Viagem Família______________________________________

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Peru - país intrigante e cheio de contrastes

Entrando no Peru por Iñapari
Estamos voltando ao Peru, pela terceira vez, depois de 3 anos, desta vez na companhia de nossos amigos/irmãos Luiz e Edu. Nossa ideia era de fazermos o trajeto para o Equador percorrendo lugares e atrações que ainda não havíamos conhecido nas outras viagens.


Comércio às margens da rodovia Interoceânica

                   
Iñapari – Puerto Maldonado – Urcos – Písac: 710 km

Entramos por Iñapari, na província de Maldonado e após trocarmos um pouco de dinheiro (reais para soles – desta vez, o real saiu perdendo $1,00 = R$ 0,85), pagamos o SUNAT e seguimos direto até Puerto Maldonado (230 km) para fazermos o seguro SOAT, obrigatório para quem circula pelo país. Este seguro não é feito regularmente na cidade de divisa (Iñapari), a não ser que você tenha sorte de achar o despachante por lá, e sua validade depende de quantos dias você estará percorrendo as estradas peruanas. Pagamos $ 30 de seguro para uma estadia de 20 dias.



Este trecho da Interoceânica é cheio de lombadas, não permitindo que sua velocidade seja muito elevada; além disso, há alguns postos de pedágio e os postos de combustível não aceitam cartão de crédito/débito. Portanto, você precisará de dinheiro vivo para encher o tanque.

Cachoeira Golondrina - próximo de Quince Mil
Paramos num posto de combustível para dormir, próximo de Quince Mil, porém fomos advertidos que aqui não é permitido dormir em postos. Nos orientaram a utilizarmos o posto de pedágio. No posto de pedágio ofereceram o local onde ficamos, no qual existe toda uma estrutura maravilhosa fechada e abandonada, de atendimento ao turista, onde há suítes com banheiros, energia elétrica e água potável, que foi construída na época do asfaltamento da Transoceânica e que, por falta de movimento, acabou sendo fechada.
Esperando pelas "panquecas"!!!  

Fazendo a massa das panquecas

 
“Invadimos” o local e logo vieram os fiscais da Receita (que fica ao lado) saberem o que estávamos fazendo lá. Explicamos que apenas iríamos passar a noite (pois estava chovendo e frio) e deixaríamos tudo limpo e organizado. Permitiram nosso pernoite e aproveitamos a estrutura oferecida para cozinhar, jantar e lavar a louça. Cada casal escolheu uma suíte e utilizamos nossos colchonetes para dormir! Só faltou água quente e internet!!!rsrsrsrs

Mobiliário sem uso no local de atendimento ao turista - Rodovia Transoceânica
Lavando as louças após lauto jantar!! Banheiro chiquetérrimo... só faltou a água quente!

No dia seguinte,antes de iniciamos a subida da Cordilheira dos Andes, rumo a Urcos (Puerto Maldonado – Urcos: 432 km), tivemos o contratempo de um pneu furado. Assim, antes de mais nada, toca procurar uma borracharia, aqui conhecida por llanteria (vulcanización). 



Borracheiro indígena consertando o pneu do Garça

A primeira parada foi no ponto mais elevado, à 4735 msnm, onde comemos um chicharrón de alpaca com queijo frito, acompanhado de um té de coca. 

Casas de campesinos na subida dos Andes




Curtindo chazinho de coca e chicharrón de alpaca na altitude, acima de 4500 msnm

Na próxima parada, o tradicional choclo com queso foi a pedida. Paramos no mesmo local onde já havíamos comido essa iguaria há 3 anos, com nossos filhos. Essa subida é lenta, em função do grande desnível e da quantidade de curvas que se sucedem para alcançar o topo das montanhas. Portanto, pressa aqui não tem vez!

A mesma chola e se bobear, com a mesma roupa de 3 anos atrás rsrsrsr


Curtindo um choclo com queso
Final da Carretera Interoceânica no Peru
Seguindo adiante, passamos por Urcos: lá iríamos fazer nosso primeiro passeio, para as montanhas coloridas de Ausangate, porém “não rolou” pois o clima estava horrível e não iríamos conseguir enxergar nada! Ficará para a próxima vez... Mais um motivo para voltarmos ao Peru!

Ao fundo, a cadeia de montanhas de Ausangate

Vista do alto da Cordilheira, próximo de Urcos

De Urcos a Písac são menos de 50 km, que percorremos já com o dia anoitecendo! Chegamos ao Kausay Punku – Proyecto Ecológico, do Arcádio, já com a noite fechada e fomos recepcionados por um casal de argentinos que estava hospedado lá. Enquanto fazíamos o jantar, Arcádio chegou e se lembrou da gente. Foi bem legal bater papo e sermos bem recebidos novamente. Pagamos $5 por pessoa. Banho de caneca aquecido para as meninas e frio para os meninos!


