Viagem Família______________________________________

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sábado, 19 de dezembro de 2015

O Maior Museu Oceanográfico da América Latina




Santa Catarina é mesmo um estado privilegiado. Localizado no sul do Brasil possui uma costa marítima de 561 km de extensão, recortada com belíssimas praias, cidades acolhedoras e opções turísticas das mais diversificadas.



Cerimônia de inauguração do MOVI com presença do prefeito de Piçarras e o Reitor da Univali





Conchas raras e exóticas
Neste último dia 14 de dezembro de 2015, Santa Catarina foi premiada com mais uma importante atração turístico-cultural. Trata-se do Museu Oceanográfico  Univali, localizado no município de Balneário Piçarras no litoral norte do estado.
O Museu Oceanográfico  Univali-MOVI é o maior da América Latina no segmento e também o segundo maior do planeta sobre o tema da Oceanografia.
Na verdade a história desse museu começou há muitos anos atrás, precisamente em 1987 ainda no estado vizinho do Rio Grande do Sul, através da execução de um sonho idealizado por seu atual fundador e curador o Prof. Jules Marcelo Rosa Soto. Apenas no ano de 1993 com o apoio e fomento da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) que o projeto tomou corpo e no ano seguinte, 1994, o MOVI integrou o ICOM- International Concil of Museus (www.icom.museum) junto aos museus de história natural (NATHIST) onde atua até hoje.

Corais e anêmonas
Esqueletos naturais de baleias
Raias no piso
Fósseis de animais marinhos pré-históricos
Sala das estrelas do mar
Como o Professor Soto mesmo nos contou a história no dia da inauguração, ele começou a colecionar espécies e espécimes ainda garoto, e não tendo onde guardá-las, armazenava-as na casa de sua mãe, da sua tia e de amigos, chegando a perfazer mais de 130.000 espécimes. A imensa coleção está abrigada numa construção de 4.000 m² e a exposição de Oceanografia ocupa uma área de 1.000 metros quadrados divididos em diversas alas. Os números da coleção realizada pelo Prof. Jules Soto são realmente impressionantes!
  • a maior coleção privada de tubarões e raias do mundo (9.900 espécimes);
  • a maior coleção de tartarugas marinhas da América do Sul (400 espécimes);
  • a maior coleção de mamíferos marinhos do Brasil (600 espécimes);
  • a segunda maior coleção de aves marinhas do Brasil (650 espécimes)
  • a maior coleção de peixes marinhos do sul do Brasil (7.300 espécimes);
  • a maior coleção de invertebrados marinhos do sul do Brasil (8.000 espécimes);
  • a maior coleção de conchas do Brasil e segunda da América Latina (90.000 espécimes).
Conchas gigantes
Tubarões em seu estado natural
Peixes multicoloridos.
Sala dos tubarões
O Viagem Família esteve presente à inauguração dessa importante realização e agora, alguns dias depois dela esteve novamente visitando as instalações do MOVI, pois no dia inaugural, a quantidade de público presente foi tamanha que não seria possível visitar e admirar a coleção com o devido tempo e atenção.
Tivemos a imensa felicidade de encontrar o Prof. Jules nos corredores do museu e com ele conversamos sobre essa obra de extrema importância para a divulgação cultural oceanográfica principalmente quando falamos de um país com essa imensa costa que possui.
A ludicidade e a integração que o circuito percorrido pelos corredores proporciona aos visitantes de todas as idades e níveis de conhecimento chamou nossa atenção de forma extremamente positiva.
Vimos garotinhos felizes vendo peixes multicoloridos junto com seus avôs que de olhos arregalados admiravam os tubarões e raias expostas nas paredes e no chão!
Com o Prof, Jules Soto-Fundador e Curador do MOVI

Recomendamos a todos que visitem as instalações do Museu Oceanográfico Univali com bastante atenção, afinal não é sempre que se tem a oportunidade de conhecer a segunda maior coleção do mundo de tubarões e raias, a maior coleção de tartarugas marinhas da América Latina e a maior coleção de mamíferos marinhos (golfinhos, leões e lobos marinhos, baleias) do Brasil, além da segunda maior coleção de conchas da América Latina.
Com o TUBA-Mascote do Museu
O MOVI funciona de terça-feira à sexta-feira das 14h às 20h e nos sábados e domingos das 10h às 18h. Os ingressos custam R$ 20,00. Meia entrada para menores de 12 anos, idosos acima de 60 anos, professores e estudantes também.
Endereço: Avenida Sambaqui, 318 - Bairro Santo Antônio - Balneário Piçarras (ao lado da BR 101)
Telefones: 47-3261-1287
                   47-3261-1403





