Viagem Família______________________________________

.
Mostrando postagens com marcador Villa Carlos Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Villa Carlos Paz. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ceres, Laguna Chiquita e Villa Carlos Paz

Dia 03 e 04 de janeiro de 2015
Ceres a Villa Carlos Paz, passando por Laguna Chiquita – Miramar (Balneária)


Logo após o café da manhã seguimos a Balneária para que os Quero Queros e os Abutres conhecessem a Laguna Chiquita, visto que os Garças estiveram nesse interessante balneário no ano passado quando da viagem para Santiago-Chile. Não sem antes todos do Viagem Família  fazerem uma operação de mobilização de busca ao celular do Luiz, que foi perdido! Encontrado o celular, seguimos viagem.



Miramar - Laguna Chiquita
Laguna Chiquita fica localizada em Miramar, distante 12 km de Balneária, na província de Córdoba. Suas águas salgadas são medicinais (para tratamentos de afecções reumatológicas, nervosas, dermatológicas e anti stress) e são alimentadas pelos rios Suquia, Xanaes e Petri. Nessa localidade também está o Gran Hotel Viena, já apresentado nesse blog em outra oportunidade, na visita realizada pelos Graças, em 2014. Para mais informações, veja: 

http://www.viagemfamilia.com.br/2013/12/morteros-villa-carlos-paz-cordoba.html




Após a visita ao Hotel Viena, o grupo se reuniu e almoçou no Petit Restaurante, a beira da praia formada pelo lago onde degustamos um delicioso buffet com frutos do mar, carnes e até cuio-porquinho da índia assado (delicioso).  Após o passeio pela orla da “praia”, seguimos viagem até a Estância Jesuítica de Colonia Caroya (séc XVII), onde foi instalada a primeira fábrica de armas brancas do país, em 1814, e que foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, distante, aproximadamente, 55 km de Córdoba (ingresso a $15 por pessoa).

Avenida principal de Colonia Caroya

Construção do séc XVII 





Tiradas muitas fotos e depois das explicações dadas pela Silvana, guia local, seguimos até Villa Carlos Paz, fundada em 1913. Tivemos um pouco de dificuldade em encontrar hospedagem, mas após umas 5 tentativas, obtivemos sucesso no Hotel Afrik, onde pagamos $680 na entrada. Saímos pra jantar a duas quadras de distância no Restaurante Angelita’s. Na volta alguns membros do Viagem Família aproveitaram pra tomar um belo banho de piscina no Hotel.

Lago San Roque
Pela manhã, após o café da manhã, fizemos um pequeno tour pelas margens do lago São Roque onde estava um ponto de concentração do Rally Dakar, que se iniciou nesse dia em Buenos Aires e iria chegar ao local no dia seguinte.
Rio San Antonio


Visitamos algumas praias do rio Santo Antônio e retomamos o rumo a Mendoza, via Ruta Traslasierra pelo “Camino de las Altas Cumbres” – Ruta 34, chegando a Mina Clavero perto do meio dia. Dessa forma, após comprarmos deliciosos alfajores no El Nazareno e umas empanadas maravilhosas e fresquinhas no Mauro, distante uns 5 km estrada abaixo, continuamos nossa jornada até Mendoza, passando pela cidade de San Luis, capital da província de mesmo nome. 

Garça, Abutre e, mais ao fundo, Quero Quero

Mirante



Como não havia posto de combustível na Ruta 7, entramos na cidade de San Luis uns 10 km para abastecer para daí seguir viagem mais 600 km até Mendoza, nosso ponto de parada por dois dias.

El Nazareno é o local pra adquirir ma-ra-vi-lho-sos alfajores em Mina Clavero
Empanadas do Mauro: fresquinhas a toda hora!


Curiosidades: 
Mina Clavero (“água que brilha”) é uma cidade cheia de rios, nascentes e cachoeiras, formando um verdadeiro oásis. É local de veraneio de quem mora em Córdoba e Villa Carlos Paz, além das inúmeras fábricas de alfajores também é famosa pela pesca, especialmente da truta.

