Viagem Família______________________________________

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Passeando por Curitiba - 9: Jardim Zoológico de Curitiba

 


Os zoológicos são lugares tristes, onde “animais silvestres são mantidos em cativeiro para exposição pública, servindo de lazer, educação ambiental e conservação das espécies”.

Jardim Zoológico de Curitiba


Claro que o ideal seria observar os animais em seu habitat, mas nem sempre isto é possível! Assim, em Curitiba, localizado no bairro Alto Boqueirão, fica o Zoológico Municipal da cidade, situado dentro do maior parque urbano do país – Parque Regional do Iguaçu, com 8 milhões de m² de área e considerado um santuário ecológico para muitas espécies.

A primeira vez que visitamos o Zoológico com nossos filhos pequenos, lá pelos idos de 2002, havia muitos animais (mais de 2200) e foi um passeio memorável!!!! As fotos, analógicas, ficaram lindas e a quantidade e novidade de bichos era imensa. A família de girafas (então, com filhote), os hipopótamos (uns 3, pelo menos), muitas espécies de primatas, aves, roedores, felinos,... uma beleza!

Urubu - rei

Nossa decepção foi grande quando voltamos a visitá-lo, há alguns meses!!! Muitas áreas demarcadas estão abandonadas e apenas as placas indicativas de que ali havia um animal ainda estão presas nas cercas! Algumas espécies estão sozinhas, pois o companheiro já faleceu e o estresse dos animais é visível... entendível, né? Pensando que uma onça percorre 5/10km por dia, fácil, e aqui está condicionada a um espaço de 500m², ou um tamanduá que percorre 1,5km, buscando as formigas que compõe o seu cardápio diário, está condicionado a uma trilha única que perfaz o perímetro de sua gaiola...

Antílope da espécie cervicapra (Antilope cervicapra)

Tamanduá-bandeira "cavando" seu rastro

Tomando sol... cágados tigre-d'água

Buscando informações sobre a origem dos animais que compõe o plantel exposto, verificamos que a maior parte foi resgatada de circos (nos anos 1980/90) ou doada por outras instituições, no sistema de trocas. O zoológico possui um índice alto de reprodução em cativeiro e em muitas espécies ameaçadas de extinção a reprodução em cativeiro (ou com inseminação artificial) foi bem sucedida. Mas a idade média dos animais ali expostos é alta e nos últimos anos muitos morreram de velhice ou em decorrência de problemas de saúde associados à idade!  

Garça e outras aves "livres e soltas"

Um pouco de história

Inaugurado em março de 1982, quando o Passeio Público deixou de ser o Zoológico oficial da cidade - relembrando o primeiro texto desta sequência - o Parque/Zoológico é cortado pelo rio Iguaçu, o mesmo das Cataratas!

Flamingos e colhereiros

Queixada

Lá “nas cavas”, no caminho que leva até a entrada do Zoo existem campos inundados, mata ciliar e bosques naturais. Nestes canais (Canal Inter-cavas) funcionava um sistema de transporte náutico regular, que ligava o Zoológico ao Parque Náutico, com os barcos “Serelepe” e “Arca do Iguaçu”; este último foi restaurado e funcionou posteriormente como espaço expositivo (em 1990), restaurante flutuante e noites de chorinho e MPB. Mas isto ficou no passado...

Há mapas indicativos nas trilhas que percorrem os, aproximadamente, 4km de extensão que perfazem o espaço entre setores indicativos do Zoo.



FUNCIONAMENTO

As visitas são gratuitas e o Zoológico funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 16h. Mas atenção: o estacionamento é pago e os “cuidadores” incomodam quem prefere estacionar mais longe, gratuitamente. Na área do estacionamento ficam as lanchonetes e banheiros públicos.

DICA: Há, em locais específicos nas trilhas dentro do zoo, banheiros públicos gratuitos. Leve papel. Não dispense o repelente... os insetinhos estão marcando presença forte!!!

Hipopótamo

De maneira geral, a visita vale pela região e beleza agreste do bioma. Há muitas espécies de aves para serem observadas e a presença dos animais é interessante para a criançada e àquelas pessoas urbanas que têm pouca possibilidade de vislumbrá-los na natureza, em seu habitat.

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 8 - Bosque Zaninelli/Unilivre


Bosque Zaninelli


O Bosque Zaninelli, também conhecido como UNILIVRE – Universidade Livre do Meio Ambiente – é mais um bosque urbano que foi instalado no lugar de uma antiga pedreira na zona norte de Curitiba (bairro Pilarzinho, a menos e 3km do Parque Tanguá).

