Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 7 de julho de 2026

Passeando por Curitiba - Parque da capital: 3 - Parque Tingui

 

Ser urbenauta é explorar o centro urbano onde se está inserido, de preferência, a pé.  Conceito criado pelo curitibano Eduardo Fenianos, na década de 1990, o projeto nasceu da observação de Fenianos sobre pessoas que viajavam o mundo, mas que ignoravam a própria vizinhança.

Assim, somos urbenautas e exploramos cada cantinho de nossa cidade (ou de onde nos encontramos). O Parque Tingui está a aproximadamente 3,5 km de distância de onde moramos e é um dos nossos destinos de passeios em dias de sol!

Parque Tingui


Antes do Rio Barigui chegar ao Parque Barigui, ele passa pela área de 427.492 m² do Parque Tingui, que foi implementado em 1994 com a intensão de proteger a bacia do rio e auxiliar na contenção de enchentes.



Após dias de chuva, vejam como ficam as ciclovias e áreas de passeio... 
 

Os tinguis, que deram nome ao parque, eram o povo indígena que habitava a região na época da fundação da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, atual Curitiba. Conta a lenda que Tindiquera, o cacique da tribo tingui, foi quem indicou aos colonizadores onde deveriam erguer a vila.

O nome tingui significa “nariz afinado”, pois eram indígenas combativos, hábeis na execução de armas e utensílios de pedra e possuíam um belo porte.

Memorial Ucraniano


Um portal destaca a área do parque onde, em 1995, foi inaugurada a réplica da capela cristã ortodoxa, dedicada a São Miguel, junto de seu campanário – Igreja de São Miguel da Serra do Tigre (localizada em Mallet, PR).

Em estilo bizantino, construída em madeira e com cúpula de metal, a construção é linda e é uma homenagem aos imigrantes ucranianos que chegaram à capital paranaense em 1895. No Memorial são realizados eventos culturais e há a exposição permanente de pêssankas e bordados tradicionais (nas cores preto, branco e vermelho), além de quadros explicativos sobre a imigração, sua cultura e tradições. De acordo com dados oficiais, somente em Curitiba vivem cerca de 70mil ucranianos e descendentes e no estado do Paraná, este número ultrapassa a marca de 500 mil pessoas.


Quadros explicativos sobre a imigração ucraniana no Paraná, sobre a perseguição comunista e o Holomodor
Curiosidades:

·         entre personalidades paranaenses importantes e famosas que têm ascendência ucraniana destacam-se a poetisa Helena Kolody, a apresentadora Eliana (por parte de mãe), a atriz/dramaturga Denise Stoklos, o pintor expressionista Miguel Bakun, entre outros.

·         da culinária ucraniana (eslava) ganhamos o pierogi (perohê, vareniky ou wareniki), a sopa borscht (feita com beterrabas), além da horilka - vodka ucraniana, feita de forma caseira.

·         As Pêssankas são ovos coloridos que tradicionalmente são dados na Páscoa. Feitos a mão, utilizando-se vela, cera de abelha e bico de pena fino, os desenhos são cheios de simbologia e as cores associadas também têm significado.



·         Os bordados são uma arte milenar da cultura ucraniana associados à religião, colocados em altares ou sobre ícones religiosos. As cores predominantes são o vermelho (significa vida, paixão, amor; traz proteção e força vital), preto (faz referência à terra fértil, riqueza, colheita abundante), branco (pureza, elevação espiritual), azul (céu, água, paz de espírito), amarelo (luz do sol, campos de trigo), verde (primavera, juventude, natureza).

Atrações

Observando o Rio Barigui

O Parque faz divisa com o município vizinho, Almirante Tamandaré (onde nasce o rio Barigui)

A trilha que percorre 3,5km é mista, com a maior parte dela asfaltada. Boa parte percorrida no meio da mata onde se pode observar a fauna e flora locais, ela vai percorrendo e margeando o rio Barigui, tendo pontes cobertas, canchas poliesportivas de areia, aparelhos de ginástica, parquinho infantil, quiosques com churrasqueiras,...


O Memorial está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, e tem entrada gratuita. A loja de artesanato segue o mesmo horário.

