Viagem Família______________________________________

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Delta do Parnaíba - Tutóia (Maranhão)

Dia 10/jan/2016
Primeira cidade - Parque Nacional das Sete Cidades (PI)
Nosso café da manhã foi bem incrementado, pois como no chalé do qual estávamos usando o banheiro havia também um frigobar, acabamos colocando sucos e frios na geladeira. Após acertarmos nosso pernoite, retornamos ao Parque para atravessá-lo até a cidade de Piracuruca (menor distância) aproveitando para tirar fotos das duas cidades que não tínhamos visitado no dia anterior por conta da forte chuva e então seguirmos até Parnaíba (100 km) e conhecer o delta do Rio que leva este nome, ainda pela BR 343, também conhecida como Transpiauí.
Nosso café da manhã
Toca do pajé - Sétima cidade
Serão canhões ou árvores petrificadas ali em cima??
Primeira cidade
O litoral do Piauí só tem 66 km de extensão, é o menor do nordeste e dá acesso a praia a 4 municípios, sendo o mais conhecido o de Luis Correia, com praia de mesmo nome, portanto fomos até lá para saber como era... ... é com muito vento e areia... Resolvemos petiscar uma porção de camarão e para nossa surpresa o preço foi de 1º mundo, já a porção servida era de 3º mundo!!! Um punhado de camarões "meia boca" pelo qual fomos cobrados R$ 40,00 para uma dúzia de camarões que mal enchiam o centro de num prato de sobremesa!!! Uma verdadeira arapuca!!! Não caia na bobagem de pedir camarões nesse local!! Isso sem contar que tudo veio crocante, em função do vento com areia que ali sopra sem parar! Lá o negócio é comprar pastel, que custa só R$ 3,50 e é grandão, do tamanho de meia folha A4.
Nosso reencontro com o Oceano Atlântico - Luís Correia (PI)

Quiosque à beira da praia, onde tudo era "crocante"!
Saímos de lá meio desacorçoados, pois esperávamos uma bela porção de camarões, visto que estamos no Nordeste brasileiro que é tão famoso pela fartura em seus pratos à base de frutos do mar!
Retornamos ao centro da cidade de Parnaíba e verificamos o preço do passeio de barco pelo delta: R$ 280,00 para 4 pessoas! Como estávamos apenas nós dois, apesar de ser domingo, não valeria a pena, desta forma seguimos viagem até Tutóia, já no Maranhão e que também faz passeios de barco.
Às margens no Rio Parnaíba, em Parnaíba (PI)

Casario antigo da área do porto
Chegamos a Tutóia ao entardecer e fomos logo procurar local para acampar. Na terceira tentativa, encontramos a Pousada Âncora (de frente para o mar/rio) que está meio desativada, mas possui uma área legal para camping e, depois de negociar com o seu proprietário, Rai (Raimundo), fechamos negócio em R$ 40,00 a diária, com direito a uso de chuveiro e banheiro de um dos quartos da pousada. Além disso, sua esposa Nilza ainda fez nosso jantar: peixe fresco frito, arroz e salada que depois da negociação ficou em R$ 30,00. Tudo acertado, retornamos até a Pousada Baluarte, do Patrick e do Paterson, onde anteriormente havíamos visto a possibilidade de fazer o passeio de barco pelo delta do rio Parnaíba, no dia seguinte, pagando R$ 80,00 por pessoa. Ali já conhecemos nossos companheiros da aventura do dia seguinte, a família Cristiane, Rodrigo, Guilherme e Malu (brasilienses) e que estão fazendo quase o mesmo roteiro que nós, porém no sentido inverso. Depois de muito bate-papo e troca de experiências, visto que eles também curtem expedições, aventuras e Off Road, nos despedimos e retornamos para a beira mar, agora silenciosa... (antes havia uma disputa de som automotivo na praia, onde cada motorista abria seu porta malas e infernizava a vida dos outros!!) Parece que isso é costume no nordeste, principalmente nos finais de semana.
Vista da Praia de Tutoia


Dia 11/jan/2016

Navio cargueiro naufragado (década de 1970) em frente a praia
Acordamos muito cedo com o ruído de uma vaca passeando por baixo de nossa barraca... logo após o café fomos caminhar pela orla para conhecer a região de Tutóia, MA. O rio Parnaíba forma um enorme delta, sendo conhecida essa região como Delta das Américas. É o único delta de mar aberto das Américas, sendo os outros dois iguais no mundo situados no Rio Mekong no Vietnã e no Rio Nilo no Egito. Mais de 80 ilhas compõe este importante estuário e que proporcionam aventuras e histórias para quem percorre seus igarapés. Perto das 9h30min seguimos poucos metros até a Pousada Baluarte, de onde sairia o passeio já agendado no dia anterior.

