Viagem Família______________________________________

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sábado, 4 de janeiro de 2014

Santiago - Chile Parte 1

03 de janeiro de 2014

Acordamos preguiçosamente aí pelas 9h e após tomarmos nosso café da manhã, seguimos para nossa maratona diária: fazer o centro e seus principais pontos turísticos a pé. Nosso apart-hotel fica a apenas duas quadras da principal avenida, Alameda Bernardo O'Higgins, e já na esquina fica o prédio neoclássico imponente da Biblioteca Nacional.
Alameda Libertador Bernardo O'Higgins, ao fundo a Iglesia de San Francisco
Biblioteca Nacional
A iniciativa de se fazer uma Biblioteca Nacional nasceu em 1813, porém apenas 100 anos mais tarde passou a ser realidade. É uma das bibliotecas mais completas da América Latina e possui mais de 3 milhões de obras catalogadas.

Uma das salas de pesquisa, com obras antigas que contam a história das Américas


Seguindo pela mesma Alameda, à esquerda, fomos até o Palácio de la Moneda, atual sede da Presidência da República do Chile, do Ministério do Interior, da Secretaria Geral da Presidência e da Secretaria Geral do Governo.
Palacio de la Moneda (1874) - recentemente restaurado
Construído entre 1786 e 1812, o Palácio foi projetado originalmente para para abrigar a Casa da Moeda, quando o Chile era uma colônia espanhola. A Casa da Moeda foi inaugurada  oficialmente em 1805. Durante a independência do Chile, foi neste palácio  que se cunharam as primeiras moedas do Chile independente.
Foi utilizada pela primeira vez como residência e sede do governo por don Manuel Bulnes, em 1846. 

No caminho, passamos pela Iglesia de San Francisco (em obras), pela Universidad do Chile, Bolsa de Comércio e chegamos a Plaza de la Constitución, passando por diversas obras públicas. A cidade de Santiago está em obras! Muitos prédios históricos, museus, igrejas etc estão em reformas ou sendo isoladas para serem reformadas. Recentemente houve um terremoto que afetou a estrutura de alguns desses edifícios.
Iglesia de San Francisco (1586) - a construção mais antiga da cidade,
visto que sua nave central resistiu aos terremotos
Bolsa de Comércio (1921)
Plaza de la Constitución
Mais algumas quadras, chegamos a Câmara dos Deputados (Ex-Congreso Nacional) e algumas obras adiante, à Iglesia Catedral. A Plaza de Armas está cercada com tapumes e sendo restaurada.
Ex - Congresso Nacional
A Catedral levou 151 anos para ser construída (1748 - 1899) e possui um estilo eclético, com materiais como madeira, ouro, mármore, prata, entre outros. Sua estrutura ficou bastante abalada pelo último terremoto e será o próximo prédio histórico a ser restaurado. Há frestas e colunas meio expostas, a pintura do teto necessita de restauração e muitos detalhes estão encobertos pela ação do tempo, visto que nunca foi reformada.
Plaza de Armas em obras e Iglesia Catedral, ao fundo
Nave central da Iglesia Catedral
Esta é a segunda vez que estamos em Santiago e dessa vez novamente também não pudemos visitar a Casa Colorada - Museu de Santiago, pois está em reformas.
Em estilo colonial, a Casa Colorada foi a primeira edificação que se utilizou da cor vermelha em sua fachada
 e ser a primeira casa privada de dois pisos no país.  
Palacio Consistorial - Municipalidad de Santiago
Depois de mais uma "furada", seguimos ao Mercado Central, inaugurado em 1872, e que além das funções de mercado, possui restaurantes onde se pode degustar a deliciosa comida típica chilena, com muitos pratos a base de frutos do mar.
Caminhando pelo Mercado e olhando as lojinhas
Estrutura do telhado do Mercado, em estilo inglês
Não podíamos deixar de experimentar a famosa centolla - caranguejo gigante. Assim, sentamo-nos do restaurante mais famoso da cidade "done Augusto" e degustamos uma centolla com acompanhamentos, regadas a Austral gelada. Tudo uma delícia. Nosso garçom (moço), Hugo, possui destreza e rapidez para destrinchar o bichinho enquanto nós só observávamos... delííííí´cia!!!!!



