Viagem Família______________________________________

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Mendoza - Argentina

Dias 05 e 06 de janeiro de 2015
Mendoza

Monte Aconcágua
Ao chegarmos à cidade de Mendoza no dia de ontem, seguimos diretamente ao escritório central dos Hotéis da rede Garden Hoteles (www.gardenhotelesmendoza.com), conseguindo, sem stress, acomodação do ótimo Hotel Reina Victoria, por U$ 80 a diária para 4 pessoas. Já no ano passado, em janeiro de 2014 utilizamos essa central de reservas e nos hospedamos num dos hotéis quando da nossa viagem para Santiago no Chile. Desta forma pudemos tomar banho de piscina aquecida - situada na cobertura - nos dois dias em que lá ficamos, após os passeios antes de jantarmos. O café da manhã foi ótimo e as instalações são maravilhosas.

Nosso apartamento com salas e 2 quartos.
Chegando aos vinhedos
Mendoza é uma província que oferece múltiplas opções de turismo além de ser passagem obrigatória para quem quer alcançar Santiago, capital do Chile, via Paso Cristo Redentor (Ruta 7). Nessa província também está o mais alto pico das Américas: o Aconcágua, com seus 6962msnm.
Na manhã do dia 05 de janeiro nosso primeiro compromisso era trocar dinheiro. Portanto, após as informações do gerente do hotel, Gustavo, seguimos até o centro, a pé, encontrando uma casa de câmbio que fez a cotação de U$ 1 = $13,40 e R$1,00= $ 4,30. Realizados os negócios, fomos ao prazer: visitamos três vinícolas no Vale de Cuyo.

Catena Zapata
Na Catena Zapata (www.catenawines.com), localizada a 30 km de Mendoza e a mais conhecida vinícola dos brasileiros, onde efetuamos compras e tiramos muitas fotos. Trata-se de uma grande vinícola com extensas áreas de vinhedos e cujos vinhos têm nomes de membros da família. Tudo começou em 1898 quando Nicolás Catena, imigrante italiano, ali chegou e plantou sua primeira vinha Malbec, em 1902.

Vinhedo da bodega. Ao fundo, Monte Aconcágua



A próxima a ser visitada foi Belasco de Baquedano (www.familiabelasco.com), onde fizemos a visita guiada com degustação e compras. Nessa vinícola há a única Sala de Aromas-Museu de Aromas da América do Sul onde se pode apurar o olfato com o objetivo de aprender a distinguir a diferenças nos vinhos, muito interessante onde se pode sentir os mais diversos aromas, tentando decifrá-los.






Rolhas e o seu processo de fabricação
Por último, fomos a uma produtora de vinhos menor, chamada Renacer (www.bodegarenacer.com.ar), onde efetuamos meia degustação e compras. Nessa vinícola, pudemos adquirir ótimos vinhos em R$ - reais, a uma cotação de $ 5,00(pesos) = R$ 1,00(real)



Sala de degustação
Depois de tanto vinho, tínhamos um pouco mais de meia hora pra voltar à cidade, pois ainda queríamos fazer o tour com o BusTurístico Mendoza (www.ciudaddemendoza.gov.ar), cujo valor individual era de $110 por pessoa e cujo último horário era o das 18h. Assim chegamos com 10 minutos de antecedência ao ponto da Paseo Peatonal Sarmiento de onde saía o passeio cuja duração é de, aproximadamente, 2 horas e que passa pelas principais atrações da cidade (praças, parques, museus,...). Claro que como não somos de ferro um grupo ficou na fila do ônibus guardando lugar enquanto que outro foi comprar panchos-cachorros quentes para toda a galera, que nessa hora estava altamente esfomeada.
Nesse último horário não é possível descer do ônibus, mas nos outros horários, ao longo do dia, pode-se descer em qualquer um dos 10 pontos de parada, subindo no próximo Bus e dando sequência ao passeio.




Entre as atrações a destacar está o Parque General San Martin que foi florestado pelos habitantes da cidade de Mendoza e possui portões adquiridos pelo governo da Turquia, em 1907. O Parque tem 350 ha e possui 500 mil árvores, tendo sido projetado pelo arquiteto Carlos Thays, com álamos italianos, palmeiras das Ilhas Canárias e acácias australianas. 

