Viagem Família______________________________________

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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Passagem relâmpago por Sampa (SP)!

 


Cada dia estamos mais perto “de casa”!

Deixamos as Minas Gerais para trás e entramos na loucura que é São Paulo!! Quanto mais perto da capital chegávamos, mais tráfego, mais carros, menos paciência... Nosso objetivo era claro por aqui: conhecer um amigo virtual de longa data e sua família!

Edmir é nosso amigo virtual há muito tempo e finalmente íamos nos conhecer pessoalmente, em São Bernardo do Campo (no grande ABC). Passamos um gostoso fim de semana paradinhos em casa, conversando bastante, trocando ideias e curtindo!

Obrigada (o) pela acolhida e amizade, Edmir!

Nosso passeio/aventura pelo estado continuou quando saímos em direção a São Miguel Arcanjo, por estradinhas menores e com menor movimento (sem pedágio, também!). A cidade já era nossa velha conhecida e está bem bonitinha.

Basílica de São Miguel Arcanjo (1884/1886)

Nosso objetivo era explorar o Parque Estadual Carlos Botelho, onde já estivemos uma vez e que nos encantou.

Como era segunda-feira, o movimento no parque estava tranquilo e pudemos parar para tomar banho (rio Taquaral) e nos refrescar em alguns pontos. Desta vez não fizemos nenhuma trilha, mas há inúmeras opções de passeios e trilhas dentro do parque.



Rio Betari

Ocupando uma área de 376,4 km², o Parque Estadual Carlos Botelho foi criado em 1982 e está situado na Serra da Macaca. Foi tombado pela UNESCO por sua importância socioambiental, cultural e histórica.

Quem foi Carlos Botelho – Carlos José de Arruda Botelho? Era o primogênito do Conde do Pinhal e nasceu em Piracicaba em 1855, morrendo em São Carlos em 1947. Foi médico (o primeiro urologista paulista), político (eleito senador em 1919 e reeleito em 1927), agricultor e colonizador brasileiro. No período em que foi Secretário da Agricultura do Estado de SP ele introduziu os primeiros imigrantes japoneses no Brasil... não por acaso a região de São Miguel Arcanjo e municípios vizinhos possuem uma grande colônia japonesa.

Banho no rio Taquaras

CURIOSIDADES

- A estrada parque possui cerca de 30km e é linda! Como fica fechada das 20h às 6h, o local que escolhemos para acampar (fora da área do parque, no km54) ficou sossegado.

- Pode-se pernoitar nas portarias, desde que com marcação prévia!

- Há uma área de camping numa das portarias.

- Os passeios pelas trilhas são feitos com acompanhamento de guia e têm custo.

- A entrada na Caverna do Diabo estava custando R$ 19,00 por pessoa (U$4), com isenção para aposentados + R$ 22,00 de taxa obrigatória de guia, por pessoa (U$ 4,4).

- É permitido acampar na área de estacionamento do PETAR, custo de R$ 80,00 por MotorHome (U$16). Há inúmeras cachoeiras na região e em todas se cobra algum valor de ingresso.

- Caso tenham interesse, há algumas outras dicas e fotos dos locais mencionados em nossas postagens realizadas anteriormente. 

http://www.viagemfamilia.com.br/search?q=carlos+botelho

http://www.viagemfamilia.com.br/2015/07/ferias-de-julho-2015.html



O visual da Mata Atlântica é inspirador!

Nosso passeio pelas estradas secundárias foi de Sete Barras para Eldorado. Dali, subida de Serra e banho de rio na área do PETAR (rio Betari). De Iporanga a Apiaí é estrada de chão, mas em boas condições.

Foram apenas 5 dias de São Paulo, desta vez, apenas uma passagem relâmpago mesmo!...

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Parque Carlos Botelho e Jundiaí (SP)


Dia 23 de julho de 2015
São Miguel Arcanjo a Jundiaí (SP)


Acordamos pelas 8 da manhã e tentamos atualizar o blog, porém a internet estava vai-não-vai! Desta forma, fomos tomar o café da manhã e aproveitamos para conhecer e conversar com o proprietário da pousada, Claudinei, que também é romeiro. Ele nos contou algumas particularidades sobre a romaria e sobre a cidade de São Miguel.
Saímos da pousada e seguimos rumo ao Parque Carlos Botelho, agora no Núcleo São Miguel. 



