Viagem Família______________________________________

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

POTOSÍ A UYUNI - Bolívia

POTOSÍ A UYUNI
Plantação de coca nos arredores de Potosí
Muitas tentativas de conexão sem sucesso, após um delicioso café da manhã (o melhor desajuno continental até aqui, com iogurte e sucrilhos, suco, café, pão, um pedacinho de queijo, torradas e uma bolacha), passeamos pelas ruas da cidade, pois queríamos encontrar um local para adquirimos imãs de geladeira para nossa coleção e canecas de Potosí para a coleção dos Abutres. Não obtivemos muito sucesso... mas tiramos muitas fotos das ruas estreitas e compramos algumas salteñas de frango (que estavam deliciosas – uma versão agridoce das empanadas argentinas e chilenas).
Praça central de Potosí

Ruas de Potosí

Edu e Luiz numa calle peatonal
A Nati se deliciou com um sorvete de chocolate e o Pedro com um sorvete de chiclete, abacaxi e melancia e voltamos ao Hotel para fecharmos a conta e seguirmos adiante. O Luiz sugeriu que fôssemos até Sucre (uma das capitais da Bolívia), porém, por votação acabamos descendo para o Uyuni, não sem antes subirmos e descermos inúmeras vezes.

Na saída da cidade, passamos por muito lixo, o que deixou uma impressão muito ruim da cidade.
Saindo de Potosí - vista do mirante desativado

Casa de adobe

No caminho passamos por lugares maravilhosos... um cânion de profundidade aproximada de 400m foi o local escolhido para o nosso lanche.
Marcos e Mari lá no rochedo

Turma reunida antes do lanche
Chegamos à Uyuni no final da tarde e nos dirigimos diretamente ao HI. Lá encontramos um grupo de brasileiros que nos orientou a irmos ao Hostal em frente, onde não havia restrição de água quente para banho. Então, enquanto a Edu e a Mari olhavam os quartos no HI (onde a diária era de 100Bs por pessoa), o Marcos e a Nati foram até o Hotel Kory Wasi, do Sr. Serafio Rodrigues, e fecharam nossa estadia por 50Bs por pessoa. Como foi colocado um colchão inflável no quarto dos jovens, o valor acabou mais baixo.
Vista surreal da estrada para Uyuni

Abutre passando por poça de lama

Em frente ao HI de Uyuni
Ainda na rua, encontramos o Sr. Porfírio, guia de passeios pelo Uyuni e o contratamos para o passeio do dia seguinte pelo Salar do Uyuni, por U$200 para o grupo. Durante a conversa, acabamos fechando o pacote de dois dias pelo Parque e Reserva Nacional Eduardo Avaroa, onde ele seria nosso guia e nós o seguiríamos com nossos carros, por mais U$250.

Passeamos pela cidade e aproveitamos para comprar algumas lembranças e jantamos no Pollo Crokan, cujo proprietário Mário nos atendeu muito bem. Comida simples, rápida, boa e barata: tudo que precisávamos. Pagamos 13Bs por uma bandeja com um bom pedaço de frango, arroz e fritas; para acompanhar, refris e suco de maçã.
Fomos dormir ansiosos com o passeio do dia seguinte que era o ponto alto de nossa viagem e nosso principal destino/objetivo.

Infelizmente não pode seria como havíamos planejado (um passeio de dois dias, dormindo no Salar), pois devido às chuvas intensas dos últimos dias não seria possível fazer o passeio até a Ilha do Pescado (que fica no meio do Salar).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tupiza a Potosí

TUPIZA A POTOSÍ

Como nossa diária não incluía desajuno, saímos para tomar café num dos tantos restaurantes abertos com essa opção. Tomamos nosso café continental e, enquanto as mulheres e jovens seguiam novamente para o Hotel Pedro Arraya, os homens foram buscar os carros no estacionamento da d. Florinda. Lá chegando, bateram diversas vezes a campainha, sem sucesso. Daí começaram a socar a porta e a chutá-la, até que, muitos pontapés depois, uma moça veio abrir o portão e ficou resmungando, e, sem nem ao menos olhar pra trás, deixou-os falando sozinhos. Resolvida a questão (não da maneira imaginada), apanharam os outros e fomos abastecer. O preço de diesel, para bolivianos é 3,45 Bs, aproximadamente, porém o preço para estrangeiros é diferente: na bomba marcava 8,36 Bs. Marcos e Luiz conseguiram  convencer a frentista a fazer um preço um pouco melhor... acabaram pagando 5 Bs o litro.
Essa diferença no preço dos combustíveis ocorre por decreto presidencial, pois o Presidente Evo Morales determinou que não se vendesse combustível à estrangeiros!!! Uma beleza!!!!! Isso acaba desestimulando o turismo de estrangeiros. Os próprios funcionários bolivianos não concordam com a atitude, por isso há policiais nos postos para fiscalizar e evitar algum acerto por fora como fizemos.

