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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 2 - Parque Barigui

 

Natal 2025

O bairro das Mercês, onde originalmente o Marcos morava com seus pais (e onde estamos temporariamente agora) é “vizinho” de um dos Parques mais antigos da cidade de Curitiba: o Parque Barigui.

Parque Barigui (ü)

Trilhas na área do parque

Ocupando uma área de 1,4 milhão de m² e fundado em 1972, o nome do parque faz alusão ao rio que o corta. Projetado inicialmente para ser um parque linear que tinha por função funcionar como contenção de enchentes, além e preservar a Mata Atlântica nativa da região, tornou-se um ponto de encontro e diversão para todo mundo.  

Curiosidades:

  • Na época da fundação do povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, hoje Curitiba, a área onde hoje está o parque era uma sesmaria pertencente a Baltazar Carrasco dos Reis e posteriormente Mateus Leme tomou posse da terra. Nesta época, a localidade chamava-se Mariqui, que no idioma indígena significa “rio do fruto espinhoso”, fazendo referência à abundância dos pinheiros e seus pinhões.
  • Quando nos casamos, na década de 1990, havia um morador diferente nos lagos do Parque Barigui: um jacaré-de-papo-amarelo foi solto ali por algum incauto e passou a ser atração. Ele foi transferido após alguns anos - para o Zoológico da cidade - e incidentes (ele se alimentou de alguns “lulus” que se aproximavam do lago) e como forma de prevenção. Para imortalizá-lo, foi feita uma escultura em concreto em sua homenagem, que está exposta próxima do Pavilhão de Exposições.
  • O lago, com pouco mais de 230 mil m², é um atrativo onde podem ser vistas dezenas de capivaras, animal querido e que acabou virando símbolo de nossa cidade, além de peixes e muitas aves (colhereiros, garças brancas e carcarás, biguás, entre outros).
  • Réplica do jacaré-de-papo-amarelo que habitou o parque

Atrativos

Além da pista para fazer caminhadas, correr ou simplesmente passear, que tem uma extensão de 5,2 km, ainda há equipamentos para ginástica, parquinho infantil (gratuito e pago), quiosques com churrasqueiras, banheiros públicos, canchas poliesportivas, pistas para bicicross e pista exclusiva para quem curte andar de patins, bicicletas ou skate.


A companhia dos saguis é frequente nas trilhas. Seu assobio se ouve de longe! Nada de alimentar os animais!!!
O bosque possui inúmeras opções de trilhas e ainda existem lanchonetes e restaurantes no interior do parque, além dos vendedores ambulantes de pipoca e caldo de cana que podem ser encontrados próximo dos estacionamentos.

Vista do deck de um dos restaurantes
O antigo Centro de Exposições de Curitiba, criado em 1975, e onde fomos como crianças e adolescentes a diversas exposições temáticas ao longo do ano, passou para a iniciativa privada em 2012, tendo sido renomeado para Centro de Eventos Positivo (o consórcio Positivo + JMalucelli tem um contrato de uso de 25 anos).

Parque de Diversões próximo do Centro de Eventos

Museu do Automóvel de Curitiba


Do outro lado do parque fica o excelente Museu do Automóvel de Curitiba, que vale uma visita. Inaugurado em 1976 e administrado pelo CAAMP – Clube de Antiguidades Automotivas do Paraná – seu acervo (pertencente aos sócios do clube) conta com 74 peças expostas permanentemente, além de outros carros que são “emprestados”, chegando a 150 veículos expostos!




Divididos em 4 categorias, antique, vintage, milestones e classic, mesmo para aqueles que não conhecem muito sobre carros (como eu, Mari) é uma curtição passear pelos corredores e admirar as máquinas... dizer que o Marcos ficou horas admirando e me explicando sobre as raridades expostas ali, é desnecessário!






Entre as relíquias, podem ser admirados um caminhão Ford 1919 (pertencente a Matte Leão), um DeSoto54, uma McLaren pilotada por Emerson Fittipaldi, um Phaenton 812 (a peça mais rara e valiosa da coleção), entre outros.


Central Geradora Hidrelétrica Nicolau Klüppel


Inaugurada em 2019, esta pequena usina hidrelétrica utiliza a água do vertedouro do lago para movimentar a turbina em formato de “Parafuso de Arquimedes”, gerando 21.600 kWh por mês. Esta energia equivale à metade da energia consumida em todo o Parque Barigui mensalmente (aproximadamente o equivalente ao consumo médio de 135 residências).





O nome é uma homenagem ao engenheiro Nicolau Imthom Klüppel, um dos idealizadores do sistema de parques e lagos de Curitiba, que têm por função o controle de enchentes. Morto em 2016, aos 86 anos, Nicolau foi funcionário de carreira do IPPUC, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

 

A “praia do curitibano” é um espaço democrático, gratuito, bonito, seguro e excelente opção de passeio em nossa capital. Mesmo nos dias frios, onde a grama amanhece branquinha por conta da geada, o Parque Barigui é um dos cartões postais mais frequentados pelo curitibano e pelos turistas!

Nossas queridas "capis", super tranquilas, e fazendo pose para foto!

Jardinete República Oriental do Uruguai - o painel é uma homenagem aos nossos vizinhos, destacando pontos importantes de sua história

A Olaria do Parque é um espaço gastronômico e cultural que ocupa as instalações da antiga olaria que funcionava antes de 1972. Hoje sua chaminé e estrutura em tijolo a vista chama a atenção de quem está fazendo as trilhas


Bom passeio!!! 

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