Hora de levantar acampamento... próximo destino: Ilha de
Itaparica!!
Itaparica
Itaparica está localizada na Baía de Todos os Santos e seu nome significa "cerca de pedras", fazendo referência à barreira natural de corais que existe no local (e em todos o litoral nordestino). Emancipada em 1831, sua história remota ao séc. XVI, quando Américo Vespúcio avistou a ilha em 1501 e aportou, encontrando os indígenas Tupinambá. Em 1561, os jesuítas iniciaram sua missão por aqui, depois de Diogo Álvares de Correia (o Caramuru) ter se casado com Paraguassu (posteriormente chamada de Catarina), em 1509. Em 1563 um surto de varíola matou muita gente, dizimando a nação tupinambá. Em 1597, a ilha de Itaparica foi invadida por ingleses e 15 anos mais tarde, por holandeses, que nela construíram o Forte de São Lourenço.
Seguimos direto até a ponta norte da ilha, onde fica o setor
histórico de Itaparica. Aqui visitamos o Forte de São Lourenço,
originalmente construído em 1631 pra proteger a entrada da
Baía-de-Todos-os-Santos contra invasões holandeses, sem sucesso. Os
neerlandeses comandados por Sigismund van Schkoppe ocuparam-no (entre
1630-1654) e reconstruíram-no no formato quadrangular irregular, e apenas no
ano 1648 evacuaram a ilha, tendo sido expulsos pelos portugueses e indo se
refugiar em Recife.
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| - Forte de São Lourenço, localizado na Ponta da Baleia, Itaparica |
O que vemos hoje é uma fortificação de alvenaria de pedra e
cal, erguida sobre a velha fortificação em 1711, apresentando um formato
octogonal. Durante a Guerra da Independência do Brasil (1822-1823) o exército
português foi derrotado aqui e a ocupação do forte se deu pelas forças
brasileiras. Quando D. Pedro II veio visitar suas instalações (1859), encontrou
ruínas e a Casa de Comando havia se tornado uma Cadeia Pública. Com a
Proclamação da República, suas instalações passaram a funcionar como
Enfermaria.
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| Releitura de obra de Antônio Parreiras, que retrata "O Primeiro Passo para a Independência da Bahia", na cidade de Cachoeira |
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| Estação de Degaussing - maquete |
O tombamento e preservação do imóvel só veio em 1938, mas
apenas em 1974 o Ministério da Marinha fez obras de restauro no forte. Foi
instalado, então, o Complexo de Magnetologia, também conhecida como “Estação de
Degaussing”, destinada à medição e compensação magnética de Navios Varredores e
Navios Ferromagnéticos, reduzindo o campo magnético de navios de guerra,
protegendo-os contra minas magnéticas.
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| Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento (1794) - tombada pelo IPHAN em 1980. A igreja recebeu a vista de D. Pedro I (1826) e de D. Pedro II (1859). Em estilo barroco com traços de neoclássico. |
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| Igreja de São Lourenço - as informações sobre sua construção são divergentes. Segundo uns, foi construída em 1610 pelos baleeiros que se estabeleceram na Ponta das Baleias. Há relatos que afirmam que em 1623 houve pregações contra a invasão holandesa. |
Como a ilha é bonita, fomos entrando (e saindo) das diversas
praias, buscando um local para pernoitarmos. A Praia da Gamboa é muito bonita,
mas sem um local adequado para acamparmos. Fomos até a Penha, de onde se vê
Salvador ao longe (do outro lado da baía). O lugar era lindo e a lua cheia
indicava uma noite maravilhosa pela frente, porém, a insegurança no local nos
fez irmos embora e buscarmos um posto de combustíveis para pernoitarmos com
segurança. Só encontramos esta opção em Nazaré, distante quase 40km de onde
estávamos... (todos os postos de combustível da ilha e arredores fecham por
volta das 20h e não permitem o pernoite, pela insegurança do local!)
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| Praia da Gamboa |
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| Salvador, lá do outro lado! |
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| Praia de Penha, muito linda! |
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| Fizemos nosso almojanta e partimos... |
Na manhã seguinte, tomamos nosso café em Guaibim, após
passearmos pela bonita praia de Itaquari (indicação de Davi), onde até tínhamos
vontade de ficar – o encontro do rio e mar convidava ao banho, mas como era 2ª
feira, estava tudo fechado!