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

LEP na Serra Gaúcha - 09-Set-2011

Hoje descobrimos várias coisas sobre a Serra Gaúcha, mas a principal é que o tempo muda de uma hora para outra por estas paragens. Amanheceu chovendo muito e de tal forma, que somente às 10 da manhã tivemos coragem de sair do hotel pousada. Como de cima só vinha água então resolvemos fazer roteiros indoor e aqui em Gramado e Canela opções não faltam. Fomos no Mundo à Vapor que ficava muito próximo do hotel. O local agrada logo de cara, pois tem uma réplica de uma locomotiva despencada ainda fora do prédio. Lá tem várias maquetes e pequenos sistemas que explicam a capacidade humana de gerar energia ou facilitar indústrias  através de máquinas a vapor.  O mais impressionante é a menor fábrica de papel do mundo.
Quando saímos do galpão que abriga o Mundo à Vapor, uma grata surpresa nos esparava: Sol. Muito sol. Obviamente mudamos os planos e partimos logo para o Parque Caracol. A cascata do caracol, sua principal atração, é extremamente linda. Com as chuvas dos últimos dias a quantidade de água era bem boa e bem maior do que da última vez que estivemos por lá, em 1993. Infelizmente, a escadaria de acesso à base da cachoeira estava em reformas. Optamos, então, por subir até o observatório ecológico onde, com um elevador panorâmico, é possível ver a beleza do local um pouco mais ampla. Do lado de fora do parque existe um teleférico que conduz ainda mais alto e com uma vista frontal da cachoeira. Optamos não ir  para poder aproveitar melhor o dia. 
Fomos, então, para o Mini-Mundo. Muito bonito como sempre. O Pedro realmente adorou o lugar e bateu um monte de fotos. Lá fizemos um lanche de arrepiar. Torta alemã, ApfelStrudel e mais uma tortinha de limão de quebra. Entre outras coisas, descobrimos que existe uma cidade suíça, chamada Wassen, com igreja homônima. Tal igreja está representada no Mini-Mundo, assim como dezenas de outras.  Descobrimos, aind, ,que bem breve  o Mini-Mundo será ampliado permitindo uma maquete do Jardim Botânico de Curitiba.
Pedro no MiniMundo da Família Hoppner
Do Mini-Mundo, paramos o carro no Belvedere do Vale do Quilombo e depois prosseguimos para o Alpen Park. Simplesmente um parque para pessoas com muita adrenalina. Descemos o trenó e a tirolesa. Logo que fechou o parque fomos numa loja de chocolate (coisa que todo turista que se preze e que  vai para Gramado/Canela tem que fazer...).  A loja era a FloryBal, cheia de maluquices para atrair a clientela, mas o chocolate estava muito gostoso.
Luiz e o Pedro radicalizando no trenó
Para encerrar o dia fomos comer um galeto a primo canto. Escolhemos a Galeteria Mamma Mia. Muito bonita e boa, por sinal. Chegamos cedo e negociamos um bom desconto para o Pedro. A galateria servia muita coisa italiana, além de um  bom vinho caseiro. Depois do jantar fomos para  o hotel descansar... beijos
Ahh.. sobre as outras coisas que aprendemos sobre os gaúchos: a impressão que tivemos daqueles que moram por estas bandas: não vi quase nenhuma grande segurança (portões, concertinas, grades) na maioria das casas. Outra coisa: incrível como eles são generosos no trânsito. Aqui não dá para ficar estressado! Ou dá para ficar estressado, depende do teu estado de espírito.
Vale do Quilombo - Vista do Belvedere da Av.Hortencias

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Araxá - Uberaba

20 de janeiro de 2011
Araxá – Uberaba (MG)

Hoje estamos com o dia livre... não temos longas distâncias a percorrer e vamos até Uberaba mais pro final do dia, para fazer uma surpresa pro nosso amigo Eurípedes, que está fazendo aniversário.
Saímos prum city tour por Araxá, e já de início encontramos um pequeno museu da Família Zema que chegou a cidade em 1915 e de lá para cá expandiram seus negócios, vindo a se tornar um dos conglomerados empresariais mais importantes da cidade. Araxá significa “terras altas de onde primeiro se vê o sol” na língua dos índios Arachás que viveram nesta região. Em 1759, Bartolomeu Bueno de Prado comandando uma expedição, destruiu o quilombo do Ambrósio e sete anos depois, Inácio Correia Pamplona exterminou os remanescentes da tribo dos Arachás, restando poucos que se espalharam ou se deixaram escravizar.