Saciados, seguimos (8 quadras) até o Cerro Santa Lucia, entrando pela Calle Merced. O local onde hoje há o Cerro era apenas um morro de terra agreste, chamado de Huelén (dor, melancolia, pena)  pelos indígenas da região. Don Pedro Valdívia, ao tomar posse do lugar em 13 de dezembro de 1540, dia de Santa Lucia, o rebatizou  e iniciou a construção da Basílica de la Merced, abrigando irmãs eremitas e onde funcionou o primeiro observatório astronômico do país, por ser um local alto e de onde se pode vislumbrar a cidade.
Foi utilizado como forte durante a época da Reconquista (1814- 1817) e, em 1872, transformado em um um local cheio de árvores, estátuas e beleza, por Benjamín Vicuña Mackenna, que utilizou mão de obra de 60 prisioneiros que ficaram reclusos no Castillo Hidalgo (no alto do morro). Hoje é um dos pontos altos da visitação do centro da cidade. Imperdível!

Vista da cidade, do alto do Cerro Santa Lucia


Fomos até a estação de metrô para sacar um pouco mais de pesos chilenos ($200 mil) e decidimos ir até o Cerro San Cristobal, para andar de Funicolar (mais umas 10 quadras). No caminho, a Universidade Católica e outros prédios imponentes. Viramos à esquerda na Calle Pio Nono, rua cheio de barzinhos e restaurantes e, mais algumas quadras chegamos ao Parque Metropolitano. Entramos na fila para o Funicolar ($2000 ida e volta, por pessoa) e aguardamos uns 15min até que chegasse a nossa vez. Havia muitos estrangeiros e ficamos conversando e brincando em jamaicanês!
Fila para o funicolar



O mesmo edificador do Cerro Santa Lucia, Benjamim Vicuña Mackenna, também foi o idealizador desse empreendimento que passou a ser Cerro San Cristobal com  Alberto Mackenna Subercaseaux e Pedro Bannen, já em meados do séc XX. 


Tomando um mote con huesillo hellado - suco natural de pêssego, com pêssegos e grãos de trigo

Igreja ao ar livre - Santuario de la Inmaculada Concepción del Cerro San Cristóbal

Em 1966 foi elaborada a lei que transformou o Cerro em Parque Metropolitano. O funicolar vence uma diferença de altitude da estação de partida até a de chegada, no alto, de 280m, percorrendo 500m numa inclinação de 45°. Na metade do trecho os dois bondes se encontram e passam a poucos centímetros um do outro. Há uma estação intermediária para aqueles que desejam acessar ao Zoo, pela metade do preço. 


Nós recomendamos o passeio por sua diversidade e beleza. Do alto do Cerro, que está a 800msnm, e é o 2º ponto mais alto da cidade, vislumbra-se toda Santiago e a Cordilheira dos Andes. 

Na volta, a pé, curtimos um som muito legal: rock, country and blues de boa qualidade de uma road band e deixamos alguns pesos para os músicos, pois a música estava maneira!



Depois de alguns quilômetros andados pela capital chilena, voltamos ao nosso lar temporário e jantamos "panchos" con salsa de tomate!!!  Ótimo dia com muita atrações visitadas. 

