Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Parque Nacional das Emas - GO

Dia 29 de dezembro de 2012
Parque Nacional das Emas - Chapadão do Céu (GO)
Amanhacer em Chapadão do Céu (GO)

Depois do jantar desastrado de ontem à noite, em que houve confusão nos pedidos ( evite a Pizzaria Queiroz no centro da cidade. Desorganizada e atendimento mmmuuuuiiiitttooooo leeennnttooo!!) e o casal Garça quase não jantou, acordamos cedo (6h15min), pois nosso guia, Edimar (muito bom) já estava nos aguardando para conhecermos melhor o Parque, com suas belezas.
Mas antes, vamos conhecer um pouco da história dessa cidade pitoresca.

Viagem Família junto com a Bela, proprietária do Vitor Hotel

Chapadão do Céu foi fundado em 21 de agosto de 1982 (só foi emancipada em 1991), por Alberto Rodrigues da Cunha motivado pela expansão da agricultura no sudeste goiano. As terras do cerrado passaram a se chamar de “os Sertões dos Garcias”, pela enorme influência que essa família teve na colonização da região. O nome “Chapadão do Céu” se deve ao fato de as terras planas do cerrado se fundir ao céu, dando a impressão que se está numa imensa mesa isolada do restante do mundo.
Em 2002, Chapadão do Céu conquistou o título de melhor IDH de Goiás, o que continua até os dias atuais.
População: 7000 habitantes
Distância até Goiânia: 465 km
Altitude média: 725 m
As terras dessa cidade compõem o Parque Nacional das Emas – maior reserva de cerrado do mundo. Embaixo de suas terras, está o Aquífero Guarani, maior reserva de água doce do mundo.
Coruja buraqueira, em meio aos cupins

Gafanhoto

O Parque possui uma área de 131.868 ha, onde convivem dezenas de espécies de animais e centenas de plantas.  Foi criado em 1961 e teve seus limites revistos em 1972. Em 2001 recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, também tendo o título de Reserva da Biosfera do Pantanal.

Infelizmente, apesar de toda a importância desse Parque, o descaso e falta de competência da administração fazem com que ele esteja meio abandonado, não tendo a estrutura que se espera no caso de um patrimônio natural de tal magnitude. É administrado pelo ICMBio-Instituto Chico Mendes da Biodiversidade subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, que nada está fazendo para melhorar a infraestrutura do parque apesar de se pagar um ingresso de R$ 12,00 por pessoa, nada se oferece ao visitante. Nem um comprovante -ingresso- muito menos um simples folheto explicativo. Uma VERGONHA!!! É necessário contratar um guia por sua conta para poder entrar no Parque e conhecer suas atrações. Então, além do ingresso, você terá de contar com o valor de, aproximadamente, R$ 120,00 a diária do guia credenciado. Na sede do Parque, há diversas instalações modernas e que estão ociosas, sendo destruídas pela própria ação do tempo e falta de uso e falta de vontade das administrações oficiais do governo!!



Rio Formoso (GO) - Parque Nac. das Emas

Encontramos dezenas de materiais de escritório à espera da implantação de um centro de visitantes digno, em que se tenha um mínimo de infraestrutura, todos abandonados, se deteriorando. O observatório existente no Parque está abandonado, pois foi invadido por abelhas e ninguém se dispôs a tirá-las de lá.
Sucuri de, aproximadamente, 7 metros
Anta no meio da plantação
Veado campeiro no meio da plantação de soja
Há dois anos, uma grande queimada atingiu uma grande da área do Parque, matando 80% de todos os tamanduás que lá viviam... então, hoje, o que menos se vê na região são animais. Parece piada, mas vimos mais animais nas plantações do que dentro da área do Parque. Nas plantações de soja que rodeiam o Parque observamos: veados campeiros, anta, dezenas de emas, siriemas, queixadas, tatus, além da grande variedade de pássaros, que encantam e ensurdecem com seu cantar. 

Depois de centenas de fotos e de muitos km rodados dentro do Parque, nos despedimos do Edimar, um grande guia e conhecedor das belezas do cerrado, e seguimos em direção à Chapada dos Guimarães, já no Mato Grosso. 
Como esse ano o Reveillon será "emendado" com o feriado do dia 1º de janeiro,  optamos por dormir em Jaciara, por imaginarmos que seria praticamente impossível encontrarmos pernoite na Chapada. Foi uma boa ideia: Jaciara nos surpreendeu positivamente, pois possui boa infra estrutura, possuindo muitas cachoeiras e águas termais, sendo um destino dos cuiabanos para passagem de final de semana.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

UYUNI AO PARQUE E RESERVA NACIONAL EDUARDO AVAROA

UYUNI AO PARQUE E RESERVA NACIONAL EDUARDO AVAROA
Igreja em San Cristóbal
Todos prontos às 7h da manhã, pontualmente atrasados (aí pelas 7h35min) seguimos nosso guia pelas estradinhas com um pouco de barro em conseqüência da chuva no dia anterior, não sem antes nos despedirmos do Sr Seráfio Rodrigues e trocarmos presentes. Nós lhe demos uma camiseta e um boné da Seleção Brasileira e ganhamos um cinzeiro de sal e uma lhama de palha.


