Viagem Família______________________________________

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Expedição Transamazônica 2 - Explorando o oeste de SP

 

Nosso quintal em Pres. Epitácio

Chegando a São Paulo 

Deixamos Mandaguari (PR) numa terça-feira e cruzamos para São Paulo usando rodovias estaduais e passando por cidadezinhas muito interessantes (e que valem uma visita futura), como Itaguajé, onde existe uma cruz missionária, pois foi fundada por jesuítas (séc. XVII – Missões no Guayrá).

Nosso objetivo era visitar (e acampar) no Parque Estadual do Morro do Diabo, localizado em Teodoro Sampaio, às margens do rio Paranapanema.

Parque Estadual Morro do Diabo


A sede do parque fica na cidade, a poucos km do centro e a estrada que leva até lá é asfaltada. Apenas os últimos 1700 m (já dentro do parque) são não pavimentados. Na portaria fomos recebidos pelo Maycon e pelo Osvaldo, que pegaram nossos dados e preenchemos a ficha de entrada. Não é cobrado ingresso, porém se você quiser usar os dormitórios existentes, terá de pagar a diária (entrar no site do parque para verificar os custos (em torno de R$ 19,00 por pessoa) e check-in. E-mail: pe.mdiabo@fflorestal.sp.gov.br e https://morrodiabo.ingressosparquepaulistas.com.br).

Há muitas trilhas para percorrer e fomos direto até a primeira – Trilha da Lagoa Verde. São 600 m de caminhada para chegar ao lago, que mais parecia uma poça! (O ataque de pernilongos e outros insetos foi avassalador!) 

Trilha da Lagoa Verde

A 2ª trilha, de 2,5km, foi a Trilha do Paranapanema, muito bacana e onde avistamos uns catetos (caititus) e muitos pássaros! A trilha termina num observatório às margens do rio, de onde se tem uma linda vista do rio.


Linda vista do rio Paranapanema

UM POUCO DE HISTÓRIA

O nome do parque faz referência a uma bandeira realizada em meados dos anos 1600, onde os bandeirantes foram assassinados pelos indígenas que habitavam a região em represália aos ataques cometidos pelos mesmos e que acabaram exterminando a população autóctone da região (formada basicamente pelas etnias guarani, kaiouá e kaigang). 


Píer de onde saem os barcos para fiscalização do rio Paranapanema

Seu ecossistema é constituído de Mata Atlântica (o que restou dela por aqui – 34 mil ha), com predominância de cedros, ipês, peroba-rosas, cabreúvas e pau-marfim. A fauna é variada e o mico-leão-preto – primata ameaçado de extinção – tem aqui seu refúgio. A presença da onça pintada e da onça parda também é frequente. Os vigias nos contaram que há uma semana a onça parda foi vista e filmada próximo da portaria! Que emoção!!

Estrutura para acampamento top!

Acampamos na área destinada aos motorhomes e barracas e tomamos um gostoso banho quentinho. No dia seguinte foi a vez de fazer a Trilha do Barreiro da Anta, de 1700m. Vimos pegadas de onça na trilha e também visitamos o Museu do parque, que está meio abandonado!

Trilha do barreiro da anta

Pegada


Dentro do Museu do parque

Presidente Epitácio


Deixamos o Parque Estadual e seguimos em direção a Presidente Epitácio, onde nos encontraríamos com o casal Cristina e Djalma, amigos de longa data! Acabamos ficando 10 dias por aqui, aproveitando para fazer uns voluntariados! 

Um dos muitos churrascos em família: Lourenço tirando a foto, d. Elenita (mãe da Cris, de aniversário), Sidneia (a frente) e o casal Cris e Djalma! Obrigada pela acolhida e amizade!

Como "não tínhamos nada para fazer" (rsrsrsr) fomos convidados pela Cris (sempre ligada em 220V) para acompanhá-la até a Giro Trilhas - Associação de Ciclismo de Presidente Epitácio, da qual ela faz parte e cujo lema é "Pedalar até lugares que acolhem a alma faz tudo valer a pena"! Lá auxiliamos na montagem de um mosaico, em homenagem ao Peixinho (amigo biker da Giro Trilhas, que faleceu recentemente). 

Na Giro Trilhas, quebrando caquinhos e montando o Peixinho (nossa amiga Cris com o positivo)

Olhem só, que lindeza!! Este Peixinho (homenagem ao biker falecido) será aplicado num banco na praça da cidade

Na mesma vibe do "nada para fazer", acompanhamos a Cris no voluntariado e auxiliamos na barraca do frango durante a quermesse da igreja (com o objetivo de arrecadar fundos pro restauro da mesma), onde foram fritos uns 400kg de frango (Mar estava numa das fritadeiras e eu limpei as porções). 

