Viagem Família______________________________________

.
Mostrando postagens com marcador ruínas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ruínas. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ciudad del Este - Jesús - Trinidad - Argentina - São Borja


08 de janeiro de 2011
Ciudad del Este - missões de Trinidad e Jesús (Encarnación)- Argentina - São Borja (Brasil)

Hoje o objetivo era conhecer as missões paraguaias. Então, após o café seguimos rumo ao sul, 280 km, aproximadamente, e chegamos a Jesús ao meio dia. Após negociarmos os ingressos (Gs 25 000 por pessoa, e nós não tínhamos mais tantos guaranis, então pagamos com U$ 20), a guia Gabriela nos acompanhou e, muito atenciosamente, explicou-nos tudo sobre a Redução de Jesús de Tavarangue.

A igreja possui três portas de entrada: a do meio e maior era para os homens (sacerdotes e caciques em primeiro, respeitando a hierarquia), o portão da direita para as mulheres e o da esquerda, para as crianças.

Nossa guia falou-nos que a construção dessa redução não foi concluída, pois foi a última a ser erigida. Portanto, em 1780 (aproximadamente) apenas os dormitórios dos padres estavam cobertos e o campanário acabaria não sendo concluído.
Atrás da igreja ficava a área da horta, com seus respectivos canais de irrigação, que passavam por toda a redução, inclusive dentro do templo principal, nas pias batismais e nas sacristias.


Voltamos 12 km até a redução de Santissima Trinidad del Paraná. Ela é surpreendente, pois está muito bem conservada, possuindo museu lítico, imagens, cripta e muitas esculturas em pedra em bom estado.
Numa das sacristias há um pequeno museu onde está a maquete representativa da redução e o campanário foi restaurado com o patrocínio do governo da Alemanha, em 2008.
Dentro da cripta











Subindo no campanário

Púlpito

Saímos do Paraguai pelo sul, atravessando a extensa ponte que cruza o Rio Paraná, e entramos na Argentina na cidade de Encarnacion. Nosso objetivo era alcançar a cidade de San Javier e via balsa cruzar para o Brasil na cidade de São Xavier, mas acabamos ficando presos num congestionamento em cima da ponte e isto acabou nos atrasando.  Como a última balsa para o Brasil sai às 18h, e são 18h30min e ainda estamos sobre a ponte, resolvemos seguir mais 150 km ao sul até San Thomé e entrar no Brasil pela cidade de São Borja cruzando a Ponte da Integração, onde fizemos a aduana e pagamos pedágio.



Ponte divisa entre Paraguai(Encarnacion)- Argentina(Posadas)

Quase duas horas de congestionamento
São Borja é uma cidade de aproximadamente 80.000 habitantes e é a cidade natal de dois presidentes brasileiros: Getúlio Vargas e João Goulart (ambos sepultados aqui), e por este motivo possui museus e casas de cultura em homenagem a estes brasileiros.
Estamos chegando já a noite (21h) e com uma fome"gaúcha" , é claro optamos por degustar um bom churrasco!!  Que ilusão, só achamos uma churrascaria, ainda estavam acendendo o carvão e por recomendação dos próprios garçons do estabelecimento(Churrascaria do Alemão), fomos jantar no "Algo Mais" um Restaurante que serve ótimas picanhas(R$ 30,00) e pizzas. Cada prato de picanha serve 3 pessoas, mas como estávamos em 4 pessoas, pedimos 2 picanhas completas... sobrou um pouco de arroz (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr...).
Cansados, mas satisfeitos nos hospedamos no Village Hotel(R$ 140,00), simples e confortável, para no dia seguinte saber que a 1 quadra de distância tinha hotel( o Executive) mais barato (R$ 110,00) com o mesmo padrão.

Daqui para frente é só chegar em casa na nossa querida Barra Velha!!


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Águas Calientes a Nazca (Peru)

Águas Calientes a Nazca (Peru)03 a 05 de janeiro

Acordamos às 8h após uma ótima noite de sono, embalados pelo som do rio Urubamba, que passa rugindo a 5 m da janela de nosso quarto! Após lauto café da manhã, seguimos a pé em direção a estação de trem, pois nossa volta era às 9h. Chegamos a Olantaytambo novamente para pegar nossos carros que ficaram em estacionamento particular, e fomos até a praça central da cidade, para admirá-la.



Absortos, observando o burburinho da pequena cidade que na época dos incas era posto de controle e taxas do imperador, eis que surge um Troller com placas de Curitiba! Fizemos sinal e eles pararam para conversarmos. É tão bom encontrar alguém de nossa cidade/país em local tão distante... parece que os conhecemos há anos e que são nossos amigos!!! Assim, a Cleriz, o Fernado e a Taís viraram nossos amigos!


Agora, são 200 km atravessando os Andes peruanos por uma estrada linda, com asfalto perfeito, mas cheias de curvas, em direção a Abancay. O trajeto todo foi feito margeando o rio Colorado, que estava cheio por conta do degelo das neves.