Com nosso amigo Arcádio! Facebook: EcoCentro Kausay Punku
familia.ccapa@gmail.com



Na manhã seguinte, após um longo café da manhã recheado de histórias e bate-papos, fizemos a análise da água e fomos surpreendidos pela grande quantidade de partículas em suspensão da água, deixando-a pesada não-potável! Sugerimos a colocação de um filtro e Arcádio ficou bem interessando (e preocupado) em melhorar a qualidade de sua água.

Galera reunida pro café, com Tato e Teode, argentinos do @onetripfor3
Antes de deixarmos Písac fomos até a Feira de Artesanato, que agora é diária. Até pouco tempo atrás funcionava apenas às terças, quintas e sábados. O local é uma perdição e acabamos fazendo algumas compras, após as devidas negociações, é claro! Marcos acabou comprando uma blusa de alpaca que iniciou com preço de $100 e acabou levando por $60. Por aqui, a regra é pechinchar sempre!




Caminhando e admirando as belezas expostas
Vendedora de flores - hora do almoço

                                Písac – Curahuase - Abancay – Puquio – Nazca: 720 km


Arredores de Cusco
Neste segundo dia queríamos descer para Abancay, porém “descer” aqui é pura semântica, pois primeiro se sobe até 3600 msnm para alcançar Cusco, depois descemos a 3000 msnm e subimos novamente a 3800 msnm, e descemos a 2800 msnm, em Curahuase, onde dormimos a 3ª noite.

Local de acampamento em Curahuase.




Já falamos sobre isto em outras postagens referentes à Cordilheira dos Andes, mas não custa nada reafirmar: quando se está percorrendo distâncias pela Cordilheira, elas não são medidas em quilômetros, e sim, em horas!!! A velocidade média não passa de 60 km/h em função dos desníveis e curvas. Prepare-se e tenha paciência, o que é fácil, pois as paisagens são maravilhosas e você terá tempo de tirar muitas fotos de lhamas, montanhas nevadas e rios de degelo, além de pessoas da comunidade indígena, com suas roupas típicas!

Subidas e descidas "infinitas"!

Mudança de bioma... 

No outro dia passamos por Abancay e chegamos a Puquio - sempre subindo e descendo montanhas - onde fomos surpreendidos positivamente, pois quando estivemos aqui há 10 anos o visual e a estrutura da cidade eram precários! A cidade cresceu muito e bem. Hoje está bem bonita e com boa infraestrutura. Dormimos no estacionamento do restaurante El Puquiol, onde o dono, Javier, nos atendeu e acabamos jantando no restaurante. O clima estava frio e chuvoso novamente.

Fundos do Restaurante El Puquiol, com visita de marrequinhos e patinhos de manhã cedo

Viela na cidade

Praça central da cidade de Puquio

Neste trecho fomos parados numa blitz da polícia e Luiz se deu conta que havia extraviado o documento do carro. O policial que nos atendeu foi bastante solícito e deu as orientações necessárias. Luiz fez uma cópia do documento e pediu para que um amigo, em Curitiba, enviasse outro (original) pelo correio eletrônico assim que possível.

Zig-zag no deserto, descendo em sentido à Nazca

Las Agujas

No dia seguinte chegamos à Nazca e já fomos fazendo passeios onde havia alguma marcação específica. Conhecemos Las Agujas, sítio arqueológico com geoglifos, e com o mesmo ingresso ($10 por pessoa) fomos a Acueductos de Cantalloc, sítio muito interessante com dezenas de círculos concêntricos escalonados que ligavam o aqueduto subterraneamente, com canais de águas que vinham da Cordilheira. Essa foi uma das principais fontes de água do povo Nazca, visto que esta região é desértica, e era utilizado para fazer a irrigação das plantações e captação de água para a população que aqui vivia. Estes canais, construídos há mais de 2000 anos, continuam sendo utilizados pelos agricultores e comunidade que vivem em Nazca na atualidade. Aqui fomos atendidos pela guia, Maria Isabel, que nos explicou este e outros sítios que já havíamos visto e que ainda iríamos visitar. Pagamos uma propina ao final ($10 por casal) e nos despedimos para visitar a próxima atração: ruínas de Cahuachi.



Testando a qualidade da água


Cahuachi, “lugar onde vivem os videntes”, era um centro de peregrinação religiosa da cultura Nazca, que viveu seu esplendor entre os séculos I e V, e que foi abandonado por volta do ano 300 d.C., após a invasão dos Huaris. As construções eram em adobe e provavelmente cobertas de juncos, sustentados por madeira de guarango. Neste sítio pode-se ver uma Grande Pirâmide, com sete níveis de escalonamento, o Templo Escalonado, onde foi descoberta uma parede com inscrições e frisos de 5 metros de altura e 25 m de comprimento (que não pode ser visitada), além de outras construções. Por ser um local religioso, não há edificações e acredita-se que a população vivia em seus arredores. A restauração deste sítio deixou-o descaracterizado e artificial. Não é cobrado ingresso para visitá-lo e sua localização dista aproximadamente uns 15 km da cidade de Nazca, em estrada de areia compactada.


