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| Nosso quintal em Pres. Epitácio |
Chegando a São Paulo
Deixamos Mandaguari (PR) numa terça-feira e cruzamos para São
Paulo usando rodovias estaduais e passando por cidadezinhas muito interessantes
(e que valem uma visita futura), como Itaguajé, onde existe uma cruz
missionária, pois foi fundada por jesuítas (séc. XVII – Missões no Guayrá).
Nosso objetivo era visitar (e acampar) no Parque Estadual
do Morro do Diabo, localizado em Teodoro Sampaio, às margens do rio
Paranapanema.
Parque Estadual Morro do Diabo
A sede do parque fica na cidade,
a poucos km do centro e a estrada que leva até lá é asfaltada. Apenas os
últimos 1700 m (já dentro do parque) são não pavimentados. Na portaria fomos
recebidos pelo Maycon e pelo Osvaldo, que pegaram nossos dados e preenchemos a
ficha de entrada. Não é cobrado ingresso, porém se você quiser usar os
dormitórios existentes, terá de pagar a diária (entrar no site do parque para verificar os custos (em torno de R$ 19,00 por pessoa) e check-in. E-mail: pe.mdiabo@fflorestal.sp.gov.br e https://morrodiabo.ingressosparquepaulistas.com.br).
Há muitas trilhas para percorrer
e fomos direto até a primeira – Trilha da Lagoa Verde. São 600 m de
caminhada para chegar ao lago, que mais parecia uma poça! (O ataque de
pernilongos e outros insetos foi avassalador!)
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| Trilha da Lagoa Verde |
A 2ª trilha, de 2,5km, foi a Trilha
do Paranapanema, muito bacana e onde avistamos uns catetos (caititus) e
muitos pássaros! A trilha termina num observatório às margens do rio, de onde
se tem uma linda vista do rio.
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| Linda vista do rio Paranapanema |
UM POUCO DE HISTÓRIA
O nome do parque faz referência a
uma bandeira realizada em meados dos anos 1600, onde os bandeirantes foram
assassinados pelos indígenas que habitavam a região em represália aos ataques
cometidos pelos mesmos e que acabaram exterminando a população autóctone da
região (formada basicamente pelas etnias guarani, kaiouá e kaigang).
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| Píer de onde saem os barcos para fiscalização do rio Paranapanema |
Seu
ecossistema é constituído de Mata Atlântica (o que restou dela por aqui – 34
mil ha), com predominância de cedros, ipês, peroba-rosas, cabreúvas e
pau-marfim. A fauna é variada e o mico-leão-preto – primata ameaçado de
extinção – tem aqui seu refúgio. A presença da onça pintada e da onça parda
também é frequente. Os vigias nos contaram que há uma semana a onça parda foi
vista e filmada próximo da portaria! Que emoção!!
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| Estrutura para acampamento top! |
Acampamos na área destinada aos
motorhomes e barracas e tomamos um gostoso banho quentinho. No dia seguinte foi
a vez de fazer a Trilha do Barreiro da Anta, de 1700m. Vimos pegadas de
onça na trilha e também visitamos o Museu do parque, que está meio abandonado!
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| Trilha do barreiro da anta |
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| Pegada |
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| Dentro do Museu do parque |
Presidente Epitácio
Deixamos o Parque Estadual e seguimos
em direção a Presidente Epitácio, onde nos encontraríamos com o casal Cristina
e Djalma, amigos de longa data! Acabamos ficando 10 dias por aqui, aproveitando
para fazer uns voluntariados!
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| Um dos muitos churrascos em família: Lourenço tirando a foto, d. Elenita (mãe da Cris, de aniversário), Sidneia (a frente) e o casal Cris e Djalma! Obrigada pela acolhida e amizade! |
Como "não tínhamos nada para fazer" (rsrsrsr) fomos convidados pela Cris (sempre ligada em 220V) para acompanhá-la até a Giro Trilhas - Associação de Ciclismo de Presidente Epitácio, da qual ela faz parte e cujo lema é "Pedalar até lugares que acolhem a alma faz tudo valer a pena"! Lá auxiliamos na montagem de um
mosaico, em homenagem ao Peixinho (amigo biker da Giro Trilhas, que faleceu
recentemente).
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| Na Giro Trilhas, quebrando caquinhos e montando o Peixinho (nossa amiga Cris com o positivo) |
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| Olhem só, que lindeza!! Este Peixinho (homenagem ao biker falecido) será aplicado num banco na praça da cidade |
Na mesma vibe do "nada para fazer", acompanhamos a Cris no voluntariado e auxiliamos na barraca do frango durante a quermesse da igreja (com o objetivo de arrecadar fundos pro restauro da mesma), onde foram fritos uns 400kg de frango (Mar estava numa das fritadeiras e eu limpei as porções).
