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| São Cristóvão - a primeira capital de Sergipe |
Rio São Francisco
O Rio São Francisco foi nossa entrada no Sergipe. Com mais de
2800km de extensão, é o maior rio totalmente brasileiro e o 4º maior do Brasil.
O rio que nasce nas Minas Gerais, passa por 507 municípios, distribuídos em 5
estados, trazendo água, produção, riqueza e beleza por onde passa.
O “Nilo brasileiro” foi descoberto em 1501 e de lá para cá,
suas margens são consideradas um grande pomar. Ao longo de sua extensão há grandes
usinas hidrelétricas, a citar Sobradinho e Paulo Afonso (BA), Três Marias (MG)
e Xingó (SE/AL). Com grande diversidade de peixes, é uma fonte de alimento para
os ribeirinhos e a tradição das lavadeiras permanece, mesmo agora.
A atividade de lavar roupas em suas margens é, mais que limpar,
uma atividade social, onde as mulheres se reúnem para conversar! Há dois anos
estivemos em Penedo e Piranhas (AL) – link anexo*, onde observamos o fenômeno.
V i a g e m F a m í l i a: Alagoas das praias e do Rio São Francisco
BREJO GRANDE - CARAPITANGA
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| Lavadeiras no São Francisco |
Ao chegar em Brejo Grande, também observamos esta
tradição. Descemos da balsa/ferry e como já estava anoitecendo (perto das 17h),
tentamos encontrar, sem sucesso, local para acampar. A cidadezinha tem cerca de
8mil habitantes.
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| Lagoas, dunas, restinga... paisagens bonitas - SE 100 |
Seguimos por estrada boa e bonita (de chão), margeando o
litoral – havia a opção asfaltada, mais curta -, ou quase isso. O rio São
Francisco faz um braço ao sul na sua foz e ali, em suas águas, há dezenas de
lagoas para produção de peixe e camarão. Por conta disso, não achamos local
para acampar que ficasse protegido e afastado da estradinha. Assim, seguimos
até Carapitanga, na Ponta da Barra, lá chegando após o pôr de sol.
Curiosidades:
- Na época da descoberta (1501) o Rio São Francisco
chamava-se Rio das Borboletas!
- Carapitanga é um povoado pertencente ao município de Propriá, localizado
no Baixo São Francisco. Em 1983, foi descoberto petróleo na área, que produziu
até 1998 um total de 48.000m³ (quase 302 mil barris) de óleo e 8,2 milhões de
m³ de gás.
- A carcinicultura (criação de camarões) é uma das
alavancas econômicas da região, mas enfrenta graves denúncias de impacto
ambiental, pois as empresas instaladas tem invadido áreas irregulares,
provocando o desmatamento de manguezais e restingas e afetando a vida dos
pescadores e pequenos agricultores.
- Com a diminuição do volume da água do rio (por conta da transposição
de suas águas ao longo de sua trajetória e também das barragens das usinas
hidrelétricas), a alteração na dinâmica das águas tem afetado o estuário
natural. Onde antes se plantava arroz, agora as fazendas são de camarão, por
conta da alta salinidade das águas.
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| Acampamento no estacionamento do Ecoprivillege Hotel |
Havia um local às margens do São Francisco, mas como já tinha
anoitecido (fica mais difícil encontrar local para camping selvagem à noite),
vimos um lindo e vazio estacionamento em um Resort/Hotel (ecoprivillege.com.br) e lá fomos pedir para passar
a noite em sua área. A Lidiane, gerente do local, fez ligações para os
proprietários, que permitiram nosso pernoite no estacionamento.
Nos acomodamos ao lado de um toldo, que usamos como abrigo para
fazer nosso almojanta, uma vez que a chuvinha fina nos alcançou novamente.
| Praia da Barra (a última pontinha da foz do São Francisco) |
| Local onde poderíamos ter acampado no dia anterior |
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| SE 100: sentido Pitimbu |
Como há 2 anos exploramos a região de Pitimbu (onde tem o Projeto
TAMAR) e também Aracaju (vide o link abaixo*), seguimos direto até São
Cristóvão, a 4ª cidade mais antiga do Brasil e primeira capital de Sergipe.