Como uma OSC – Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos – ela se destaca por se uma instituição que propõe soluções inovadoras e tecnológicas em planejamento urbano, projetos e assessorias técnicas em gestão ambiental, cidades inteligentes e educação através de cursos direcionados a entidades públicas e privadas.


Este outro ponto turístico da cidade tornou-se famoso quando o oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau (em pessoa) esteve aqui na capital paranaense para a inauguração do pavilhão que levou o seu nome, em 1991.


O prédio, construído em madeira reciclada, em forma de espiral, integra-se perfeitamente à natureza e foi idealizado pelo urbanista Jaime Lerner (é, sempre ele!). As passarelas elevadas entre as árvores levam a um lago de onde se tem a vista do paredão de pedra (da antiga pedreira), em companhia dos patinhos, gansos e afins.


A UNILIVRE funcionou ali até 2022 e o prédio, atualmente, abriga a Escola Municipal de Sustentabilidade, estando ligada diretamente à Prefeitura de Curitiba.





Origem

O Bosque Zaninelli possui este nome, pois a área ocupada (de 37mil m²) pertencia à família Zaninelli, que usava o local para extração de granito a partir de 1947. A pedreira funcionou até a década de 1980, quando foi fechada por estar em área urbana, ocupada por residências.  



HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Funciona diariamente das 8h às 18h, com entrada gratuita, e possui um café no local – Café Unilivre, cujo horário de funcionamento é o mesmo e onde se encontram lanches e comidinhas que podem ser degustadas ao ar livre, integradas à natureza.

Paredão de pedra e lago


Também aqui existem apresentações natalinas gratuitas – Natal da Sustentabilidade - com Auto de Natal, apresentação da Família Folhas (direcionada ao público infantil) e as passarelas são decoradas e iluminadas, transformando o espaço numa floresta encantada!

"Urubuservando" a vista lá de cima!!! rsrsr

Quando você estiver em Curitiba, aproveite para conhecer este e outros lugares integrados à natureza... este é o diferencial da cidade!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 7 - Parque Tanguá

 


A região norte de Curitiba é cheia de nascentes de rios e tem uma “morraria” sem fim! De qualquer lugar nos bairros desta região, sempre se têm uma vista bonita da serra e da cidade!

Assim é nas Mercês (onde estamos agora), era no Abranches (onde cresci), no Vista Alegre, no Bom Retiro, no Boa Vista,... O urbenauta que está com vontade de fazer cárdio, além de conhecer a cidade, não terá problemas em aliar os exercícios aos passeios, com subidas e descidas a todo momento.

Parque Tanguá


Assim, num passeio de 14km (ida e volta) deixamos nossa casa e nos dirigimos ao Parque Tanguá, localizado no Pilarzinho, bairro vizinho ao Taboão, Abranches, próximo ao São Lourenço e pertencente à Bacia do rio Barigui - que nasce ali perto, em Almirante Tamandaré.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Da pedreira da família Gava que ficava ali, até os anos 1970, retirou-se muita dolomita, um mineral utilizado na construção civil e que por décadas forneceu material essencial para obras de infraestrutura urbana da cidade (matéria-prima na composição de massa corrida, utilizada no revestimento de tijolos refratários, entre outros usos).




Foi por uma visão inovadora de Jaime Lerner, um dos maiores urbanistas de Curitiba, que uma área degradada se tornou um espaço de convivência e lazer, integrando planejamento urbano, sustentabilidade e qualidade de vida!

Instalado em 1996 numa área ocupada pela pedreira, o Parque Tanguá é um dos cartões postais da cidade e faz por merecer! O lugar é realmente bonito!






Na parte alta há jardins e um espelho d’água com chafariz e, no belvedere há mirantes/ torres de onde se tem uma linda vista do parque como um todo. Esta composição é conhecida como “Jardim Poty Lazzarotto”, homenageando o artista plástico curitibano morto em 1998.



A área de 235 mil m² possui, na parte baixa, um lago de onde se tem a vista do belvedere e da cascata de 65m de altura. Também ali existe uma lanchonete bacana, onde se pode montar seu próprio sanduíche ou prato de petisco, tomando uma breja gelada ou qualquer outra coisa! As capivaras, gansos, patos, aves e carpas do lago complementam a visita!




Uma das trilhas que contém um túnel aberto na rocha – com 45m de extensão - e que liga os lagos inferiores está temporariamente fechada, pois corre-se o risco de queda de pedras, mas ainda assim, vale chegar ali perto para conferir o lugar, bem bonito.

O parque também faz parte das atrações natalinas e ainda não tivemos o prazer de assistir à apresentação teatral que aqui ocorre no advento.