Esta escultura, de 8m de altura, foi concebida pelo artista Emanoel Araújo - a peça reverencia a influência africana na formação cultural do país e foi instalada em 2022.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 2 - Parque Barigui

 

Natal 2025

O bairro das Mercês, onde originalmente o Marcos morava com seus pais (e onde estamos temporariamente agora) é “vizinho” de um dos Parques mais antigos da cidade de Curitiba: o Parque Barigui.

Parque Barigui (ü)

Trilhas na área do parque

Ocupando uma área de 1,4 milhão de m² e fundado em 1972, o nome do parque faz alusão ao rio que o corta. Projetado inicialmente para ser um parque linear que tinha por função funcionar como contenção de enchentes, além e preservar a Mata Atlântica nativa da região, tornou-se um ponto de encontro e diversão para todo mundo.  

Curiosidades:

  • Na época da fundação do povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, hoje Curitiba, a área onde hoje está o parque era uma sesmaria pertencente a Baltazar Carrasco dos Reis e posteriormente Mateus Leme tomou posse da terra. Nesta época, a localidade chamava-se Mariqui, que no idioma indígena significa “rio do fruto espinhoso”, fazendo referência à abundância dos pinheiros e seus pinhões.
  • Quando nos casamos, na década de 1990, havia um morador diferente nos lagos do Parque Barigui: um jacaré-de-papo-amarelo foi solto ali por algum incauto e passou a ser atração. Ele foi transferido após alguns anos - para o Zoológico da cidade - e incidentes (ele se alimentou de alguns “lulus” que se aproximavam do lago) e como forma de prevenção. Para imortalizá-lo, foi feita uma escultura em concreto em sua homenagem, que está exposta próxima do Pavilhão de Exposições.
  • O lago, com pouco mais de 230 mil m², é um atrativo onde podem ser vistas dezenas de capivaras, animal querido e que acabou virando símbolo de nossa cidade, além de peixes e muitas aves (colhereiros, garças brancas e carcarás, biguás, entre outros).
  • Réplica do jacaré-de-papo-amarelo que habitou o parque

Atrativos

Além da pista para fazer caminhadas, correr ou simplesmente passear, que tem uma extensão de 5,2 km, ainda há equipamentos para ginástica, parquinho infantil (gratuito e pago), quiosques com churrasqueiras, banheiros públicos, canchas poliesportivas, pistas para bicicross e pista exclusiva para quem curte andar de patins, bicicletas ou skate.


A companhia dos saguis é frequente nas trilhas. Seu assobio se ouve de longe! Nada de alimentar os animais!!!
O bosque possui inúmeras opções de trilhas e ainda existem lanchonetes e restaurantes no interior do parque, além dos vendedores ambulantes de pipoca e caldo de cana que podem ser encontrados próximo dos estacionamentos.

Vista do deck de um dos restaurantes
O antigo Centro de Exposições de Curitiba, criado em 1975, e onde fomos como crianças e adolescentes a diversas exposições temáticas ao longo do ano, passou para a iniciativa privada em 2012, tendo sido renomeado para Centro de Eventos Positivo (o consórcio Positivo + JMalucelli tem um contrato de uso de 25 anos).

Parque de Diversões próximo do Centro de Eventos

Museu do Automóvel de Curitiba


Do outro lado do parque fica o excelente Museu do Automóvel de Curitiba, que vale uma visita. Inaugurado em 1976 e administrado pelo CAAMP – Clube de Antiguidades Automotivas do Paraná – seu acervo (pertencente aos sócios do clube) conta com 74 peças expostas permanentemente, além de outros carros que são “emprestados”, chegando a 150 veículos expostos!




Divididos em 4 categorias, antique, vintage, milestones e classic, mesmo para aqueles que não conhecem muito sobre carros (como eu, Mari) é uma curtição passear pelos corredores e admirar as máquinas... dizer que o Marcos ficou horas admirando e me explicando sobre as raridades expostas ali, é desnecessário!






Entre as relíquias, podem ser admirados um caminhão Ford 1919 (pertencente a Matte Leão), um DeSoto54, uma McLaren pilotada por Emerson Fittipaldi, um Phaenton 812 (a peça mais rara e valiosa da coleção), entre outros.


