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| MUPA |
F
alar sobre museus de Curitiba e não fazer uma publicação
sobre o Museu Paranaense seria um crime rsrsrsrs
Mas a história deste museu começa há muitos anos. Então vamos
relatar e mostrar onde ele está hoje (já desde 2002) e onde ele funcionava
quando éramos crianças! Ambos os prédios são maravilhosos e estão entre os
cartões postais da cidade, pela beleza arquitetônica única.
Museu Paranaense – MUPA
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| Palácio São Francisco, antigo Palacete Garmatter |
Ao longo da história o Museu Paranaense teve diversas
estruturas organizacionais e a antiga nomenclatura do Núcleo de História,
“Seção de História da Pátria”, foi responsável pela catalogação e construção do
acervo histórico, composto por mais de 60 mil itens referentes a distintas
tipologias: artes visuais, pecuniários, fotografia, documentos impressos e
manuscritos, objetos diversos, vestuário,... que contam o passado do estado. O
destaque fica para a coleção David Carneiro e o Acervo Geral do Museu Paranaense,
ambos tombados pelo IPHAN.
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| Exposição temporária |
Fundado em 1876, o MUPA é o terceiro museu mais antigo do
Brasil e guarda, no total, cerca de 500 mil itens focados em antropologia,
história e arqueologia do estado do Paraná.
Palácio São Francisco
O antigo Palacete Garmatter, hoje denominado Palácio São
Francisco [por estar ao lado das ruínas da Igreja inacabada de São Francisco de
Paula (séc. XVIII)], ocupa uma área de 4700m² no bairro São Francisco, ao lado
do Largo da Ordem e onde, aos domingos, existe a famosa Feira Livre de
Artesanato, é a sétima ocupação do MUPA.
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| Lustre em porcelana |
CURIOSIDADES:
A edificação foi construída entre 1928 e 1929, por Eduardo
Fernando Chaves, arquiteto e engenheiro formado pela UFPR (em 1922), para ser o
Palacete residencial de Julio Garmatter e família. Com cerca de 1500m², ela
tinha 2 pavimentos, subsolo e sótão, e foi inspirada na Casa Rasch, localizada
em Wiesbaden, na Alemanha.
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| Maquete da cidade - 1876 |
De estilo eclético, possui imponente fachada simétrica e
ausência de ornamentos, possuindo um interior organizado com cômodos possuindo funções
claras, de modo a atender uma vida doméstica confortável.
Julio Garmatter nasceu na Alemanha, em 1878, e mudou-se para
o Brasil em 1894. Em Curitiba, destacou-se como comerciante de carnes e
proprietário de fazendas. Tinha um famoso açougue localizado na R. Saldanha
Marinho (próximo da Catedral) e onde nossos pais/avós faziam compras, além de
uma fábrica de banha, linguiça e presunto.
Muitas peças que compõe a casa – vasos sanitários, maçanetas,
torneiras, pisos, vitrais – foram trazidos por ele da Alemanha.
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| Corredor que leva ao subsolo |
Desde a transferência do acervo do Museu para cá, foram
construídos dois pavilhões anexos onde exposições temporárias ocupam os
espaços. No espaço destinado à história do Paraná, observa-se uma linha do
tempo desde a pré-história até o início do séc. XX, com a chegada dos
imigrantes.
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| Máscaras indígenas, usadas em rituais |
Achados arqueológicos, presença dos indígenas, tropeirismo,
ocupação do litoral, Ciclo do Mate, Guerra do Paraguai, Revolução Federalista,
Contestado, imigração,... ocupam pequenos espaços e fornecem uma pequena visão
cronológica da história de nosso estado.
Paço da Liberdade – Praça Generoso Marques
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| Paço da Liberdade |
Quando éramos crianças, lá pelos idos da década de 1970, o
MUPA funcionava no prédio que foi inaugurado em 1916 para ser o Paço Municipal
(a prefeitura usou o lindo edifício até 1969, quando a sede do governo
municipal passou para o Palácio 29 de Março, no Centro Cívico, onde funciona
até hoje). Construído em estilo neoclássico e art nouveau, foi o primeiro
prédio a possuir um elevador na cidade.
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| Detalhes |
O Museu Paranaense utilizou suas instalações de 1974 a 2002,
quando passou seu acervo e funcionamento para o Palácio São Francisco.
Atualmente o prédio abriga um espaço cultural Sesc, possuindo
um café, livraria, biblioteca, auditório e salas de exposições, onde já
estivemos algumas vezes admirando sua arquitetura e as obras expostas.
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| Riqueza nos detalhes das molduras de portas e do teto |
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| Obra interessante exposta no forro do auditório. Não encontrei o autor |
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| Mobília antiga |
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| Piso superior, onde estão exposições temporárias |
Curiosidade: nesta praça havia um Mercado de Flores, que
posteriormente foi transferido para os fundos do Paço, onde está até hoje. Ali
funcionava o terminal de ônibus que utilizávamos para ir para casa, no
Abranches.
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| Nos fundos do Paço da Liberdade, com obra de Erbo Stenzel ( o mesmo da Praça do Homem Nu) - popularmente chamada de "Maria lata d'água", na verdade é a obra "Água pro Morro" (1944): a escultura retrata Emerenciana Cardoso Neves, artista escultora colega de Erbo. |
VISTAS DAS JANELA
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| Vista dos fundos, com destaque para o Mercado de Flores |
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Estátua de Barão do Rio Branco, na Praça Gen. Marques, em frente ao Paço da Liberdade. Ao fundo, prédios antigos da cidade
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| Na época natalina, um show a parte! |
Os prédios da cidade contam, em suas fachadas, cores,
detalhes, a história da cidade onde estão inseridos e de seus habitantes. Ali
também encontramos nossa pertença, nossa história.
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| Mural com frase da poeta Helena Kolody. Em primeiro plano, parte de trás da estátua de Barão do Rio Branco e o prédio da Casa Edith (1879), um dos comércios mais antigos da cidade! |
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