Viagem Família______________________________________

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domingo, 12 de outubro de 2025

Expedição Transamazônica 17 - O Espírito Santo, entre morros e montanhas

 

A gameleira localizada no Santuário N. Sra. Mãe dos Peregrinos possui mais de 15m de altura e raízes que ultrapassam 1,80m de altura. Idade aproximada de 100 anos. 

Há dois anos conhecemos o casal capixaba Wanderlei e Claudia, em Aracaju SE, e aproveitando nossa descida ao Sul, resolvemos visitá-los e matar saudades. Eles moram em Nova Venécia e este foi nosso destino no Espírito Santo.

Deixamos a Bahia pela BR 101 e entramos no Espírito Santo, já pagando pedágio na entrada!

Espírito Santo, lá vamos nós!

Este estado, pertencente à região Sudeste, tem o tamanho da Estônia e a população aproximada da Croácia, por volta de 4 milhões de habitantes. Fazia uns 20 anos que não passávamos por aqui (na verdade, foi em nossa viagem para a Chapada Diamantina, em 2004, com nossos filhos pequenos ainda, quando viajávamos de Fênix – nossa Ipanema).

O nome do estado foi concedido pelo capitão/donatário Vasco Fernandes Coutinho, em 1535, quando aportou aqui, onde hoje é Vila Velha, num domingo consagrado ao Espírito Santo - Pentecostes. Este navegador, que chegou às Índias, recebeu uma sesmaria/capitania de D. João III (de Portugal), que compreendia 50 léguas (do Rio Mucuri ao Rio Itapemirim) e que acabou dando origem a um dos estados brasileiros.

Inicialmente habitada pelos indígenas do grupo tupinambá, os temiminós estavam espalhados em todo o território e na serra predominavam os aimorés, mais guerreiros e violentos.

A base econômica do estado nasce com a produção do café, importante até a atualidade (um dos maiores produtores de café do Brasil ainda hoje). Para substituir o trabalho escravo, a partir de 1846 os fazendeiros fluminenses e mineiros, seguidos dos capixabas, trouxeram imigrantes europeus (italianos, alemães, poloneses, portugueses, suíços e neerlandeses) para povoar o interior e trabalhar nas plantações de café e cana e estes ocuparam as serras. Foram, então, fundadas as colônias de Santa Leopoldina e Rio Novo e a partir destas, outras tantas.

Nova Venécia

Chegamos à Nova Venécia no meio da tarde, após percorrermos um trecho pela BR101, e depois, por estradas estaduais, passando por Itauninhas, Pinheiros e Boa Esperança, sempre subindo e descendo morros.

Jantar animado em família: Adelson, irmão da Cláudia, em pé; d. Maura (mãe da Cláudia), Cláudia e Wanderlei, na ponta

Boa parte do estado é caracterizada como planalto (60%), porção do Maciço Atlântico, com altitudes médias entre 600 e 700m. A Serra do Caparaó, local onde está o Pico da Bandeira, com seus 2890msnm, é a quarta montanha mais alta do Brasil.  

Como tínhamos o endereço/localização, subimos um morro sem fim até a casa de nossos amigos.

Uma alegria reencontrar e já conhecer a família toda: mãe, irmãos, filhos e agregados...

A bebê da casa, Zôe

UM POUCO DE HISTÓRIA

Nova Venécia possui pouco mais de 52 mil habitantes e está a 250 km da capital, Vitória. Conhecida pela forte herança italiana cujos primeiros habitantes eram oriundos de Veneza, Itália.

Monumento ao Imigrante Italiano, na Praça Jones dos Santos Neves

Esta região, no fim do séc. XIX, era ocupada por grandes latifúndios produtores de café, onde escravizados trabalhavam arduamente. No fim do séc. XIX e início do séc. XX, com o fim da escravidão, chegaram os primeiros imigrantes que passaram a ocupar o espaço e criaram o Núcleo Colonial de Nova Venécia. Entre 1922 e 1953 (data da emancipação do município) ocorre o desenvolvimento do núcleo urbano e a construção de grandes obras, como a ponte sobre o rio Cricaré e conclusão da Estrada de Ferro.

Vista panorâmica da cidade, ao entardecer

Aproveitamos para conhecer a cidadezinha e também, próximo dali, a famosa e bonita Pedra do Elefante, com seus 604msnm. A seus pés, o Santuário Mãe Peregrina e na subida do Morro, 360 degraus, passando pelas Estações da Paixão de Cristo. O local é usado para peregrinação!

A Área de Proteção Ambiental da Pedra do Elefante está situada a 10km do centro do município.

Aos pés da gameleira centenária

Subindo a rota de peregrinação

Fomos subindo devagarinho e batendo papo. Lá em cima, com uma vista bonita, fica uma capela, onde tem um livro de registros. Colocamos nossos nomes lá e descemos, ainda em tempo de passear pelo cemitério, que fica próximo da casa deles.

Capela localizada no alto do morro

Com os amigos queridos, Cláudia e Wanderlei - obrigada(o) pela acolhida

No fim da tarde, passeamos (“só as mulheres”) pelo condomínio novo que está sendo construído lá em cima do morro, também na região alta onde moram.

Foram dias de puro ócio e lazer!!! Delícia!

Hora de levantar acampamento. Nosso próximo destino era o Pico da Bandeira, localizado no Parque Nacional do Caparaó (divisa ES/MG), mas em função das chuvas, acabamos deixando esta aventura para outra vez!

Semelhantemente, deixamos para explorar outras atrações já marcadas (Parque Estadual de Sete Salões -MG, Parque Estadual do Rio Doce - MG, Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça- ES) e que ficavam em nosso trajeto para outra visita exploratória a este lindo Estado em outro momento.

Acampamento próximo da Serra do Caparaó

Secando a barraca após uma noite de chuva forte

Em nosso trajeto para MG, passamos pela cidade de Colatina e dali, pela BR 259, até a divisa com Minas, onde encontramos o Rio Doce (aquele onde ocorreu a tragédia em 2015, quando a Barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco se rompeu e “varreu do mapa” um distrito do município de Mariana, causando a morte direta de 19 pessoas).

Rio Doce, divisa ES/MG

Hora de comer pão de queijo e curtir “colo de mãe”! Mas esta já é outra história...



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