Aprendendo com os povos antigos

Por fim, seguimos a Los Paredones, centro administrativo dos incas, construído por volta de 1400, onde se fazia a fiscalização do comércio entre o litoral e a serra. Foi parcialmente recuperado e pode se ter uma ideia da grandiosidade e organização deste povo.

Los Paredones, próximo de Nazca


Depois dessas visitas todas, seguimos para um posto de combustível onde passamos a noite e encontramos um brasileiro viajando sozinho de camper, o Zé.

                 Nazca, via Panamericana Sur, até Huacachina – Lima – Casma: 820 km

Oásis de Huacachina, próximo de Ica


Hoje o projeto era alcançarmos o litoral e conhecermos o oásis de Huacachina, localizado próximo da cidade de Ica e da capital, Lima. Como era domingo o local estava cheio de visitantes curtindo os passeios ofertados (buggy pelas dunas) e banhando-se na lagoa. O local é bem bonito, mas a nossa ideia de pernoitar por aqui foi abandonada em função da quantidade de pessoas que estavam alocadas. Desta forma, apenas passeamos pelo lugar, aproveitamos para comer raspadinha e conhecer a “causa rellena”, salgado feito de batata amarela, com recheio de legumes, ovo cozido e frango (há variações). Trata-se de uma comida típica, principalmente consumida na região de Lima, e cujo nome está associado ao termo Quechua, Kausai, que significa sustento necessário e alimento, referindo-se à batata, alimento importantíssimo na cultura Quechua.   Há ainda outra hipótese para o seu nome, relacionado ao libertador San Martin, que declarou “a liberdade do povo, de sua causa e que Deus defende”.


Para encontrarmos uma praia para passarmos a noite não foi tão fácil, pois há inúmeras praias que não são públicas, tendo apenas acesso restrito aos condomínios que se localizam à beira do mar. Assim, depois de algumas tentativas fomos parar em Playa de San Pedro, alguns quilômetros antes de Chilca, onde pudemos acampar tranquilamente em frente ao mar, próximo de um promontório e em frente de uma termoelétrica.

Playa de San Pedro, ao entardecer

Café da manhã tranquilo

Pagamos $1 para cada vez que usamos o banheiro, pois ficamos numa área de “camping”, onde o Victorio (Victor) nos atendeu. Na manhã seguinte conversamos com pescadores da região que estão super preocupados com o aquecimento da água do mar, provocado pela termoelétrica que tem utilizado de suas águas para resfriar o sistema e depois devolver a água aquecida para o oceano. Isto tem matado e afastado a vida marinha, prejudicando sua subsistência.



Na cidadezinha de San Pedro há 3 lagunas com águas terapêuticas: La Encantada, La Mellicera e La Milagrosa (com lamas terapêuticas) e o ingresso de cada uma custa $1 por pessoa.



Passar por Lima é sempre um caos, por conta do grande número de carros, motos, ônibus e caminhões que tornam o trânsito um inferno. Demoramos umas 2 horas para sair da confusão e seguimos adiante até Huermey, onde abastecemos, vendo no caminho muito deserto e a Fortaleza de Paramonga (construída durante o período 1200 a 1400 e cuja capital era Chan Chan).

Fortaleza de Paramonga

Chegamos à Casma ao noitecer e nos surpreendemos, pois no supermercado não se vende carne e os ovos são vendidos em quilos (aproximadamente 16 ovos = 1kg). Seguimos até as Ruínas de Sechín, mas o sítio arqueológico já estava fechado! A noite estava se aproximando.
Enquanto decidíamos o que fazer, vimos um trator se aproximar do portão frontal das ruínas. Enquanto os homens foram conversar com o vigia do local, eu e Edu ficamos conversando com o tratorista que estava muito nervoso e queria quebrar o cadeado da entrada, alegando estar atrasado e que não tinha a chave do portão.  Finalmente a Ana, esposa do arqueólogo responsável pelo sítio, permitiu nossa entrada e que acampássemos durante a noite, em sua casa, enquanto nos explicava que o tal tratorista estava, na verdade, roubando artefatos arqueológicos do sítio e por este motivo, estaria tão nervoso. Até a polícia foi chamada para o local!!!

Entrada do Sítio Arqueológico de Sechín, ao anoitecer

Tudo resolvido, finalmente pudemos fazer nossa comida e, de quebra, Ana, agora mais tranquila, permitiu que lavássemos a louça e usássemos seu banheiro. Ficamos conversando e trocando ideias até mais tarde. No dia seguinte, aproveitamos para experimentar os deliciosos “marcianos de mel”, doce típico da região feito por ela.