Fomos levados na caçamba de uma Toyota Hilux até o porto, de onde, após todos estarem de coletes salva-vidas, seguimos pelo delta até o navio naufragado na década de 1970. De lá, fomos por igarapés até a segunda parada, numa ilha que só aparece quando a maré está muito baixa (Melancieira), e depois, conhecemos as dunas da Ilha do Caju, onde pudemos curtir banho em piscinas naturais formadas pelo movimento das marés.
Vendo o navio naufragado de pertinho
Bancos de areia que formam pequenas ilhas na maré baixa(marcos lá no fundo, de pé numa ilhota)
Observando o cavalo marinho
Dunas no meio do Delta
Piscinas naturais na Ilha da Melancieira
Igarapé no delta do Rio Parnaiba
Ainda de barco, fomos até o local onde se avistam cavalos marinhos e finalmente, até e Ilha de Coroatá, onde almoçamos. Por lá ficamos até às 15 h, horário em que retornamos à cidade com muita emoção, pois a maré havia mudado e havia muito vento, o que provocou banhos forçados em todos os ocupantes da lancha! Uma diversão!!!
Almoço com os amigos Rodrigo, Malu, Cristiane e Guilherme.
Conhecendo o Delta do Parnaíba
Retornando ao continente, fizemos compras para o jantar, lavamos roupas e ficamos relembrando os emocionantes momentos vividos neste dia enquanto preparávamos nosso rango!

Tentamos, em vão, publicar textos bem atualizados no blog... mas a internet é muuiiittoo  lenta e dessa forma não conseguimos carregar as fotos na postagem. Assim, passamos um bom tempo conversando com os amigos recém-feitos, o que rendeu horas de bate papo!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Teresina - Capital do Piauí

Dia 07 e 08/jan/2016
Nosso acampamento na Serra das Confusões (PI) - Centro de Atendimento ao Turista
Acordamos cedo, com o raiar do dia, pra variar, pois na barraca já com os primeiros raios do sol a claridade nos desperta. Isso é muito bom, pois aproveitamos a parte mais fresca do dia para realizarmos nossas tarefas e passeios!
Retornamos até a cidade onde encontramos o Abílio e o Aguinaldo e nos despedimos, aproveitando para pegar o número do telefone do nosso guia. Abílio: (89)98135-9720 e Aguinaldo: (89) 98107-5420
Nosso espaço em Teresina, cedido gentilmente pelo A.J. e sua esposa, Helaine
Nosso destino de hoje é chegarmos à capital do estado, Teresina, distante 600 km da Serra das Confusões e conhecer seus principais pontos turísticos. Por intermédio do irmão Luiz Santoro, Abutre, conseguimos contato com um amigo dele, Antônio João, mais conhecido por A.J., morador de Teresina, cuja esposa Helaine nos recebeu muito bem, oferecendo um espaço de festas para que pudéssemos nos acomodar. O local foi perfeito, pois o Garça e a barraca ficaram abrigados da chuva que assolou a cidade durante estes dois dias que ficamos na cidade. Usamos o espaço como nossa casa, cozinhamos, banho de chuveiro no quintal, uma diversão total!! Como se não bastasse a gentileza de nos receber, sem nos conhecer, ainda nos emprestou um carro deles para que pudéssemos rodar livremente pela cidade, sem precisar desarmar a barraca. Gente assim é difícil encontrar e somos eternamente gratos aos amigos Helaine e A.J pela hospitalidade e amizade!!
Igreja de São Benedito (1874 -1886)
Palácio Karnak - sede do governo do Estado do Piauí; arquitetura clássica e
nome inspirado em templo que existiu no Antigo Egito 
Para quem acha que Teresina não tem nada pra conhecer, é porque nunca vieram pra cá e não procuraram conhecer a capital do Piauí! A cidade oferece muitas opções e nós não conseguimos ver tudo dessa vez. Recomendamos ver aqui na cidade: Igreja de São Benedito, Palácio Karnak (Palácio do Governo do Estado), Central de Artesanato Mestre Dezinho, todos nos centro, muito próximos uns dos outros.
Theatro 4 de Setembro: o maior e mais popular teatro da cidade