São Cristóvão
Sabe aquelas surpresas boas?? Então, São Cristóvão foi uma
delas. Situada às margens do rio Paramopama (afluente do Vaza-Barris), a antiga
capital possui um casario lindo, de riqueza arquitetônica portuguesa e
espanhola misturadas.
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| Praça São Francisco, datada do séc. XVI - traçada segundo o código urbano da realeza espanhola (no tempo de Felipe II) |
Como chegamos no meio-dia, as igrejas estavam fechadas.
Assim, aproveitamos para visitar o Museu de São Francisco, onde o Jonathan
nos acompanhou e explicou detalhes e particularidades em cada sala de exposição.
Lanchamos e conhecemos a Igreja Matriz de N. Sra. da
Vitória, fundada em 1608. Tombada pelo IPHAN e pela UNESCO, sua forma atual
é mais recente, do séc. XIX. As torres têm azulejos e bulbos.
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| Igreja Matriz de N. Sra. da Vitória |
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| Interior da Matriz |
Dali seguimos até o Complexo do Carmo, onde fomos
acompanhados pela Letícia que nos explicou sobre a Igreja de N. Sr. dos Passos
e a procissão que ocorre 15 dias após o Carnaval (nesta procissão as estátuas
de N. Sra. da Boa Morte e N. Sr. dos Passos se encontram).
| Complexo do Carmo |
- A Capela da Ordem Terceira do Carmo – Carmo Menor –
é o local de peregrinação durante a festa de N. Sr. dos Passos. Tem
características barrocas e a porta é em cantaria, de 1743.
| Sala dos Exvotos |
Também passamos pela Sala dos Exvotos e uma pequena sala
dedicada à Irmã Dulce.
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| Painel com pequena cronologia da vida de Irmã Dulce |
Visitamos, ainda, a Igreja N. Sra. do Amparo dos Homens
Pardos (1609), fechada para reformas e a Igreja N. Sra. do Rosário dos
Homens Pretos (séc. XVIII) antes de seguirmos em frente, voltando ao centro
histórico, onde visitamos o Museu Regional.
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| Igreja N. Sra. do Amparo dos Homens Pardos (em reforma) |
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| Antiga fonte dentro da igreja |
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| Museu Histórico de Sergipe - Antigo Palácio Provincial |
O casarão onde está funcionando o Museu já funcionou como
intendência da capitania hereditária – Sobrado do Antigo Palácio Provincial
(1826). Por ocasião da visita de Dom Pedro II, em 1860, recebeu mobiliário e em
1960 passou a funcionar como Museu Histórico de Sergipe.
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| Antigo portal do Casarão |
Seu acervo é bem variado, contento obras dos artistas Horácio
Hora, José Augusto Garcez e Jenner Augusto, artistas sergipanos de renome. No
térreo há canhões antigos e sala de armas.
| Mobiliário em exposição |
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| Obras de arte do acervo |
O prédio onde é a prefeitura está em reformas e seu funcionamento
foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, anexa à Igreja de
Santa Isabel (1607), esta última fechada, pois o telhado está caindo!
| Santa Casa de Misericórdia e fachada da Igreja de Santa Isabel |
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| Interior da Santa Casa, onde está funcionando temporariamente a Prefeitura |
Cabe ressaltar que todas as visitas realizadas na cidade são
gratuitas e em todos os locais há guias treinados (muitos deles, estudantes da
cidade) para orientar o visitante.
Deixamos a cidade no fim da tarde, agora com destino a Bahia.
Após o pernoite em posto de combustível na cidade de Umbaúba,
seguimos direto pela BR 101 para Cruz das Almas, na Bahia; mas esta já é outra história!






























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