Parque Nacional das Emas - Chapadão do Céu (GO)
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Amanhacer em Chapadão do Céu (GO) |
Depois do jantar desastrado de ontem à noite, em que houve confusão nos pedidos ( evite a Pizzaria Queiroz no centro da cidade. Desorganizada e atendimento mmmuuuuiiiitttooooo leeennnttooo!!) e o casal Garça quase não jantou, acordamos cedo (6h15min), pois nosso guia, Edimar (muito bom) já estava nos aguardando para conhecermos melhor o Parque, com suas belezas.
Mas antes, vamos conhecer um pouco da história dessa cidade pitoresca.
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Viagem Família junto com a Bela, proprietária do Vitor Hotel |
Chapadão do Céu
foi fundado em 21 de agosto de 1982 (só foi emancipada em 1991), por Alberto
Rodrigues da Cunha motivado pela expansão da agricultura no sudeste goiano. As
terras do cerrado passaram a se chamar de “os Sertões dos Garcias”, pela enorme
influência que essa família teve na colonização da região. O nome “Chapadão do
Céu” se deve ao fato de as terras planas do cerrado se fundir ao céu, dando a
impressão que se está numa imensa mesa isolada do restante do mundo.
Em
2002, Chapadão do Céu conquistou o título de melhor IDH de Goiás, o que
continua até os dias atuais.
População: 7000 habitantes
Distância até Goiânia: 465 km
Altitude média: 725 m
As
terras dessa cidade compõem o Parque
Nacional das Emas – maior reserva de cerrado do mundo. Embaixo de suas
terras, está o Aquífero Guarani, maior reserva de água doce do mundo.
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Gafanhoto |
O
Parque possui uma área de 131.868 ha, onde convivem dezenas de espécies de
animais e centenas de plantas. Foi criado em 1961 e teve seus limites revistos em 1972. Em 2001 recebeu o título de Patrimônio Natural
da Humanidade pela UNESCO, também tendo o título de Reserva da Biosfera do
Pantanal.
Infelizmente,
apesar de toda a importância desse Parque, o descaso e falta de competência da
administração fazem com que ele esteja meio abandonado, não tendo a estrutura
que se espera no caso de um patrimônio natural de tal magnitude. É administrado pelo ICMBio-Instituto Chico Mendes da Biodiversidade subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, que nada está fazendo para melhorar a infraestrutura do parque apesar de se
pagar um ingresso de R$ 12,00 por pessoa, nada se oferece ao visitante. Nem um comprovante -ingresso- muito menos um simples folheto explicativo. Uma VERGONHA!!! É
necessário contratar um guia por sua conta para poder entrar no Parque e
conhecer suas atrações. Então, além do ingresso, você terá de contar com o
valor de, aproximadamente, R$ 120,00 a diária do guia credenciado. Na sede do
Parque, há diversas instalações modernas e que estão ociosas, sendo destruídas pela própria ação do tempo e falta de uso e falta de vontade das administrações oficiais do governo!!
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Rio Formoso (GO) - Parque Nac. das Emas |
Encontramos
dezenas de materiais de escritório à espera da implantação de um centro de
visitantes digno, em que se tenha um mínimo de infraestrutura, todos
abandonados, se deteriorando. O observatório existente no Parque está
abandonado, pois foi invadido por abelhas e ninguém se dispôs a tirá-las de lá.
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Sucuri de, aproximadamente, 7 metros |
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Anta no meio da plantação |
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Veado campeiro no meio da plantação de soja |
Há
dois anos, uma grande queimada atingiu uma grande da área do Parque, matando
80% de todos os tamanduás que lá viviam... então, hoje, o que menos se vê na
região são animais. Parece piada, mas vimos mais animais nas plantações do que
dentro da área do Parque. Nas plantações de soja que rodeiam o Parque
observamos: veados campeiros, anta, dezenas de emas, siriemas, queixadas, tatus,
além da grande variedade de pássaros, que encantam e ensurdecem com seu
cantar.
Depois de centenas de fotos e de muitos km rodados dentro do Parque, nos despedimos do Edimar, um grande guia e conhecedor das belezas do cerrado, e seguimos em direção à Chapada dos Guimarães, já no Mato Grosso.
Como esse ano o Reveillon será "emendado" com o feriado do dia 1º de janeiro, optamos por dormir em Jaciara, por imaginarmos que seria praticamente impossível encontrarmos pernoite na Chapada. Foi uma boa ideia: Jaciara nos surpreendeu positivamente, pois possui boa infra estrutura, possuindo muitas cachoeiras e águas termais, sendo um destino dos cuiabanos para passagem de final de semana.
Depois de centenas de fotos e de muitos km rodados dentro do Parque, nos despedimos do Edimar, um grande guia e conhecedor das belezas do cerrado, e seguimos em direção à Chapada dos Guimarães, já no Mato Grosso.
Como esse ano o Reveillon será "emendado" com o feriado do dia 1º de janeiro, optamos por dormir em Jaciara, por imaginarmos que seria praticamente impossível encontrarmos pernoite na Chapada. Foi uma boa ideia: Jaciara nos surpreendeu positivamente, pois possui boa infra estrutura, possuindo muitas cachoeiras e águas termais, sendo um destino dos cuiabanos para passagem de final de semana.