Chegando ao Chile - Travessia pelos Andes



02 de janeiro de 2014
Rio Mendoza, ao fundo - Ruta 7
Hoje será um dos pontos principais da viagem. Nosso projeto é atravessar para o Chile por cima da Cordilheira dos Andes, utilizando o caminho antigo (usado por Charles Darwin). Já conhecemos o caminho tradicional, que passa pelo túnel, por baixo da montanha, e desta vez seguiremos por cima, pelo Cerro Cristo Redentor.
Aproveitamos para completar o tanque do Garça e saímos de Mendoza às 9h30min, pegando a Ruta 40, passando por alguns vinhedos da região de Lujan de Cuyo e depois, em sentido ao Chile, pela Ruta 7, seguimos em direção a Potrejillo e Uspallata.



Compramos alguns lanches em Uspallata e encontramos uma equipe que está mapeando o trajeto do próximo Rally Dakar.

80 km depois de Uspallata paramos para rever a Puente del Inca (2700 msnm) - distante 190 km de Mendoza, que percorremos em aproximadamente em 2h30min - e que é uma formação rochosa natural onde a água tem grande concentração de enxofre e sais minerais, o que deixa suas águas com tons amarelo ocre e, com o passar dos anos, criou a ponte natural que virou um monumento natural muito visitado na região. Nessa localidade encontra-se artesanatos executados com pedras semi-preciosas, couro, ossos, madeira, enfim um a grande gama de materiais retirados dessa região. Já estivemos no local em 2009/2010 e notamos, desta vez, que a quantidade de artesãos, turistas e artesanatos diminuiu consideravelmente, motivada (talvez) pela queda do poder aquisitivo dos turistas em geral.



O vento estava forte e a temperatura já havia baixado bastante, fazendo com que utilizássemos alguns agasalhos. De lá, mais 20 km até a entrada do Cristo Redentor que fica a esquerda da Ruta, antes da entrada do túnel que leva à Aduana.

A partir daí acabou a moleza e o asfalto. Agora é só subida íngreme em estrada estreita e pedras soltas, até atingirmos a altitude de aproximadamente 4000m, onde alcançamos o cume e está localizada a estátua do Cristo Redentor dos Andes. Lá o vento estava intenso, de uns 100km/h, onde mal podíamos ficar em pé. Difícil, mesmo, foi bater as fotos segurando as bandeiras do Brasil e de Barra Velha. A temperatura no momento era de 4°C, mas a sensação térmica estava negativa!
Subida íngreme


Parede de gelo, derretendo, quase no Mirante


Iniciamos, então, a descida pela famosa estrada das 360 Curves, entrando no Chile. A paisagem é deslumbrante e paramos muitas vezes para admirá-la e tirar fotografias. Cada curva era mais bonita que a anterior. O único a se ressentir com os efeitos do soroche foi o Douglas, mas nada grave, apenas falta de ar, queda de pressão... Paramos para fazer nosso lanche na metade da descida, próximo de um abrigo de montanha, utilizado pelos esquiadores e exército em caso de emergência.

Sobrevoo de condor, em cima do Garça


Apesar da descida ser tranquila, as condições do piso são bastante instáveis e exigindo baixa velocidade e cuidado redobrado em todas as curvas para evitar acidentes. Encontramos "alguns outros malucos" que também escolheram essa rota para aventurar-se entre os dois países.

Sem maiores problemas, descemos até reencontrar o asfalto e seguir pelo 2º túnel até a Aduana Binacional: Argentina/Chile para fazer os trâmites de ingresso nesse último. Preenchemos a papelada necessária, pois o Chile exige a importação temporária do veículo, bem como a guia individual de cada passageiro. Na revista da Aduana, infelizmente nos foram "confiscadas" as nozes, os pistaches e as ameixas secas que havíamos trazido, o que nos surpreendeu, pois na nossa última vez no Chile não houve problemas com esses itens.


Tudo resolvido, curtimos novamente a também famosa descida dos Caracolles (que a continuação da sequência de curvas asfaltadas) até Los Andes. Não podíamos deixar de rever El Portillo, a famosa estação de esqui do Chile que fica no meio da descida e lá, encontramos muitos brasileiros, alguns quase nossos vizinhos - Carlos e a esposa, naturais de São Joaquim (SC).