 O Sítio Arqueológico de Sechín é maravilhoso. Datado de mais ou menos 2000 a.C., possui inscrições de guerra com desenhos de decapitações, olhos arrancados, tripas expostas, utilizando de simetrias e riqueza de detalhes. Descoberto em 1937, pelo arqueólogo Julio C. Tello, trata-se da maior estrutura arquitetônica não só do antigo Peru, mas de toda a América. É um complexo de sítios arqueológicos dos quais conhecemos Sechín de Stelas – Sechín Bajo. O ingresso custa $ 5 por pessoa e pagamos mais $ 5 por pessoa para o guia que nos acompanhou.


Sítio arqueológico visto de cima. Rio Sechín ao fundo.




                                      Chimbote – Trujillo – Huanchaco - Lambayeque


Navios pesqueiros no litoral, em Chimbote

Após nos despedirmos da Ana, seguimos até Chimbote, onde fizemos compras no Mercado Público e seguimos até Trujillo, onde fomos visitar as Ruínas de Chan Chan.



Fazendo compras no Mercado Público de Chimbote


O Complejo Arqueológico Chan Chan é surpreendente. A civilização chimu viveu por volta do ano 300 d.C. a 1400 d.C. e, posteriormente, se uniu aos espanhóis para combater os incas, abrigou cerca de 50 mil habitantes. Há 10 sítios, chamadas de cidadelas, porém só se visita um, que tem 1500 m de perímetro. Os desenhos que decoram as paredes desse sítio simbolizam ondas, pelicanos de asas abertas e outros pousados sobre a água, esquilos, peixes, luas e outros desenhos estilizados. Suas edificações são feitas em adobe e as muralhas têm mais 9 metros de altura. Em cada cidadela havia templos religiosos piramidais, jardins, cemitérios, reservatórios de água, palácios para os reis e nobres. A população mais simples vivia fora dos muros.

Iniciando nossa visita, com a guia Edit



Reservatório de água do povo moche



O ingresso e custo da guia foi de $ 40 por casal. A Edit, nossa guia, se mostrou extremamente competente e conhecedora da história do local e nos levou e mostrou todo o complexo.

Esquilos

Pelicanos

Cachorro inca, conhecido como Cão Pelado Peruano

Pernoitamos na praia de Huanchaco – em Quechua, significa “belo lago”- num local público, onde havia banheiros e estrutura com quadras poliesportivas e se podia observar os surfistas utilizando os barcos de totora, conhecidos por caballitos de totora, para pegar ondas! Esses caballitos de totora já eram utilizados pelos pescadores da cultura Moche, que usavam as plantas da área de reserva ecológica de Chimu, conhecido por Pântanos de Huanchaco (Westlands of  Huanchaco).

Pôr de sol em Huanchaco


Caballitos de totora

Para alcançar a cidade de Lambayeque passamos por Chiclayo, a cidade mais suja por onde passamos até aqui! O acúmulo de sacolas de lixo, misturadas a embalagens de isopor e plásticos de todos os tipos e tamanhos, latas de cerveja e refrigerantes e garrafas pet pelas ruas foi assombroso e horrível!! Total descaso com a população e saúde pública, além de afastar os possíveis e improváveis turistas!

Vista externa do Museu Tumbas Reales de Sipán - com o grupo e a nossa guia, Violeta

Não são permitidas fotos internas do museu, portanto você terá de visitá-lo para conhecer suas riquezas!

Em Lambayeque fomos visitar o Museu Tumbas Reales de Sipán. Resolvemos pagar uma guia, Violeta, que nos custou $ 30 para 4 pessoas, para termos uma melhor compreensão do museu a ser visitado. Nosso ingresso custou $ 5 por pessoa (meio ingresso: professora e aposentado) e mais $ 2 de estacionamento. O lugar é incrível! As peças encontradas são dos anos 300 e 600 d. C., simbolizando a Cultura Moche ou Mochica. Ali estão os despojos do Senhor de Sipán, governante moche cuja tumba foi encontrada em 1987, durante escavações arqueológicas. Há tumbas mortuárias com animais, esposas (até 3), serviçais, alimentos e até filhos que eram enterrados junto com o chefe supremo ou governante! As tumbas eram sobrepostas, de tal maneira que o sucessor utilizava o mesmo espaço para ser enterrado, quando morresse. O montante de peças expostas ultrapassa 5 mil, entre objetos de metal e cerâmica, tecidos e esqueletos, joias, coroas e artefatos de batalha. Sipán, palavra de origem moche, significa “Casa da Lua” ou “Casa dos Senhores”.

