Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Cambará do Sul RS a Laguna SC

26 de julho de 2014



O dia amanheceu muuuiiito gelado... tudo estava branquinho, mas com um sol maravilhoso! Agasalhamo-nos bem e subimos até a casa-sede para tomarmos um gostoso café da manhã quentinho com pão caseiro e outras delícias preparadas pela Dona Ieda que estava toda animada e ficamos conversando enquanto nos alimentávamos. A conversa estava boa e havia um outro casal que estava seguindo para Praia Grande-SC  Dessa forma já passamos as dicas da descida e dos passeios do dia e nos organizamos pra "levantar acampamento".


Conta paga, seguimos em direção ao Cânion Fortaleza, distante uns 15 km do centro da cidade percorridos em asfalto quase em sua totalidade! Foi uma surpresa para nós, visto que da última vez que estivemos aqui (há pelo menos uns 6 anos) a estrada era toda de chão batido! Dessa forma agora apenas os últimos 3,6 km ainda não foram pavimentados e o trecho está bastante ruim, porém a possibilidade de vislumbrar o paredão de rocha não desanima o aventureiro que para lá se encaminha. A vista do Fortaleza é d e s l u m b r a n t e!!!!!!!!

Eu (Marcos) bem na borda do Cânion

Trilha do Fortaleza
Encontramos muitos outros visitantes e iniciamos a subida da montanha às 10h, debaixo de sol quente e pouco vento. A medida que íamos subindo, o visual ia ficando cada vez mais bonito o vento ia aumentando e a sensação térmica diminuindo. Indispensável roupas adequadas para se proteger do vento forte, bem como um bom protetor solar, pois o sol estava inclemente. A caminhada leva pouco mais de 30 minutos e é relativamente fácil. Chegando ao topo, novamente fomos surpreendidos pela beleza e pela boa visibilidade, visto que era possível enxergar até o Torres, no litoral gaúcho, bem como lagunas e outras praias já do litoral catarinense! Importante destacar que o paredão tem aproximadamente 700m de altura e a divisa dos estados está mais ou menos no meio dele! É maravilhoso ficar ouvindo o vento e olhando para aquela imensidão toda! Tiramos muitas fotos e ficamos um tempo lá em cima. Ao descermos, pegamos uma trilha lateral que vai margeando a borda do cânion. Há locais onde se deve tomar bastante cuidado, pois um passo em falso ou uma lufada de vento mais forte pode desequilibrar o visitante, visto que uma queda ali seria fatal. Mais algumas fotos e voltamos ao estacionamento onde reencontramos uma raposa que há alguns anos era bastante arisca e agora caminha tranquilamente entre os visitantes do parque. Hoje a vida selvagem lentamente está se acostumando com o ser humano, infelizmente.
Vista da praia ao longe
Na beirinha do precipício
De pés pro ar...
Raposa do Campo (Pseudalopex vetulus)
Retornamos a cidade e fizemos um lanche rápido (pastel de carne, suco natural e o sanduíche que havíamos feito pela manhã, na pousada) e resolvemos descer a serra, pela estrada Rota do Sol, que hoje está toda asfaltada e é uma opção interessante para aqueles turistas que não possuem veículo mais robusto para enfrentar as estradas irregulares não pavimentadas da região!
Mirante na RS 453 - Rota do Sol
Túnel na Rota do Sol
A descida da RS 453 fica a pouco mais de 30km de distância de Cambará do Sul, em direção a Tainhas e 56 km depois da descida da Serra do Pinto, ela se encontra com a BR 101, já no município de Três Forquilhas RS. No meio dessa serra existem refúgios com toda a infraestrutura de alimentação e descanso e ótimos lugares para visualizar a bela paisagem.
Seguimos a Norte até a cidade de Laguna SC, onde pernoitamos. (Novamente tivemos o desconforto de ficarmos mais de 1 hora no congestionamento da Lagoa do Imaruí). As longas e demoradas filas são causadas pelas obras de construção da nova ponte sobre a Lagoa.
Amanhã voltamos pra casa, mas não sem antes revermos o Farol de Santa Marta. Mas esta já é outra história!

