Viagem Família______________________________________

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Susques a Salta- Argentina

Susques a Salta- Argentina

Após um café meio improvisado (onde acabamos consumindo nossos restôs), rumamos até Salinas Grandes, distante uns 80 km de Susques.
Café da manhã em Susques - Hostal El Kactus - "matando" o que havia
Salinas Grandes é o salar mais extenso do país, cobrindo uma superfície de 2000km² e que fica entre as províncias de Jujuy e Salta, na Cuesta de Lipán (Ruta Nacional 52 - Paso de Jama). Lá encontramos novamente o grupo de brasileiros motoqueiros, porém, o Billy não estava mais junto, pois seguiu de caminhonete diretamente para Jujuy, no dia anterior, separando-se do restante dos amigos. O problema com sua moto era maior do que se imaginava inicialmente. Que pena! Para ele a aventura acabou aqui!


Artesanato feito a partir de sal e desenhos em pedras.

Miragem
Na descida do caminho até Salta, durante esse dia, acabamos nos encontrando com os motoqueiros diversas vezes, sempre nos cumprimentando e fazendo buzinaço! 
Descida com milhares de curvas

 Diversidade de cores no caminho

Essa ruta também faz parte da Quebrada de Humahuaca

Quase chegando a Purmamarca
A descida da Quebrada foi feita lentamente, não só pela grande quantidade de curvas da estrada, como pelas centenas de fotos tiradas, pois as colorações e visuais oferecidos eram deslumbrantes!  Chegamos em Purmamarca novamente (depois de mais de uma semana e "uma voltinha, logo ali, na Bolívia) e, desta vez, vimos o Cerro de Los Siete Colores com sol!


Aproveitamos para fazer mais algumas comprinhas e nos abastecermos de mais empanadas!

Degustando empanadas num "fundo de quintal"!!

Aí pelas 17h, chegamos a Salta - La Linda, conseguindo hospedagem no Hotel Andalucia, da Consuelo e seu marido Armando, na calle Alberdi,  a poucas quadras do centrão. Na saída para jantar, aproveitamos para conhecer um pouco a vida noturna da cidade, que é agitadíssima!
Cabe aqui um detalhamento importante observado em toda essa região da Argentina: a siesta é levada a sério e entre às 13h e às 17h praticamente todo o comércio está fechado. A vida da cidade só volta, a pleno vapor, depois das 17h30min e daí, segue até às 22h30min ou mais. Tarde da noite se veem famílias inteiras passeando e consumindo, fazendo compras e tomando sorvete.
Por esse motivo, acabamos apelidando nossos hermanos de "morcegos": só saem à noite!!! Há uma justificativa bem plausível para esse costume: o calor intenso que faz entre o meio-dia e às cinco da tarde é MUITO grande! Realmente, o melhor que se tem a fazer e ficar dormindo, junto do ar-condicionado!
Catedral Basílica - séc XIX - em frente a Praça 9 de Julho

Cabildo - Edifício colonial mais antigo da cidade - 1582

Turma reunida nas colunas do Cabildo. Detalhe: estrutura do telhado.
Amanhã tem mais!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

San Pedro de Atacama (Chile) a Susques (Argentina)

San Pedro de Atacama (Chile) a Susques (Argentina)

Paisagem de subida para o Paso de Jama.
Como tínhamos aduanas pela frente, já após o café acertamos as contas com a Mili e seguimos até a aduana chilena. A fila estava imensa! O calor escaldante! A demora um sa....
Aduana Chilena - San Pedro de Atacama
Finalmente carimbamos nossos passaportes e começamos a subir (literalmente) os Andes, desta vez pelo Paso de Jama, chegando a 4400m de altitude. A subida foi lenta, pois o Garça  tem menos potência  para encarar essa "escalada" de prima, então tivemos que parar algumas vezes para que o motorzinho esfriasse: o que foi ótimo, pois assim curtimos o visual, que é lindão! O Abutre aproveitava as paradas para ir cadastrando os roteiros no GPS e fazendo uma faxininha básica, visto que os carros estavam "nojentos" de tanto pó!


Vista da Ruta.


Mirador para Laguna, ainda no Chile.




Chegando ao Paso de Jama, os procedimentos da aduana foram rápidos e já na entrada da Argentina há um posto ACA, onde estava uma equipe do Rally Dakar, com um dos veículos participantes da equipe Mercedes Benz da Argentina, batido e um caminhão de apoio, além do caminhão da competição. Os meninos aproveitaram para tirar fotos e seguimos rumo a Susques.

No caminho, encontramos o Billy e o Günther, de moto, e a moto do Billy estava com problemas. Assim, paramos para ajudar no que fosse possível! A correia havia arrebentado e eles estavam tentando consertá-la, fazendo uma emenda.

Pegamos nossas ferramentas (martelo, chave de fenda, etc e tal) e ficamos lá, dando apoio e ajudando! Conserto feito, o Billy foi testar a moto e percebeu que havia um furo no taque do óleo: quando a corrente arrebentou, ela ricocheteou e furou o tanque! Problemão! Seu colega, Günther, tinha Durepoxi, assim, fizeram um remendo e precisavam esperar duas horas para que secasse!
Enquanto isso, seguiríamos até o nosso destino, procurando o restante do grupo do Billy para avisar sobre as providências tomadas e relantando o que havia acontecido!

Painel de localização ao lado da Delegacia de Susques.
Encontramos o grupo de motoqueiros reunido alguns km antes de Susques. Conversando com eles, fomos avisados de que uma caminhonete já tinha ido buscá-los na estrada! Assim, nos despedimos e seguimos até Susques (3675m), que passaremos a chamar carinhosamente de "Susquespario"! (Mistura da Susques com P... que o Pariu-de "tão linda" que é a cidade!!!)
Iglesia Virgen de Belen.

Paredes pintadas em afresco, com detalhes de flores e animais andinos.
A cidade é, digamos assim, feiinha! Há uma rua central que é bonitinha e sua igreja é antiga, do final do século XVI: Iglesia Virgen de Belen.
Encontramos pernoite no Hostal El Kactus, pagando $ 55P por pessoa. Lá mesmo jantamos, visto que não encontramos outro restaurante aprazível na cidade. Caminhando por Susquespario, passamos pelo cemitério onde estava acontecendo um enterro.

Vista surreal do cemitério de Susques.

Capela, dentro do cemitério.
Nossa viagem nos proporcionou muitos momentos interessantes e diferentes até aqui: já vimos casamento (Tupiza), festa de Reis (Argentina e Bolívia) e, agora, um enterro. Os familiares saíram do cemitério e foram até a Iglesia para receber os cumprimentos dos amigos, seguindo em cortejo pelas ruas da cidade, carregando um grande crucifixo na frente. Já havia "carpideiras" com uma capelinha que chegaram depois, para as últimas rezas e cânticos.