As paradas para tirar fotos foram inúmeras e, numa delas, aproveitamos para degustar o choclo, uma versão melhorada de nosso milho verde, mais saboroso e com grãos enormes e na cor branca. É deliciosamente imperdível!!!



Chegamos a Abancay às 19 h, e parando em frente ao Hotel Imperial, onde nos hospedaríamos, reencontramos o casal de Belo Horizonte (MG), Maurício e Mariana, com quem já havíamos cruzado em Corumbá (MS). Muitas risadas e conversas depois, fomos jantar pollo, cerdo e massas, regados a cerveja e muita Inka Cola (refri tipicamente peruano).



Abancay é uma cidade dormitório sem grandes atrativos. Por isso, no dia seguinte, após o desajuno, no qual fomos surpreendidos pelo pagamento à parte – e caro - de todos os extras (queijo, presunto ou suco), seguimos bem cedo em direção a Nazca, por uma estrada sinuosíssima e desértica.



Lá pudemos observar nevascas, pequenos tornados, muitas lhamas, guanacos e afins. Numa das muitas paradas para xixi e fotos, os meninos encontraram uma bola velha no acostamento... aproveitamos para jogar um futebolzinho a 4000m de altitude!






Até então, estávamos viajando pelo altiplano, com altitudes variando de 2800 a 4500m, com temperaturas de 10°C, em média. Agora, descendo a Cordilheira Ocidental em direção a Nazca, a temperatura começa a subir e chegamos a Nazca, a terra das linhas misteriosas e enigmáticas, a 700m com uma temperatura de 30°C!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Machu Picchu (Peru)

Machu Picchu (Peru)
02 de janeiro de 2008

Nosso destino Machu Picchu – Montanha Velha - será atingido apenas após chegarmos a Ollantaytambo, no Vale Sagrado, distante uma hora de carro de Cuzco. Acontece que existem pouquíssimas passagens com saída de Cuzco, o restante é vendido a partir de Olanta. Chegamos à estação de trem às 7h45min e somos os primeiros!



A viagem dura um pouco mais que hora e meia, margeando o Rio Urubamba – um dos afluentes do Amazonas, percorrendo a floresta amazônica andina. Novamente as paisagens são espetaculares e do trem vêem-se muitos trechos da trilha inca, que muitos aventureiros percorrem a pé, num percurso de 4 dias.






O ponto final do trem é em Águas Calientes, um lugarejo que fica aos pés de Machu Picchu e que possui águas termais. Ali se adquirem as passagens em confortáveis micro-ônibus que sobem uma sinuosa estrada até a entrada do parque. Que visu, meu!!!





Contratamos um guia, que mais tarde revelou-se despreparado, deixando a desejar!

Machu Picchu – é localizado a 2300 msm, é uma grande incógnita. Sabe-se que chegou a ter 700 habitantes, cuja função era de servir ao Deus Sol – o Inca. Possui uma arquitetura impressionante, única, dividida em observatórios astronômicos, templos, locais de sacrifício e habitações em geral. Possui, também, um enorme pátio de festividades. Tudo isso é espalhado por inúmeros terraços, que exigem bom preparo físico. Percorremos labirintos, subindo e descendo por cada canto deste fantástico lugar!
Paramos para admirar e fotografar o grupo todo tendo ao fundo Wayna Picchu – Montanha Nova, compondo a mais tradicional foto da viagem!



A arquitetura típica é executada com encaixes de grandes blocos de pedra, milimetricamente assentados. Desnecessário dizer que a obra é fantástica e que ao estar encerrando o horário da visitação (às 17h), todos espontaneamente pararam e ficaram em absoluto silêncio, meditando contemplativamente sobre esta maravilha.



Os homens seguiram a pé, pela trilha inca e as mulheres foram de ônibus, já providenciando o banho nas termas sulfurosas e a estadia na Pousada Oro Verde.



O local é frequentado por turistas do mundo inteiro e ao idioma menos ouvido é o espanhol!!! Possui muitas lojas com lembranças e artesanato típico, sempre passível de uma pechincha!

Atenção: os restaurantes de Águas Calientes cerram as portas por volta das 21h! Fique esperto!



Machu Picchu tem que ser vivido... não apenas contado!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

De La Paz (Bolívia) a Puno (Peru)

De La Paz (Bolívia) a Puno (Peru)
30 e 31 de dezembro

Agora temos como objetivo chegar a Puno, cidade que fica às margens do Lago Titicaca e localizada no Peru. A estrada que margeia o Titicaca é lindíssima, com asfalto de boa qualidade e visual belíssimo!



O Lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo, com uma extensão de aproximadamente 8000 km², localizado a uma altitude de 3656 m. Possui um água cristalina e salobra, a uma temperatura média de 15°C. Ele é repartido pelos dois países, Bolívia e Peru, e ao atravessá-lo com pequenas balsas, chega-se a cidade de Copacabana.