domingo, 27 de julho de 2014

Praia Grande - SC a Cambará do Sul - RS

25 de julho de 2014
Praça central de Praia Grande, em frente à igreja matriz
O dia amanheceu lindo, com sol e céu azul e um friozinho gostoso. Dessa forma, após um saboroso café da manhã preparado com carinho pela nossa amiga d. Alba e um belo bate papo, seguimos para Aparados da Serra, onde fica o Cânion do Itaimbezinho. Antes, porém, demos um "giro" pela cidade e reencontramos o Edimiter em sua agência de turismo desta vez de dia. O Edimiter é realmente polivalente! Dono de restaurante, fazedor de cerveja artesanal, guia de turismo...
Despedindo-nos de d. Alba
A estrada da subida da serra tem pequenos trechos iniciais parcialmente asfaltados, mas o resto dela continua sendo de muita pedra e buracos nas suas curvas fechadas e íngremes. No entanto, quando se chega à divisa com o Rio Grande do Sul, a rodovia passa a ser toda de chão, em condições razoáveis! Chegamos na entrada do Parque Nacional Aparados da Serra aí pelas 10h45min e após pagarmos o ingresso, R$ 6,50 para brasileiros (R$ 13,00 para estrangeiros) e mais R$ 5,00 pelo estacionamento, fomos direto ao Centro de Recepção do Parque, onde pegamos algumas informações suplementares, seguindo pela trilha do Cotovelo até o ponto extremo do Cânion, distante 3000m. Atualmente pode-se fazer as trilhas sem o acompanhamento de guias com tranquilidade, pois elas são bem demarcadas e seguras.
"Segurando" uma gralha azul
Trilha do Cotovelo

Cânion do Itaimbezinho



O visual estava lindo, com aberturas de sol e um pouco de vento. Havia muitos visitantes e o caminho é auto guiado. Sendo assim, fizemos essa etapa do passeio em pouco menos de 2 horas voltando ao Centro de Informações, onde tomamos água e seguimos a outra trilha, da Andorinha, mais 1800m, aproximadamente. De lá avistam-se duas cachoeiras: Andorinha e Véu da Noiva. A vista panorâmica do cânion estava muito linda e relembramos a nossa visita anterior, feita em 2002, com nossos filhos, naquela época com 6 e 3 anos!!! De qualquer forma a vista do Itaimbezinho é muito linda e marcante deixando o visitante sempre deslumbrado.
Cachoeira do Véu da Noiva


Cachoeira das Andorinhas
Após a caminhada, lanchamos no carro nossos sanduíches preparados pela manhã no hotel e seguimos até a cidade de Cambará do Sul, onde passeamos e procuramos pouso. O frio, às 15h30min, já estava intenso e a temperatura não estava superior a 8°C. Após algumas tentativas frustradas, pois os preços estavam bastante caros (em média, R$ 150,00 para o casal) encontramos uma cabana na Pousada Bela Cambará, de d. Ieda, por R$ 120,00 o casal, com lareira (lenha inclusa) e lençóis elétricos. Ela nos recebeu alegremente e nos deu a chave, de modo que pudéssemos passear antes do pôr-do-sol. Aproveitamos para ir ao supermercado, Centro Cultural e Biblioteca, lojas de lembrancinhas,... até a Câmara de Vereadores nós visitamos! Nessa altura, a temperatura já havia caído e girava em torno de 3°C!

Temperatura às 17h
Nosso lar/chalé

Centro Cultural da cidade de Cambará


Pôr do sol em Cambará do Sul

Quando saímos aí pelas 19h para jantar, quase congelamos: estava um pouco mais de 2°C... chegamos ao Galeteria O Casarão, do casal amigo de visitas anteriores, Elaine e Ademir, e jantamos deliciosamente o rodízio de galeto, incluindo polenta e queijo coalho na chapa, bem como buffet de saladas orgânicas produzidas ali mesmo e buffet de sopas e massas caseiras. Tudo uma delícia, a R$ 45,00 por pessoa. No local também há a opção de comer o rodízio incluindo trutas, nesse caso, o preço é de R$ 65,00 por pessoa. Tomamos um vinho gostoso merlot da casa e fizemos amizade com o casal  Eliete e Emerson, de Porto Alegre. Muito bate papo e muitas risadas acompanhadas da deliciosa comida, nos despedimos, parecendo que já nos conhecíamos há anos e ao sairmos do restaurante a temperatura externa estava em -2°C... Não eram 22h ainda!!!

