Viagem Família______________________________________

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Passos MG - Furnas - Cachoeira Casca d'Anta - Vargem Bonita

18 de janeiro de 2011
Passos – Furnas - Cachoeira Casca d’Anta - Vargem Bonita

            Hoje chegaremos ao nosso destino: a Serra da Canastra e seu Parque Nacional. No caminho, entretanto, descobrimos muitos lugares lindos e interessantes!
Passando por Furnas, aproveitamos para conhecer a represa do lago e passando por cima da barragem. No local há estrutura de camping, porém não havia ninguém por lá. O que nos chamou a atenção, foi a falta de placas indicativas e uma estrutura voltada para a visitação pública, apesar de o local ser muito bonito.
                
 Continuando em direção à Belo Horizonte, registramos os cânions localizados nas cidades de Capitólio, ainda no lago da represa. O visual é incrível e para uma próxima vez, valeria a pena fazer o passeio de chalana ou de voadeira pela represa, vendo as cachoeiras e os cânions sob outro ponto de vista.
Cânion na região de Capitólio (represa de Furnas)

 A água que desce nas corredeiras é límpida e cristalina e convida para um mergulho. Resistimos e seguimos até Piumhi, percorrendo mais 60 km até Vargem Bonita.
A estrada que liga os municípios acima citados não está catalogada no GPS, então os 6 P’s (Pare Pergunte Pro Primeiro Pedestre Passante) foram utilizados intensamente, mesmo porque as placas indicativas também são raras.
A cidade de Vargem Bonita é pequena e possui uma infraestrutura MUITO BÁSICA... Fomos até a loja de artesanato Baú de Lendas - uma gracinha, com muito artesanato e produtos naturais típicos, onde a Cristiane nos atendeu atenciosamente e orientou a direção que deveríamos seguir até a Cachoeira da Casca d’Anta, parte baixa. Percorremos uns 39 km tendo a vista majestosa da Serra da Canastra ao lado! Um grande chapadão de pedra, onde ao longe se podem ver cachoeiras e casas de fazenda, além de umas pousadas que oferecem opções para turismo rural/ecológico.


Fazendo compras no Baú de Lendas

Vista da Serra da Canastra com o Rio São Francisco


À caminho da Cascata

Muitos morros depois, em estrada de chão com muitas pedras, buracos e com grandes voçorocas, chegamos à entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra. O parque foi criado para preservar as nascentes do rio São Francisco, conta com um pouco menos de 72 mil hectares de área e é circundado por diversas cidadezinhas (São José do Barreiro, São Roque de Minas, São João Batista, Sacramento e Delfinópolis) de onde se pode chegar a diversas cachoeiras, fazendas e pontos de observação para tamanduás- bandeira, lobos-guarás, emas e outros animais do cerrado.
Pagos os ingressos (R$6,00 por pessoa, maior de 12 anos e menor de 60 anos), seguimos uma trilha por, aproximadamente, uns 15 min (mais ou menos 1000 m) até a vista poderosa da Cachoeira Casca d’Anta, com seus 186 m de queda. Ela é a primeira e mais alta queda do rio São Francisco, e a vista de sua parte baixa vale o esforço!!! Para tirar as fotos fica difícil, pois o borrifo da água é forte e intenso, mais parecendo chuva!


Tomar banho só na descida da trilha em direção à entrada do Parque, pois o rio vai formando remansos e piscinões naturais. Apesar de não termos mergulhado, a temperatura da água estava gostosa!

Na volta para Vargem Bonita, fomos parando nas pousadas que ficam pelo caminho para verificar os preços e possibilidade de pouso. Os preços são salgados (em média, R$ 70,00 por pessoa a diária) e a estrutura oferecida é precária... nada que justifique o valor!
Seguimos até Vargem Bonita, onde nos hospedamos no Aconchego da Canastra Hotel. Fomos muito bem recebidos pela Maércia, que nos deu algumas dicas sobre a cidadezinha e iremos pagar R$ 130,00 para todos, num quarto com ventilador, TV e café da manhã! Colamos nosso adesivo http://www.viagemfamilia.com/ na porta do hotel, pois é uma boa opção de hospedagem comparando com as outras pousadas que cobram preços fora da realidade!
 Para o jantar, 4 marmitas(recomendamos), muito bem servidas e saborosas com feijão tropeiro, arroz, batata frita, mandioca, salada e bife, com um custo de R$ 8,00 cada, preparadas na hora pela dona Neiva, uma senhora que mora a uma quadra do hotel, pois não existem restaurantes e são poucas as opções de alimentação.  Como na cidade só existe uma lan house  (o Doug foi até lá para resolver pendências) e o hotel não tem wireless, nós estamos encontrando um pouco de dificuldade em postar nossas mensagens.
Pegando as marmitinhas com a d. Neiva
Até amanhã!