 Essa foi a nossa terceira visita a esse lindo país. Foi uma curta passagem  de apenas 9 dias, onde percorremos quase 3.000 km, mas que a cada vez nos encanta mais! É um país maravilhoso com uma cultura riquíssima, e de uma gente acolhedora. Com certeza voltaremos ainda muitas outras vezes ao Peru.
E que venha o Equador, novidade completa para nós!


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Dia da Partida - Atravessando o Brasil - Rumo ao Peru

   
Dia da partida-Curitiba-Paraná-Brasil
      Sair para uma viagem nem sempre é fácil. Demanda planejamento e uma série de preparativos anteriores. Imaginem nessa, onde depois de uma série de adaptações resolvemos ir inicialmente até o Alaska. Durante do planejamento feito, decidimos estender nossa aventura para a Europa, África, Leste Europeu e quem sabe partes da Ásia.
     Mas podem ter a certeza de que até hoje nenhuma das nossas partidas foi tão atrapalhada como essa. Primeiro era para termos saído ainda em dezembro de 2018, logo após o Natal em família. Depois, essa partida foi adiada por estarmos dependendo da boa vontade de uma oficina especialista em câmbios de automóveis na cidade de Itajaí. O proprietário decidiu fazer férias e um serviço que levaria de um a dois dias acabou consumindo mais de 15 dias. Pior, quando fui remontar o câmbio no nosso querido Garça-Sportage, ele apresentava mais problemas do que quando foi para a revisão. Resultado: desmonta tudo e volta para o "especialista" para revisar a revisão!!

     Resumo da novela (que tem mais capítulos lá na frente...): quase um mês de "atraso" na nossa programação original, que na verdade nem é tão apertada para um projeto de aproximadamente 3 anos. Outro porém é que na primeira parte da nossa viagem, até o Equador, irão conosco mais um casal de Curitiba, a Eduvirges e o Luiz Santoro. Eles se prepararam, inspirando-se no nosso projeto, com barraca de teto, reservatório de água, cozinha e tudo mais que uma viagem de longa duração precisa.
     Até aí tudo bem mas... tinha sido combinado de que mais um casal, nossos irmãos/cunhados que moram em Minas Gerais iriam nos encontrar numa certa data na cidade de Quito, Equador. Eles iriam de avião e já tinham passagem comprada com antecedência. Tudo conspirava para que esses dias iniciais fossem ter  um certo stress para que o encontro em Quito acontecesse.

Paisagens que são encontradas em todo o interior do Brasil- região PR, SP, MS,  MT, AC
     Mas, enfim saímos! Dia 10 de janeiro de 2019!  Para iniciar essa nova etapa de nossas vidas  resolvemos nos desapegar de muitas coisas, inclusive de nossa casa em Barra Velha (SC). A ideia é comprarmos algo menor quando voltarmos pro Brasil, daqui a 2,5 ou 3 anos. Dessa forma, fechamos a porta da casa pra não voltar e seguimos pra Curitiba (PR), na casa dos Abutres, de onde saímos no dia seguinte em direção à Presidente Epitácio (SP). 
Nesse trecho de Brasil não iremos gastar muito tempo, primeiro porque muitas atrações e lugares do caminho já conhecemos. 
     Percorrer as estradas do interior de nosso país é conviver com muitas plantações, a perder de vista. É o tal agronegócio que alguns defendem e outros odeiam. De qualquer maneira, onde hoje há plantação, ontem havia floresta. Chegamos à Presidente Epitácio às 20h30min, fomos apresentados ao casal anfitrião, amigos de longa data do Luiz e da Edu, e o jantar foi bem alegre, com um grupo de amigos reunidos.  
     
Com os novos amigos Djalma e Cristine, da cidade de Presidente Epitácio-SP.

Conhecendo um projeto de repovoamento de peixes na Represa de Porto Primavera-SP




Às margens do Rio Paraná
      Ficamos dois dias com os amigos em Pres. Epitácio onde além de visitar a cidade e arredores ainda conhecemos um belo exemplo de recuperação ambiental chamado de APOENA. Trata-se de uma Organização Não Governamental que  atua há 30 anos na recuperação ambiental da região com reflorestamentos com espécies nativas, conservação de solo e manutenção da estabilidade dos ecossistemas. Iniciativas a serem divulgadas e seguidas. Parabéns a todos envolvidos.




Viveiro de mudas a serem replantadas. Milhares já foram e estão a recuperar toda a área degradada. SP
Presidente Epitácio foi fundada em 1907, por Francisco Whitaker, mas só passou a ser município em 1948. Fica exatamente na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, que pode ser alcançado atravessando-se a ponte Hélio Serejo, sobre o rio Paraná.  A região é importantíssima, pois é geradora de energia. Há dezenas de hidrelétricas ao longo do rio Paraná, e a Usina Hidrelétrica e eclusa de Porto Primavera é uma delas. Hoje é chamada de Sérgio Motta, com 8 unidades geradoras das 18 que tem capacidade.