Com os novos amigos gaúchos, Eliete e Emerson
O carro já estava coberto com camada fina de gelo e ao chegarmos em nosso pouso o frio estava ainda mais intenso e a geada já recobria o chão. Enquanto o Marcos fazia fogo na lareira eu já ligava os lençóis elétricos! Ficamos organizando a postagem do blog e um pouco mais tarde nos encorajamos a tomar banho, pois o quarto estava razoavelmente aquecido! Para nossa surpresa, não saiu água do chuveiro e nem na torneira!!!
De duas uma: ou a água havia congelado nos canos ou o registro estava fechado! Marcos teve de sair novamente da cabana e encontrando o Amauri (filho de d. Ieda), descobriram que era o registro que estava fechado. Ufa! Menos mal! Agora era só tomar um banho quentinho e ir pra cama, já aquecida!
A temperatura externa girava em torno de - 3,8°C! Boa noite!!! Brrrrrrrrr...

Acendendo a indispensável lareira

Floripa a Praia Grande - SC

24 de julho de 2014
Nós com o Luis, nosso anfitrião portenho
Após uma ótima noite de sono, durante a qual fomos acordados pelo vento forte e chuva batendo na janela do nosso chalé, em Sambaqui, no noroeste da Ilha de Florianópolis, perto das 8h da manhã decidimos sair debaixo das cobertas e olhar para fora. Havia parado de chover no momento, então decidimos nos despedir do Luis, nosso simpático anfitrião argentino e seguir rumo ao norte, mais especificamente para Canasvieiras de onde sairia o nosso passeio de escuna rumo a Ilha do Anhatomirim para visitar a fortaleza de Santa Cruz que lá está localizada.
Praia de Canasvieiras - ao fundo, trapiche de onde saem os passeios de escuna
Conforme já havíamos imaginado, acabamos comprovando no local que os passeios de escuna estavam cancelados e transferidos para o dia seguinte. Dessa forma, com tempo de folga, resolvemos fazer a volta completa na Ilha, que já não a visitávamos há quase 8 anos, passeando por Canasvieiras, Ingleses e dali, pela SC 406, sentido sul,  rumo a Lagoa da Conceição. Acabamos vendo os cartazes sobre o Projeto Tamar, localizado próximo da Barra da Lagoa e decidimos ir visitar este interessante projeto de apoio a biodiversidade, mais especificamente na recuperação e estudo das tartarugas nas suas diversas espécies.

O Museu Aberto da Tartaruga Marinha conta com uma infra estrutura de 5 tanques onde estão diversos espécimes de tartarugas existentes na costa brasileira, além de sala de vídeo onde se pode assistir vídeo educativo de 15 min com explicações gerais sobre a desova, os cuidados com as tartarugas, os diversos tipos encontrados nas nossas praias. Além disso, há museu com esqueletos e cascos de tartaruga e a presença de monitores muito atenciosos que estão à disposição para tirar as dúvidas dos visitantes.




Existem, no Brasil, 5 espécies de tartarugas: a verde, também chamada de aruanã, frequentemente encontrada nas águas da ilha de Florianópolis; a cabeçuda, cuja cabeça é proporcionalmente maior que das outras e muito encontrada nas praias de Barra Velha, por exemplo; de couro, também conhecida como gigante; de pente, uma das mais ameaçadas de extinção e a oliva, menos frequente em nossas águas.
O ingresso é de R$ 10,00 para adultos e meia entrada para estudantes/professores. Para ajudar na manutenção e sustento do Projeto, existe uma loja com souvenirs e diversos produtos à venda, com a marca do Tamar.
Barra da Lagoa debaixo de muita chuva

