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Dia 09 de janeiro de 2015 Junin de los Andes, passando por San Martín de los Andes, chegando a Frutillar, já no Chile
Lago Lacar - San Martín de los Andes
Após o café da manhã os Garças e o Lucas seguiram até a cabaña onde estavam os outros membros do Viagem Família para que seguíssemos viagem. Mais uns 40 km por estrada bem conhecida (Ruta 234), chegamos a San Martín de los Andes, onde abastecemos e compramos alguns adesivos no posto da rede ACA.
Lago Hermoso
Lago Falkner
Lago Traful
Fomos até as margens do Lago Lacar, onde tiramos algumas fotos e sempre pela Ruta 234/RN 40, entramos na área do Parque Nacional Nahuel Huapi, visitando os lagos Hermoso, Falkner, Traful, Correntoso, Espejo e Totoral, seguindo 16 km pela Ruta 231 para a Aduana com o Chile - Paso Cardenal Antonio Samore (antigo Puyehue).
Lago Correntoso
Durante a "sessão de fotos", encontramos o casal de bikers, Fanny e Tom, argentinos de Missiones (Puerto Iguaçu) e que estão indo até Ushuaia.
Tom e Fanny dando uma voltinha logo ali, em Ushuaia
Lago Espejo
Seguindo em direção ao Paso, como havia dois ônibus, tivemos que esperar na fila, por uns 15 min aproximadamente, para daí seguirmos até a Aduana propriamente dita.
Feitos os trâmites, após termos de retirar TUDO do porta-malas, seguimos, já no Chile, pela 215CH, até o Lago Puyehue ( na cidade de Entre Lagos) e dali até a cidade de Osorno, pegando a Ruta 5 sentido Sul, até Frutillar, percorrendo 340 km.
Região de Entre Rios. Vista do Vulcão Osorno com rolos de feno embalados ("marshmallows")
Lago Puyehue
Já em Frutillar...
Viagem Família às margens do lago Llanquihue
... aproveitamos pra tirar milhares de fotos do Osorno ao entardecer!
Museu Colonial Alemão
"Bombeiros" - os nomes de muitos locais são em, alemão
Frutillar foi fundada por Vicente Pérez Rosales, em 1856, e seu nome significa "a joia do sul da República". Foi colonizada por alemães e sua presença é percebida nas ruas e outros locais, cujos nomes são alemães. É um charme!!!
Resolvemos jantar "em casa": uma bela macarronada com salsichas no molho misto (queijo e tomate).
Do mesmo modo como havíamos
planejado dormirmos em Valparaíso e acabamos ficando em Viña Del Mar,
agora o nosso projeto inicial era de dormirmos em La Serena, aproximadamente 400
km ao norte, sempre seguindo pela Ruta 5 – Ruta Del Mar (Circuito Litoral Norte
) da Via Panamericana e acabamos em Vicunã, já na serra.
Assim, fomos parando em cada
prainha bonita que encontrávamos, tirando fotos, catando conchas e curtindo um
friozinho e névoa fina que teimava em nos acompanhar.
Passamos por Los Vilos e por
diversos parques eólicos, onde cada um tinha pelo menos 40 cataventos gigantes.
No Chile apenas 6% de toda a energia elétrica produzida provém de fontes
renováveis, o restante é produzido por termoelétricas.
Próximos de La Serena,
entramos na Praia La Herradura sem muitos atrativos, apesar da fama divulgada.
Também fomos em Coquimbo, onde por acaso vislumbramos uma construção muito
linda que nos chamou a atenção. Chegando lá, descobrimos que se tratava de uma
Mesquita e assim, aproveitamos para visitá-la e conhecer um pouco sobre o Islã
e seus costumes, além da história dessa Mesquita especificamente.
Ela é a única Mesquita nas
Américas que foi construída com influência marroquina e é a única no mundo a
possuir o nome do rei de Marrocos, Mohammed VI. Além disso, lá funciona um
Centro (multi) Cultural, onde todos os visitantes são bem vindos, independente
de seu credo religiosos e podem utilizar-se do espaço ali existente.
Não vendo nenhum atrativo a
mais em Coquimbo, compramos um lanchinho num Copec e seguimos rumo a La Serena.
Fomos direto até a praia
onde tem o Farol Monumental de La Serena, que foi construído entre 1951 e 1953
e que faz parte da rede de faróis do Chile. Por estar à beira mar, está
necessitando de uma boa reforma.
Pesquisamos rapidamente os
preços de alguns hotéis hospedagens na cidade e na beira mar, que mais parece
Balneário Camboriú, tanto nos preços quanto na badalação!