Galera animada na quermesse!


Foram fritos 200kg num dia e 180kg no outro! 

Também ficamos uns dias hospedados/acampados na Apoena (Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar). O nome APOENA, do tupi, significa “aquele que vê mais longe” e há mais de 35 anos (foi fundada em 1988) realiza plantio de mudas e sementes nativas em áreas de Preservação Permanente, além de promoção de atividades educativas e projetos ambientais. Seu diretor, Djalma, esposo da Cris, é o fundador e  responsável pelas ações.  Lá montamos bancos e mesas para a Associação/ONG ambientalista,  utilizando madeiras que foram apreendidas pela polícia ambiental.

Viveiro de plantas na Apoena


Madeira apreendida, sob a proteção da Apoena - após separação, algumas tantas viraram mesas e bancos (para uso da associação)

Com Cris, Genildo e Hyasmin, na Sede da Apoena (da direita para a esquerda)





Olhem que lindeza que ficou!


Resultado final: 2 mesas e 5 bancos para uso da Apoena

Como nem só de trabalho se vive, aproveitamos nossa estada para alimentar uma gatinha, que chamamos de Cleópatra, e que foi nossa companheira durante nossa permanência "no mato"!



Esta fofura foi abandonada por algum desalmado e deixada a própria sorte lá na sede da associação!

Foram muitos passeios ao longo do rio Paraná, desbravando as trilhas da área da Apoena, bem como explorando as belezas da cidade de Presidente Epitácio

- Trilha do Bugiu: dentro da área da reserva. Percorremos uns 7,2 km (ida e volta), chegando a um remanso do rio Paraná.

Observando as pegadas da anta

Bosque da Memória - dentro da área da Apoena foi realizado um plantio de mudas nativas, como um gesto simbólico em homenagem às vítimas da Covid-19. Cada árvore plantada tem o nome de uma das vítimas (da cidade de Pres. Epitácio)




Rio Paraná

- Igreja Matriz de São Pedro (1960)

A Igreja Matriz está sendo recuperada (objetivo da quermesse)

- Estação Ferroviária, construída na década de 1920, hoje abriga a Secretaria de Turismo e Cultura da cidade, e onde a Daiane nos atendeu e mostrou o acervo do que será o futuro museu, bem como contou histórias de personalidades da cidade:  do Chapéu de Couro (Raimundo), escravo que morreu aos 134 anos de idade! e também da violeira Helena Meirelles (1924 – 2005), representados por esculturas feitas em papel machet (papietagem) por Lenir Ribeiro, artista local.

Estação Ferroviária

"Chapéu de Couro" e "Helena Meirelles", obras do artista Lenir Ribeiro

Daiane, funcionária da Secretaria de Turismo, nos mostrando o acervo do futuro museu

Estação ferroviária

UM POUCO DE HISTÓRIA

A cidade, fundada em 1907, possui atualmente pouco mais de 40 mil habitantes. Localizada às margens do rio Paraná, é uma estância turística do estado. Antes de ser emancipada, Presidente Epitácio fez parte de outros municípios vizinhos (Presidente Venceslau e Presidente Prudente). Com a construção da Hidrelétrica de Porto Primavera, hoje Hidrelétrica Sérgio Motta, em 1980, ocorreu o enchimento do reservatório da usina e o nível das águas do rio Paraná chegou a 253 msnm.  

Lago da represa e rio Paraná - ao fundo, a ponte que faz divisa com o MS

Importante hidrovia - barcaça ao fundo

Em contrapartida, a CESP construiu o Parque Figueiral, que é um parque linear muito usado pelos moradores epitacianos para prática de esportes, caminhada etc e tal e onde se pode admirar um dos pores de sol mais famosos e bonitos do Brasil!

Com Cris e Djalma, no quiosque da Sid - localizado no parque linear

Família reunida no fim de tarde!

- Ponte Helio Serejo, inaugurada em 1964, liga Presidente Epitácio a Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, fazendo parte da BR - 267. Possui 2550 m de extensão e é crucial pro escoamento da produção do estado vizinho.


Hora de seguir viagem... atravessamos a ponte e chegamos ao Mato Grosso do Sul!!! Mas esta já é outra história!


A Canindé é a ave símbolo da cidade!

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