Lugares interessantes em Mina Clavero:
Parque Nacional Quebrada Del Condorito: Encontra-se a 60 km de Mina Clavero. Esta Quebrada se transformou em um refúgio de Condores é uma imensa fenda de 1500 metros de separação e sua parte superior tem 800 m de profundidade. O Parque acolhe também uma grande fauna nativa e cascatas permitindo a realização de atividades como trekking, escalada ou avistar os condores entre outras.
Museo Comechingón: Encontram-se objetos que pertenciam à cultura pré-colombina que povoou a região há mais de 8.000 anos. 
Museo Piedra Cruz del Sur: Com sua coleção de minerais e restos fósseis. Destaca-se a réplica do fóssil da maior aranha do mundo, pedras semipreciosas, hidrólitos, etc.
Balneario Central: Suas águas possuem funções terapêuticas e têm sido comparadas com as águas termais de Evian, na França.
Balneario Los Cajones y Los Elefantes: É um rio com rápidas y profundas ondas, e é ideal para esportes náuticos.
Residencia Serrana: O rio tem pouca profundidade e contém praias extensas, ideal para aproveitar com os amigos. Este é um ponto de diversão das famílias da zona.
Nido del Águila: É um balneário natural localizado somente a 1.500 metros do centro e é ideal para saltadores.
Camino de Las Altas Cumbres: Podem-se ver postos de produtores regionais, mirantes incríveis e o Museo de la Pampa de Achala.

Fonte: http://po.hostels.org.ar/Destinos/Mina-Clavero


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Villa Carlos Paz a Mendoza - Argentina

30 de dezembro de 2013

Depois de um lauto café da manhã, olhando com desejo a piscina, resistimos à tentação e iniciamos nossa jornada, rumo à Mendoza, onde ficaremos três dias para conhecermos bem a região!
Seguimos pela Ruta 34, passando pela Parque Nacional Quebrada del Condorito, com subidas fortes, paisagens muito bonitas, muitas pedras e curvas. Após percorrermos aproximadamente 60 km de subidas, chegamos a 2170 m de altitude.






Em Mina Clavero, paramos numa fábrica de alfajores, chamada El Nazareno e redescobrimos que eles são deliciosos, de "comer de joelhos"!!!!
Cadeiras temáticas, com dizeres em diversos idiomas relacionados à diferentes religiões (árabe, hindu, hebraico, chinês)!


Nessa loja, além de diversas variedades de alfajores, com recheios, massas e coberturas variadas, há também chocolates e trufas artesanais, simplesmente de-li-ci-o-sos!!! Havia também bolos, doces de leite e de frutas etc e tal, ou seja, somente coisas indispensáveis para quem está fazendo turismo!!!


Logo em seguida, compramos empanadas recém saídas do forno, a $40 a docena (12 unidades), que almoçamos alguns quilômetros adiante, numa sombra benfazeja - só para lembrar, a relação entre real é peso é de 1/4, aproximadamente!
Seguimos pela Ruta 20 até Lujan, já na província de San Luis e dali, pegamos a Ruta 146, em diração a capital da província, desviando dela a poucos quilômetros e entrando na famosa Ruta 7 (que liga Buenos Aires a Santiago -Chile). Optamos por esse caminho, mais comprido do que se tivéssemos ido em direção a San Juan, desviando depois para Mendoza, pois queríamos conhecer as Salinas del Bebedero, que ficam a 38 km de San Luis.


Ficamos um pouco decepcionados, pois essa salina é puramente comercial, não se tendo a possibilidade de chegar às lagunas de onde o sal é retirado. Ainda assim, como o local estava "abandonado" (não vimos ninguém, nem trabalhando, nem passeando, nem vigiando!) demos uma volta grande pelo local, subindo na montanha de sal com o carro e tirando algumas fotos interessantes.