 Seguimos em frente na direção do Mato Grosso do Sul - MS e Mato Grosso - MT onde previamente havíamos combinados de nos hospedar na casa de um grande amigo que tinha nos convidado. Chegamos então à cidade de Nobres-MT que já conhecíamos de outras viagens anteriores. Esses dias de deslocamentos são longos e cansativos, pois pouco paramos para ver algo diferente, até porque esse trajeto é uma repetição do nosso caminho para o Peru, no ano de 2016.
     Importante mesmo é ser recebido tão bem nessas localidades pelos amigos que se dispõe a oferecerem suas casas para nosso descanso. Somos eternamente gratos aos amigos Anselmo e Celinha pela hospedagem, abastecimento dos nossos carros, pelos brindes e passeios que nos presentearam e, principalmente, pela nossa amizade que dura muitos anos.
Recanto das Araras, em Bom Jardim
Com Chapolim Colorado, em Bom Jardim

Banho de rio, em Bom Jardim
Para conhecer um pouco mais de Nobres e Bom jardim, acesse nossa postagem anterior e pegue mais detalhes: 
http://www.viagemfamilia.com.br/2013/01/nobres-bom-jardim-mt.html


Mirante do Cerrado, do Toninho - Bom Jardim

Ainda em Nobres, pouco antes de partirmos, fomos entrevistados pela TV Cuiabá-Rede Record, sobre nosso projeto de viagem. Agradecemos a todos que estão nos apoiando nessa empreitada. Exatamente hoje faz uma semana que partimos. O tempo passa rápido. Nem notamos.



     
Abastecendo o Garça, cortesia do amigo Anselmo-Usical- MT

Com o repórter Makoto, da TV Cuiabá
 A região é muito bonita e merece ser visitada por todos que gostam de natureza. Rumo norte conhecemos a Reserva Indígena Utiariti-Halitinã onde se paga um pedágio de R$ 20,00 por veículo, legalizado pelo Governo Brasileiro em favor dos índios da reserva. Nesse lugar conversamos longamente com os indígenas sobre a situação de abandono a qual eles estão expostos e também fomos autorizados a testar a qualidade da água oferecida para eles dentro da reserva indígena. Mas nosso destino nos espera e na manhã seguinte seguimos em direção a Vilhena-RO, onde decidimos montar acampamento no Posto Trevo. 
     Explico: existem muitos lugares onde se pode dormir: hotéis, pousadas e até campings. Mas nossa proposta nessa viagem é utilizar sempre que possível a barraca de teto que possuímos, questão de conforto (ela é muito confortável, acredite) e também uma questão financeira. O custo financeiro de uma viagem utilizando hospedagem paga tornaria inviável uma expedição de muitos meses como a nossa. Por experiências de viagens anteriores sabemos que só a hospedagem consome de 30 a 40% de todo orçamento proposto numa viagem.
     
Visitando a Reserva Indígena Utiariti-Halitinã- MT
A Reserva Indígena Uriariti-Halitinã é formada pelas etnia Paresí (ou Parecis, autodenominados Halíti ou Arití) tem uma população de aproximadamente 2100 pessoas e foi homologada em 1991. O primeiro contato do homem branco com os índios parecis foi no século XVII. Eles formaram parte da mão-da-obra que atou no ciclo da borracha. Em 1908, Cândido Rondon entrou em contato com eles enquanto fazia sua expedição de implantação das linhas telegráficas pelo interior do Brasil.
Sua principal cultura agrícola é a da mandioca-brava, utilizada para fazer a bebida chamada de "chicha". Além disso, a pesca, a caça e a coleta eram/são praticadas. Hoje incorporaram também a criação de galinhas, porcos, patos para complementar sua alimentação. 


     Café da manhã caprichado e um longo caminho a percorrer. Destino: Pimenta Bueno, passando por Rolim de Moura e São Miguel do Guaporé. Detalhe: estradas em péssimo estado de conservação. Buracos no asfalto, depressões, obrigando a manobras e velocidades bem reduzidas. Depois de Pimenta Bueno até Costa Marques onde chegamos no fim da tarde, a estrada melhora. Como a vontade é conhecer o Forte Real Príncipe da Beira, seguimos até lá mais 28 km por estrada de terra com o dia escurecendo na esperança de achar um bom local para acamparmos e amanhã conhecermos o Forte.
     Chegando fomos informados que não é permitido acampar no forte, nem na área em frente a ele e nem perto dele. Frustrados com a falta de receptividade do nosso Exército mesmo nesse lugar longínquo e sem recursos, acabamos conversando com o Pedro, um dos administradores do Quilombo da Beira. Gentilmente  ele colocou o terreno e as, ainda em construção, instalações da sede do quilombo à nossa disposição e lá preparamos nosso jantar. Depois de um banho caprichado, pois o dia foi bem quente, cama gostosa na barraca.