Decidimos então ir à Vicuña,
cidade localizada 70 km ao leste, pela Ruta 41, já que era nosso caminho para o
Paso Água Negra, que faríamos no dia seguinte.
Represa do rio Elqui
Vinhedos do Vale do Elqui - uvas para produzir pisco
Foi uma ótima pedida, pois,
além da cidade ser muito simpática, já na entrada encontramos o Hostel Las
Delícias, onde o Leandro e o Jaime nos atenderam prontamente, com muita
atenção, explicando sobre as principais atrações da cidade e arredores e também
e onde poderíamos jantar, uma vez que não almoçamos!
Jaime nos acompanhou até o
Kiosko na esquina e nos deu uma aula sobre pisco, visto que o Vale do Elqui
(onde estamos) é o centro de produção da bebida símbolo do Chile!
A cidade de Vicuña é muito
importante, pois é o berço da Prêmio Nobel de Literatura (1945), Gabriela Mistral,
e possui um centro astronômico onde as pessoas vão a visitas agendadas conhecer
e localizar constelações, pelo fato da região possuir céu claro o ano inteiro. Há,
ainda, os roteiros pisqueiros, onde os visitantes e turistas conhecem e visitam as bodegas
onde é produzido o pisco!
Abastecendo no posto da rede Copec, em Vicuña
Hostel Das Delícias
Jantamos um delicioso Pollo
a lo Pobre, com direito a uma montanha de batatas fritas, com cebola frita e
ovos fritos sobre um pedação de frango assado, no restaurante La Picá, tudo
acompanhado por uma saladinha mista bem light!
O Hostel Las Delicias é um
local bastante simpático, familiar e acolhedor e nós, do Viagem Família,
recomendamos!
"
O que a alma faz por seu corpo, é o que o homem faz por seu povo. "
Acordamos preguiçosamente aí pelas 9h e após tomarmos nosso café da manhã, seguimos para nossa maratona diária: fazer o centro e seus principais pontos turísticos a pé. Nosso apart-hotel fica a apenas duas quadras da principal avenida, Alameda Bernardo O'Higgins, e já na esquina fica o prédio neoclássico imponente da Biblioteca Nacional.
Alameda Libertador Bernardo O'Higgins, ao fundo a Iglesia de San Francisco
Biblioteca Nacional
A iniciativa de se fazer uma Biblioteca Nacional nasceu em 1813, porém apenas 100 anos mais tarde passou a ser realidade. É uma das bibliotecas mais completas da América Latina e possui mais de 3 milhões de obras catalogadas.
Uma das salas de pesquisa, com obras antigas que contam a história das Américas
Seguindo pela mesma Alameda, à esquerda, fomos até o Palácio de la Moneda, atual sede da Presidência da República do Chile, do Ministério do Interior, da Secretaria Geral da Presidência e da Secretaria Geral do Governo.
Palacio de la Moneda (1874) - recentemente restaurado
Construído entre 1786 e 1812, o Palácio foi
projetado originalmente para para abrigar a Casa da Moeda, quando o Chile era uma colônia espanhola.A Casa da Moeda foi inaugurada oficialmente em 1805. Durante a independência do
Chile, foi neste palácio que se cunharam as primeiras moedas do Chile independente. Foi utilizada pela primeira vez como residência e sede do governo por don Manuel Bulnes, em 1846.
No caminho, passamos pela Iglesia de San Francisco (em obras), pela Universidad do Chile, Bolsa de Comércio e chegamos a Plaza de la Constitución, passando por diversas obras públicas. A cidade de Santiago está em obras! Muitos prédios históricos, museus, igrejas etc estão em reformas ou sendo isoladas para serem reformadas. Recentemente houve um terremoto que afetou a estrutura de alguns desses edifícios.
Iglesia de San Francisco (1586) - a construção mais antiga da cidade,
visto que sua nave central resistiu aos terremotos
Bolsa de Comércio (1921)
Plaza de la Constitución
Mais algumas quadras, chegamos a Câmara dos Deputados (Ex-Congreso Nacional) e algumas obras adiante, à Iglesia Catedral. A Plaza de Armas está cercada com tapumes e sendo restaurada.
Ex - Congresso Nacional
A Catedral levou 151 anos para ser construída (1748 - 1899) e possui um estilo eclético, com materiais como madeira, ouro, mármore, prata, entre outros. Sua estrutura ficou bastante abalada pelo último terremoto e será o próximo prédio histórico a ser restaurado. Há frestas e colunas meio expostas, a pintura do teto necessita de restauração e muitos detalhes estão encobertos pela ação do tempo, visto que nunca foi reformada.