Paramos numa localidade chamada San Cristóbal, para que o Porfírio fizesse suas compras e abastecesse seu possante. Aproveitamos para conhecer a igreja e o Luiz e o Marcos subiram até o campanário e tocaram um dos sinos.
Laguna

Vulcão Corina
Caminhos múltiplos

No meio do nada

Estrada? Heim?

Após vislumbrarmos lindas paisagens com montanhas nevadas e lhamas pastando placidamente na relva, paramos no Vale das Rocas para tirarmos mais uma sessão de fotos! Esse Vale é composto por formações geológicas ocasionadas pelas erupções do Vulcão Corina. Elas têm inúmeras formas e conforme a imaginação e interpretação de cada um, podem se ver animais, peixes, árvores, etc



Seguindo o Porfírio
Alguns quilômetros adiante, deixamos a via principal e seguimos o Porfírio por uma “caminho” (tramo) rústico e sem delimitação específica. Aí descobrimos que o Parque realmente NÃO OFERECIA ESTRUTURA E NEM INFORMAÇÃO ALGUMA! Sinalização básica não havia e se não tivéssemos um guia, estaríamos perdidos, pois as trilhas são inúmeras e as bifurcações, múltiplas, deixando a todos muito confusos.


Quando achávamos que estava tudo bem, pois as paisagens eram lindas eis que... não mais que de repente, um problema de soroche se abateu sobre o Garça: inexplicavelmente a embreagem parou de funcionar! “Fiquei p... da vida”(Marcos), pois tínhamos pelo menos mais 300 km pela frente, em trilhas de areia, pedra e dunas.
Parada para lanche e secar o filtro de ar do Garça
- Fui dirigindo o Garça, trocando as marchas “no ponto do motor”, pois essa foi a única solução encontrada para continuarmos o deslocamento naquele fim de mundo. (Marcos)
Como se não bastasse tudo esse estresse, ainda tivemos que passar por dentro de um rio, que batia na metade da porta dos carros. É claro que, sem embreagem, as coisas já não são tão fácies! E a água chegou na metade da porta do Abutre e passou por cima do capô do Garça, mas, graças a Deus, o motor só parou de funcionar depois da passagem, pois entrou água pela tomada de ar do motor! A água não danificou o motor, pois foi contida pelo filtro de ar que ficou encharcado.


Fizemos um lanche rápido e seguimos caminho acima (uns 4000m acima do nível do mar) por areões e dunas, sentindo-nos pilotos do Rally Dakar.
Laguna Hedionda



Durante o percurso, conhecemos a Laguna Hedionda, a Laguna Honda e a Árbol de Piedra. 50m antes da Laguna Colorada há a Portaria do Parque (onde já estávamos há horas) e fomos “mordidos” em 150Bs (aproximadamente U$22) por pessoa de ingresso, ganhando um adesivo por pessoa(!).
Laguna Honda

Árbol de piedra

Turma reunida
Nossas acomodações no abrigo tinham boas camas e bons cobertores, porém o lugar deixava muito a desejar. A reserva foi feita (25Bs por pessoa) e uma parte do grupo seguiu até o mirante da Laguna Colorada, para admirarmos e fotografarmos os flamingos, enquanto o Marcos e a Nati ficaram no abrigo, tentando arrumar o carro. A caminhada foi feita sendo todos castigados pelo vento forte que soprava e, ao chegarmos até o mirante, descobrimos que o mesmo estava fechado, portanto, nos escondemos atrás de suas paredes para podermos tirar fotos com zoom e fazermos filmagens.
Laguna Colorada



Ao voltarmos ao abrigo já estava anoitecendo e a temperatura caindo... como o banho era pago a parte (15Bs), teríamos de acordar às 4h30min para irmos até os Gêiseres do Sol de La Mañana, e o frio estava intenso, com vento uivante, areia voando por todo lado e uma sensação térmica de -10°C, e o banheiro era imundo,nojento mesmo, decidimos por unanimidade tirar apenas as botas e deitarmos. Detalhe, o "abrigo" não tinha fechadura nas portas nem janelas e as "boas" camas eram feitas de concreto com um colchão em cima!! Assim para trancar a porta foi colocado um pedaço de ferro num buraco na parede e isso era a "tranca", que aliada a um pedaço de madeira escorava a porta. Isso que é conforto!!!
Abrigo

"Sala de jantar" do abrigo - com os brasileiros


Nosso jantar

Antes de jantarmos, encontramos um grupo de brasileiros (Goiânia, Natal, Rondônia) que também estavam fazendo o passeio e amocados naquele muquifo! Nosso lanche teve de ser feito em nosso “quarto”, pois não havia espaço na “sala de jantar”! rsrsrsrsrsrsrsrsrsr
A parte boa é que ficamos todos juntos no mesmo quarto, que tinha exatamente 7 camas (como os sete anões) e que estavam, por incrível que pareça, relativamente confortáveis. A noite estrelada e enluarada estava linda, mas não conseguimos admirar por mais do que alguns minutos, pois o frio estava congelante. Às 21h30min já estávamos todos debaixo dos cobertores (uns 4 ou 5 em cada cama) esperando ansiosamente pelo nascer do sol.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Passos MG - Furnas - Cachoeira Casca d'Anta - Vargem Bonita