Doug e Nati - Studbacker 1954

Esse Ford Bigode 1914 foi utilizado pelo velho Zema como táxi pela cidade de Araxá e também como meio de ligação entre Araxá e Uberaba. Em 1917, durante um temporal muito forte, na travessia do Rio das Velhas (atual Rio Araguari), foi tragado pelas suas águas e afundou, ficando perdido.
Exatamente 48 anos depois, no mesmo lugar onde havia afundado, (por conta de uma grande seca) foi reencontrado, retirado e... surpresa! Depois de uma lavagem do motor e troca de óleo, em três dias estava funcionando novamente! O fato foi noticiado em jornais e revistas da época em toda região e até fora do país!
Atualmente é utilizado em ocasiões especiais e está exposto no Museu da família Zema.

 A cidade possui uma população aproximada de 90.000 habitantes e tem um interessante sistema de passaporte cultural, pelo qual se paga o valor de R$ 6,00 e permite visitar as principais atrações culturais como museus e casas de cultura pela cidade, destacando-se entre elas a Casa da D. Beja e o Memorial de Araxá.

Neste memorial, fomos muito bem atendidos pela Daniele que nos explicou diversas coisas sobre a cultura e costumes da cidade, inclusive sobre a casa onde é o Memorial que pertencia a uma família de músicos que tinham uma orquestra. Era a família Porfírio, que possui uma sala inteira dedicada a eles. Os outros aposentos da casa estão repletos de objetos e documentos históricos relevantes para a cultura passada da cidade.

Em seguida fomos visitar a casa de Ana Jacinta de São José, popularmente conhecida como D. Beja, que viveu em Araxá na primeira metade do século XIX. Nossa atendente, a simpática Maria do Carmo, nos explicou que D. Beja era uma cortesã, que tinha muitos amantes endinheirados da região, entre eles o imperador D. Pedro I.  Nesta casa estão representados os objetos de época e há uma reconstituição do quarto da proprietária muito bem caracterizado. Mas o único objeto que realmente pertenceu a D. Beja é uma gargantilha, pois como ela era mal vista pela sociedade, quando ela abandonou a cidade suas coisas pessoais foram com ela, o que restou provavelmente foi depredado pelos moradores para apagar a memória dela.


No ano de 1965, Assis Châteaubriant, após ter adquirido a propriedade, restaurou-a e transformou-a em um museu.
Antiga estação de trem - atual Centro de Artesanato


Vista de frente do Centro de Artesanato


D. Beja, já pelos anos 1915 e 1916 em sua adolescência se banhava nas águas e lamas do Barreiro, dando início a fama medicinal de sua região, posteriormente comprovada por estudos científicos do Barão de Eschwige - cientista alemão - e mais tarde ratificada e chancelada por Saint Hilaire. Em 1912 a Empresa de Águas de Araxá construiu o primeiro balneário no local, seguido pela construção do Hotel Rádio, hoje em ruínas, e finalmente o Grande Hotel cujas obras iniciaram em 1938 e foram concluídas em 1944. Os jardins que circundam o Hotel Tauá, atual nome da construção, foram executados por Burle Marx com a colaboração do botânico Henrique Melo Barreto. Em 1944 o Grande Hotel foi inaugurado com grande pompa contando, inclusive, com a presença do presidente Getúlio Vargas, dando início ao polo turístico de Araxá.

Entrando no Hotel Tauá, antigo Grande Hotel


Fonte D. Beja


Vista da piscina principal



Dentro da Fonte D. Beja


Depois de uma gostosa água de coco, rumamos a Uberaba, mais 100 km. No caminho, a chuva torrencial se fez presente e uns 13 km antes de nosso destino, no município de Peirópolis, visitamos o Museu do Dinossauro (ingresso: R$ 6,00 por pessoa), que está instalado na antiga estação ferroviária da cidade, fundada pelo Conde D’Eu, em 1886.
 As primeiras descobertas de fósseis pré-históricos aconteceram na década de 40, e apenas entre os anos 1947 e 1974, sob a responsabilidade de Llewellyn Ivor Price, gaúcho de origem inglesa, que descobriu o fóssil do Uberabasuchus Terrificus (primórdio dos crocodilos), organizou-se e aprofundaram-se as pesquisas. Apenas em 1992 fundou-se o Museu, que está organizado e continua acrescentando peças ao seu acervo.