Plaza de Armas em obras e Iglesia Catedral, ao fundo
Nave central da Iglesia Catedral
Esta é a segunda vez que estamos em Santiago e dessa vez novamente também não pudemos visitar a Casa Colorada - Museu de Santiago, pois está em reformas.
Em estilo colonial, a Casa Colorada foi a primeira edificação que se utilizou da cor vermelha em sua fachada
e ser a primeira casa privada de dois pisos no país.
Palacio Consistorial - Municipalidad de Santiago
Depois de mais uma "furada", seguimos ao Mercado Central, inaugurado em 1872, e que além das funções de mercado, possui restaurantes onde se pode degustar a deliciosa comida típica chilena, com muitos pratos a base de frutos do mar.
Caminhando pelo Mercado e olhando as lojinhas
Estrutura do telhado do Mercado, em estilo inglês
Não podíamos deixar de experimentar a famosa centolla - caranguejo gigante. Assim, sentamo-nos do restaurante mais famoso da cidade "done Augusto" e degustamos uma centolla com acompanhamentos, regadas a Austral gelada. Tudo uma delícia. Nosso garçom (moço), Hugo, possui destreza e rapidez para destrinchar o bichinho enquanto nós só observávamos... delííííí´cia!!!!!
Saciados, seguimos (8 quadras) até o Cerro Santa Lucia, entrando pela Calle Merced. O local onde hoje há o Cerro era apenas um morro de terra agreste, chamado de Huelén (dor, melancolia, pena) pelos indígenas da região. Don Pedro Valdívia, ao tomar posse do lugar em 13 de dezembro de 1540, dia de Santa Lucia, o rebatizou e iniciou a construção da Basílica de la Merced, abrigando irmãs eremitas e onde funcionou o primeiro observatório astronômico do país, por ser um local alto e de onde se pode vislumbrar a cidade.
Foi utilizado como forte durante a época da Reconquista (1814- 1817) e, em 1872, transformado em um um local cheio de árvores, estátuas e beleza, por Benjamín Vicuña Mackenna, que utilizou mão de obra de 60 prisioneiros que ficaram reclusos no Castillo Hidalgo (no alto do morro). Hoje é um dos pontos altos da visitação do centro da cidade. Imperdível!
Vista da cidade, do alto do Cerro Santa Lucia
Fomos até a estação de metrô para sacar um pouco mais de pesos chilenos ($200 mil) e decidimos ir até o Cerro San Cristobal, para andar de Funicolar (mais umas 10 quadras). No caminho, a Universidade Católica e outros prédios imponentes. Viramos à esquerda na Calle Pio Nono, rua cheio de barzinhos e restaurantes e, mais algumas quadras chegamos ao Parque Metropolitano. Entramos na fila para o Funicolar ($2000 ida e volta, por pessoa) e aguardamos uns 15min até que chegasse a nossa vez. Havia muitos estrangeiros e ficamos conversando e brincando em jamaicanês!
Fila para o funicolar
O mesmo edificador do Cerro Santa Lucia, Benjamim Vicuña Mackenna, também foi o idealizador desse empreendimento que passou a ser Cerro San Cristobal com Alberto Mackenna Subercaseaux e Pedro Bannen, já em meados do séc XX.
Tomando um mote con huesillo hellado - suco natural de pêssego, com pêssegos e grãos de trigo
Igreja ao ar livre - Santuario de la Inmaculada Concepción del Cerro San Cristóbal
Em 1966 foi elaborada a lei que transformou o Cerro em Parque Metropolitano. O funicolar vence uma diferença de altitude da estação de partida até a de chegada, no alto, de 280m, percorrendo 500m numa inclinação de 45°. Na metade do trecho os dois bondes se encontram e passam a poucos centímetros um do outro. Há uma estação intermediária para aqueles que desejam acessar ao Zoo, pela metade do preço.
Nós recomendamos o passeio por sua diversidade e beleza. Do alto do Cerro, que está a 800msnm, e é o 2º ponto mais alto da cidade, vislumbra-se toda Santiago e a Cordilheira dos Andes.
Na volta, a pé, curtimos um som muito legal: rock, country and blues de boa qualidade de uma road band e deixamos alguns pesos para os músicos, pois a música estava maneira!
Depois de alguns quilômetros andados pela capital chilena, voltamos ao nosso lar temporário e jantamos "panchos" con salsa de tomate!!! Ótimo dia com muita atrações visitadas.