Viagem Família______________________________________

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Águas Calientes a Nazca (Peru)

Águas Calientes a Nazca (Peru)03 a 05 de janeiro

Acordamos às 8h após uma ótima noite de sono, embalados pelo som do rio Urubamba, que passa rugindo a 5 m da janela de nosso quarto! Após lauto café da manhã, seguimos a pé em direção a estação de trem, pois nossa volta era às 9h. Chegamos a Olantaytambo novamente para pegar nossos carros que ficaram em estacionamento particular, e fomos até a praça central da cidade, para admirá-la.



Absortos, observando o burburinho da pequena cidade que na época dos incas era posto de controle e taxas do imperador, eis que surge um Troller com placas de Curitiba! Fizemos sinal e eles pararam para conversarmos. É tão bom encontrar alguém de nossa cidade/país em local tão distante... parece que os conhecemos há anos e que são nossos amigos!!! Assim, a Cleriz, o Fernado e a Taís viraram nossos amigos!


Agora, são 200 km atravessando os Andes peruanos por uma estrada linda, com asfalto perfeito, mas cheias de curvas, em direção a Abancay. O trajeto todo foi feito margeando o rio Colorado, que estava cheio por conta do degelo das neves.




As paradas para tirar fotos foram inúmeras e, numa delas, aproveitamos para degustar o choclo, uma versão melhorada de nosso milho verde, mais saboroso e com grãos enormes e na cor branca. É deliciosamente imperdível!!!



Chegamos a Abancay às 19 h, e parando em frente ao Hotel Imperial, onde nos hospedaríamos, reencontramos o casal de Belo Horizonte (MG), Maurício e Mariana, com quem já havíamos cruzado em Corumbá (MS). Muitas risadas e conversas depois, fomos jantar pollo, cerdo e massas, regados a cerveja e muita Inka Cola (refri tipicamente peruano).



Abancay é uma cidade dormitório sem grandes atrativos. Por isso, no dia seguinte, após o desajuno, no qual fomos surpreendidos pelo pagamento à parte – e caro - de todos os extras (queijo, presunto ou suco), seguimos bem cedo em direção a Nazca, por uma estrada sinuosíssima e desértica.



Lá pudemos observar nevascas, pequenos tornados, muitas lhamas, guanacos e afins. Numa das muitas paradas para xixi e fotos, os meninos encontraram uma bola velha no acostamento... aproveitamos para jogar um futebolzinho a 4000m de altitude!






Até então, estávamos viajando pelo altiplano, com altitudes variando de 2800 a 4500m, com temperaturas de 10°C, em média. Agora, descendo a Cordilheira Ocidental em direção a Nazca, a temperatura começa a subir e chegamos a Nazca, a terra das linhas misteriosas e enigmáticas, a 700m com uma temperatura de 30°C!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Machu Picchu (Peru)

Machu Picchu (Peru)
02 de janeiro de 2008

Nosso destino Machu Picchu – Montanha Velha - será atingido apenas após chegarmos a Ollantaytambo, no Vale Sagrado, distante uma hora de carro de Cuzco. Acontece que existem pouquíssimas passagens com saída de Cuzco, o restante é vendido a partir de Olanta. Chegamos à estação de trem às 7h45min e somos os primeiros!



A viagem dura um pouco mais que hora e meia, margeando o Rio Urubamba – um dos afluentes do Amazonas, percorrendo a floresta amazônica andina. Novamente as paisagens são espetaculares e do trem vêem-se muitos trechos da trilha inca, que muitos aventureiros percorrem a pé, num percurso de 4 dias.






O ponto final do trem é em Águas Calientes, um lugarejo que fica aos pés de Machu Picchu e que possui águas termais. Ali se adquirem as passagens em confortáveis micro-ônibus que sobem uma sinuosa estrada até a entrada do parque. Que visu, meu!!!





Contratamos um guia, que mais tarde revelou-se despreparado, deixando a desejar!

Machu Picchu – é localizado a 2300 msm, é uma grande incógnita. Sabe-se que chegou a ter 700 habitantes, cuja função era de servir ao Deus Sol – o Inca. Possui uma arquitetura impressionante, única, dividida em observatórios astronômicos, templos, locais de sacrifício e habitações em geral. Possui, também, um enorme pátio de festividades. Tudo isso é espalhado por inúmeros terraços, que exigem bom preparo físico. Percorremos labirintos, subindo e descendo por cada canto deste fantástico lugar!
Paramos para admirar e fotografar o grupo todo tendo ao fundo Wayna Picchu – Montanha Nova, compondo a mais tradicional foto da viagem!



A arquitetura típica é executada com encaixes de grandes blocos de pedra, milimetricamente assentados. Desnecessário dizer que a obra é fantástica e que ao estar encerrando o horário da visitação (às 17h), todos espontaneamente pararam e ficaram em absoluto silêncio, meditando contemplativamente sobre esta maravilha.



Os homens seguiram a pé, pela trilha inca e as mulheres foram de ônibus, já providenciando o banho nas termas sulfurosas e a estadia na Pousada Oro Verde.



O local é frequentado por turistas do mundo inteiro e ao idioma menos ouvido é o espanhol!!! Possui muitas lojas com lembranças e artesanato típico, sempre passível de uma pechincha!

Atenção: os restaurantes de Águas Calientes cerram as portas por volta das 21h! Fique esperto!



Machu Picchu tem que ser vivido... não apenas contado!