Uberabasuchus Terrificus

O "Uberaba" em seu habitat







A região de Uberaba é rica em fósseis e possui uma grande concentração de sítios arqueológicos com predominância de ovos e coprólitos (cocô de dinossauros), além de titanossauros, troncos fossilizados, anfíbios, tartarugas, moluscos,... Só foram encontrados aqui, até agora, fósseis de dinossauros herbívoros, que chegavam a  atingir 20 metros de comprimento e até 10 toneladas.
 
O acervo exposto é pequeno, mas muito interessante, pois o espaço da estação é limitado. Por esse motivo, foi construído recentemente um novo prédio, projetado pela filha de Lúcio Costa, que está ampliando o espaço e materiais à disposição dos visitantes. No Museu está exposta, no jardim, a única réplica em tamanho natural do Titanossauro, no Brasil.

Saímos de lá depois de duas horas e chegamos à Uberaba aí pelas 16h30min para a festa de aniversário de nosso amigo Eurípedes. Mas essa já é outra história!!!
Tchau!
Titanossauro


domingo, 9 de janeiro de 2011

Ciudad del Este - Jesús - Trinidad - Argentina - São Borja


08 de janeiro de 2011
Ciudad del Este - missões de Trinidad e Jesús (Encarnación)- Argentina - São Borja (Brasil)

Hoje o objetivo era conhecer as missões paraguaias. Então, após o café seguimos rumo ao sul, 280 km, aproximadamente, e chegamos a Jesús ao meio dia. Após negociarmos os ingressos (Gs 25 000 por pessoa, e nós não tínhamos mais tantos guaranis, então pagamos com U$ 20), a guia Gabriela nos acompanhou e, muito atenciosamente, explicou-nos tudo sobre a Redução de Jesús de Tavarangue.

A igreja possui três portas de entrada: a do meio e maior era para os homens (sacerdotes e caciques em primeiro, respeitando a hierarquia), o portão da direita para as mulheres e o da esquerda, para as crianças.

Nossa guia falou-nos que a construção dessa redução não foi concluída, pois foi a última a ser erigida. Portanto, em 1780 (aproximadamente) apenas os dormitórios dos padres estavam cobertos e o campanário acabaria não sendo concluído.
Atrás da igreja ficava a área da horta, com seus respectivos canais de irrigação, que passavam por toda a redução, inclusive dentro do templo principal, nas pias batismais e nas sacristias.


Voltamos 12 km até a redução de Santissima Trinidad del Paraná. Ela é surpreendente, pois está muito bem conservada, possuindo museu lítico, imagens, cripta e muitas esculturas em pedra em bom estado.
Numa das sacristias há um pequeno museu onde está a maquete representativa da redução e o campanário foi restaurado com o patrocínio do governo da Alemanha, em 2008.
Dentro da cripta











Subindo no campanário

Púlpito

Saímos do Paraguai pelo sul, atravessando a extensa ponte que cruza o Rio Paraná, e entramos na Argentina na cidade de Encarnacion. Nosso objetivo era alcançar a cidade de San Javier e via balsa cruzar para o Brasil na cidade de São Xavier, mas acabamos ficando presos num congestionamento em cima da ponte e isto acabou nos atrasando.  Como a última balsa para o Brasil sai às 18h, e são 18h30min e ainda estamos sobre a ponte, resolvemos seguir mais 150 km ao sul até San Thomé e entrar no Brasil pela cidade de São Borja cruzando a Ponte da Integração, onde fizemos a aduana e pagamos pedágio.



Ponte divisa entre Paraguai(Encarnacion)- Argentina(Posadas)

Quase duas horas de congestionamento
São Borja é uma cidade de aproximadamente 80.000 habitantes e é a cidade natal de dois presidentes brasileiros: Getúlio Vargas e João Goulart (ambos sepultados aqui), e por este motivo possui museus e casas de cultura em homenagem a estes brasileiros.
Estamos chegando já a noite (21h) e com uma fome"gaúcha" , é claro optamos por degustar um bom churrasco!!  Que ilusão, só achamos uma churrascaria, ainda estavam acendendo o carvão e por recomendação dos próprios garçons do estabelecimento(Churrascaria do Alemão), fomos jantar no "Algo Mais" um Restaurante que serve ótimas picanhas(R$ 30,00) e pizzas. Cada prato de picanha serve 3 pessoas, mas como só estávamos em 4 pessoas, pedimos 2 picanhas completas... sobrou um pouco de arroz (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr...).
Cansados, mas satisfeitos nos hospedamos no Village Hotel(R$ 140,00), simples e confortável, para no dia seguinte saber que a 1 quadra de distância tinha hotel( o Executive) mais barato (R$ 110,00) com o mesmo padrão.

Daqui para frente é só chegar em casa na nossa querida Barra Velha!!