Quando saímos do Museu já era quase hora do almoço e caía uma chuva fina. Fomos até a boca da Barra onde há uma ponte de ferro para tirar umas fotos, debaixo do guarda-chuva, e lá lanchamos nossas empanadas acompanhadas de suco de laranja, dentro do Garça, já que a chuva havia engrossado.  Como a chuva não dava trégua e havíamos pesquisado na internet que o tempo ficaria ruim no litoral pelos próximos 2 dias, decidimos seguir mais ao Sul, especificamente no Rio Grande do Sul, na região dos Cânions, pois pela meteorologia a região serrana teria tempo bom e sol, apesar de alerta de frio intenso!
Dessa forma, retornamos a BR 101, indo até São João do Sul, ainda em Santa Catarina, pegando à direita pela SC 450 até a cidade de Praia Grande, onde chegamos ao entardecer, visto que pegamos um grande congestionamento na altura de Laguna em função das obras na ponte que cruza sobre a Lagoa do Imaruí.
Paramos no Centro de Informação ao Turista e fomos prontamente atendidos pela atenciosa Assucena que nos indicou hotéis, pousadas e restaurantes, além de passeios possíveis saindo dali.
Ao dobramos a esquina, vimos uma placa indicando o Praia Grande Hotel e para lá seguimos, sendo recebidos pela d. Alba, uma simpática senhora falante e muito receptiva, que já nos mostrou um quarto e, após rápida negociação, nos instalamos a R$ 100,00 o pernoite com café da manhã.
Restaurante A Casa do Sabor
Colocando o adesivo "Viagem Família"
Quanto ao jantar, não há muitas opções na cidade, dessa forma d. Alba ligou para A Casa do Sabor, do Paulão e reservou mais dois lugares para às 20h30min. Com tempo de sobra, iniciamos nossas postagens e esperamos "dar o tempo" para sairmos. Fomos surpreendidos por chuva fina e noite fria, mas seguimos a pé até o restaurante que fica a pouco mais de quatro quadras do hotel e está localizado num porão de uma casa. O local é charmosíssimo e a comida é caseira, mas esplêndida! Fomos recepcionados pelo Edimiter e acabamos provando a cerveja artesanal produzida por eles... a Grota Bier é muito saborosa e encorpada, portanto, combinação perfeita para a noite! O jantar foi servido pontualmente e a conversa se estendeu por mais de hora, havendo troca de cartões e ideias.
Com o amigo Edimiter e as suas saborosas cervejas artesanais

Fomos pra casa alegres e satisfeitos por mais um dia onde tivemos a oportunidade de conhecer pessoas bacanas e lugares interessantes!
Amanhã tem mais!!!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sul de Santa Catarina - Roteiro Alternativo-Dicas - 1ª PARTE


DATA 29 DE JULHO DE 2013
Barra Velha (SC) a Timbé do Sul (SC)
           Desta vez, decidimos fazer um programa e roteiro de viagem um pouco diferente pelo pouco tempo disponível e pela possibilidade de fazer um caminho alternativo pelo sul do estado de Santa Catarina, não passando por cidades já conhecidas de todos, mas abrindo e mostrando que existem muitas coisas bonitas e interessantes a conhecer fora do tão belo e divulgado litoral catarinense e das opções já conhecidas e divulgadas. O nosso destino é a Serra Geral de Santa Catarina, mas não a parte alta e sim por baixo, acompanhando os contrafortes e sopé, onde desaguam os rios do planalto e onde há ocorrência de falésias e grutas. 

