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| Portão do Passeio Público, em período natalino |
Como muitos sabem, Marcos e eu (Mari) somos
curitibanos de nascimento e catarinas de coração. Em nosso retorno ao sul do
Brasil, após 6 anos de estrada, nos estabelecemos temporariamente em nossa
cidade natal e aqui vamos dividir um pouco com nossos amigos
leitores/viajantes/seguidores... cantinhos de nossa Curitiba!
Curitiba, capital do Paraná
Conhecida como "cidade sorriso", muitos
complementam este título com "sorriso amarelo", referindo-se ao fato
de que os curitibanos são bastante reservados... diria que isto ficou no
passado! Com a grande migração ocorrida desde fim da década de 1970, a cidade
cresceu muito e diversificou sua população, anteriormente formada basicamente
por poloneses, ucranianos, alemães e italianos.
Curitiba é famosa pelos seus parques!!
E são, hoje, 48 parques e bosques municipais
catalogados, somando mais de 19mil km² de área verde!!! Nestes próximos textos,
iremos mostrar um pouco nosso ponto de vista a respeito de cada um que
visitamos neste nosso retorno à cidade.
Passeio Público
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| Próximo do local onde antigamente ficava a Lanchonete Pasquale, onde se comia o melhor bauru da cidade! Hoje neste local, no Natal, monta-se o Carrossel |
O Passeio Público foi o primeiro parque da cidade, fundado em
1886. Ocupando uma área de quase 70mil m² no coração da cidade, seu símbolo
maior é o portão – réplica do Le Cimetière Asnières, de Paris.
Planejado e construído por Alfredo d’Escragnolle Taunay, então
presidente da província, para sanar problemas de drenagem, pois o terreno todo
era um grande banhado, teve apoio do Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira
Correia) e de Francisco Fasce Fontana, grandes empresários ervateiros.
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| Antigo serpentário, hoje tem um telão onde passam filmes |
O Rio Belém, que corta a região e é um dos principais rios da
capital, foi saneado e transformado num lago, usado pela população como local
de lazer, pois havia canoas para fazer passeios. Quando éramos crianças, as
canoas foram substituídas pelos pedalinhos.
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| Rio Belém, dentro do Passeio Público |
Curiosidade: o Rio Belém nasce no Parque das Nascentes do Rio Belém, no
bairro Cachoeira (norte da cidade) e deságua nas cavas do rio Iguaçu,
percorrendo aproximadamente 20km por dentro da cidade. Recebe esgoto (muitas
ligações clandestinas estão nas galerias de águas pluviais), lixo (corta a Vila
das Torres, uma das mais antigas favelas da cidade) e o descaso da população e
autoridades da cidade. Foi retificado em muitos trechos por conta do
adensamento populacional e isto faz com que provoque enchentes em locais mais
baixos.
Há, dentro do Passeio Público, lagos e ilhotas, das quais se
destaca a “Ilha da Ilusão” onde durante o advento acontecem as apresentações natalinas
do local.
O primeiro zoológico da cidade
Num passado não tão distante, o zoológico da cidade ficava
ali (até meados de 1980) e não foram poucas as vezes que íamos passear pelo
parque, brincando no parquinho infantil que ali existia (e continua existindo)
com nossos pais e avós, e observar os bichos, coitados, presos em pequenas
jaulas, andando neuroticamente de um lado para o outro. Eram pumas, leões, ursos,
mandril,... ocupando pequenos espaços e observando-nos com cara de poucos
amigos, também pudera!
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| Grandes viveiros onde se podem ver aves e pequenos roedores |
Ainda hoje há um espaço para observação de pássaros, com
gaiolas grandes que abrigam algumas espécies de aves nacionais-internacionais,
além de roedores de pequeno porte.
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| Natal 2025 |
Praça 19 de Dezembro
A Praça 19 de Dezembro, também chamada de Praça do Homem Nu, fica
a uma quadra da entrada principal do Passeio Público e no séc. XIX abrigava um
antigo chafariz (1862) que fornecia água para os habitantes da cidade. Este
chafariz funcionou até 1914 e entre idas e vindas, a praça só passou por uma grande
remodelação da década de 1950, quando se festejou o Centenário de Emancipação
do Paraná (19 de dezembro de 1850), daí seu nome.
Ela, então, recebeu um grande obelisco de pedra e a estátua
do homem nu, autoria dos escultores Erbo Stenzel*, austríaco radicado no Brasil,
e de Humberto Cozzo, cujo significado era “retratar o homem paranaense olhando
em direção ao futuro” (ele está olhando em direção a região noroeste do estado).
*Erbo Stenzel foi discípulo de João Turin e o sucedeu na
direção da Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Ao fundo, um mural curvo com painel em granito de Erbo Stenzel
de um lado e um painel de azulejos azuis e brancos de Poty Lazzarotto, onde
estão retratados episódios da história do Paraná.
Curiosidade: a estátua da mulher nua, colocada posteriormente ali, não
fazia parte do conjunto/projeto original. Segundo histórias de bastidor, o
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná estava sendo construído e encomendaram
uma obra a Erbo Stenzel: uma estátua da deusa da Justiça (1953). Erbo, muito crítico
e dentro da visão modernista, fez a Justiça sem venda nos olhos, sentada, nua e
a venda que deveria estar em seus olhos estava insolentemente apoiada em sua
mão. A balança ficava jogada ao lado!!! Desnecessário dizer que os juízes e
sociedade da época odiaram a obra, considerando-a subversiva. A obra ficou escondida
por muitos anos e depois, já sem a balança e a venda nas mãos, foi colocada nos
fundos do Palácio do Governo, tendo sido levada para a Praça apenas em 1972!










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