Costa do Cacau + Costa do Dendê – BA001
A Costa do Cacau, BA 001, se estende de Itaparica até
o sul do estado, em Mucuri. Ela muda de nome, mas vai serpenteando o mar,
passando por lugares interessantes e históricos, como Valença, Ilha de Boipeba,
Ilhéus, Porto Seguro,... e por centenas de cacaueiros. [Há dicas de passeios
para a Ilha de Boipeba, partindo de Cairu, em Torrinhas, e não Valença, como
muitos dizem]
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Praia de Itaquari, Guaibim - encontro do rio e mar
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Itacaré
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| Praia da Concha com o Farol da Concha |
Por fim, chegamos à Itacaré e lá estacionamos na Praia
da Concha, onde fica o Farol de mesmo nome. Após conversarmos com a proprietária do
restaurante Cabana Bambino’s, Daniela, obtivemos a autorização para
pernoitarmos no local e, desta vez, com segurança, pudemos passear
despreocupadamente pelo local, tomando banho e curtindo o lindo visual!
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| Nosso acampamento no Cabana Bambino's |
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| O Farol da Concha tem formato quadrado e “guarda histórias dos navegantes e da época cacaueira, testemunhando o encontro do Rio das Contas com o mar”. |
Suas praias são famosas, bonitas e algumas excelentes para o surf. A praia da Concha possui águas calmas, boas pra banho, e o pôr-do-sol foi garantido com música ao vivo e visual de revista na Ponta do Xaréu!
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| Encontro do Rio das Contas com o mar |
Itacaré está localizada na foz do Rio das Contas, que foi
utilizado pelos portugueses para levar mercadorias etc e tal até o interior de
MG, na região de Salinas, lá nos idos de 1700!
Fundada em 1732 e chamada inicialmente de São Miguel da Barra
do Rio das Contas, Itacaré só passou a ter o nome atual em 1931!
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| Frutas tropicais no luau na Ponta Xaréu (cacaus, abacaxis, laranjas, maracujás) |
- Itacaré: do tupi, “jacaré de pedra”
Com formação geológica única no Nordeste Brasileiro, a faixa
costeira é fértil e a Mata Atlântica avança até o mar. Nesta faixa a cultura
agrícola se expandiu e o cacau encontrou um sistema próprio de plantio, chamado
cabruca – onde os pés de cacau são plantados à sombra das árvores,
diferente do café e da cana-de-açúcar, onde extensas áreas são desmatadas. [No
Ceará o plantio de café segue o mesmo princípio e se produz o café arábica de
sombra, na região de Baturité e Guaramiranga]
O município cresceu muito graças ao cacau, porém nos anos
1940, com o assoreamento do porto da cidade, o lugar acabou ficando isolado.
Este problema só foi resolvido com a construção da Estrada Parque da Serra
Ilhéus-Itacaré, em 1998, e hoje o turismo responde por 90% do PIB do município.
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| - Aqui descobrimos que a nossa manjuba aqui se chama pititico. Comemos uma porção de pititico, acompanhada daquela cerveja gelada! |
Canavieiras
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- Na região de Canes, nome carinhoso da cidade, a pesca do marlim azul é um dos atrativos que atraem os turistas para cá |
No dia seguinte, sempre direção Sul, passamos por Ilhéus
(onde já estivemos há 20 anos e não tivemos vontade de parar), pela Reserva
Biológica do Una, dali a Comandatuba; as praias são bastante planas, sem muito
atrativo e com bastante mangue.
Nosso destino era Canavieiras, na foz do Rio Pardo, conhecida
como “Terra do Caranguejo”, apesar de que a carnicicultura aqui é forte e a
principal fonte de renda. Fundada em 1832 e emancipada em 1891, seu nome faz
menção ao plantio da cana (economia da época) e à família Vieira, moradores da
antiga vila - chamada na época de “Princesinha do Sul”! O cultivo de cacau também teve protagonismo nesta área, mas assim como nas outras regiões, a "vassoura de bruxa" dizimou suas plantações na década de 1980.
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| Praia de Canasvieira |
Buscamos um camping na beira mar e o primeiro, bem
estruturado e confortável – Camping Pollyana – do Renato, estava bastante
lotado (o preço por casal: R$35,00). Como estávamos buscando um local mais
tranquilo, voltamos até o Camping Barra Grande, onde o Evandro (arrendatário)
fez o mesmo preço.