Saimos de Barra Velha, litoral norte de SC pela BR 101, sentido sul, e percorremos aproximadamente 350 km, e  logo após Araranguá entramos à direita em direção a Ermo. Ermo é uma cidadezinha com pouco mais de 2100 habitantes com ruas ajardinadas e floridas que ganhou este nome nos idos de 1800 quando os primeiros imigrantes açorianos para cá vieram e se depararam com um local de difícil acesso com matas fechadas e várzeas alagadas. 
A economia da cidadezinha é baseada no cultivo do arroz e do fumo e sua emancipação deu-se apenas no ano de 1993, quando desligou-se do município vizinho, a cidade de Turvo.
Praça central de Jacinto Machado
Seguindo em frente, em direção ao interior, fomos até Jacinto Machado, cidade com 11000 habitantes, distante 15 km ao oeste e que pela sua localização geográfica deveria ser o ponto de apoio para os viajantes que seguem aos Cânions do RS – Aparados da Serra. Porém o que  descobrimos é que a cidade não tem nenhuma receptividade para o desbravamento da região, possuindo apenas um hotel  além do pequeno museu (Casa da Cultura e Biblioteca Pública) que no momento estava em reformas. Conversamos com diversos moradores da cidade e nenhum deles soube nos informar sobre o que existe na cidade  para ser visto. Há, no guia da região, uma casa de artesanato típico italiano, porém não a achamos e ninguém sabia de sua existência. Depois de alguns minutos rodando sem destino pela cidade, resolvemos voltar até Ermo e de lá, seguir para Timbé do Sul, distante 42 km por estradinhas de terra.
Timbé do Sul é uma cidadezinha acanhada, com pouco mais de 5.500 habitantes e fica localizado bem pertinho da divisa com o Rio Grande do Sul (20km) no sopé da Serra Geral nas escarpas da chamada Serra da Rocinha. Oferece porém  uma estrutura bem básica aos viajantes que desejam conhecer a região sem muito luxos. Um hotelzinho (mais parecido com uma hospedaria), bancos, farmácias, lanchonetes, um posto de combustíveis e um restaurante(que estava fechado). Ficamos no Hotel Magnus(único da cidade), do Martinho e lá fomos muito bem atendidos pela filha do casal, Damaris, que prontamente nos acolheu, oferecendo duas acomodações. O quarto de casal com banheiro, ar condicionado e TV  ficou por R$ 50,00 e o outro quarto, com uma cama de solteiro e mais colchão extra e TV ficou por R$ 30,00 com café da manhã incluso(na padaria distante uma quadra). Solicitamos a Damaris um local para jantar visto que o restaurante estava fechado e ela nos prometeu que ia verificar o que poderia ser feito.
Em frente ao Hotel Magnus-Timbé do Sul
Hospedagem garantida, e sendo ainda 16h45min, resolvemos “dar um role” e já conhecer alguma(s) atração(ões) da cidade. Foi nos sugerido – pelo Martinho - seguirmos em direção ao Mirante da Serrinha e visitarmos o Poço do Caixão, o Mirante e a Cachoeira da Cortina. Como não há muitas indicações nem placas ao longo do caminho, acabamos perdendo a entrada do Poço, mas alguns quilômetros adiante achamos a entrada para a Cachoeira da Cortina. Como já estava caindo à tarde, resolvemos fazer essa trilha. Seguimos por estrada de chão, aproximadamente, uns 5 a 6 km, onde o último pedaço era mais radical, necessitando 4x4 em reduzida na última subida. Deixamos o carro em local adequado (no meio do mato, na beira da estrada) e seguimos a pé, pela trilha no meio do mato. Depois de uns 15 min, alcançamos o rio e, subindo por ele, vislumbramos a cachoeira, realmente muito bonita. 


Ela tem aproximadamente uns 60 metros de altura e foi bom que o pouco volume d'água do rio nos propiciou visitá-la bem de perto. Com o adiantado da hora (no inverno e no meio do mato escurece bem mais cedo)  não pudemos ficar muito tempo curtindo o local, assim mesmo ficamos uns 15 ou 20 minutos admirando o local e depois voltamos pela mesma trilha. Na passagem por dentro do rio, a Nati escorregou numa pedra molhada e caiu em cheio, se molhando inteira... nada grave, mas um motivo para andarmos rápido até o carro para fazer a troca da roupa, pois estava ficando frio. No caminho de volta para a cidade a noite caiu e chegando ao hotel descobrimos que os proprietários do hotel que nos atenderam estavam fazendo um jantar caseiro para nós, pois nas segundas-feiras não há opções de restaurante aberto. Assim, até o jantar ficar pronto ( + uns 30 min.) passeamos pela cidade, indo até o posto de combustível onde o seu proprietário Adir nos contou algumas boas histórias da região, além de ter muitos painéis com fotos das principais atrações da região.
Jantar simples, mas saboroso, com frango, carne, massa, arroz e saladas foi complementado com belo sorvete comprado na lanchonete em frente à pracinha. Hora de dormir e se preparar para as emoções do dia seguinte.
Buscando informações na Prefeitura  com o Gustavo
Mapa com atrações de Timbé do Sul e região.

