Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 7 - Parque Tanguá

 


A região norte de Curitiba é cheia de nascentes de rios e tem uma “morraria” sem fim! De qualquer lugar nos bairros desta região, sempre se têm uma vista bonita da serra e da cidade!

Assim é nas Mercês (onde estamos agora), era no Abranches (onde cresci), no Vista Alegre, no Bom Retiro, no Boa Vista,... O urbenauta que está com vontade de fazer cárdio, além de conhecer a cidade, não terá problemas em aliar os exercícios aos passeios, com subidas e descidas a todo momento.

Parque Tanguá


Assim, num passeio de 14km (ida e volta) deixamos nossa casa e nos dirigimos ao Parque Tanguá, localizado no Pilarzinho, bairro vizinho ao Taboão, Abranches, próximo ao São Lourenço e pertencente à Bacia do rio Barigui - que nasce ali perto, em Almirante Tamandaré.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Da pedreira da família Gava que ficava ali, até os anos 1970, retirou-se muita dolomita, um mineral utilizado na construção civil e que por décadas forneceu material essencial para obras de infraestrutura urbana da cidade (matéria-prima na composição de massa corrida, utilizada no revestimento de tijolos refratários, entre outros usos).




Foi por uma visão inovadora de Jaime Lerner, um dos maiores urbanistas de Curitiba, que uma área degradada se tornou um espaço de convivência e lazer, integrando planejamento urbano, sustentabilidade e qualidade de vida!

Instalado em 1996 numa área ocupada pela pedreira, o Parque Tanguá é um dos cartões postais da cidade e faz por merecer! O lugar é realmente bonito!






Na parte alta há jardins e um espelho d’água com chafariz e, no belvedere há mirantes/ torres de onde se tem uma linda vista do parque como um todo. Esta composição é conhecida como “Jardim Poty Lazzarotto”, homenageando o artista plástico curitibano morto em 1998.



A área de 235 mil m² possui, na parte baixa, um lago de onde se tem a vista do belvedere e da cascata de 65m de altura. Também ali existe uma lanchonete bacana, onde se pode montar seu próprio sanduíche ou prato de petisco, tomando uma breja gelada ou qualquer outra coisa! As capivaras, gansos, patos, aves e carpas do lago complementam a visita!




Uma das trilhas que contém um túnel aberto na rocha – com 45m de extensão - e que liga os lagos inferiores está temporariamente fechada, pois corre-se o risco de queda de pedras, mas ainda assim, vale chegar ali perto para conferir o lugar, bem bonito.

O parque também faz parte das atrações natalinas e ainda não tivemos o prazer de assistir à apresentação teatral que aqui ocorre no advento.

Ornamentação natalina 2024

ORIGEM DO TOPÔNIMO

Tanguá, do tupi, significa “baía de conchas” (quais conchas?), mas existe também uma tradução livre para “água clara que se estende”! Segundo o dicionário tupi, “tan” significa formiga e “gua” significa comer, portanto, seria algo como “papa-formiga”. Há, ainda, outro significado, relacionado ao taquaral, ou lugar da taquara (bambu). Assim, sem um consenso, escolha aquele que melhor se encaixar!!! rsrs



Horário de funcionamento: das 6h às 20h. O bistrô funciona das 8h às 19h.

Para alguns frequentadores, o Tanguá é o parque mais bonito de Curitiba! E você, o que acha???



terça-feira, 7 de julho de 2026

Passeando por Curitiba - Parque da capital: 3 - Parque Tingui

 

Ser urbenauta é explorar o centro urbano onde se está inserido, de preferência, a pé.  Conceito criado pelo curitibano Eduardo Fenianos, na década de 1990, o projeto nasceu da observação de Fenianos sobre pessoas que viajavam o mundo, mas que ignoravam a própria vizinhança.

Assim, somos urbenautas e exploramos cada cantinho de nossa cidade (ou de onde nos encontramos). O Parque Tingui está a aproximadamente 3,5 km de distância de onde moramos e é um dos nossos destinos de passeios em dias de sol!

Parque Tingui


Antes do Rio Barigui chegar ao Parque Barigui, ele passa pela área de 427.492 m² do Parque Tingui, que foi implementado em 1994 com a intensão de proteger a bacia do rio e auxiliar na contenção de enchentes.



Após dias de chuva, vejam como ficam as ciclovias e áreas de passeio... 
 