O Parque Carlos Botelho (pe.carlosbotelho@fflorestal.sp.gov.br) ocupa uma área de 37644,36 ha de Mata Atlântica, abrangendo os municípios de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, Tapiraí e Sete Barras e foi criado em 1982. O ingresso ao parque custa R$ 6,00 por pessoa, porém estudantes e professores da rede pública não pagam! Em seu interior há cachoeiras e belos rios, além de rica diversidade de animais e plantas. O Parque abriga a maior população do muriqui - mono carvoeiro - o maior primata das Américas, sendo assim, ele é um importante refúgio de vida selvagem, fazendo parte de um corredor contínuo ecológico formado pelos Parques Estaduais Intervales, PETAR, Carlos Botelho e Estação Ecológica Xitué. Pelo seu grande valor ecológico, recebeu o título de Sítio do Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 1998. A trilha das Bromélias é adaptada para deficientes físicos e apresenta caráter recreativo e educativo, podendo ser percorrida em alguns minutos (10 min, aproximadamente).
 
Tucano anão

Mari e Andressa, nossa guia pela trilha do Parque

Após uns 25 km, chegamos à entrada do Parque - também interditada - e o segurança nos indicou a entrada da sede. Lá fomos atendidos pela Andressa, estagiária de Engenharia Florestal, que gentilmente nos acompanhou na Trilha dos Fornos e Represa. As trilhas são tranquilas e seguras, sendo bem demarcadas, mas apesar disso são feitas com a monitoria de um guia do próprio parque. 
No trajeto pudemos observar inúmeras espécies de árvores, plantas em geral e arbustos, sendo que diversos deles são acompanhados de uma plaqueta com informações sobre o espécime.
A região anteriormente devastada pela ação dos madeireiros e carvoeiros está bem recuperada e conta com rios e cursos d'água límpida que aproveitamos para matar a nossa sede.
Também se avistam pássaros diversos, e com sorte pode se avistar mamíferos como roedores e macacos. Nossa sugestão é para melhor sorte de avistamento, percorrer as trilhas bem cedo pela manhã e em bastante silêncio.
Essa região é o berço natural do Mono Carvoeiro ou Muriqui (Brachyteles arachnoides), mas não tivemos a sorte de avistar nenhum pelo adiantado da hora. 
Rios de água límpida e pura

Matando a sede com a água pura do rio.
Forno nº 1, o mais preservado
Cipó todo retorcido

Mono Carvoeiro ou Muriqui.
Conversamos bastante com a guia Andressa  e descobrimos que essa região fora uma propriedade particular cuja atividade econômica era produção de carvão! Ou seja, toda a área havia sido desmatada e foi feito o replantio e reflorestamento da mesma. Há poucos espécimes de mata primária, sendo a maioria composta por mata secundária. Caminhamos por cerca de uma hora e chegamos aos fornos, onde era produzido o carvão. O primeiro está bastante preservado, porém os demais (são 5, no total) estão bastante danificados pela ação do tempo e da natureza, que tem ocupado os espaços. 
Represa

Jacutinga

Trilha das bromélias
Observamos passarinhos, algumas pegadas (inclusive de anta) e diversos espécimes de árvores. Muitas fotos depois, chegamos à represa que fornecia energia elétrica para o parque e que hoje está desativada. Retornamos à sede e lanchamos os sushis que havíamos comprado no dia anterior, acompanhados das batatas que sobraram do jantar. 
Pegadas de anta encontradas numa trilha.

Almoçando sushis adquiridos no dia anterior.
Depois, retornamos à cidade para tentar encontrar um imã de geladeira para a nossa coleção. Acabamos comprando um vinho branco de uva Itália, pois não havia nem um simples ímã de geladeira para comprar!!! Seguimos então até Jundiaí, distante uns 190 km, onde nos hospedamos na casa do casal maravilhoso de primos, Adriana e do José Roberto. 
Muita conversa antes e depois da pizza, fomos nos recolher, repensando e readequando nosso roteiro para os próximos dias. 
Boa noite!


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Parque Estadual Carlos Botelho

Saindo de Curitiba (PR) e chegando em São Miguel Arcanjo (SP)
Dia 22 de julho de 2015

Todos os anos aproveitamos as pequenas férias de julho pra dar uma voltinha por aí e nesse ano não está sendo diferente! Como o sul do país está sendo acometido por fortes chuvas, decidimos subir à região Sudeste, explorando um pouco o interior de SP, dando uma passadinha em Minas e retornando via Rio de Janeiro.
Entrada do Parque, junto com Moisés e Ademar
Neste primeiro dia de viagem seguimos até Registro, na região do Vale da Ribeira e de lá, pela SP 139, passamos por Sete Barras e seguimos até o Núcleo da sede do Parque Estadual Carlos Botelho (pe.carlosbotelho@fflorestal.sp.gov.br). Próximo à cidade de Sete Barras havia uma placa indicando que o trecho que iríamos percorrer por dentro do parque estava interditado, mas mesmo assim resolvemos seguir em frente, visto que a pista estava boa e tranquila, com pouquíssimo movimento. Na verdade, o movimento que havia nas laterais da pista era de romeiros que se deslocam a pé e a cavalo entre as cidades de São Miguel Arcanjo e Iguape, distante uns 180 km, pois dia 06 de agosto é a festa do padroeiro Senhor Bom Jesus do Iguape!