DIA 30 DE JULHO DE 2013  - Timbé do Sul a Nova Veneza
                Pela manhã acabamos tomando café na Panificadora da D. Rosa, distante uma quadra de nossa hospedagem pela indicação e acordo com o Hotel que paga a despesa. Em seguida, fomos até a Secretaria de Turismo, na Prefeitura da cidade, para conversarmos com o Gustavo, ex-secretário de Turismo e atualmente lotado na pasta do Meio Ambiente. Encontramos com ele quase saindo... mas nos atendeu muito atenciosamente, direcionando e dando todas as dicas para os passeios do dia que queríamos fazer:  Poço do Caixão, Portal do Palmiro e Buraco do Padre. Desaconselhou-nos a fazer o Cânion do Amola Faca, bem como da Serrinha, pois são passeios que levam um dia inteiro cada, andando por dentro do rio (pois os cânions, nesse caso, são vistos pela parte de baixo).
Na propriedade do Valdevino, conversando com o Leo.
                                     

Portal do Palmiro
Entrando na Gruta do Alano
Dentro da Gruta com o Valdevino
Inscrições rupestres



           Assim, após muito bate-papo e informações importantes anotadas, seguimos até o Portal do Palmiro, cuja entrada está a uns 3,5 km pela estrada principal. De lá, são mais uns 10 km até chegarmos à propriedade de Valdevino Alano. Lá chegando, fomos surpreendidos pela  presença do atual secretário de Turismo, Gislael Floriano(48-9144-2138) popular Leo, que estava fazendo combinados com o Valdevino para visitas agendadas para o final de semana. Conversa vai, conversa vem trocamos mais informações com o Leo e logo depois encaramos a trilha com o Valdevino que nos acompanhou, contando as histórias interessantes do local, sua origem, os mistérios sobre o tesouro enterrado naquelas terras, inclusive sobre barras de ouro que o seu tio teria achado numa grota, ouro este proveniente de padres jesuítas franceses que cruzaram a região,  e a descoberta das pequenas cavernas da região, onde também se veem inscrições rupestres. Foi um passeio e tanto, ouvindo suas histórias  com toda a sua simplicidade e sabedoria! A trilha levou, aproximadamente, 2h 15min e, pagamos R$ 25,00 ao Valdevino pelo seu trabalho, histórias e  pelo passeio. 
Poço do caixão(Rio Serra Vermelha)


                 De volta à estrada, fomos até o Poço do Caixão, distante uns 4 km do centro da cidade. O local possui uma boa infraestrutura para receber pessoas no verão como churrasqueiras e um restaurante e também é utilizado como ponto de aterrissagem de parapente e asa delta provenientes do ponto de decolagem situado no Mirante da Serra, 30 km serra a cima. Aqui o Rio Serra Vermelha forma, literalmente, um poço em formato quadrangular(lembrando o formato de um caixão) com 2,5m de profundidade, de águas azuis e cristalinas, cheio de peixinhos... uma verdadeira delícia! Não fosse pelo frio do inverno (apesar da temperatura ambiente estar em torno de 19°C), teríamos dado um belo mergulho pois a água (gelaaaaada) e o sol estavam bem convidativos! Deixamos o banho pra próxima visita, no verão!



   Saindo de lá, voltamos até a cidade, não sem antes pararmos no Mini-Museu/mercado do Alemão. Uma verdadeira bagunça de objetos exóticos mas bastante interessante pois havia peças históricas, ossadas, peles de animais, máquinas antigas, bebidas,  misturadas a produtos à venda, numa confusão (e poeira) sem fim! Seu proprietário, Wilson Maffioletti, popular Alemão, é, na verdade, de origem italiana e tem, ao longo dos anos, colecionado peças bem exóticas e diferentes, algumas próprias e outras que ganha de presente de amigos que viajam,  montando um acervo no mínimo esquisito mas muito curioso e que vale a pena conhecer. Depois de alguns dedos de prosa, seguimos até a Vila Marchesini, passando pela ponte nova sobre o rio Fortuna e seguindo por muitos km, por estrada de chão batido, até a “entrada” do Buraco do Padre.