Lá distante fica a laguna de onde o sal é retirado
Ainda tínhamos uns bons 270 km pela frente, assim, seguimos até Mendoza, onde já tínhamos reservas no Hostel Macondo (www.facebook.com/macondohostelmendoza).
Posto policial na entrada da província de Mendoza
Rodando pela Av San Martín, a procura da Calle Tucumán
A província de Mendoza faz controle fitossanitário em seus limites, assim, além de pagarmos dois pedágios (um em San Luis e outro, 500 m adiante, em Mendoza), ainda passamos por uma "inspeção" onde o fiscal solicitou que abríssemos o porta-malas e nos perguntou que tínhamos algum alimento in natura no carro. Tudo resolvido em alguns minutos, seguimos pela Ruta 7, em busca do endereço de nossa hospedagem. Por desconhecimento, colocamos na busca do Garmin a cidade de Mendoza e, ao chegarmos ao endereço, descobrimos que se tratava de uma casa de família! A proprietária gentilmente nos explicou que estávamos procurando pela rua certa, porém na cidade errada!!! Nosso Hostel não ficava em Mendoza e sim em Godoy Cruz, uma cidade que está anexada à capital, mas possui outro CEP e o mesmo nome de rua, daí a confusão! (situação semelhante ao ABC paulista, por exemplo)

Chegamos lá pelas 20h, cansados e com muito calor!!! Nosso quarto, simples, mas confortável e amplo estava a nossa espera, SEM AR CONDICIONADO! Sobrevivemos com um ventilador grande de pé!!!!
Tomando uma merecida Cerveza Andes, bem gelada!
A janta foi assada pelo Jonathan, atendente do Hostel, excelente assador e muito prestativo e atencioso! Após um maravilhoso jantar, com "ensalada de tomates y mayonesa, pan, salchichas y carne de vacuno assados", que havíamos comprado pouco antes em pequenos "kioskos"-mercadinhos, localizados a poucos metros do hostel, ainda fizemos a postagem do dia anterior... O CD colocado tocava música popular argentina e... brasileira, é claro!!!


Boa noite a todos. Amanhã teremos um dia cheio de atividades!!!

Morteros a Villa Carlos Paz - Córdoba

29 de dezembro de 2013
Miramar, com Laguna Chiquita
Hoje, finalmente começa nossa viagem!!! Até agora foi muita estrada, muita paisagem e poucas atrações e assim, dois destinos a conhecer: Laguna Chiquita que acessaremos pela cidade de Miramar, situada ao sul da mesma e a Estância (Missão) Jesús Maria, situada a, aproximadamente, 40 km a norte de Córdoba.

Saímos do Hotel Constantino com chuva - que se prolongou durante toda a noite, acompanhado de vento, relâmpagos e trovões, o que acabou sendo bom, pois refrescou a temperatura que ficou em torno de 20°C.
Compramos suco e frios no mercado da esquina, pois as panificadoras estavam fechadas, pois é domingo!
Rodamos uns 90km e chegamos a Miramar, onde fica a Laguna Chiquita.

Área destruída pela última grande inundação (década de 1980)
 Miramar é uma cidade balneária que possui lojas, restaurantes, artesanatos variados, lanchonetes e muitos hotéis... enfim, toda a infra-estrutura básica para atender a crescente quantidade de empreendimentos imobiliários de alto nível que vem se instalando ao redor da laguna. A laguna é famosa por suas águas extremamente salgadas e sulfurosas que possuem propriedades medicinais.

Curtindo uma prainha
Chegamos lá e após passarmos pelo centro de informação turística resolvemos percorrer a costaneira em toda a sua extensão. Lá se encontram diques de contenção das águas e um belo calçadão urbanizado às margens da lagoa, onde muitos praticam caminhada e corrida. O local foi reconstruído depois de uma grande enchente, na década de 1980, quando a maior parte do povoado foi inundado.

Aproveitamos para comprar lembrancinhas e alfajores, além de cervejas artesanais e, ao voltarmos ao carro, fomos abordados pelo José, morador de Morteros, que tinha nos visto em sua cidade. Ele nos contou algumas particularidades da cidade de Miramar e, mais especificamente, a história do famoso Grande Hotel Viena*.
Vista do Grande Hotel Viena