Percorremos mais 120km e chegamos a Santiago aí pelas 17h30min, como a cidade é enorme e existem diversas ruas com o mesmo nome, o Garmin nos levou ao endereço errado!!! Depois, na segunda tentativa, chegamos ao nosso destino, onde já tínhamos reserva paga para os dois próximos dias: Socavon Suítes (facebook/SocavonSuites e socavon.suites@gmail.com). Conversamos com o Guido (que nos recebeu) e decidimos ficar um dia a mais, pagando U$62 para nós quatro, por mais uma noite.

Saímos a pé para procurar o caixa automático (dentro da estação de metrô Santa Lucia) e, mais umas 7 quadras até o Supermercado Unimarc, onde compramos nossos cafés da manhã e jantares, visto que estamos hospedados em um apart hotel.

Compras feitas, jantar pronto, ...agora é só dormir para mais um grande dia, amanhã!!!! Boa noite!!!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mendoza,Argentina

01º/jan

Ontem, dia 31/dez, já observamos que havia muitos locais fechados por conta do ano novo. Hoje, dia 01º, está tudo fechado
Av. San Martin completamente deserta no dia 01º de janeiro de 2014
Então, decidimos (em comum) nos dar um dia de ócio e descanso antes de seguirmos viagem... Assim, após o café da manhã com Javier, fechamos a conta do Hostel Macondo (U$ 80,00 para 4, por dois dias) deixamos o Hostel e seguimos, pela Av. San Martin completamente deserta desta vez, até a Plaza Independência onde ficamos sentados debaixo de uma árvore, curtindo o chafariz principal e o movimento da praça e seus transeuntes, conversando com alguns brasileiros e, de lá, procuramos um hotel que tivesse pileta (piscina) a um bom preço!

Canaletas de água

Praça Independência é a maior e mais importante da cidade
Marcos no alto da fonte central

A cidade de Mendoza possui, aproximadamente, 115 mil habitantes, já a Grande Mendoza conta com mais de 900 mil habitantes e é a 4ª cidade da Argentina.
O primeiro assentamento na região foi de 1561, mas a cidade foi ordenada em 1863, por Ballofet (agrimensor), que dispôs diversas praças em sua planta. Assim, Mendoza é conhecida por suas praças!
A Plaza Independência era originalmente chamada de Plaza de Armas (1562), depois passou a chamar-se Plaza Central, Plaza de la Construcción e Plaza Pedro de Castillo. 
Peatonal Sarmiento

Marcos telefonando com a presidente Cristina Kirshner
No caminho, aproveitamos para conhecer a Plaza Itália, mais simples que a Plaza Espanha - que já havíamos conhecido da outra vez em que estivemos em Mendoça!





Como havíamos recebido um folder promocional de hotéis na divisa da província, dois dias antes - Garden Hoteles, seguimos até o Apart Hotel Mendoza, na Calle Salta, 1244 ($ 560 pesos para 4 pessoas) e curtimos um belo banho de piscina, tomando sol e relax com filminho a tarde toda!

Para o jantar, seguimos a pé, por algumas quadras na tranquilidade de uma Mendoza sem movimento pelo feriado, até a Calle Peatonal (Peatonal Sarmiento), onde encontramos um restaurante aberto. Lá, no Restaurante Atenas jantamos carne e tomamos refris, pra variar!

Na volta para “casa”, aproveitamos para tomar um sorvete e passear mais um pouquinho.
Agora, é deitar e se preparar para o dia de amanhã: Chile, lá vamos nós!!!!


Observação: O câmbio na Argentina está em torno de $ 4,00 pesos por um real e na troca por dólares, a cotação quase chega a $ 9,00 pesos por um dólar. Estamos abastecendo na Argentina com o Diesel Ultra a um preço médio de $ 7,50 pesos por litro o que dá pouco mais de R$ 2,00 reais por litro.