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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Passeando por Curitiba - Museus da capital: 11 - Museu Paranaense (MUPA)

MUPA

Falar sobre museus de Curitiba e não fazer uma publicação sobre o Museu Paranaense seria um crime rsrsrsrs

Mas a história deste museu começa há muitos anos. Então vamos relatar e mostrar onde ele está hoje (já desde 2002) e onde ele funcionava quando éramos crianças! Ambos os prédios são maravilhosos e estão entre os cartões postais da cidade, pela beleza arquitetônica única.

Museu Paranaense – MUPA

Palácio São Francisco, antigo Palacete Garmatter

Ao longo da história o Museu Paranaense teve diversas estruturas organizacionais e a antiga nomenclatura do Núcleo de História, “Seção de História da Pátria”, foi responsável pela catalogação e construção do acervo histórico, composto por mais de 60 mil itens referentes a distintas tipologias: artes visuais, pecuniários, fotografia, documentos impressos e manuscritos, objetos diversos, vestuário,... que contam o passado do estado. O destaque fica para a coleção David Carneiro e o Acervo Geral do Museu Paranaense, ambos tombados pelo IPHAN.

Exposição temporária


Fundado em 1876, o MUPA é o terceiro museu mais antigo do Brasil e guarda, no total, cerca de 500 mil itens focados em antropologia, história e arqueologia do estado do Paraná. 

Palácio São Francisco

O antigo Palacete Garmatter, hoje denominado Palácio São Francisco [por estar ao lado das ruínas da Igreja inacabada de São Francisco de Paula (séc. XVIII)], ocupa uma área de 4700m² no bairro São Francisco, ao lado do Largo da Ordem e onde, aos domingos, existe a famosa Feira Livre de Artesanato, é a sétima ocupação do MUPA.


Lustre em porcelana

CURIOSIDADES:

A edificação foi construída entre 1928 e 1929, por Eduardo Fernando Chaves, arquiteto e engenheiro formado pela UFPR (em 1922), para ser o Palacete residencial de Julio Garmatter e família. Com cerca de 1500m², ela tinha 2 pavimentos, subsolo e sótão, e foi inspirada na Casa Rasch, localizada em Wiesbaden, na Alemanha.

Maquete da cidade - 1876


De estilo eclético, possui imponente fachada simétrica e ausência de ornamentos, possuindo um interior organizado com cômodos possuindo funções claras, de modo a atender uma vida doméstica confortável.





Julio Garmatter nasceu na Alemanha, em 1878, e mudou-se para o Brasil em 1894. Em Curitiba, destacou-se como comerciante de carnes e proprietário de fazendas. Tinha um famoso açougue localizado na R. Saldanha Marinho (próximo da Catedral) e onde nossos pais/avós faziam compras, além de uma fábrica de banha, linguiça e presunto.

Muitas peças que compõe a casa – vasos sanitários, maçanetas, torneiras, pisos, vitrais – foram trazidos por ele da Alemanha.

Corredor que leva ao subsolo



Desde a transferência do acervo do Museu para cá, foram construídos dois pavilhões anexos onde exposições temporárias ocupam os espaços. No espaço destinado à história do Paraná, observa-se uma linha do tempo desde a pré-história até o início do séc. XX, com a chegada dos imigrantes.

Máscaras indígenas, usadas em rituais

Achados arqueológicos, presença dos indígenas, tropeirismo, ocupação do litoral, Ciclo do Mate, Guerra do Paraguai, Revolução Federalista, Contestado, imigração,... ocupam pequenos espaços e fornecem uma pequena visão cronológica da história de nosso estado.

Paço da Liberdade – Praça Generoso Marques

Paço da Liberdade

Quando éramos crianças, lá pelos idos da década de 1970, o MUPA funcionava no prédio que foi inaugurado em 1916 para ser o Paço Municipal (a prefeitura usou o lindo edifício até 1969, quando a sede do governo municipal passou para o Palácio 29 de Março, no Centro Cívico, onde funciona até hoje). Construído em estilo neoclássico e art nouveau, foi o primeiro prédio a possuir um elevador na cidade.

Detalhes



O Museu Paranaense utilizou suas instalações de 1974 a 2002, quando passou seu acervo e funcionamento para o Palácio São Francisco.

Atualmente o prédio abriga um espaço cultural Sesc, possuindo um café, livraria, biblioteca, auditório e salas de exposições, onde já estivemos algumas vezes admirando sua arquitetura e as obras expostas.

Riqueza nos detalhes das molduras de portas e do teto


Obra interessante exposta no forro do auditório. Não encontrei o autor

Mobília antiga

Piso superior, onde estão exposições temporárias 


Curiosidade: nesta praça havia um Mercado de Flores, que posteriormente foi transferido para os fundos do Paço, onde está até hoje. Ali funcionava o terminal de ônibus que utilizávamos para ir para casa, no Abranches.

Nos fundos do Paço da Liberdade, com obra de Erbo Stenzel ( o mesmo da Praça do Homem Nu) - popularmente chamada de "Maria lata d'água", na verdade é a obra "Água pro Morro" (1944): a escultura retrata Emerenciana Cardoso Neves, artista escultora colega de Erbo.

VISTAS DAS JANELA


Vista dos fundos, com destaque para o Mercado de Flores

Estátua de Barão do Rio Branco, na Praça Gen. Marques, em frente ao Paço da Liberdade. Ao fundo, prédios antigos da cidade

Na época natalina, um show a parte!

Os prédios da cidade contam, em suas fachadas, cores, detalhes, a história da cidade onde estão inseridos e de seus habitantes. Ali também encontramos nossa pertença, nossa história.

Mural com frase da poeta Helena Kolody. Em primeiro plano, parte de trás da estátua de Barão do Rio Branco e o prédio da Casa Edith (1879), um dos comércios mais antigos da cidade!


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