Copacabana – é uma cidade cosmopolita. Ela é frequentada por turistas do mundo todo, possui muitos bares, cyber cafés e restaurantes e, é claro, lojinhas com muito souvenirs e quinquilharias! É muito importante para os povos andinos, pois é local de devoção da Virgen de La Candelaria, sua padroeira. Essa catedral está localizada na Av 6 de agosto, que é o centro comercial e gastronômico da cidade: o point!



Após muitas fotos e compras, seguimos em direção a Puno, não antes de fazermos um lanchinho às margens do Titicaca.

Puno – é uma cidade com muitas ruínas de povos andinos (aimaras) e sua economia é baseada em turismo e extração de cimento. Imperdível o passeio às famosas Ilhas flutuantes de Uros, um resquício da cultura aimara! Essas ilhas são construídas de totora – gramíneas da família do junco, que depois de cortado e seco, serve para fazer tudo, desde móveis, telhados, paredes até a própria ilha!

Utilizamos os meios de transporte típicos da região para nossos deslocamentos na cidade: o bicitaxi e o mototaxi, que custam uma bagatela e são divertidíssimos!

domingo, 30 de dezembro de 2007

De Cochabamba a La Paz

De Cochabamba a La Paz
28 de dezembro a 30 de dezembro

Amanheceu em Cochabamba e antes de tomarmos café da manhã, por aqui el desajuno, já sentimos alguns efeitos da altitude. Sentem-se os efeitos do “soroche” pela secura na boca, taquicardia e, às vezes, dor de cabeça. Foi-nos oferecido o chá de coca que é tomado naturalmente em todos os lugares, como no Brasil se toma o cafezinho.

A cidade possui muitos ônibus multicoloridos, mais parecendo uma competição de alegorias e, disputando espaço com eles, continuamos seguindo em direção aos Andes Orientais.

A subida é bastante acentuada, com muitas curvas acentuadas e a paisagem é um pouco desoladora, meio desértica. Nossos carros comportaram-se bem, pois são todos diesel/turbinados, não perdendo rendimento na altitude, diferente de nós, humanos, que a essa altura já estávamos sentindo os efeitos do ar rarefeito. Ao atingirmos altitude máxima do Passo La Cumbre (4496 msm), tivemos a primeira espetacular vista dos Andes nevados!



O visual é de tirar o fôlego e dá até vontade de chorar!!! Também ´da vontade de chorar a cena de ver campesinos e cholas, com seus niños de mãos estendidas, gritando por doações!

Chegamos em El Alto (arredores de La Paz) pelas 18h e fomos surpreendidos pelo caos e buzinas por todos os lados! Uma loucura!! Usa-se mais a buzina do que o bom senso. Todo cuidado é pouco!!! Se você acha que as marginais, em São Paulo são congestionadas, você não viu La Paz!!!

La Paz – a cidade de La Paz foi fundada ao redor da Iglesia de Laja, no ano de 1548, no dia 20 de outubro. A cidade não se desenvolveu ali, pois o local é desabrigado e sujeito às intempéries, com um constante e gelado vento. Foi transferida para a cratera de um vulcão extinto em 16 de julho de 1879, dia em que o chefe da revolução popular contra o governo, Murillo, foi enforcado!
La Paz situa-se a 3800 m de altitude!!! Possui uma população aproximada de 1 milhão de habitantes, em seu centro, e mais um milhão nos arredores (El Alto).


No dia seguinte, após termos sido gentilmente hospedados no Hostal Central Gest House, do Istok e do Martim, saímos para conhecer Tiwanaku, distante 72 km do centro de La Paz.

Tiwanaku – é imperdível!!! Ruínas dos povos andinos que ali habitaram a mais de 16 séculos a.C. Possuía avançada cultura, com sistemas de irrigação, observatório astronômico e conheciam medicina, fazendo, inclusive, trepanações no cérebro dos sacerdotes. Construíram pirâmides com pedras trazidas de distâncias superiores a 100 km, pois ali não há pedras dessa dimensão!!! O Templo de Kalasasaya, com a Porta do Sol, foi construída ao longo de 200anos... No seu auge, chegou a ter uma população de quase dois milhões de habitantes.
Essa cultura extingui-se, provavelmente, por um longo período de seca estimado de 50 a 100 anos e foi sucedida pelos povos incas a pelo menos 3000 anos.


Saindo de Tiwanaku, rumamos à montanha Chacaltaya, com seus 5400 m de altitude, a mais alta estação de esqui do mundo!!! Sobe-se toda de carro até 5300 m, e fomos brindados, em pleno verão, com uma forte nevasca, fazendo a temperatura cair até –10°C. Depois de todos se divertirem com a neve, descobrimos que o piso estava congelado e altamente escorregadio, proporcionando belos sustos!!! Com todo cuidado, descemos rumo ao nosso jantar típico, na Calle de Las Bruxas, sempre muito bem acompanhados e ciceroneados pela Wilma, excelente guia que nos foi indicada pelos proprietários do Hostal e que demonstrou grande domínio e amplos conhecimentos pela história da região e de seu povo!!!
No alto da Montanha Chacaltaya

Muita neve e piso extremamente escorregadio