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| Camping Barra Grande - "tinha um gatinho ali" |
O lugar é “pé na areia”, mais rústico que o outro, mas estava
vazio (só havia outros 2 hóspedes nas cabanas). A praia é meio sem graça, mas
bonita do seu jeito! A tranquilidade e segurança do local são os cartões de
visita!!!
UM POUCO DE HISTÓRIA
Há algumas postagens atrás, mais especificamente na postagem
sobre o Pará, fizemos menção à história do cacau na Bahia. Um dos maiores
crimes ambientais e de agroterrorismo no mundo aconteceram aqui, na terra de
Jorge Amado. Na década de 1980 a Bahia era a maior produtora de cacau do mundo
e os barões do cacau dominavam o local, exercendo influência política
incontestável! Este foi o principal motivo que a oposição encontrou: para minar
este poder “da elite”, teriam que atacar o poder econômico que vinha das
fazendas de cacau!
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| As fazendas e áreas produtoras de cacau estão todas cercadas |
Um grupo, formado por funcionários de órgãos públicos e
filiados à partidos políticos foi o
responsável por disseminar plantas doentes (colhidas em RO, onde a vassoura de
bruxa infestou as plantações) nas plantações da Bahia e a infestação se tornou
incontrolável... Em poucos anos, aquilo que era uma das maiores fonte de renda
do Estado e motivo de orgulho passou a ser a ruína: quebrou-se, assim, o ciclo
político e econômico de toda a região!!!
Existe vasta informação a respeito deste crime na
mídia. Caso tenham interesse, passo os links em particular
Santa Cruz de Cabrália + Porto Seguro = Costa do Descobrimento
Na manhã seguinte, optamos pelo asfalto (apesar de ser 80km
mais longo) e seguimos pela BA270 até Santa Luzia e de lá, até a BR101, onde
passamos pelo Rio Jequitinhonha, cuja ponte está comprometida. [Lembra a
história da ponte no Maranhão, no Estreito, onde também houve uma tragédia com
mortes há 1 ano!]
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| Rio Jequitinhonha - com aproximadamente 1000 km de extensão, ele nasce na linda cidade de Serro MG (que visitamos há dois anos - deem uma olhada no blog) e aqui está quase em sua foz! |
Observamos, com tristeza, todo o comércio na beira da estrada
cheio de grades e cercas, num reflexo direto da insegurança vivida por estas
bandas, resultado das invasões de terra pelo MST e também da ação do
narcotráfico (PCC, CV e afins) que atuam livremente. Ainda há, também, as
invasões indígenas das terras... affff! Terra de ninguém...
SANTA CRUZ CABRÁLIA
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| Depois do eucalipto, áreas de queimada... |
Em Itagimirim deixamos a BR101, para voltar ao mar, pela BA
275. Os primeiros km são asfaltados, pois há uma enorme indústria de
processamento de celulose (eucaliptos por todos os lados). Depois de 2 trechos
de areia e pó, chegamos a Santa Cruz Cabrália e fomos direto até a
Igreja N. Sra. da Conceição (1711).
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| Igreja de N. Sra. da Conceição: a primeira igreja foi construída na segunda metade do séc. XVI |
A Igreja de N. Sra. da Conceição, antiga Igreja de Santa
Cruz, está localizada na cidade alta, onde ficava o núcleo primitivo de
ocupação; situada num grande terreiro, ali ainda restam a Casa de Câmara e
Cadeia (abrigou a primeira Intendência do país). Na frente da igreja há um
cruzeiro e no fundo, um cemitério. Este núcleo histórico foi tombado pelo IPHAN
em 1981.
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| Vista panorâmica do alto do morro; abaixo, Santa Cruz Cabrália |
A cidade baixa era primitivamente ocupada pelos armazéns e
casas de pescadores e ainda hoje é o local onde a cidade se desenvolve. Na
Praia de Coroa Vermelha, em 1500, foi rezada a primeira missa no Brasil.
Gonçalo Coelho, comandante da 2ª expedição ao Brasil, aportou
na Baía Cabrália em 1503, deixando aqui os primeiros missionários, aventureiros
e degredados, e trouxe consigo Américo Vespúcio como observador.