A caminho do Forte Real Príncipe da Beira - Rondônia



Forte Real Príncipe da Beira - 1775





Interior do Forte 
 A visita ao Forte é recomendadíssima! Belo exemplar arquitetônico construído em 1775 com objetivos a assegurar as fronteiras do Brasil na época da colonização interiorana. Manhã dedicada à visitação do forte e também à cidade de Costa Marques, situada às margens do Rio Guaporé/Santo Domingo-Bolívia. 
Esta fortaleza é considerada a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa. Seu nome refere-se ao Príncipe, Dom José de Bragança, filho de D. Maria I, de Portugal, que morreu muito cedo antes de assumir o trono, deixando o legado para seu irmão, D. João VI.

A parte da tarde mais estrada para o oeste até alcançarmos a cidade de Ouro Preto do Oeste onde acampamos free no Posto de Combustíveis Dom Bosco, com banho grátis também.

Hoje já é o 10º dia de viagem e seguimos até Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, onde Luiz e Edu entraram por duas horas para conhecer um pouco a cidade, enquanto ficamos esperando num ponto de encontro. Não entramos na cidade, visto que já havíamos conhecido as principais atrações da outra vez que por essas bandas passamos. Rodamos um pouco mais, optando por pernoitar em Jaci-Paraná.
     Nessa cidade conhecemos o Lucieldo, dono do Hotel Fama, que além de permitir que armássemos nossa barraca no estacionamento do hotel, ainda nos presenteou com o jantar grátis. Nossos amigos Luiz e Edu optaram por ficarem num quarto (que já haviam reservado anteriormente) e nós na barraca. Pela manhã ainda ganhamos café-da-manhã grátis. Obrigado ao Lucieldo, do Hotel Fama, pela gentileza. Existem pessoas boas em todo lugar.


Acampando no estacionamento do hotel

Com o Lucieldo, do Hotel Fama
 A cidade de Jaciparaná passou por muitas transformações desde que a ferrovia Madeira-Mamoré passou por suas terras. A extração do látex foi uma de suas principais fontes de renda, principalmente durante a 2ª Guerra Mundial, onde toda a borracha produzida era encaminhada aos Estados Unidos. Passada a Guerra, o segundo ciclo de riqueza veio com a extração do ouro no rio madeira. Hoje sua maior fonte de renda é a Usina Hidrelétrica de Jirau.   

 Agora é ir até Rio Branco, capital do estado do Acre. Muitas obras na pista até alcançarmos o Rio Madeira. Ainda não está pronta a ponte e como fizemos em 2016, pagamos R$ 25,00 para atravessar o rio de balsa. Rio Branco, a cidade onde iríamos encontrar, conhecer e nos hospedar na casa do Bruno, um novo amigo que nos foi indicado pelo Martin, outro amigo viajante em comum. 
     No dia seguinte, o Bruno nos levou a refazer o balanceamento e geometria das rodas do Garça, pois com a péssima qualidade das estradas até agora, a direção começou a vibrar e puxar para um lado. Tudo refeito e em ordem, novamente mais 350 km até a cidade de Assis Brasil, onde chegamos às 17h. Optamos por pernoitar no Posto Ipiranga onde também preparamos o jantar na companhia de um gatinho e um simpático cãozinho com quem repartimos nosso cardápio composto de carne moída, arroz, bolinhos e uma refrescante salada mista. Chuva fina durante a noite, mas foi ótimo para refrescar o calor que anda beirando os 38° a 40º C.


Altos papos na casa do Bruno, em Rio Branco - AC

Cuidando do Garça
      Amanhã faremos os trâmites na divisa para o Peru e seguiremos num ritmo mais acelerado, pois temos que encontrar a dupla Alfredo e Cris (cunhados/irmãos) para poder chegar em tempo de nos encontrarmos em Quito-Equador na data que o voo deles chega a essa capital - até porque esse caminho já nos é conhecido. Assim, em 12 dias, cruzamos os mais de 5.000 km que separam nosso ponto de partida até a divisa com o Peru. Muitos amigos visitados pelo caminho e novas histórias para contar. E que venha o Peru...

sábado, 5 de janeiro de 2019

PROJETO ACQUA MUNDI - 2019

PROJETO ACQUA MUNDI - O que é? Quais os objetivos?