Ornamentação natalina 2024

ORIGEM DO TOPÔNIMO

Tanguá, do tupi, significa “baía de conchas” (quais conchas?), mas existe também uma tradução livre para “água clara que se estende”! Segundo o dicionário tupi, “tan” significa formiga e “gua” significa comer, portanto, seria algo como “papa-formiga”. Há, ainda, outro significado, relacionado ao taquaral, ou lugar da taquara (bambu). Assim, sem um consenso, escolha aquele que melhor se encaixar!!! rsrs



Horário de funcionamento: das 6h às 20h. O bistrô funciona das 8h às 19h.

Para alguns frequentadores, o Tanguá é o parque mais bonito de Curitiba! E você, o que acha???



quarta-feira, 29 de julho de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 6 - Bosque Alemão

 

Portal - Casa Mila

O Bosque Alemão está localizado numa parte alta da cidade de Curitiba, num bairro nobre – Vista Alegre, e de onde se tem uma linda vista da cidade e da serra. Por ser perto das Mercês, onde estamos temporariamente, é um de nossos destinos prediletos de passeios a pé.

Bosque Alemão

Ocupando uma área de 38mil m², este parque faz uma homenagem à colonização alemã da capital paranaense, que se iniciou por volta de 1833. Implantado em 1996, o local abriga um Portal (Casa Mila), a Casa Encantada (Casa da Bruxa, onde há contação de histórias e uma biblioteca infantil), o Caminho do Conto (Trilha de João e Maria), o Oratório Bach (Memorial Alemão), a Torre dos Filósofos (Panorâmica), a Casa de Chá (Bistrô da Erika) e sanitários.


UM POUCO DE HISTÓRIA

Na área onde está instalado o Bosque Alemão, funcionou a leiteria de propriedade da Família Schaffer, uma das pioneiras da região. A influência desta família foi tão grande, que esta região do bairro ficou conhecida como Jardim Schaffer. A Confeitaria Schaffer, ponto tradicional no centro da cidade, está localizada na Rua XV de Novembro e é chamada de Confeitaria das Famílias. Além da coalhada, carro chefe e iguaria tradicional, ali você encontra doces e salgados deliciosos para aquele café da tarde.

Lanchinho na Confeitaria das Famílias

Casa Mila e Casa Encantada

A fachada ornamentada com colunas é o cartão postal deste Bosque e possui arquitetura com características germânicas. Ali se inicia o Caminho do Conto que relata a história dos Irmãos Grimm: Hänsel und Gretel, datada de 1812. Esta fábula conta a história de 2 irmãos, João e Maria, que são abandonados na floresta e encontram a casa da bruxa.



A história é contada em meio à mata, por meio de 12 estações, onde pequenos totens contendo trechos do conto com ilustrações do livro vão contando a história. Esta trilha acaba na Casa da Bruxa, aqui chamada de Casa Encantada, onde existe uma biblioteca infantil e banheiros, e onde professoras da rede pública municipal vivem personagens, fantasiando-se e realizando a contação de histórias seguindo um calendário prévio, determinado pela Secretaria Municipal de Educação.

Casa Encantada

Espaço interno, na época natalina

Oratório Bach

Esta casa/igreja, é uma homenagem ao compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1780) e é local para concertos, além de abrigar a oficina de bolachas na época natalina. Na parte superior há inúmeras gravuras com cenas cotidianas de diferentes partes da Alemanha.

Oratório Bach - réplica de Igreja Presbiteriana, enfeitada para Natal




Oficina de bolachas natalinas

Torre dos Filósofos

O mirante de onde se tem uma vista privilegiada de Curitiba tem 15m de altura e faz homenagem aos filósofos alemães Immanuel Kant e Friedrich Nietzche.


Vista da cidade




Esta torre que faz a ligação da parte alta do Bosque Alemão (onde está o Oratório) para a parte baixa (onde fica o Portal).

Como chegar

O acesso mais fácil é usando a Linha Turismo, que percorre as atrações curitibanas (26 pontos, num total de 48km, em aproximadamente 3h) e permite subir e descer quantas vezes se quer. A passagem, cartão-turismo individual, tem validade de 24h a partir de seu primeiro uso. Custo: R$50,00 (=U$9,80)


Assim como o Bosque do Papa, aqui também a área fica aberta apenas entre às 8h e 20h, tendo os acessos fechados durante a noite. A exceção fica para a época natalina, onde o horário de visitação noturno fica estendido para atrair o turismo que vêm percorrer a Trilha de João e Maria toda enfeitada/iluminada com lanternas, além de assistir a apresentação de corais.

Bom passeio!!!