Este Centro de Artesanato Mestre Dezinho (homenagem ao Mestre Dezinho Valença, morto em 2000 e importante artesão)  foi por muitos anos sede da Polícia Militar durante o período da ditadura militar. Hoje abriga 25 lojas de artesanato, onde se pode encontrar o que há de melhor em cerâmicas, trabalho com fibras naturais e couro, além de contar com inúmeras opções de lembrancinhas. Percorrendo as inúmeras lojinhas, nos deparamos com um cidadão, interessantíssimo, chamado Antônio Carlos que nos contou por horas as histórias ocorridas naquele prédio e que interferem diretamente na vida de nosso país, atualmente.
Ateliê do artesão Antônio Carlos e a sala/porão de torturas utilizada na época da ditadura militar
"Sala de meditação, massagem e aconselhamento"
Ainda são encontradas marcas de sangue nas paredes!
Após muita conversa sobre políticas públicas e algumas intercorrências atuais, nos despedimos analisando sobre tudo o que foi visto e falado...
Ponte Estaiada do Sesquicentenário Mestre João Isidoro França foi projetada para as comemorações dos 150 anos de Teresina, no estado brasileiro do Piauí. Inaugurada em março de 2010, é um dos mais importantes pontos turísticos da capital piauiense.


Dali seguimos até a Ponte Estaiada, ao lado do Rio Poti, com sua torre de 100 m de altura e de onde se pode avistar toda a cidade em 360°.
Vista superior do mirante da Ponte Estaiada, a 100 m de altura


Já na parte da tarde, seguimos até o Parque Ambiental Encontro dos Rios, em Poti Velho, onde petiscamos manjubas fritas (R$ 16,00) num restaurante barco e tomamos cajuína (bebida típica feita a base de caju).
Teresina é conhecida como a "Mesopotâmia das Américas", justamente por estar entre dois rios, como a antiga Mesopotâmia que ficava localizada entre os rios Tigre e Eufrates (atual Iraque).
No Centro de Informação ao Turista do Parque do Encontro dos Rios (Poti e Parnaíba) fomos bem atendidos, um contraste em relação aos outros centros visitados (Ponte Estaiada e Central de Artesanato onde não havia ninguém) e pegamos farto material da cidade, com guias específicos para hospedagem, alimentação, comércio e prédios históricos.
Rio Poti


Degustando manjubinhas fritas com vista para o encontro dos rios
Encontro dos rios Poti e Parnaíba
Cajuína - bebida típica do Piauí
A 5 minutos dali fica o Polo Cerâmico Poty Velho, onde há artesanato farto em barro e cerâmicas. Há muitos outros locais a serem visitados em Teresina: Casa da Cultura de Teresina, Mercado Municipal de Teresina, Parque da Cidade, Floresta Fóssil (às margens do Rio Poti), Museu do Boi, Museu do Piauí e que deixaremos pra conhecer na nossa visita à cidade.

Teresina é a única capital de estado do Nordeste que não é litorânea e seu nome é uma homenagem a imperatriz Tereza Cristina Maria de Bourbon  que teria intermediado junto ao imperador D. Pedro II a mudança da capital do estado para cá. Atualmente conta com, aproximadamente, 850 mil habitantes e a capital do estado do Piauí tem suas raízes na Barra do Poti e data de 1760, onde já havia uma pequena vila de pescadores, construtores de barcos e plantadores de fumo e mandioca. Sua história está ligada ao Rio Parnaíba, principal porto de escoamento econômico da época.

Visitando a capital do Piauí com o carro do amigo A.J. - Obrigado!!!
Retornamos para casa, passando pelo mercado para comprarmos o que faltava para o almoço.
Chegamos a casa antes da chuva, que caiu intensamente durante a noite toda. Quem disse que no nordeste não chove!!! Acho que nós é que trouxemos a chuva do sul para cá!!! hehehehehe... Desta vez, não tivemos problemas na desmontagem da barraca, visto que estava abrigada debaixo de um grande telhado. 
Nos despedindo da Helaine e de Teresina - Queremos voltar um dia!!