Os tinguis, que deram nome ao parque, eram o povo indígena que habitava a região na época da fundação da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, atual Curitiba. Conta a lenda que Tindiquera, o cacique da tribo tingui, foi quem indicou aos colonizadores onde deveriam erguer a vila.

O nome tingui significa “nariz afinado”, pois eram indígenas combativos, hábeis na execução de armas e utensílios de pedra e possuíam um belo porte.

Memorial Ucraniano


Um portal destaca a área do parque onde, em 1995, foi inaugurada a réplica da capela cristã ortodoxa, dedicada a São Miguel, junto de seu campanário – Igreja de São Miguel da Serra do Tigre (localizada em Mallet, PR).

Em estilo bizantino, construída em madeira e com cúpula de metal, a construção é linda e é uma homenagem aos imigrantes ucranianos que chegaram à capital paranaense em 1895. No Memorial são realizados eventos culturais e há a exposição permanente de pêssankas e bordados tradicionais (nas cores preto, branco e vermelho), além de quadros explicativos sobre a imigração, sua cultura e tradições. De acordo com dados oficiais, somente em Curitiba vivem cerca de 70mil ucranianos e descendentes e no estado do Paraná, este número ultrapassa a marca de 500 mil pessoas.


Quadros explicativos sobre a imigração ucraniana no Paraná, sobre a perseguição comunista e o Holomodor
Curiosidades:

·         entre personalidades paranaenses importantes e famosas que têm ascendência ucraniana destacam-se a poetisa Helena Kolody, a apresentadora Eliana (por parte de mãe), a atriz/dramaturga Denise Stoklos, o pintor expressionista Miguel Bakun, entre outros.

·         da culinária ucraniana (eslava) ganhamos o pierogi (perohê, vareniky ou wareniki), a sopa borscht (feita com beterrabas), além da horilka - vodka ucraniana, feita de forma caseira.

·         As Pêssankas são ovos coloridos que tradicionalmente são dados na Páscoa. Feitos a mão, utilizando-se vela, cera de abelha e bico de pena fino, os desenhos são cheios de simbologia e as cores associadas também têm significado.



·         Os bordados são uma arte milenar da cultura ucraniana associados à religião, colocados em altares ou sobre ícones religiosos. As cores predominantes são o vermelho (significa vida, paixão, amor; traz proteção e força vital), preto (faz referência à terra fértil, riqueza, colheita abundante), branco (pureza, elevação espiritual), azul (céu, água, paz de espírito), amarelo (luz do sol, campos de trigo), verde (primavera, juventude, natureza).

Atrações

Observando o Rio Barigui

O Parque faz divisa com o município vizinho, Almirante Tamandaré (onde nasce o rio Barigui)

A trilha que percorre 3,5km é mista, com a maior parte dela asfaltada. Boa parte percorrida no meio da mata onde se pode observar a fauna e flora locais, ela vai percorrendo e margeando o rio Barigui, tendo pontes cobertas, canchas poliesportivas de areia, aparelhos de ginástica, parquinho infantil, quiosques com churrasqueiras,...


O Memorial está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, e tem entrada gratuita. A loja de artesanato segue o mesmo horário.

Esta escultura, de 8m de altura, foi concebida pelo artista Emanoel Araújo - a peça reverencia a influência africana na formação cultural do país e foi instalada em 2022.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Passeando por Curitiba - Parques da capital: 2 - Parque Barigui

 

Natal 2025

O bairro das Mercês, onde originalmente o Marcos morava com seus pais (e onde estamos temporariamente agora) é “vizinho” de um dos Parques mais antigos da cidade de Curitiba: o Parque Barigui.

Parque Barigui (ü)

Trilhas na área do parque

Ocupando uma área de 1,4 milhão de m² e fundado em 1972, o nome do parque faz alusão ao rio que o corta. Projetado inicialmente para ser um parque linear que tinha por função funcionar como contenção de enchentes, além e preservar a Mata Atlântica nativa da região, tornou-se um ponto de encontro e diversão para todo mundo.  

