON foram adquiridas ao longo de 50 anos pelo casal Ivani e Jorge Yunes.


Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses / Colonialismo




O acervo reúne esculturas, porcelanas, pinturas, lacas, móveis e vestimentas doadas pelo embaixador Fausto Godoy e também a doações de Maria Ligaya e seu esposo, o Embaixador Edmundo Fujita. A exposição é uma homenagem aos 130 anos das relações Brasil/Japão e teve abertura em 2025.

Camelo (Objeto tumular), dinastia Tang (618-907); China; Terracota com vestígios de policromia


Parede contendo Cartazes do Partido Comunista Chinês, período da Rev. Cultural (1966-1976); imagens de Mao Tsé-Tung (1966-1976)





Super explicativa, com contextualização histórica das peças, bem como contando um pouco de cada país representado ali. No subsolo, a 2ª parte da exposição, com bonecos “Ningyo”, super bonita e interessante!




O MON é uma referência no que diz respeito à arte não apenas em Curitiba e no Paraná, mas no Brasil e no mundo!

Mural de Poty - "Trilhos e Traços"

Desde 2022 o Museu possui a coleção das obras de Poty Lazzarotto, doadas pela família para compor seu acervo, com 4,5 mil obras. Parte deste acervo está em exibição num dos espaços do museu.


Irreverência do artista paanaense



Quem foi Oscar Niemeyer?

Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro em 1907. Aos 22 anos matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do RJ, onde ganhou notoriedade e premiado internacionalmente em 1930. Em 1945 ingressou no PCB e em 1956 foi convidado por Juscelino Kubitschek, presidente na época, para projetar a futura capital federal do país, em parceria com Lucio Costa. Faleceu em 2012, aos 104 anos.



Ingressos

O MON funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h30min) e cobra R$ 36,00 o ingresso (inteira) e R$ 18,00 (meia-entrada). A aquisição do bilhete pode ser feita online ou presencial e o pagamento pode ser via pix ou cartão de crédito.

MAS ATENÇÃO: a entrada é GRATUITA todas as quartas-feiras e no último domingo do mês.

Além do acervo a ser admirado dentro do MON, ainda há, no local, uma loja com produtos exclusivos, peças de design, livros e artigos com temáticas correlatas e lanchonete Prestinaria, onde são servidos cafés, chás, doces e salgados.

Painel da Praça Iguaçu, ao lado do MON

Painel de azulejos, com 50 m de comprimento, do artista Rogério José de Moura e Dias

Retrata a expedição de Álvar Ñuñez Cabeza de Vaca - descoberta das Cataratas do Iguaçu, em 1542


Exposições principais agora, setembro/2026

Atualmente, além das exposições fixas com acervo próprio, o MON está com a 16ª Bienal Internacional de Curitiba (Limiares), ocupando muitas salas e o Olho e que fica em cartaz até 15 de novembro.

Também a exposição Moiré Bereguedê (Mano Penalva) ficará em cartaz até 25 de outubro do corrente ano.

Há, ainda, uma exposição temporária denominada “O verso da página contém o outro lado”.

Se puder dar uma dica, as exposições de longa duração são maravilhosas e já merecem a visita!!! Destacam-se entre elas a exposição envolvendo Mangás e Animes e a linda e extremamente interessante Ásia: a terra, os homens, os deuses que fomos visitar há 2 anos e é simplesmente fantástica! Também a exposição Trilhos e Traços, com obras de Poty é interessante e contextualiza a vida curitibana.

No Pátio das Esculturas existem obras interessantes e curiosas.



Obra de Erbo Stenzel, "Água pro Morro" (esta é a original - a cópia está na praça Gen. Marques, atrás do Paço da Liberdade)

A partir de 4 de setembro novas exposições entrarão em cartaz: A poética do resíduo, Eugênia Rolim, parece ser bastante contemporânea e interessante e Daquilo que nos escapa (Eder Santos) faz uma mescla entre artes visuais, cinema, teatro e vídeo!

Portanto, programe-se e divirta-se!!!

Em frente ao Palácio do Governo, no Centro Cívico. Do lado esquerdo, Assembleia Legislativa do Estado do Paraná


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