 A trilha está mal sinalizada e tivemos um pouco de dificuldade em nos achar, perguntando para alguns poucos "viventes" do lugar porém logo descobrimos o caminho correto , após passar por dentro do rio, foi fácil. A caminhada é de uns 20min, no meio da mata fechada, com algumas subidas e descidas íngremes, mas vale a pena: o visual é deslumbrante! Tiramos muitas fotos do lugar que é uma espécie de furna por onde a água desce de uma altura de aproximadamente 30 metros pelas pedras esculpindo-as em formas diversas e caindo em forma de leque no fundo da grota formando um riacho. Voltando ao carro, paramos no meio do leito quase seco do Rio Fortuna aproveitamos para fazer um lanchinho e reabastecer nossas garrafas d’água com água límpida e cristalina de rio que aflora em meio às pedras. Como é bom conhecer locais ainda limpos e praticamente intactos onde se pode beber água de rio sem medo!



Como já era 14h30min, resolvemos seguir caminho até Nova Veneza, onde predendemos dormir,  passando pelas cidades de Morro Grande( 20km) e Meleiro( 32km) ao leste,  pela SC 483, parando em Forquilhinha – cidade natal de Zilda Arns e Dom Paulo Evaristo Arns-cardeal. Forquilhina 18 km ao sul de Criciuma, tem boa estrutura e até um aeroporto com voos regulares de Joinville, Porto Alegre e Guarulhos, pois tem quase 23.000 habitantes e possui este nome pela junção dos rios São Bento e Mãe Luzia em formato de forca. Foi colonizada a partir de 1912 por imigrantes alemães, tendo antes sido antes ocupada por açorianos e italianos, além da presença de "bugres"(índios). Chegamos a tempo de visitar o Museu da cidade que fica aberto até às 17h. Fomos muito bem atendidos pela Ana, funcionária muito gentil que nos explicou a história da cidade, suas características e particularidades e nos presenteou com livros homenageando os 100 anos da cidade de Forquilhinha. De lá até Nova Veneza são apenas 18 km, feitos em estrada boa e asfaltada.


O Pórtico de entrada da cidade de Nova Veneza é muito bonito e possui um legítimo leão veneziano em seu topo, doado pelo povo italiano. Algumas fotos pra registrar o momento e seguimos até o centro da cidade. Nova Veneza é organizada, limpa, simpática e acolhedora. Infelizmente, não possui muita infraestrutura para receber o turista, pois só têm quatro opções de hospedagem, três das quais praticam os mesmo preços (R$ 60,00 por pessoa), um, pouco divulgado é no convento das freiras bem simples mas mesmo preço e um dos hotéis, de nível mais sofisticado, está mais caro e era fora da cidade na estrada que liga Forquilhinha a Nova Veneza onde já tínhamos passado.

Tendo em vista que já estava anoitecendo e precisávamos nos decidir sobre onde iríamos dormir, acabamos ficando no Hotel Veneza, o mais antigo da cidade(foi reformado recentemente) e que fica ao lado da praça principal onde fica uma legítima gôndola veneziana que é a marca registrada da cidade. Conseguimos negociar um desconto e assim, acabamos pagando R$ 50,00 por pessoa, com direito a café da manhã. O próximo passo era achar um restaurante que estivesse aberto: só havia duas opções! A Bodega do Zeca, com ambiente rústico chique e pratos elaborados à base de massas e o Il Camino, onde havia a opção de mini rodízio de massas, com carnes e saladas. Acabamos ficando com segunda opção, pois atendia mais às nossas expectativas de comer um franguinho, com polenta, massas e saladas.
Praça Humberto Bortoluzzi-centro de Nova Veneza
Passeando numa legítima gôndola veneziana

Com os proprietários do IL  CAMINO - Damiani(Fefê) e Lili
Assim, perto das 19h, saímos do hotel a pé, indo até a gôndola que é uma das únicas 4 que ficam fora de Veneza na Itália e tirando muitas fotos noturnas, como se estivéssemos em Veneza. Que romântico! De lá, caminhamos duas quadras até o restaurante IL Camino do Fefe e da Lili, onde fomos hiper bem recebidos e “almojantamos” (almoço + jantar) deliciosamente com direito a um delicioso vinho da casa! 
Quase em frente ao restaurante Il Camino, fica a Chaminé e o Palazzo delle Acque – teatro. Mais algumas fotos noturnas e seguimos “para casa”, para descansar de mais um dia produtivo e interessante.