Como Tudo Começou

        Desde crianças sempre viajamos para lugares próximos, normalmente não mais do que algumas dezenas de quilômetros de distância de nossas casas. Com diversos carros, como Fusca e Opala, usados em viagens cada vez mais ousadas, as distâncias foram gradualmente aumentando até que, de repente, sem nenhum motivo especial, escolhemos ir ao Mato Grosso do Sul conhecer a região perto da cidade de Bonito. Estou falando ao redor do ano de 2004 quando, em duas famílias (MMDN e CLAM), decidimos viajar de carro para lá.
         Viagem sem muitas pretensões, com muitas expectativas, mas com quase nenhum planejamento além dos passeios agendados por empresas de turismo. Seguimos com carros comuns (com uma Ipanema GM 1995 - que temos até hoje -  e uma Scénic), 2 famílias com 4 pessoas cada uma, unidas para desbravar as portas do pantanal mato-grossense.  Pouco mais de 1200 km separam as cidades de Curitiba - onde tudo começou e onde nascemos, da cidade de Bonito-MS.
          Assim descobrimos, com diversos perrengues, que não basta querer viajar, mas é preciso saber como. Planejamento é, com certeza, a parte mais importante de uma viagem. Sem ele, mesmo a mais bonita cidade ou paisagem podem se transformar num pesadelo.
        Na volta dessa bela viagem onde começamos a aprender a viajar distâncias maiores, começamos a projetar um passo bem maior. Decidimos viajar ao Peru e conhecer Macchu Pichu. Mais 2 anos se passaram, agora com alguns meses de preparação até essa realização, pois essa seria nossa primeira viagem verdadeiramente internacional de carro para fora do Brasil. Que fique bem claro que as pequenas e tímidas incursões ao Paraguai, Uruguai e a Argentina, na região fronteiriça, não podem ser consideradas viagens internacionais.
          Nossa expedição ainda teve mais um integrante de última hora e mais uma família (LEP) participou do projeto há menos de dois meses da partida para acompanhar-nos nessa aventura pelas terras peruanas. Mais de doze anos se passaram depois dessa primeira aventura sul-americana. Todas as viagens pelo continente sul americano ficavam concentrados mais ao sul. Dessa forma, Peru, Chile, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil foram intensamente visitados ao longo de anos e nos quais percorremos 400.000 km em estradas de todo tipo e pavimento. 
Macchu Pichu - dez2007/jan2008

Ushuaia - dez2009/jan2010

Alta Patagônia - dez2014/jan2015- Frutillar-Chile

Viagem Família – quem somos?

Esse grupo, inicialmente composto por 3 famílias, deu origem ao Viagem Família, que posteriormente se transformou em uma ONG, cujos objetivos estão relacionados à preservação do meio ambiente, uso sustentável de nossos recursos e apoio à defesa civil como agente de prevenção e cidadania. Realizamos muitos eventos e ações relacionadas ao cuidado e conservação de nosso meio ambiente, além de participarmos de diversos conselhos municipais em nossa cidade, Barra Velha no estado de Santa Catarina-Brasil sempre atuando em prol de uma vida melhor e mais sustentável.
Agora é outra etapa do Viagem Família que agora está alçando voo solo. 
Nós, Marcos e Mari, da família MMDN, estaremos a partir de janeiro de 2019, viajando ao redor do mundo, desenvolvendo o Projeto Acqua Mundi. 

Projeto Acqua Mundi

Como já fomos ao extremo sul do nosso continente, nosso destino agora será o extremo norte das Américas. Em parceria com a Univali, esse nosso engajamento eco sustentável transformou-se no Projeto Acqua Mundi, no qual o Viagem Família irá conhecer e vivenciar localmente como está sendo feito o cuidado e uso da água pelo mundo. Além disso, iremos fazer a análise da água oferecida à população, verificando a sua origem (poço, água da chuva, água tratada, manancial, rio...) e potabilidade. Para isso, adquirimos um aparelho que nos dá a quantidade de partículas em suspensão que há na água. 
A primeira etapa desse projeto que abrangerá todas as Américas será transformada em um livro relatando as realidades cotidianas observadas, incluindo nossas vivências no dia a dia a bordo de nosso carro. Este livro chama-se "Águas das Américas"!



Para transformar esse projeto em realidade, precisamos contar com apoiadores e colaboradores que possam nos ajudar a materializar esse sonho. Todos que se dispuserem a vir conosco nessa aventura serão lembrados, citados e agraciados por suas colaborações. Quem colaborar com R$ 100,00 será bonificado com um kit composto de copo, camiseta, adesivos e o livro (quando finalizado) incluindo seu nome em agradecimento.


Estaremos divulgando em nosso blog, a partir de agora, as experiências vividas durante essa viagem.
Faremos cada publicação relacionada a um país visitado, com dicas, curiosidades, fatos históricos relevantes e dicas, semelhantemente ao que já vínhamos fazendo... Continuem nos acompanhando, dando sugestões, enviando suas perguntas!! Sempre que possível responderemos, afinal, estamos na estrada e nem sempre a conexão é possível!! 
Boas viagens e boa vida para todos!!!