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| Praia da Coroa Vermelha, foz do rio Mutari |
Santa Cruz Cabrália, fundada em 1833, teve sua origem com a
chegada dos portugueses. Em 1536, Pero Campos Tourinho criou uma povoação
chamada Vera Cruz. Os indígenas aimorés devastaram este povoamento e seus
habitantes se mudaram para as margens do Rio Sernampetiba, onde foi criada a
Vila de Santa Cruz.
Atualmente os pataxó tem uma aldeia em Coroa Vermelha, onde
comercializam artesanato.
A caminho de Porto Seguro, na Praia de Coroa Vermelha,
vimos um lindo camping e fomos até lá. O Mutari Camping, administrado pelo
Bruno, cobrou R$ 50,00 o casal e ficamos por ali, num local sombreado, próximo
do banheiro e das pias.
Nossos vizinhos eram muito simpáticos e logo fizemos amizade.
Mariazinha viaja sozinha de van e César tem uma barraca de teto em seu Honda.
Já Rodrigo viaja numa Mitsubishi L200 com camper pop-up e o casal
Alexandrina e Paulo tem uma van.
Acabamos fazendo uma comida comunitária e batendo papo com
nossos vizinhos, muito animados! Aproveitamos para passear pela praia e curtir
mais uma noite de luar! O lugar estava tão bom que ficamos 2 noites.
No dia seguinte, agora sim, logo cedo levantamos acampamento
e demos uma parada em Porto Seguro, onde passeamos pela Cidade Histórica
– Centro Histórico do Descobrimento, de onde se tem uma linda vista do mar. Ali
ficam a Paróquia N. Sra. da Pena, o Farol Porto Seguro e o Marco Comemorativo
do Início da Colonização. Os estudantes de diversas escolas da região estavam
fazendo piqueniques com suas professoras e aproveitando a Semana da Criança. |
| Centro Histórico do Descobrimento - Igreja N. Sra da Penha, Intendência (atual museu) e o Marco Comemorativo do Início da Colonização |
- A Igreja Matriz de Porto Seguro, localizada no Centro
Histórico, é uma das mais antigas do Brasil. Iniciada em 1730, sobre ruínas da
antiga igreja, foi reformulada e finalizada em 1773 quando a Coroa Portuguesa
incorporou a Capitania de Porto Seguro.
- O Farol de Porto Seguro foi inaugurado em 1907 e construído
num terreno doado pelo Governo Federal. Sua estrutura de ferro com escada
externa foi substituída pela torre atual, em alvenaria, em 1947.
- Marco Comemorativo do Início da Colonização – não existe
consenso em quando este marco foi colocado ali, mas há indícios que tenha sido
em 1503, na Expedição de Duarte Coelho. Outras afirmam que foi em 1535, quando
o donatário da capitania Pero Campos Tourinho quis delimitar seu território.
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| Lojas de artesanato e lanchonetes ocupam o casario antigo no local |
De qualquer maneira, não foi aqui o primeiro local de
aportamento dos portugueses: conforme já citamos anteriormente, o primeiro
Marco do Descobrimento está na Praia do Marco, próximo de São Miguel do
Gostoso, no RN. (vide nosso blog, no link:
V i a g e m F a m í l i a: Explorando a "esquina do Brasil": o estado do Rio Grande do Norte!!!)
Em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, foi implantado o Parque
Nacional Monte Pascal, em território pataxó. Houve muitos conflitos na
época e hoje ainda existem divergências entre o governo, fazendeiros e os
indígenas. Por conta destes conflitos, acabamos não visitando o Parque
Nacional do Descobrimento, também na região, pois à época estavam havendo
conflitos armados entre fazendeiros e indígenas e não estavam permitindo a
entrada de visitantes no Parque.
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| Será que ela foi testemunha ocular do desembarque nestas terras??? |
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| Artesão pataxó - esculpe paisagens na madeira caixeta |
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| Obra do artesão, antes da pintura - a caixeta (marupá) é madeira nativa brasileira, clara, extremamente leve, macia, usada na marcenaria interna (lutheria, artesanato) |
Seguimos viagem, descendo a BR 101, com muito movimento e na
altura do Morro Pascal observamos lindas formações rochosas, a que mais se
destaca é o Morro do Pescoço. Passamos por Itamaraju e também por Teixeira de
Freitas.
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| Morraria próxima do Monte Pascal - BR101 |
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| Á esquerda, o interessante Morro do Pescoço |
Pronto. Agora é hora de explorar um pouco o Espírito Santo!!! Mas esta já é outra história...