Atravessando o Parque San Martin de ônibus turístico


Portal do Parque General San Martin
Há fontes, 34 esculturas, lago artificial, sede do Clube Mendoza de Regatas, além do Teatro Grego, Zoológico, Museu de Ciências Naturais “Juan Cornelio Moyano” , clube hípico e no Cerro da Glória há o Monumento ao Exército dos Andes - em homenagem aos 100 anos da travessia da Cordilheira dos Andes em busca da independência argentina - obra do escultor uruguaio Juan Ferrari. Do alto do Cerro tem-se uma vista da cidade de Mendoza.



Ainda na área do Parque pode-se visitar o Jardim Zoológico de Mendoza, com mais de 1100 animais alojados em ambientes que simulam seu habitat natural. Infelizmente era segunda-feira e ele estava fechado para visitação, mas é mais uma excelente opção de passeio na cidade.

Ruas do centro da cidade
Praza Pedro del Castillo - Área fundacional, junto ás ruínas de San Francisco
Depois de tantas atividades estávamos cansados e optamos por jantar “em casa”. Como as acomodações dos Garças eram maiores, compramos pizzas e jantamos em grande estilo na sala de jantar do quarto 3 - Kensington Palace – com direito a vinhos recém adquiridos durante as visitas às bodegas.


Amanhã levantamos acampamento e seguimos via Ruta 40 até Chos Malal, já na província de Neuquén.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mendoza, Godoy Cruz e Lujan de Cuyo-Argentina

31 de dezembro de 2013

Acordamos preguiçosamente às 9h e tomamos nosso desajuno: pão folheado, doce de leite, leite em pó e café solúvel (ou achocolatado) e chá.
Lavamos a louça (no Hostel sempre se lava a louça, cuida-se da limpeza do quarto de modo a contribuir com o ambiente etc) e combinamos os locais onde iríamos passear hoje. Nos Hostel todos os ambientes são compartilhados e o uso da cozinha, geladeira e demais acessórios, também! Os alimentos são identificados e todos os hóspedes respeitam os pertences dos outros. Neste Hostel especificamente, a temática é o livro de Gabriel Garcia Marques, Cem Anos de Solidão, e os quartos são nomeados com os personagens da obra. Estamos no quarto Prudêncio Aguilar (quarto 5).



Como a Laguna Diamante fica muito distante (mais de 100 km), decidimos ir até Lujan de Cuyo, distante 21 km de Mendoza, acessado pela famosa e mítica Ruta 40! (veja nossa postagem sobre a Ruta 40: http://www.viagemfamilia.com.br/2013_04_01_archive.html)

Lujan de Cuyo fica na margem esquerda do rio Mendoza e onde se praticam diversos esportes aquáticos, possui ruas arborizadas e boa infra-estrutura e é repleta de Bodegas e olivícolas, além da industrialização de frutas e hortaliças.
Praça central da cidade de Lujan de Cuyo - San Martin está sem o cavalo!!!
Igreja matriz (em reforma)
Desta cidade se tem uma vista privilegiada da pré-Cordilheira andina que, observamos, já teve mais neve em outras épocas. É uma cidade com mais de 100 mil habitantes, que foi fundada em maio de 1855.

Como hoje é dia 31dez, algumas Bodegas estão fechadas para visitação, assim, acabamos escolhendo ao acaso: Bodega Roberto Bonfanti! Foi um achado!!! Acertamos em cheio!!!
Fomos recebidos pelo Alejandro Bonfanti, filho do proprietário da Bodega que nos recebeu amavelmente, fazendo as apresentações e iniciou o nosso tour (que deveria durar em torno de 40 min) pela plantação de uvas Malbec. Ali, no meio dos parreirais, o Alejandro explicou detalhadamente como se procede o plantio da parreiras, a poda, a colheita e o cuidado que se deve ter em todo o processo para manter a qualidade superior do produto. Alternado às parreiras, há oliveiras e pessegueiros e nessa vinícola em especial, tanto as parreiras quanto as oliveiras têm aproximadamente 100 anos! É uma propriedade que já está na 4ª geração e todo esse tempo foi dedicado a melhoria da uva! A partir dessa geração é que passou a ter sua própria bodega, pois antes fornecia a matéria prima para outras vinícolas maiores!