Abastecidos, começamos a subir (e descer, e subir novamente e descer, e subir,....) vislumbrando paisagens maravilhosas e de perder o fôlego! Fizemos muitas paradas para fotos. A estrada está praticamente toda asfaltada, o que diminui bastante o tempo da viagem. Pegamos pequenos trechos de terra e num deles passamos por dentro do rio algumas vezes!

A temperatura só fez cair... às 15h, já perto de Potosí, registramos 2,5°C. O vento estava intenso e a chuva nos acompanhou durante todo o trajeto, com pequenas aberturas ocasionais. A altitude máxima que atingimos hoje foi de 4.700m.

Já na chegada a Potosí vimos a grande Empresa Minera de Bolivia, e ao lado, uma grande favela (com padrões diferentes dos que estamos acostumados no Brasil, mas tão pobres quanto). A sujeira é algo presente em todas as entradas de cidades, um péssimo cartão de visitas!
O Abutre tinha o mapa da Bolívia baixado no Garmim, assim, fomos seguindo sua direção. As ruas são estreitas e de mão única, em sua grande maioria. Há muitos micro ônibus e pelo que pudemos perceber, não se cobra passagem (ou não vimos nenhum “cobrador”). A regra e chegar na esquina e buzinar! Todos buzinam freneticamente para avisar uns aos outros de sua presença. Não há conotação de xingo! Apenas uma advertência.



Paramos nas praças principais, que são vizinhas e seguimos a pé tirando fotos na chuva! O Museu da Casa da Moeda (o melhor e mais completo museu da Bolívia) estava aberto, assim, entramos no prédio para comprarmos os ingressos. A visitação ao museu só pode ser feita mediante acompanhamento de guia e se paga 40Bs por pessoa para entrar, mais uma taxa de 20Bs por grupo para poder tirar fotos.


Nosso guia, Rubens, explicou de maneira muito interessante e envolvente cada sessão por onde passávamos. Lá pelas tantas, descobrimos que não se tratava de um guia qualquer, e sim, do diretor do Museu.


Passamos por setores de arte simbólica, mineralogia, e produção de moedas, propriamente dita. Foi muito interessante.
Ao final, o Sr. Rubens ainda nos deu seu cartão pessoal e uma dica pra hostel. Foi muito gentil e atencioso.
Na saída, já às 17h, descemos um quarteirão até a torre dos jesuítas (Torre de la Compañia) que estava fechada.

Como o Douglas não estava se sentindo muito bem, afinal de contas, Potosí está a 4050m acima do nível do mar, nos dividimos e os Abutres seguiram até o Mosteiro de Sta. Tereza e os Garças voltaram para o carro, já procurando um local para dormirmos.
Depois de 5 tentativas sem sucesso, chegamos ao Hostel Colonial, famoso pela sua construção sólida e antiga. O preço não era tão em conta quanto havíamos pago no dia anterior, em Tupiza, porém, estava dentro do que havíamos combinado (em torno de U$20 por pessoa, no máximo). Sendo assim, fechamos os quartos que eram maravilhosos, amplos e com boa infra-estrutura. A única coisa que não funcionou foi WiFi, que acabamos descobrindo que na Bolívia realmente não funciona como deveria... ainda tem que ser via cabo!

Saímos para jantar numa Pizzaria Italiana aonde um menino de uns 10 anos, José Luiz, veio nos atender. Ficamos um pouco ressabiados, porém o garoto se mostrou muito desinibido e anotou nossos pedidos corretamente, dizendo que os pratos chegariam em torno de 20 min. Para nossa surpresa, realmente o tempo foi cumprido e pudemos saborear deliciosos Lomos a La Plancha e Milanesa de Pollo a La Napolitana... HUM!!!!
Como a praça estava toda iluminada para o Natal (ainda), resolvemos tirar umas fotos noturnas. A família LEP acabou se demorando mais, mas os MMDN resolveram voltar pra casa, pra dormir... Estamos todos cansados! A altitude está mexendo com todos! Pressão e dores de cabeça, cansaço e um pouco de indisposição estão atacando cada um num momento diferente. Mesmo tomando té(Chá) de coca e Diamox, os efeitos estão sendo sentidos!