Ruínas do Hotel - a água chegou até a altura do fim da primeira janela
Assim, seguindo as dicas do José, fomos procurar as ruínas do tal hotel, situado a aproximadamente 1 km de onde estávamos. Ao lá chegarmos, a má notícia, pois a visitação guiada havia se encerrado e apenas haveria outro grupo à tarde (às 17h). Ana Lia, a recepcionista, muito gentilmente permitiu nossa entrada, sem pagamento de ingresso ($25 por pessoa) de forma que pudéssemos conhecer e fotografar o local, ainda nos cedeu um guia com a história e peculiaridades da construção e seus idealizadores.
 Depois de 1 hora de muitas fotos e conhecendo as ruínas e aposentos do hotel saímos e nos dirigimos ao centrinho da cidade, onde almoçamos num restaurante beira mar?lago?
Nesse restaurante experimentamos diversos pratos da culinária local e argentina, com preço bom e justo!
Cozinha destruída

Um dos banheiros

Pátio interno


* A história do Grande Hotel Viena se inicia nos idos de 1936, quando a família Palhke vem a Argentina para tratar de negócios e aproveitar para resolver os problemas de saúde de sua família nas águas medicinais de Miramar. A filha sofria de asma e o filho, de psoríase.
O Hotel foi construído entre 1940 e 1943, com muito luxo e requinte, contando com comodidades e tecnologia até então inéditas e desconhecidas de toda a região. Contava com sistema de calefação em todos os quartos, iluminação elétrica durante 24h e elevadores. Conta uma das lendas que ao fim do ano de 1946 o Hotel foi visitado por uma figura ilustre, que fechou todo o estabelecimento para si e seus convidados. Dizem que esta figura ilustre foi Adolf Hitler!
Para mais informações, sugerimos que acessem: facebook/viena miramar.

Área onde ficavam as piscinas do Hotel!


Almoçando no centro de Miramar
A Laguna Chiquita surgiu a aproximadamente a 50 mil anos atrás através de uma falha geológica que elevou suas bordas gerando um dique natural que fechou as saídas dos rios Dulce (ao norte), Primeiro e Segundo (ao sul) que antes desembocavam no Rio Paraná.
A origem de suas águas salgadas se deve a grande concentração de minerais em suspensão da água dos rios supra citados (uma vez que suas águas evaporam), desmistificando a origem de que o lago era anteriormente um mar interno. Sua profundidade média não ultrapassa 1m, porém há locais em que tem uma profundidade de 7m.
Atualmente a Laguna Chiquita é um conhecido ponto turístico que atrai principalmente moradores de Córdoba e outras cidades da região para esportes náuticos, lazer e contemplação. Para maiores informações, acessem: www.promarchiquita.com.ar

Ponte e cruz de Jesús Maria


Seguindo pela Ruta 17 e posteriormente, a Ruta 9, percorremos aproximadamente 170 km até a Estância Jesús Maria, localizada na cidade de mesmo nome (50 km ao norte de Córdoba). Esta Estância é uma Missão Jesuítica do séc XVII, e é diferente das outras missões que já visitamos, pois não objetivava a catequização de ninguém! Sua função era produção de vinho e frutas de forma comercial, sendo que a produção de vinho chegou a  48 mil botellas, no seu auge. Há um museu no local, cujo ingresso é de $15 por pessoa, com muitos detalhes e informações de época. Muito interessante e cultural, com acervo bastante grande e variado, que explica todo o processo de vitivinicultura desenvolvido na estância, bem como objetos e obras de arte variadas de diversas épocas. Detalhe a citar: os padres jesuítas dessa missão mantinham escravos (150, aproximadamente), entre negros e indígenas, para executarem as tarefas necessárias para a estância.
Estância Jesús Maria - séx XVII



Vista frontal da igreja

Um dos locais de moagem de uvas

Lago no jardim da Estância


Daqui, optamos para seguir direto a Villa Carlos Paz, "pulando" a cidade de Córdoba de nosso roteiro original. Encontramos com facilidade hospedagem às margens da rodovia, e optamos pelo hotel Las Lajas. Uma ótima escolha, tanto pela acesso fácil, quanto pelas instalações e com duas belas piscinas, que aproveitamos a vontade!



Jantamos num delivery, com comida muito saborosa a duas quadras do Hotel, degustando massa, frango, salada variada e batata frita, regadas a Quilmes e Fanta Diet! Tudo perfeito num dia perfeito!!!!
Até amanhã!!!