Uvas, provenientes da França e oliveiras nativas da Argentina


Depois do passeio pelos parreirais, continuamos a visita no interior da bodega, conhecendo a linha de produção e o maquinário utilizado para a elaboração dos vinhos produzidos (Malbec, Cabernet Sauvignon e espumante).
Tonéis de carvalho, adquiridos (em sua maioria) da França, a módicos 1000 euros cada
Envase - processo de descanso da bebida, que fica,em média, 2 anos (Reserva)
Dicas enólogas gerais:
- quanto maior o teor alcoólico do vinho (acima de 14%), maior a sua conservação, mais intenso seu sabor e mais encorpado
- manter as garrafas deitadas, retirando o plástico ou metal que envolvem a rolha, para fazer o controle de qualidade da oxigenação da bebida
- manter climatizado o ambiente onde se conservam as garrafas, a aproximadamente 20°C, mantendo-as abrigadas da luz
- escolha o vinho de acordo com o seu paladar pessoal, e não pelo preço! 
- vinho rosé é feito com a mesma uva do vinho tinto, mantendo a sua qualidade na produção, porém a diferença na cor ocorre por menos tempo de contato do líquido (mosto) com a casca e sementes. Neste caso, 48h!
- a temperatura para se servir um vinho branco gira em torno de 8°C, portanto, deve ser mantido num balde de gelo. A geladeira não mantém a temperatura adequada.  
- a temperatura para se servir o vinho tinto gira em torno de 18°C, portanto, coloca-se água com algumas pedras de gelo no balde para servi-lo fresco! Não tome vinho quente!
- rolhas de plástico são utilizadas em vinhos jovens e devem  ser consumidos imediatamente
- rolhas de cortiça têm durabilidade maior e são vinhos mais encorpados

Quanto às oliveiras, são nativas da Argentina e da espécie Arauco. Para cada 100 kg de azeitonas, produz-se entre 10 a 13 litros de azeite extra virgem de oliva de qualidade. O envase adequado deve ser de vidro verde ou marrom ou lata, nunca plástico, pois o azeite oxida.

A nossa aula continuou na sala de degustação, com bela vista para os vinhedos e montanhas. Iniciamos com o Rosé Malbec, muito aromático e leve. Depois fomos para o tinto Malbec, frutado e com aroma de ameixa e, por fim, experimentamos o Cabernet Sauvignon Malbec (Reserva), cujo sabor é mais pronunciado, mas desce como veludo!

Acompanhando a degustação, o Alejandro explicou-nos como interpretar os rótulos das garrafas, mostrando as peculiaridades e questões legais que norteiam as vinícolas da Argentina. Foi realmente uma aula que podemos utilizar em nosso dia-a-dia quando formos adquirir e saborear vinhos de qualidade.
Saímos da Bodega depois de adquirirmos algumas garrafas de vinho, bem como azeitonas e um delicioso chocolate produzido com vinho Malbec e frutilla (morangos).
Cumpre citar que os preços extremamente atraentes das vinícolas de qualidade são importantes para o turista, pois o peso está bastante desvalorizado!

Um brinde juntamente com o Alejandro

Nossos vinhos sendo embalados


A segunda parte do dia foi dedicada a conhecer a cidade de Mendoza, propriamente dita, com suas praças e principalmente o Parque General San Martin, que é praticamente do mesmo tamanho do centro da cidade.
Lanchando no Parque
O Parque possui 350 ha e muitas espécies de árvores a destacar: álamos italianos, aromos (acácias) australianos e palmeiras das Ilhas Canárias.

Com a Mafalda



Num dos extremos do Parque fica o Zoo, que estava fechado e também há o Cerro de la Gloria, o qual subimos a pé. Uma subida íngreme de aproximadamente 1200 m, por caminho calçado, atingindo a altitude de 980 msnm.
Lá em cima existem inúmeras placas de bronze alusivas à personalidade do General San Martin e também um Monumento al Ejército de los Andes, que é de 1914, por sua luta e resistência contra a invasão espanhola!
Subindo o Cerro


Monumento ao Exército dos Andes e General San Martin



Corredor com placas alusivas ao General