Central Geradora Hidrelétrica Nicolau Klüppel


Inaugurada em 2019, esta pequena usina hidrelétrica utiliza a água do vertedouro do lago para movimentar a turbina em formato de “Parafuso de Arquimedes”, gerando 21.600 kWh por mês. Esta energia equivale à metade da energia consumida em todo o Parque Barigui mensalmente (aproximadamente o equivalente ao consumo médio de 135 residências).





O nome é uma homenagem ao engenheiro Nicolau Imthom Klüppel, um dos idealizadores do sistema de parques e lagos de Curitiba, que têm por função o controle de enchentes. Morto em 2016, aos 86 anos, Nicolau foi funcionário de carreira do IPPUC, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

 

A “praia do curitibano” é um espaço democrático, gratuito, bonito, seguro e excelente opção de passeio em nossa capital. Mesmo nos dias frios, onde a grama amanhece branquinha por conta da geada, o Parque Barigui é um dos cartões postais mais frequentados pelo curitibano e pelos turistas!

Nossas queridas "capis", super tranquilas, e fazendo pose para foto!

Jardinete República Oriental do Uruguai - o painel é uma homenagem aos nossos vizinhos, destacando pontos importantes de sua história

A Olaria do Parque é um espaço gastronômico e cultural que ocupa as instalações da antiga olaria que funcionava antes de 1972. Hoje sua chaminé e estrutura em tijolo a vista chama a atenção de quem está fazendo as trilhas


Bom passeio!!! 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 1 - Passeio Público

Portão do Passeio Público, em período natalino

Como muitos sabem, Marcos e eu (Mari) somos curitibanos de nascimento e catarinas de coração. Em nosso retorno ao sul do Brasil, após 6 anos de estrada, nos estabelecemos temporariamente em nossa cidade natal e aqui vamos dividir um pouco com nossos amigos leitores/viajantes/seguidores... cantinhos de nossa Curitiba! 

Curitiba, capital do Paraná

Conhecida como "cidade sorriso", muitos complementam este título com "sorriso amarelo", referindo-se ao fato de que os curitibanos são bastante reservados... diria que isto ficou no passado! Com a grande migração ocorrida desde fim da década de 1970, a cidade cresceu muito e diversificou sua população, anteriormente formada basicamente por poloneses, ucranianos, alemães e italianos. 

Curitiba é famosa pelos seus parques!!

E são, hoje, 48 parques e bosques municipais catalogados, somando mais de 19mil km² de área verde!!! Nestes próximos textos, iremos mostrar um pouco nosso ponto de vista a respeito de cada um que visitamos neste nosso retorno à cidade.

Passeio Público

Próximo do local onde antigamente ficava a Lanchonete Pasquale, onde se comia o melhor bauru da cidade! Hoje neste local, no Natal, monta-se o Carrossel

O Passeio Público foi o primeiro parque da cidade, fundado em 1886. Ocupando uma área de quase 70mil m² no coração da cidade, seu símbolo maior é o portão – réplica do Le Cimetière Asnières, de Paris.

Planejado e construído por Alfredo d’Escragnolle Taunay, então presidente da província, para sanar problemas de drenagem, pois o terreno todo era um grande banhado, teve apoio do Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia) e de Francisco Fasce Fontana, grandes empresários ervateiros.

Antigo serpentário, hoje tem um telão onde passam filmes

O Rio Belém, que corta a região e é um dos principais rios da capital, foi saneado e transformado num lago, usado pela população como local de lazer, pois havia canoas para fazer passeios. Quando éramos crianças, as canoas foram substituídas pelos pedalinhos.

Rio Belém, dentro do Passeio Público

Curiosidade: o Rio Belém nasce no Parque das Nascentes do Rio Belém, no bairro Cachoeira (norte da cidade) e deságua nas cavas do rio Iguaçu, percorrendo aproximadamente 20km por dentro da cidade. Recebe esgoto (muitas ligações clandestinas estão nas galerias de águas pluviais), lixo (corta a Vila das Torres, uma das mais antigas favelas da cidade) e o descaso da população e autoridades da cidade. Foi retificado em muitos trechos por conta do adensamento populacional e isto faz com que provoque enchentes em locais mais baixos.


Há, dentro do Passeio Público, lagos e ilhotas, das quais se destaca a “Ilha da Ilusão” onde durante o advento acontecem as apresentações natalinas do local.