18 de janeiro de 2011
Passos – Furnas - Cachoeira Casca d’Anta - Vargem Bonita

            Hoje chegaremos ao nosso destino: a Serra da Canastra e seu Parque Nacional. No caminho, entretanto, descobrimos muitos lugares lindos e interessantes!
Passando por Furnas, aproveitamos para conhecer a represa do lago e passando por cima da barragem. No local há estrutura de camping, porém não havia ninguém por lá. O que nos chamou a atenção, foi a falta de placas indicativas e uma estrutura voltada para a visitação pública, apesar de o local ser muito bonito.
                
 Continuando em direção à Belo Horizonte, registramos os cânions localizados nas cidades de Capitólio, ainda no lago da represa. O visual é incrível e para uma próxima vez, valeria a pena fazer o passeio de chalana ou de voadeira pela represa, vendo as cachoeiras e os cânions sob outro ponto de vista.
Cânion na região de Capitólio (represa de Furnas)

 A água que desce nas corredeiras é límpida e cristalina e convida para um mergulho. Resistimos e seguimos até Piumhi, percorrendo mais 60 km até Vargem Bonita.
A estrada que liga os municípios acima citados não está catalogada no GPS, então os 6 P’s (Pare Pergunte Pro Primeiro Pedestre Passante) foram utilizados intensamente, mesmo porque as placas indicativas também são raras.
A cidade de Vargem Bonita é pequena e possui uma infraestrutura MUITO BÁSICA... Fomos até a loja de artesanato Baú de Lendas - uma gracinha, com muito artesanato e produtos naturais típicos, onde a Cristiane nos atendeu atenciosamente e orientou a direção que deveríamos seguir até a Cachoeira da Casca d’Anta, parte baixa. Percorremos uns 39 km tendo a vista majestosa da Serra da Canastra ao lado! Um grande chapadão de pedra, onde ao longe se podem ver cachoeiras e casas de fazenda, além de umas pousadas que oferecem opções para turismo rural/ecológico.


Fazendo compras no Baú de Lendas

Vista da Serra da Canastra com o Rio São Francisco


À caminho da Cascata

Muitos morros depois, em estrada de chão com muitas pedras, buracos e com grandes voçorocas, chegamos à entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra. O parque foi criado para preservar as nascentes do rio São Francisco, conta com um pouco menos de 72 mil hectares de área e é circundado por diversas cidadezinhas (São José do Barreiro, São Roque de Minas, São João Batista, Sacramento e Delfinópolis) de onde se pode chegar a diversas cachoeiras, fazendas e pontos de observação para tamanduás- bandeira, lobos-guarás, emas e outros animais do cerrado.
Pagos os ingressos (R$6,00 por pessoa, maior de 12 anos e menor de 60 anos), seguimos uma trilha por, aproximadamente, uns 15 min (mais ou menos 1000 m) até a vista poderosa da Cachoeira Casca d’Anta, com seus 186 m de queda. Ela é a primeira e mais alta queda do rio São Francisco, e a vista de sua parte baixa vale o esforço!!! Para tirar as fotos fica difícil, pois o borrifo da água é forte e intenso, mais parecendo chuva!


Tomar banho só na descida da trilha em direção à entrada do Parque, pois o rio vai formando remansos e piscinões naturais. Apesar de não termos mergulhado, a temperatura da água estava gostosa!

Na volta para Vargem Bonita, fomos parando nas pousadas que ficam pelo caminho para verificar os preços e possibilidade de pouso. Os preços são salgados (em média, R$ 70,00 por pessoa a diária) e a estrutura oferecida é precária... nada que justifique o valor!
Seguimos até Vargem Bonita, onde nos hospedamos no Aconchego da Canastra Hotel. Fomos muito bem recebidos pela Maércia, que nos deu algumas dicas sobre a cidadezinha e iremos pagar R$ 130,00 para todos, num quarto com ventilador, TV e café da manhã! Colamos nosso adesivo http://www.viagemfamilia.com/ na porta do hotel, pois é uma boa opção de hospedagem comparando com as outras pousadas que cobram preços fora da realidade!
 Para o jantar, 4 marmitas(recomendamos), muito bem servidas e saborosas com feijão tropeiro, arroz, batata frita, mandioca, salada e bife, com um custo de R$ 8,00 cada, preparadas na hora pela dona Neiva, uma senhora que mora a uma quadra do hotel, pois não existem restaurantes e são poucas as opções de alimentação.  Como na cidade só existe uma lan house  (o Doug foi até lá para resolver pendências) e o hotel não tem wireless, nós estamos encontrando um pouco de dificuldade em postar nossas mensagens.
Pegando as marmitinhas com a d. Neiva
Até amanhã!