Ponte pênsil que leva ao primeiro local de banho
A uns 20 km de distância de Sete Barras fica a entrada do Parque - Núcleo Sete Barras. Lá fomos recepcionados pelo segurança Moisés que confirmou que por conta das obras na pista o trecho que une as cidades de Sete Barras e São Miguel Arcanjo por dentro do parque está interditado!
Isso nos chateou, pois ao invés de percorrermos apenas 44 km por dentro do parque e mais 22 km até a cidade, teremos de retornar 20 km e dali seguir até Juquiá, subindo a serra de Paranapiacaba (que vai até Sorocaba), perfazendo mais de 170 km!!!!
Primeiro ponto de banho

Segundo ponto de banho
Como "o que não tem remédio, remediado está", fomos ter com o Ademar que é o responsável pelo Parque nesse Núcleo. Ele nos orientou sobre a trilha da Figueira, que é auto guiada, fácil e de aproximadamente 3 km. Nesta trilha há também piscinas naturais e observação de avifauna. Os locais para banho são fantásticos! Não resisti e experimentei a temperatura da água me surpreendendo, pois mesmo sendo inverno e se tratar de rio de serra, suas águas estavam frias, mas não geladas!




Ficus Enormis (Figueira Branca)
Andamos por pouco mais de 1 hora e chegamos à figueira milenar, simplesmente maravilhosa!!! Seu diâmetro inferior é de aproximadamente 5 m e o troco tem uns 2 m de diâmetro a 4 metros de altura. A copa se eleva à 50 metros de altura! Um show da natureza!
Início da trilha para Cachoeira do Ribeirão Branco
Depois de muitas fotos, retornamos rapidamente (20 min), sem paradas! Como já eram quase 14h30min, lanchamos rapidamente na sede, onde há espaço coberto onde se pode lanchar e descansar. Neste barracão são atendidos os romeiros que passam por ali.
Espaço utilizado como apoio para os romeiros e visitantes do Parque
Conversando com o Ademar, ele nos orientou sobre os outros passeios que saem deste ponto: para conhecer a Cachoeira do Ribeirão Branco (parte-se da figueira) deve-se agendar previamente, pois a trilha é monitorada e tem custo de R$ 20,00 por pessoa. Há também a Cachoeira do Travessão que fica dentro do parque, mas cujo acesso é feito por propriedade particular. Está havendo algum impasse com os proprietários da fazenda e esse passeio está suspenso temporariamente.


Dicas:
  • ligar para o Parque para saber sobre o clima e as condições da estrada para não ser surpreendido é uma boa pedida. Fone: (013)38726138 - Ademar
  • Não esquecer repelente, bloqueador solar e roupa de banho, visto que o rio com suas piscinas naturais não imperdíveis. 
  • Máquina fotográfica, calçado adequado para trilhas e lanchinho são boas pedidas para  acompanhar seu dia de aventuras. 


Banana com flor
 No caminho de "contorno" do Parque, via Juquiá, passamos por uma colônia japonesa - que possui um acervo de mais de 3000 exemplares de livros no idioma japonês, já no município de São Miguel Arcanjo. A fonte de renda da região é fundamentada no plantio da uva Itália, frutas e reflorestamento de eucalipto.
Portal da colônia japonesa, com cerejeiras em flor

Monumento em comemoração ao centenário da imigração japonesa
Chegamos à cidade pelas 17h30min e buscamos hospedagem. No primeiro hotel - Skina - não havia quarto, pois dois micro-ônibus de romeiros tinham acabado de chegar. Assim, fomos até a Pousada Villa da Mata onde fomos atendidos pelo Wilmar. Nosso pernoite foi acertado a R$ 125,00 e o restaurante ficava a apenas 2 quadras de distância.

São Miguel Arcanjo foi fundada em 01º de abril de 1889 e recebeu este nome em virtude de uma capela construída nestas terras em sua homenagem, por Dona Maximina Nogueira Terra, em terras doadas pela sua irmã Tereza Augusta Nogueira, filhas de Tte. Urias que para lá se mudou em busca de ouro. Atualmente possui pouco menos de 40 mil habitantes.

Jantamos bife à parmegiana, acompanhado de cerveja artesanal Burgman da região (Sorocaba) e batata frita. Acabamos pedindo uns sushis califórnia para o almoço de amanhã.
Boa noite!