O primeiro zoológico da cidade

Num passado não tão distante, o zoológico da cidade ficava ali (até meados de 1980) e não foram poucas as vezes que íamos passear pelo parque, brincando no parquinho infantil que ali existia (e continua existindo) com nossos pais e avós, e observar os bichos, coitados, presos em pequenas jaulas, andando neuroticamente de um lado para o outro. Eram pumas, leões, ursos, mandril,... ocupando pequenos espaços e observando-nos com cara de poucos amigos, também pudera!

Grandes viveiros onde se podem ver aves e pequenos roedores

Ainda hoje há um espaço para observação de pássaros, com gaiolas grandes que abrigam algumas espécies de aves nacionais-internacionais, além de roedores de pequeno porte.

Natal 2025

Praça 19 de Dezembro

A Praça 19 de Dezembro, também chamada de Praça do Homem Nu, fica a uma quadra da entrada principal do Passeio Público e no séc. XIX abrigava um antigo chafariz (1862) que fornecia água para os habitantes da cidade. Este chafariz funcionou até 1914 e entre idas e vindas, a praça só passou por uma grande remodelação da década de 1950, quando se festejou o Centenário de Emancipação do Paraná (19 de dezembro de 1850), daí seu nome.

Ela, então, recebeu um grande obelisco de pedra e a estátua do homem nu, autoria dos escultores Erbo Stenzel*, austríaco radicado no Brasil, e de Humberto Cozzo, cujo significado era “retratar o homem paranaense olhando em direção ao futuro” (ele está olhando em direção a região noroeste do estado).

*Erbo Stenzel foi discípulo de João Turin e o sucedeu na direção da Escola de Música e Belas Artes do Paraná.


Ao fundo, um mural curvo com painel em granito de Erbo Stenzel de um lado e um painel de azulejos azuis e brancos de Poty Lazzarotto, onde estão retratados episódios da história do Paraná.

Curiosidade: a estátua da mulher nua, colocada posteriormente ali, não fazia parte do conjunto/projeto original. Segundo histórias de bastidor, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná estava sendo construído e encomendaram uma obra a Erbo Stenzel: uma estátua da deusa da Justiça (1953). Erbo, muito crítico e dentro da visão modernista, fez a Justiça sem venda nos olhos, sentada, nua e a venda que deveria estar em seus olhos estava insolentemente apoiada em sua mão. A balança ficava jogada ao lado!!! Desnecessário dizer que os juízes e sociedade da época odiaram a obra, considerando-a subversiva. A obra ficou escondida por muitos anos e depois, já sem a balança e a venda nas mãos, foi colocada nos fundos do Palácio do Governo, tendo sido levada para a Praça apenas em 1972!

 

 


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Relatório Final - Expedição Transamazônica 2025

 


RELATÓRIO FINAL – EXPEDIÇÃO TRANSAMAZÔNICA 2025

 

Início da aventura: 24 de junho de 2025

Término da aventura: 19 de novembro de 2025

            TOTAL: 150 dias

                        TOTAL DE DIAS PERCORRIDOS NA BR-230: 25 dias

            QUILOMETRAGEM TOTAL: 15076 km

                        QUILOMETRAGEM PERCORRIDA NA BR-230: 5089 km

Descrição

R$ (US$)

Porcentagem

Combustível           (1348 litros)

         Mais barato: R$ 5,39 o litro (PB)

         Mais caro: R$ 8,02 o litro (PA)

R$8459, 86 (=U$ 1630)

32,4%

Pedágio           (24, no total)

R$ 307,00 (=U$ 60)

 

Balsas              (22 balsas no total)

Mais cara: R$ 135,00 (Rio Juruena, MT 208)

R$ 482,00 (= U$ 93)

 

Garça (trocas de óleo, peças, soldas, consertos,...)

R$ 1567,53 (= U$ 300)

6%

TOTAL DE GASTOS    

 Por dia (casal): R$ 174,00 (=U$ 32,50)

R$ 26099,00 (=U$ 4890)

 

No total, foram visitados 18 estados da federação, dos quais 7 estados são cortados pela BR-230 Transamazônica. Passamos por todos os estados da região Centro-Oeste, do Nordeste (com exceção do Rio Grande do Norte) e do Sudeste (com exceção do Rio de Janeiro).