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| Galera animada na quermesse! |
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| Foram fritos 200kg num dia e 180kg no outro! |
Também ficamos uns dias hospedados/acampados na Apoena (Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar). O nome APOENA, do tupi, significa “aquele que vê mais longe” e há mais de 35 anos (foi fundada em 1988) realiza plantio de mudas e sementes nativas em áreas de Preservação Permanente, além de promoção de atividades educativas e projetos ambientais. Seu diretor, Djalma, esposo da Cris, é o fundador e responsável pelas ações. Lá montamos bancos e mesas para a Associação/ONG ambientalista, utilizando madeiras que foram apreendidas pela polícia ambiental.
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| Viveiro de plantas na Apoena |
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| Madeira apreendida, sob a proteção da Apoena - após separação, algumas tantas viraram mesas e bancos (para uso da associação) |
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| Com Cris, Genildo e Hyasmin, na Sede da Apoena (da direita para a esquerda) |
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| Olhem que lindeza que ficou! |
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| Resultado final: 2 mesas e 5 bancos para uso da Apoena |
Como nem só de trabalho se vive, aproveitamos nossa estada para alimentar uma gatinha, que chamamos de Cleópatra, e que foi nossa companheira durante nossa permanência "no mato"!
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| Esta fofura foi abandonada por algum desalmado e deixada a própria sorte lá na sede da associação! |
Foram muitos passeios ao longo do
rio Paraná, desbravando as trilhas da área da Apoena, bem como explorando as
belezas da cidade de Presidente Epitácio
- Trilha do Bugiu: dentro da área
da reserva. Percorremos uns 7,2 km (ida e volta), chegando a um remanso do rio
Paraná.
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| Observando as pegadas da anta |
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| Bosque da Memória - dentro da área da Apoena foi realizado um plantio de mudas nativas, como um gesto simbólico em homenagem às vítimas da Covid-19. Cada árvore plantada tem o nome de uma das vítimas (da cidade de Pres. Epitácio) |
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| Rio Paraná |
- Igreja Matriz de São Pedro
(1960)
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| A Igreja Matriz está sendo recuperada (objetivo da quermesse) |
- Estação Ferroviária, construída
na década de 1920, hoje abriga a Secretaria de Turismo e Cultura da cidade, e
onde a Daiane nos atendeu e mostrou o acervo do que será o futuro museu, bem
como contou histórias de personalidades da cidade: do Chapéu de Couro (Raimundo), escravo que
morreu aos 134 anos de idade! e também da violeira Helena Meirelles (1924 –
2005), representados por esculturas feitas em papel machet (papietagem)
por Lenir Ribeiro, artista local.
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| Estação Ferroviária |
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| "Chapéu de Couro" e "Helena Meirelles", obras do artista Lenir Ribeiro |
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| Daiane, funcionária da Secretaria de Turismo, nos mostrando o acervo do futuro museu |
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| Estação ferroviária |
UM POUCO DE HISTÓRIA
A cidade, fundada em 1907, possui
atualmente pouco mais de 40 mil habitantes. Localizada às margens do rio
Paraná, é uma estância turística do estado. Antes de ser emancipada, Presidente
Epitácio fez parte de outros municípios vizinhos (Presidente Venceslau e
Presidente Prudente). Com a construção da Hidrelétrica de Porto Primavera, hoje Hidrelétrica Sérgio Motta, em 1980, ocorreu o enchimento do reservatório da usina e o nível
das águas do rio Paraná chegou a 253 msnm.
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| Lago da represa e rio Paraná - ao fundo, a ponte que faz divisa com o MS |
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| Importante hidrovia - barcaça ao fundo |
Em contrapartida, a CESP
construiu o Parque Figueiral, que é um parque linear muito usado pelos
moradores epitacianos para prática de esportes, caminhada etc e tal e onde se
pode admirar um dos pores de sol mais famosos e bonitos do Brasil!
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| Com Cris e Djalma, no quiosque da Sid - localizado no parque linear |
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| Família reunida no fim de tarde! |
- Ponte Helio Serejo, inaugurada
em 1964, liga Presidente Epitácio a Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, fazendo
parte da BR - 267. Possui 2550 m de extensão e é crucial pro escoamento da
produção do estado vizinho.
Hora de seguir viagem... atravessamos
a ponte e chegamos ao Mato Grosso do Sul!!! Mas esta já é outra história!
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| A Canindé é a ave símbolo da cidade! |
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