Curiosidades:

  • Na época da fundação do povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, hoje Curitiba, a área onde hoje está o parque era uma sesmaria pertencente a Baltazar Carrasco dos Reis e posteriormente Mateus Leme tomou posse da terra. Nesta época, a localidade chamava-se Mariqui, que no idioma indígena significa “rio do fruto espinhoso”, fazendo referência à abundância dos pinheiros e seus pinhões.
  • Quando nos casamos, na década de 1990, havia um morador diferente nos lagos do Parque Barigui: um jacaré-de-papo-amarelo foi solto ali por algum incauto e passou a ser atração. Ele foi transferido após alguns anos - para o Zoológico da cidade - e incidentes (ele se alimentou de alguns “lulus” que se aproximavam do lago) e como forma de prevenção. Para imortalizá-lo, foi feita uma escultura em concreto em sua homenagem, que está exposta próxima do Pavilhão de Exposições.
  • O lago, com pouco mais de 230 mil m², é um atrativo onde podem ser vistas dezenas de capivaras, animal querido e que acabou virando símbolo de nossa cidade, além de peixes e muitas aves (colhereiros, garças brancas e carcarás, biguás, entre outros).
  • Réplica do jacaré-de-papo-amarelo que habitou o parque

Atrativos

Além da pista para fazer caminhadas, correr ou simplesmente passear, que tem uma extensão de 5,2 km, ainda há equipamentos para ginástica, parquinho infantil (gratuito e pago), quiosques com churrasqueiras, banheiros públicos, canchas poliesportivas, pistas para bicicross e pista exclusiva para quem curte andar de patins, bicicletas ou skate.


A companhia dos saguis é frequente nas trilhas. Seu assobio se ouve de longe! Nada de alimentar os animais!!!
O bosque possui inúmeras opções de trilhas e ainda existem lanchonetes e restaurantes no interior do parque, além dos vendedores ambulantes de pipoca e caldo de cana que podem ser encontrados próximo dos estacionamentos.

Vista do deck de um dos restaurantes
O antigo Centro de Exposições de Curitiba, criado em 1975, e onde fomos como crianças e adolescentes a diversas exposições temáticas ao longo do ano, passou para a iniciativa privada em 2012, tendo sido renomeado para Centro de Eventos Positivo (o consórcio Positivo + JMalucelli tem um contrato de uso de 25 anos).

Parque de Diversões próximo do Centro de Eventos

Museu do Automóvel de Curitiba


Do outro lado do parque fica o excelente Museu do Automóvel de Curitiba, que vale uma visita. Inaugurado em 1976 e administrado pelo CAAMP – Clube de Antiguidades Automotivas do Paraná – seu acervo (pertencente aos sócios do clube) conta com 74 peças expostas permanentemente, além de outros carros que são “emprestados”, chegando a 150 veículos expostos!




Divididos em 4 categorias, antique, vintage, milestones e classic, mesmo para aqueles que não conhecem muito sobre carros (como eu, Mari) é uma curtição passear pelos corredores e admirar as máquinas... dizer que o Marcos ficou horas admirando e me explicando sobre as raridades expostas ali, é desnecessário!






Entre as relíquias, podem ser admirados um caminhão Ford 1919 (pertencente a Matte Leão), um DeSoto54, uma McLaren pilotada por Emerson Fittipaldi, um Phaenton 812 (a peça mais rara e valiosa da coleção), entre outros.


Central Geradora Hidrelétrica Nicolau Klüppel


Inaugurada em 2019, esta pequena usina hidrelétrica utiliza a água do vertedouro do lago para movimentar a turbina em formato de “Parafuso de Arquimedes”, gerando 21.600 kWh por mês. Esta energia equivale à metade da energia consumida em todo o Parque Barigui mensalmente (aproximadamente o equivalente ao consumo médio de 135 residências).





O nome é uma homenagem ao engenheiro Nicolau Imthom Klüppel, um dos idealizadores do sistema de parques e lagos de Curitiba, que têm por função o controle de enchentes. Morto em 2016, aos 86 anos, Nicolau foi funcionário de carreira do IPPUC, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

 

A “praia do curitibano” é um espaço democrático, gratuito, bonito, seguro e excelente opção de passeio em nossa capital. Mesmo nos dias frios, onde a grama amanhece branquinha por conta da geada, o Parque Barigui é um dos cartões postais mais frequentados pelo curitibano e pelos turistas!

Nossas queridas "capis", super tranquilas, e fazendo pose para foto!

Jardinete República Oriental do Uruguai - o painel é uma homenagem aos nossos vizinhos, destacando pontos importantes de sua história

A Olaria do Parque é um espaço gastronômico e cultural que ocupa as instalações da antiga olaria que funcionava antes de 1972. Hoje sua chaminé e estrutura em tijolo a vista chama a atenção de quem está fazendo as trilhas


Bom passeio!!!