Fordlândia (PA), às margens do Rio Tapajós

Neste percurso, cruzamos centenas de rios, nos banhamos em dezenas deles, tiramos fotos de pores do sol a perder as contas.

  • Rios importantes que cruzamos:

Paraná, Paraguai, Paranapanema, Miranda, Juruena, Xingu, Tapajós, Amazonas, Teles Pires, Madeira, Roosevelt, Tocantins, Araguaia, São Francisco, Paraibuna, Jequitinhonha, das Contas, Pardo,...

  • Parques Nacionais e Estaduais visitados:
- Chapada dos Parecis (Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis)
- Pantanal Mato-Grossense (Bonito, Porto Murtinho)
- Chapada dos Guimarães (Nobres, Bom Jardim)
- PN Chapada das Mesas (Carolina, Itapecuru)
- PN  da Amazônia (PA) 
- PN Serra da Capivara (Sítio do Mocó - PI)
- PN Serra das Confusões (Cânion dos Viana - PI)
- PE Morro do Diabo (SP)

Cachoeira do Utiariti - Chapada do Parecis MT

  • Lugares que valem uma nova visita
- explorar melhor a Chapada dos Parecis (MT)
- Serra da Capivara (é linda e sempre vale mais uma visita!)
- Rio São Francisco ("quem bebe de sua água sempre volta!"
- Rio Tapajós (de beleza única, uma dos pontos altos de nossa viagem!)

PN da Amazônia - Rio Tapajós (PA)

  • Cidades/locais que marcaram:
- Areia (PB): linda cidade colonial, localizada no Brejo Paraibano, "terra da cachaça"
- São Cristóvão (SE): primeira capital do estado, com casario preservado
- Praia de Pindobal (Belterra, PA): na nossa opinião, mais bonita e atraente que a vizinha famosa Alter do Chão
- Fordlândia (Aveiro, PA): curioso encontrar uma fábrica automotiva no meio da floresta
- Rio Roosevelt (MT/PA): a  história do Rio da Dúvida é incrível e envolve personagens interessantes (ex-Presidente Roosevelt e Mal. Cândido Rondon)
- Chapada dos Parecis (MT)

São Cristóvão (SE)
 

PERNOITES

Normalmente acampamos sem custo, no estilo chamado wild camping. Neste percurso, pagamos para dormir, em camping ou semelhante, 8 vezes e dormimos em hotel 1 vez (em Minas Gerais: R$ 160,00 o pernoite com café da manhã). 

Camping Barra Grande, em Canasvieira (BA)

Os camping mais caros ficaram em R$ 160,00 (=U$32) para casal [no Mato Grosso do Sul (Bonito) e no Pará (Pindobal, com jantar incluso)] e o mais barato foi R$ 35,00 (=U$6) o casal [no litoral da Bahia].

Hospedamo-nos na casa de amigos em 7 ocasiões, ficando alguns dias em cada local.

  • Aqueles locais que foram planejados, mas que ficaram para uma próxima vez
- Cânion do Jaguarucatu (Sengés, PR)
- PN do Descobrimento (BA)
- PN do Caparaó (Pico da Bandeira, MG/ES)
- PE da Cachoeira da Fumaça (ES)
- Bedengó (meteorito) + Canudos: Estação Ecológica Raso da Catarina, na BA
- Ilha do Marajó (Alenquer + Oriximiná), no PA

PERRENGUES:

  • ·         O primeiro, e mais tenso, foi quando caímos numa valeta e tivemos de encontrar um trator para nos tirar da enrascada, no interior do Paraná (estávamos a 230km de casa!).
  • ·         Quebra de molas: trocamos as duas molas traseiras (uma no Pará e outra no Piauí) – as estradas são horríveis e mesmo mantendo a velocidade média baixa, o desgaste é muito grande
  • ·         Perdemos um parafuso com porca que prendia o amortecedor traseiro (a troca foi feita na beira da estrada, rapidinho): será que tinha muito buraco na estrada??
  • ·         Foram feitas duas soldas (no fecho da tampa e no escapamento)


 

Assim, finalizamos mais um projeto com sucesso. Se foi bom??? Com certeza.

Vimos e vivenciamos coisas maravilhosas! Aprendemos mais um pouco sobre este nosso grande país, cheio de antagonismos e curiosidades.

Até a próxima...